Você se torna um brigador, não no sentido de galo de rinha, ou de um cão querendo arrumar encrenca com o primeiro que aparece - mas no fim essa é a imagem que você acaba passando -, mas um brigador pelos seus direitos, pelos direitos do povo. Quem vive constantemente nessa beligerância, acaba passando para o seu caráter esses traços, vira um cara chato, um cara mau humorado.
Quando você chega num grupo ouve: "Ihhh... Lá vem o chato com os seus discursos contra o governo!" Quem quer viver dessa maneira? Quem quer ser taxado dessa maneira? É preferível ser o piadista da turma, o galanteador das mulheres, "le bom vivant". Eu não vejo vantagem nenhuma em ser o contestador, o brigador, o lutador pelos direitos.
Além disso tudo, acresce que essa é uma luta inglória, pela reação da massa, que é essa que você leu aí em cima, ninguém quer saber de nada sério, ninguém quer nada com nada. O pessoal só quer saber de futebol, carnaval, música, bebida, mulher/homem, novela, quer dizer, ninguém quer nada com nada. Depois um olha para o outro, com cara de ressaca, cheio de cachaça e diz: "É, a situação tá braba!" E esse é o máximo de consciência que você pode esperar da nossa gente.
Quando você chega num grupo ouve: "Ihhh... Lá vem o chato com os seus discursos contra o governo!" Quem quer viver dessa maneira? Quem quer ser taxado dessa maneira? É preferível ser o piadista da turma, o galanteador das mulheres, "le bom vivant". Eu não vejo vantagem nenhuma em ser o contestador, o brigador, o lutador pelos direitos.
Além disso tudo, acresce que essa é uma luta inglória, pela reação da massa, que é essa que você leu aí em cima, ninguém quer saber de nada sério, ninguém quer nada com nada. O pessoal só quer saber de futebol, carnaval, música, bebida, mulher/homem, novela, quer dizer, ninguém quer nada com nada. Depois um olha para o outro, com cara de ressaca, cheio de cachaça e diz: "É, a situação tá braba!" E esse é o máximo de consciência que você pode esperar da nossa gente.













