2ª CONTINUAÇÃO DO LIVRO DE RENESMEE OU LUA CHEIA
2ª CONTINUAÇÃO DO LIVRO DE RENESMEE OU LUA CHEIA

domingo, 18 julho, 2010
Capítulo 22

RENESMEE...

22. CERTEZAS

-Mãe! Temos que ligar para Renée e Phill!-abri a porta e gritei. Meu coração estava desesperado, aos pulos. Depois que voltei da Itália, bloqueei muitas coisas ruins de lá, uma delas o perigo em que Renée e Phill estavam submetidos.

Mas enquanto falava com os garotos na reserva, a minha família humana veio como um flash, e Renée estava lá, e eu tinha que ajudá-la.

-Por quê?-ela me encarou com seus olhos dourados.

-Eles estão em perigo. Digamos que a próxima refeição dos Volturi terá turistas de Phoenix no cardápio.-falei sério, e os olhos de Bella vasculharam a sala a procura do celular. Com passos vampíricos, minha mãe saiu e voltou a nossa sala com o celular já no ouvido.

-Mãe?-ela sibilou, mas o celular parecia estar desligado. A mensagem de voz foi ativada- Mãe, não sei se ainda está com esse celular, ou perdeu ele, mas assim que escutar essa mensagem, por favor, me liga! É muito importante! Te amo.

Os olhos de Bella estavam em mim, concentrados. Eu não tinha certeza de que Renée ouviria a mensagem, então vi minha mãe discar novamente, era para o Phill.

-Alô? Phill? Graças a Deus!-eu me sentei, minha mãe virou-se para me encarar.

-Bella? Mas qual o problema? Você está bem?-do outro lado da linha, Phill se preocupou. Mesmo com a voz melódica e suave da minha mãe, ele percebeu no “graças a Deus!” algo errado.

-Você e a minha mãe não vão para a Itália, vão?-ela modelou o tom para curiosidade, ouvi Phill sorrir do outro lado da linha.

-É uma surpresa para sua mãe. Resolvi levar ela em um passeio pela Europa, aniversário de casamento. O primeiro lugar que vamos é uma pequena cidadezinha na Itália. Ei! Como você sabe que vamos viajar?-ele ainda estava alegre.

-Digamos que a companhia de viagens deixou escapar.-Bella sorriu para mim- Mas, então... a mamãe está aí?

-Não.

-Quero pedir um favor, quer dizer, quero alertar vocês. Está havendo uma investigação policial nessa cidade da Itália, e era melhor que vocês não fossem a Volterra.-minha mãe falava como quem apenas dá um conselho.

-É essa cidade mesmo. Investigação é? E o que houve por lá?-Phill soou preocupado. Bom sinal.

-Parece que estão ocorrendo assassinatos e os turistas são as principais vítimas. Então, para que não seja o último aniversário de casamento de vocês, não a leve para Volterra. Se possível, não vá a Itália. Eu não quero perder minha mãe...e nem você, é claro.-agora o tom de Bella havia ficado melancólico. Mas só o tom, sua expressão de ansiedade era a mesma desde o início da ligação.

-Eu posso cancelar. É apenas uma pequena cidade do roteiro, podemos deixar de passar por lá. Ainda mais se os turistas são as principais vítimas. Obrigado por avisar, Bella. E como vão as coisas?

-Não foi nada. Tudo bem, aqui. E minha mãe? Como está?

-Bem, agora ela está no hotel, eu estou no estádio. Intervalo do treino. Creio que você tentou ligar para o celular dela e não conseguiu...-a voz dele era irônica.

-Acertou. O que houve dessa vez?

-Ela esqueceu o celular em algum lugar de Nova Jersey. Vamos cancelar a linha em alguns dias e fiz Renée prometer que não perderia o novo celular, assim que comprarmos.

-Quando comprarem, por favor, me ligue para dizer o número. A Renée, sempre Renée!-minha mãe riu, balançando a cabeça.

-Fim do intervalo. Obrigado de novo por avisar Bella. Estranho a companhia não ter mencionado. Mas é assim “ganhar dinheiro, mesmo que o cliente morra!”-ele gargalhou e minha mãe sorriu também.

-Então tchau! Bom treino!

-Obrigado, Bells!

Minha mãe suspirou assim que colocou o celular no bolso da calça jeans.

