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Areias frias, quando o tempo pára sem você. Abraços mornos, quando tua presença aquece. Assim, meu sábado bruxuleia, brinca na tela da TV. Apenas entendo tudo.Porque só assim, sempre permanece.
As vozes da esquina invadem meu quarto sereno, aqui. Vejo nós, que meu coração não sabe desatar de frente. Acalanto um desejo que ainda sequer permiti. Um esboço que entenda, o que só, meu corpo sente.
Os dias se vão segmentados, como vamos nós. Repetindo tudo igual, sem perceber essa rotina. E chegamos, num mundo diferente, só a sós. Onde nada sabemos.Onde tudo, o momento ensina.
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