
Coração medianeiro. Coração calado. Tantas recordações. Ali na esquina, o passado. Se expulso um sentimento. Retomo minha saudade. Briga, compra o momento. O sempre reata a vontade. Ainda, clareia meu quarto. Essa chama, que me chama. Meus retalhos aos poucos, irão recobrir nossa cama. Uma lágrima embotada. Um sorriso, se assim for. Que brinca leve na alvorada. Mas fala sério de amor. Fechei a porta da frente. Fiz do mundo exclusão. Mas vem você de repente. E me bota o cadeado na mão. Eu já não sei quase nada. O destino tem sua asa. E numa manhã ensolarada. Fiz-me expulsa de casa.
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