-Não quero nem pensar no que teria acontecido caso você não tivesse ido passear na Itália, Nessie, não quero nem pensar...-minha mãe me abraçou.

-Bem, pelo que vejo minha viagem não foi um fiasco tão grande o quanto imaginávamos. Vou começar a planejar a próxima.-pisquei para Bella que respondeu a minha piada com um olhar frio.

-Edward deve estar voltando. Está se demitindo da faculdade. A loja está quase vendida para a senhora Clooney, e seu casamento está chegando...-Bella sentou e olhou pela janela da sala.

-Mãe, me explica apenas uma coisa... o que deu errado lá na Itália, pensei que o plano dos Cullen era me esperar.-seu olhar voltou até mim e ela olhou para o chão na sua frente.

-Acho que eu não sou uma boa mãe...-ela sorriu, enchendo seus pulmões de ar, mesmo sem ter necessidade.

-Não diga isso nem de brincadeira. Você é a melhor mãe do mundo! E mesmo parecendo uma adolescente, eu sinto um imenso respeito e admiração por você, maior até que por Edward ou qualquer um.-eu peguei em sua mãe gelada e ela olhou para mim e sorriu.

-Não exagere. A culpa do plano ter falhado na Itália foi minha. Estava tudo indo bem, Edward monitorava os pensamentos lá em baixo antes de você acordar. Mas a guarda se dispersou pela cidade, então tivemos que sair de lá... menos eu. Pedi a Esme que fosse na frente que eu alcançaria, mas não fui. Achei que...-Bella, sorriu, apertou os olhos e balançou a cabeça, parecia desacreditada do que fez- Se eu conseguisse falar com Aro ele deixaria você ir. Eu sei, eu sei! Muita estupidez da minha parte, mas eu estava desesperada! De repente a família que eu fazia parte estava prestes a desmoronar! Minha filha estava nas mãos de perversos vampiros que poderiam sugar o sangue dela... Eu fiquei cega.

Bella pausou, recuperando as palavras certas ou as lembranças coerentes. Logo seus olhos brilhantes estavam em mim, mais expressivos do que de costume.

-Demetri me viu, quando eu estava entrando em uma das galerias, ele estava indo para algum lugar, ele e mais alguns vampiros. Tentei escapar, mas não fui rápida o suficiente. Edward me alcançou, lutou com eles, mas logo mais estavam nos cercando, e depois Alice e os outros chegaram, e vendo a força de tantos vampiros, nos rendemos. Eu estava esperando por Jane ou Alec, mas nenhum veio, então, não coloquei o escudo. Fomos levados para aquela mini arena, e depois de relutar, de pedir a Jake que se mantivesse calmo, a névoa de Alec veio rápida e antes que eu pudesse esticar meu escudo, tudo parou. Fiquei confusa. Percebi que nem nossa família nem os vampiros se moviam, estava tentando envolver apenas os nossos no escudo, mas estava sendo difícil.-Bella estava vendo o momento agora, ela olhou suas mãos, como se o elástico protetor brotasse delas.

-E quando eu ia colocar o escudo em Edward, para que ele me guiasse, a porta se abriu, você e Alec apareceram. Seu pai tinha me dito que ele estava apaixonado por você, um sentimento quase igual ao que ele sentia por mim, mas não podia se ligar a você, ele não pretendia abandonar Volterra... eu não entendi. Mas quando vi os dois, quer dizer, os três, pois até Jane estava envolvida, eu percebi que realmente era capaz de um Volturi ter sentimentos. Fico feliz por você e Alec terem acabado bem. Edward disse que ele não sofreria tanto, não mais do que Jake. Foi nesse momento, onde eu vi você e Alec ali, decidindo uma história que recordei de algumas coisas do meu passado humano e me dei conta do seu amadurecimento. Em seis curtos anos você se tornou o que qualquer humano demoraria a vida inteira para ser... você foi justa. Foi sábia e eu me orgulho de você.

-Mãe! Eu te amo! E também me orgulho de você!-falei, me lembrando de como havia sido imensamente difícil deixar Alec lá.

