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domingo, 06 janeiro, 2008
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Um longo e tenebroso inverno...
Cá estamos porque aqui chegamos. Em pleno 2008, que rima com muita coisa, mas que todos só falam, cantam e decantam prosperidade. Dizem que o Titanic, o gigante naufragado se ergueu das profundezas oceânicas e que agora ninguém mais segura essa nau desgovernada... Faz muito tempo que eu não aparecia por aqui. Talvez, para o bem de todos, devesse continuar sumido. Dou o ar da graça - ou seria da des? - para desejar um feliz e venturoso 2008, que, espero será o ano em que, finalmente, faremos contato com a realidade. Tripulantes, acordai! P.S.: Para os que desejarem conferir meus textos com maior freqüência - http:domrs.blogspot.com/
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postado por Domrs
as 01:33:24 #
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sábado, 28 outubro, 2006
sexta, 16 junho, 2006
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Estamos em pleno "nada" ou no meio do "nada"
A nossa seleção, nunca vi coisa mais paparicada, e típico exemplo de muita fumaça e pouco fogo, já começou a sua caminhada rumo ao hexa com uma acachapante vitória de 1 a zero sobre a temível seleção da Croácia. Casas e pessoas e automóveis decorados com bandeiras nacionais, centro e oitenta milhões em ação - ação? que ação? - torcendo pelo sucesso no futebol, deve ter algo a ver com compensação, já que fracassamos em tudo, queremos ser bem sucedidos no futebol, porque quem é bem sucedido no futebol... bem... quem é bem sucedido no futebol... é bem sucedido no futebol.
Não serve para absolutamente nada, mas serve para ser bem sucedido em alguma coisa, já não se pode dizer que somos um fracasso total, fracassamos nas coisas que interessam, mas ganhamos no futebol... putz!
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postado por Domrs
as 05:53:45 #
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segunda, 22 maio, 2006
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O período do nada...
Estamos começando o período do nada. O que é o período do nada? É essa fase quando temos a Copa do Mundo. Ninguém faz nada, fala nada, vive nada, comenta nada, discute nada que não seja futebol e copa. Estão todos vivamente interessados no hexa, que é somente o que conta para o país.
Porque vejam bem: se nós formos hexa, acabará o problema da segurança nas cidades, as roubalheiras no governo e no congresso nacional, acabará a fome e o desemprego, acabará a miséria a sub-habitação, o analfabetismo, a dívida externa, vamos passar a ser um país campeão em tudo o que importa, assim como a Finlândia que não é campeã de nada no futebol mas é campeã de tudo na vida.
E esse é o nosso problema, valorizar só aquilo que não nos resolve absolutamente nada, aquilo que não soma nada como povo, como nação, aquilo que não melhora a nossa vida e a dos nossos filhos. Ser hexacampeões vai melhor em muito a vida daqueles vinte e três jogadores e da comissão técnica, com certeza ganharão muito dinheiro com isso.
O povo ficará cheio de orgulho.
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postado por Domrs
as 11:09:02 #
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terça, 09 maio, 2006
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Um certo cansaço
Você se torna um brigador, não no sentido de galo de rinha, ou de um cão querendo arrumar encrenca com o primeiro que aparece - mas no fim essa é a imagem que você acaba passando -, mas um brigador pelos seus direitos, pelos direitos do povo. Quem vive constantemente nessa beligerância, acaba passando para o seu caráter esses traços, vira um cara chato, um cara mau humorado.
Quando você chega num grupo ouve: "Ihhh... Lá vem o chato com os seus discursos contra o governo!" Quem quer viver dessa maneira? Quem quer ser taxado dessa maneira? É preferível ser o piadista da turma, o galanteador das mulheres, "le bom vivant". Eu não vejo vantagem nenhuma em ser o contestador, o brigador, o lutador pelos direitos.
Além disso tudo, acresce que essa é uma luta inglória, pela reação da massa, que é essa que você leu aí em cima, ninguém quer saber de nada sério, ninguém quer nada com nada. O pessoal só quer saber de futebol, carnaval, música, bebida, mulher/homem, novela, quer dizer, ninguém quer nada com nada. Depois um olha para o outro, com cara de ressaca, cheio de cachaça e diz: "É, a situação tá braba!" E esse é o máximo de consciência que você pode esperar da nossa gente.
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postado por Domrs
as 08:13:12 #
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terça, 25 abril, 2006
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Poetizar a mulher
Poetizar é ver na mulher a flor, apesar de Betty Friedmann. Poetizar é ver na mulher a mãe, apesar da senadora Ideli Salvatti. Poetizar é ver na mulher a fêmea, apesar da deputada Angela Guadagmim. Poetizar é ver na mulher o amparo, apesar de Marta Suplicy. Poetizar é ver na mulher um anjo, apesar de tantas que se esforçam tanto para que a gente desacredite. Poetizar é fechar os olhos e sonhar com uma delas, nem doutora, nem professora, nem política, com uma de voz e mãos macias. Poetizar é acreditar que ainda é possível rimar delicadeza contigo, mulher.
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postado por Domrs
as 09:10:08 #
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sexta, 14 abril, 2006
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