-Vejo que não há mais a minha garotinha que crescia depressa e que fazia Jacob rolar nas folhas cheias de musgo... eu demorei muito para amadurecer, acho que ainda não estou nem perto de ser o que qualquer humano maduro seria! Mas eu tenho a eternidade! E que bom que você também terá! Espero que você e Jacob sejam mais felizes do que eu e seu pai somos. E que tenham filhos igualmente especiais como temos!-ela me abraçou, extremamente melancólica. Seu abraço estava mais quente do que de costume, mesmo sem um coração, Bella era uma mãe melhor do que qualquer outro animal na face da terra.

Deveriam existir poucas mães vampiras, se é que minha mãe não era a única, e não só por isso, mas por tudo, ela conseguia ser a melhor entre todas.

-Me lembro que quando era humana era muito emotiva, chorava muito. Uma pena que não tenha mais nenhuma lágrima daquelas...-Bella me soltou e eu suspirei.

 Segunda pela manhã, dei um abraço muito apertado em Andie. Eu realmente senti muita falta disso tudo em apenas uma semana longe. Passei uma vida inteira para descobrir a sensação de estudar com os humanos, me apeguei a uma humana e uma semana longe e tudo isso parece que foi uma eternidade.

-Eu senti muito sua falta...-Andie confessou na hora do almoço.

-Também, mas minha família, fazer o quê.-dramatizei.

-É, sei como é. O Seth já deve ter te contado as novidades...-ela entrou no assunto um pouco envergonhada.

-Ah é! Parabéns! Está namorando!-eu abracei ela.

-É. O Seth é meio maluco. Tipo, meu pai me esperou sábado a noite na porta e ele entrou em minha casa e falou pra meu pai que gostava de mim e que queria um compromisso. Isso definitivamente pegou meu pai de calças baixas. Ele gaguejou um pouco, mas no fim, tossiu um sim e ainda por cima perguntou se Seth tinha um emprego. Seth sorriu sem graça e falou pra ele que onde ele trabalhava não dava pra chamar de emprego. Então meu pai perguntou onde ele costumava trabalhar e ele disse que estava em uma oficina mecânica. Na hora meu pai sorriu e disse que apartir daquele momento ele era o novo assistente de revisão de motores. Eu não entrei no assunto. Fiquei meio perdida. Não sabia mais se eu era o motivo da visita ou eram os negócios.-ela riu, balançando a cabeça.

-Que bom. E seu pai falou se gostou de Seth?-perguntei, enquanto ela tomava um gole de Coca Cola para recuperar o fôlego.

-Se gostou? Disse que eu não poderia ter arrumado um namorado em hora melhor. Ele estava desesperado por um assistente de qualidade e Seth parecia integrado nisso. Juntou o útil ao agradável, como ele disse. Seth pareceu um objeto. Mas meu pai é assim, tem que ter utilidade pra alguma coisa.

-E sua mãe, achou o quê?-perguntei para ter mais assunto e ela não perguntar da minha viagem.

-Ela disse que sou muito nova e tal. Que não devia namorar tão cedo. E também falou...-ela sorriu, e parou.

-O quê?

-Disse que não queria saber de sexo. Que era pra eu ser bem cuidadosa, porque virgindade é como lacre de copo de água mineral, arrancado, tem que permanecer com o copo, porque não tem como devolver para lacrar de novo.

Eu e ela gargalhamos juntas. A mãe de Andie não era tão conservadora como eu pensei.

-Sua mãe é legal.-eu disse, ainda rindo.

-E sua viagem? Como foi?-ela perguntou mais o sinal tocou.

-Depois nos falamos.-coloquei minha mochila nas costas a fim de terminar logo meu dia e ver Jacob.

Enquanto acelerava a moto em direção a minha casa, ia pensando no que a mãe de Andie falou, não a parte do copo de água mineral, mas sim de ela estar sendo precipitada, de ela ser muito nova. Aquilo pra mim não parecia nada demais. Afinal eu teria a eternidade com essa mesma cara. Esse mesmo corpo.

Qual era o problema de casar e morar com Jacob agora? Ele precisa de alguém com ele. Rachel não pode mais cuidar dele e Jake é como uma criança grande, embora tenha muitas outras responsabilidades de gente grande.

É, eu tinha certeza, eu iria me casar com Jake, até porque seria bem mais prático para minha família eu cursar o colegial sem que eles me observem ou me ajudem. Assim, meu pai e minha mãe poderiam sair da cidade e viajar, como eles planejaram após meu ensino médio,  meus avós poderiam sair de vez de Forks, meus tios também poderiam seguir o ciclo que a décadas eles vinham fazendo, como nômades, sempre mudando de um local para o outro.

Mas nenhum desses era meu motivo real. Jacob era a grande parte do meu motivo real. Eu queria ficar perto dele, sentir seus olhos nos meus quando acordássemos , queria fazer seu café, mesmo não comendo com ele. Queria ver o sol se pôr na praia de La Push com ele a eternidade. Não aprecia uma vida tão animada ou divertida, mas era uma vida a ser preenchida. E ao longo dos anos, poderíamos viajar, conhecer lugares, como minha mãe e meu pai fizeram.

E lá estava a casa de Carlisle, escondida, no meio da floresta, uma casa invisível para a maioria dos olhos, mas uma linda casa. Muito grande e confortável.

-E então, como vai ser?-tia Alice, assim que pôs os olhos em mim, começou a interrogar.

-Como vai ser o quê?-perguntei, guardando as chaves e o capacete.

-Ah! Não se faça de boba. Seu casamento é daqui a alguns meses e você me pergunta “o quê?”. Faça me um favor!-ela disse, me arrastando delicadamente para dentro de casa. Estava vazia.

-Digamos que a festa será no estilo quileute...-eu brinquei, querendo dar a notícia da melhor maneira possível.

-Oh, resumindo “Tia Alice, será sem a sua participação.” Eu já sabia disso. Mas não esquente com isso, meu presente vai ser ótimo pode apostar. Jasper e Emmett já estão trabalhando nele há algum tempo.-ela disse, balançando minhas mãos presas as suas.

-Que bom que não ficou chateada. Eu sei que sou sua única sobrinha, mas fazer o que? A maioria de lá venceu. E outro ponto importante: os lobisomens gostam de comer e comer muito.-eu disse e ela suspirou aliviada.

-Certo. Mas prometa que vai ficar feliz mesmo se sua festa for um desastre?-ela olhou fundo nos meus olhos.

-Sim. O importante é ficar ao lado de Jacob...-sussurrei, fugindo dos olhos dourados dela.

-Ótimo. Tenho que sair rapidinho.-ela sorriu e com seus passos que mais pareciam de uma bailarina saiu porta a fora.

-Hey, então você vai mesmo deixar a mim e a seu pai? Quer ficar aqui definitivamente?-Bella apareceu na porta da cozinha.

-Pensei que vocês sabiam disso desde o começo...-falei, indo pro sofá.

-É, mas tudo aconteceu muito rápido... é espantoso que você esteja oficialmente casada daqui a uns meses. Eu esperei meu colegial inteiro...

-Nem todo, mãe. E também quero abreviar a viagem de vocês. Não vai dar pra fantasiar por muito tempo a idade de vocês aqui. Essa foi sua escolha. Então, você e o papai tem que ir e esperar que boa parte do povo daqui ou envelheça ou morra... incluindo o vovô Charlie e vovó Renée. Eles sentiram muito sua falta, mas será inevitável.-falei, vendo os olhos dela indo longe.

-Eu sei disso tudo. E está sendo mais difícil do que imagina. Mas foi minha escolha, então... por isso que eu não queria que você se casasse agora. Eu poderia ficar mais um pouco aqui, perto de Charlie, e até de Renée. Mas se você decidir se casar agora, eu terei que partir mais cedo...-Bella me encarou, sua boca entreaberta, como se faltasse algo a sair.

-Eu tenho certeza do que eu quero, mãe. Agora, mais do que nunca. E meus pensamentos e certezas são egoístas. Eu tenho certeza que quero me casar com Jacob, mas ao mesmo tempo, tenho certeza de que não quero ficar longe de vocês, da minha família. Mesmo que seja por algumas décadas... o tempo passa devagar demais quando se ama as pessoas.-falei, abraçando Bella.

-Isso é verdade.-ela sussurrou.

A tarde ficou muito monótona. Quando meu pai chegou de Port Angeles, ele foi ao piano, e dedilhou várias canções. Era maravilhoso poder estar em casa, ouvir a doce melodia de um piano, a minha mãe ao meu lado, afagando meus cabelos, aquilo não poderia ser trocado por nada a não ser por uma mão batendo no vidro da janela. Jacob.

-Olá, senhora Black!-ele disse, me puxando pela cintura e me olhando nos olhos.

-Olá, senhor Black! Como foi seu dia?-perguntei recebendo seu beijo de boa noite. Sua pele estava fria por baixo da camisa. Ele estava cheirando a sabonete, isso queria dizer que a ronda noturna foi rápida.

-Acho que em alguns dias nosso grupo vai diminuir ainda mais...   

-Eu tenho certeza. Com nosso... casamento, minha família vai partir. Assim a única vampira que vai sobrar sou eu, e apenas uma parte de mim é sugadora de sangue.-sorri e ele gargalhou.

-Espero que meu sangue não esteja incluído nessa sua dieta. Falando nisso, você já... caçou?-ele  tocou em um assunto delicado. Na semana que passei na Itália eu não tinha caçado, em compensação tinha matado minha sede com sangue humano, o que estava me deixando saciada por dias.

-Digamos que eu não estou com sede. Não a ponto de te atacar. E outra coisa, não vou mais me tornar vampira. Agora eu posso me controlar. Era ela quem fazia aquilo, não eu.-me justifiquei, sentando ao seu lado no degrau da porta da frente da casa de Carlisle.

-Aquilo... hum... Pensando bem, eu vou sentir falta de você transformada em vampira. Ela era mais agressiva...-Jacob ousou rir de mim.

-A é? Mas eu também sei ser agressiva...-segurei com um pouco de força o pescoço pulsante dele e fiz com que ele deitasse nos degraus da escada. Depois passei minha perna ao redor do seu abdômen e fiquei em pé segurando seu pescoço quente e pulsante e delicioso...

-Ok! Tenho que admitir que você também tem seu lado agressiva. Mas...-ele segurou nos meus pulsos e me tirou de cima dele, invertendo a posição. Agora ele estava em pé, sobre meu abdômen.

-Oh! Edward! Eles resolveram fazer na porta de casa!-tio Emmett surgiu na frente da porta, com tio Jasper e tia Alice.

Jacob saiu de cima de mim, balançando a cabeça. Eu sentei novamente, e olhei para as tábuas de madeira do degrau a baixo dos meus pés.

-Não liguem. São praticamente casados agora. Podem muito bem fazer o que quiser.-tia Alice disse, subindo junto com tio Jasper a escada e indo em direção a porta. Tio Emmett resolveu pular do chão até o corrimão em cima de nós. Assim que estava sobre nossas cabeças, pós uma mão em cima do meu ombro direito e outra no ombro esquerdo de Jacob e nos juntou perto de seu roto.

-Se quiserem algumas dicas, crianças, é só perguntarem.

-Tio Emmett!- eu sorri, sabendo que estava vermelha.

-Caindo fora!-ele disse, batendo a porta atrás de nós.

-Então, estávamos onde?-Jake me olhou e eu apenas sorri. Ele estendeu o braço em meus ombros e começou a falar de como seria a vida ao meu lado.

A semana passou e no sábado, uma saudade enorme apertou meu coração. Precisava ver Charlie.

-Sue me disse que ele está uma fera. Bella apareceu por lá e ele perguntou a ela se você tinha ido pra algum colégio interno. Ele acha que você o abandonou.-Jacob me disse, enquanto dirigia a Mercedes Guardiam de minha mãe até Forks.

-E ele já sabe que vou me...-engoli a palavra.

-Casar? Já. Sue falou a ele. Charlie quer que eu faça alguns juramentos. Ou vou estar encrencado. Ah! Ele também quer saber se você realmente quer casar comigo. O velho Charlie... acho que está ficando um pouco caquético! Onde ele acha que você arrumaria um partido melhor que eu nessa cidade?-convencido, e com olhos na estrada, seu olhar se desviou um instante para confirmar minha cara de sarcasmo.

Depois da segunda batida na porta, Charlie abriu-a rapidamente. Estava cochilando no sofá, a luz da tarde o fez esfregar os olhos.

-Hey! Quem está aqui! Se não é minha neta desaparecida! Já ia ligar para o FBI!-ele disse, me abraçando ainda na porta.

-Estava com muita saudades de você também, vovô!-falei, entrando.

-Olá, Charlie! Que bom que já está por dentro das novidades!-Jacob apertou a mão de Charlie.

-Você, ein Jacob! Sempre querendo entrar em minha família!-Charlie deu um tapa nas costas de Jacob e ele alargou o sorriso. Sentei no sofá, vendo a televisão desligada.

-Espero que Sue esteja cuidando bem do senhor...-falei, e ele me olhou frio.

-Não veio aqui pra falar de mim e da minha maldita saúde! Quero falar de vocês, ok? Vão se casar! Já não basta Bella ter feito isso, agora você também, Nessie! Vou acabar morrendo sozinho.

-Não seja dramático Charlie! Você não estaria sozinho se convidasse a Sue para morar com você!-Jacob disse, e ele o olhou rápido.

-Como se fosse fácil assim, Jake. A Sue não é uma adolescente, tem filhos para cuidar...-ele coçou a cabeça enquanto falava.

-Isso não será problema. Em alguns meses Seth vai casar também. Ele já encontrou a alma gêmea dele. E Leah já é carta fora do baralho.-Jacob sorriu e Charlie balançou a cabeça concordando.

-É, eu sei. Por isso estamos nos programando. Assim que Seth resolver se amarrar pra valer, a casa dela fica pra ele e ela vem para cá. Só espero que não demore muito.-Charlie riu olhando para o piso.

-Eu também espero isso. O senhor não está mais na idade de ficar sozinho. Que bom que a Sue está disposta a ficar aqui...-a frase me escapou, sem que eu percebesse o sentido ambíguo da mesma.

-Ow! Quer dizer que ficar com seu velho avô é um sacrifício?-ele brincou e Jake prendeu o riso.

-Não. Eu quis dizer que não é simples largar uma casa para ir viver em outra...-expliquei e ele ergueu as sobrancelhas em um silencioso “Ah!”.

-Mas a Sue praticamente já vive aqui, Nessie.-Jacob falou, e Charlie repetiu o olhar frio.

-Mas chega de falar de mim. Quero saber se você tem certeza de que quer se casar com esse aí...-ele sorriu, e Jacob cruzou os braços.

-Sim, digamos que alguma coisa nele me cativou a ponto de me levar para o altar.-eu brinquei e vi uma piada prepotente nascer nos lábios de Jacob.

-Alguma coisa não, tudo em mim.-ele sorriu, me corrigindo.

-E você sabe que isso é uma decisão muito difícil e que vai mudar muito sua vida, não sabe?-meu avô antecipou o sermão que eu tinha certeza que Edward certamente me daria.

-Sim. Eu sei de tudo. E quero isso mais do que qualquer coisa.-falei tão confiante que até respirei com dificuldade assim que vi o peso da seriedade das minhas palavras.

-Agora eu também senti firmeza!-Jacob disse, pegando minha mão.

-Então que Deus abençoe, vocês...-Charlie deu de ombros.

-Era esse seu interrogatório? Pensei que para um ex chefe de polícia talvez você fosse mais durão... aposto que com o Cullen você foi mais duro!-Jacob zombou e eu o olhei alarmada. O que ele queria? Que Charlie fosse contra?

-Que isso! Eu agi mais duro com Bella sim, mas eu não conhecia os Cullen direito. E digamos que você cresceu aqui dentro. Quase um irmão mais novo de Bella... então, se minha neta diz que tem certeza do que quer, o que eu posso fazer?-Charlie piscou pra mim e eu encarei Jacob, com um olhar que sintetizava as palavras “Entendeu?”.

-Ok! Vamos andando Renesmee.-Jacob se levantou e eu não senti que precisava ir. Mas como dizer um não a uma frase tão convincente.

Na saída, Charlie chamou Jacob antes de sair do batente da porta e cochichou no ouvido dele:

-Espero que ela saiba o monstrinho que você se trona na lua cheia...-com minha audição aguçada, pude ouvir claramente as palavras que me fizeram congelar.

-Ei! Não é na lua cheia! E sim, ela sabe, e foi isso que fez ela tomar a decisão final. Ela ama esse meu lado “monstrinho”, ela acha fofo!-Jacob sussurrou de volta, e eu senti minhas bochechas corarem.

-Que bom!-foi o que Charlie disse antes de fechar a porta.



postado por 121594 as 04:09:12
1 comentários:

dessah :
adorei vc é uma otima escritora , por isso faça mais livros vc tem uma otima imaginaçao
20/02/2011 16:48:54
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