COM A CARA E A ALMA DO BRASIL
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segunda, 09 junho, 2008
O RITUAL DO BEIJA-MÃO


A mudança do status da cidade, de capital colonial a capital de um reino trouxe alterações profundas, impostas pelas exigências sociais da vida na corte. Uma das atividades que compunham a rotina da vida monárquica era justamente a referida cerimônia do “Beija-Mão”, através da qual os súditos de Sua Majestade

iam lhe prestar homenagem e mostrar respeito e submissão, e também aproveitar para pedir algum favor.

Todo esse esforço e motivação dos súditos em se deslocar de suas residências que, por vezes, ficam a quilômetros de distância da capital, devia compensar a satisfação dos peregrinos, que podiam, segundo o próprio Rei, ter a honra de beijar a sua augusta e real mão.

A fila de vassalos era grande. Todos encasacados aguardavam, ansiosos, a
hora de beijar a mão de D. João VI. Tratava-se de um ritual medieval,
composto de uma seqüência de atos, que só confirmava a autoridade máxima do poder do monarca e tinha suas regras. Primeiro, o vassalo entrava na fila indiana. Depois, fazia reverência ao mestre de cerimônias e aos camareiros. Quando chegava diante do rei, dobrava um dos joelhos até o chão para beijar "a augusta e real mão". Finalmente, se levantava, fazia outra gesto de reverência e recuava de costas, virando pelo lado direito, retirando-se da sala.

Por Ana Caroline - 7o Ano


postado por 71073 as 09:37:05 # 3 comentários
quinta, 29 maio, 2008
O QUE "ROLAVA" NA CORTE 3


A expressão quinto dos infernos foi aplicada a repulsa às condições climáticas e ao modo de vida no Brasil pela rainha Carlota Joaquina, que não tinha o menor desejo de vir para cá - e que, ao retornar para Portugal, fez questão de limpar os sapatos ainda no cais, para tirar dos pés qualquer resquício de lembrança da terra brasileira. Por ironia, foram os quintos do Brasil (o imposto de 20% cobrado sobre o ouro da colônia) que sustentaram por muito tempo a cambaleante monarquia portuguesa.

Por: Yuri Allan Ribeiro - 6o Ano


postado por 71073 as 03:21:13 # 0 comentários
DE LISBOA PARA O RIO - A PLURALIDADE DE UMA MESA PORTUGUESA COM CERTEZA


A Corte Portuguesa, mesmo instalada no Brasil, ainda conservou os hábitos e costumes peculiares que trouxera de Lisboa, principalmente no que se refere à alimentação -  pela manhã dejejum às sete e almoço às dez; às dezesete horas o jantar e às vinte horas, a ceia de chás e bolos.

D. João VI ficou conhecido pela sua mania de comer frangos. Um verdadeiro glutão, o rei não saia da mesa antes de destroçar, pelo menos, três deles com pão de alho torrado.

A mesa da Corte Portuguesa era muito farta de preciosidades salgadas e doces. E a Família Real sabia, nas horas das refeições, saborear um bom vinho ou um apetitoso licor. As refeições reais eram sempre um verdadeiro banquete com um certo exagero.

Dentre os pratos preferidos pela Família  Real no almoço ou no jantar, além do frango, também estão bacalhau, carne de vitela, chouriço, lombinho e costeleta de suíno ou ovelha, pato, perdiz, batatas e verduras. As sopas, cremes ou caldos de aspargos, cebolas ou queijo eram servidos como entrada

Os doces eram uma tentação. A maioria feito à base de gemas - papos - de - anjo, chuviscos e creme de confeiteiro. Outras delícias também compunham a sobremesa e as mesas de chá do Palácio Real - biscoitinhos de nata, bolinhos de chuva, docinhos de nozes e amêndoas, sonhos, bombocados, madalenas, brevidades, pãezinhos doces, arroz doce, mingaus, tortas de maçã ou pera e compotas de marmelo e pêssego.

Por: Estefani Cordeiro de Oliveira - 6o Ano


postado por 71073 as 12:32:53 # 0 comentários
terça, 27 maio, 2008
DE CARRUAGEM OU DE CADEIRINHA - UM PASSEIO PELA CORTE


O enfoque é no Rio de Janeiro do século XIX, onde o uso de cadeirinhas, berlindas, serpentinas e carruagens foi amplamente disseminado a partir da chegada da Corte Portuguesa, em 1808, mas o estilo variava conforme as posses do proprietário. Os mais ricos encomendavam modelos mais luxuosos e confortáveis. O transporte de pessoas mais usado era o de montaria (cavalos e burros). Com a chegada da corte, as pessoas passaram a usar com mais frenqüência veículos de rodas puxados por animais, como as seges e carruagens. Esse tipo de veículo era o preferido em ocasiões especiais, como festas de casamento, bailes na corte, ou para percorrer distâncias maiores. As liteiras e as cadeirinhas de arruar, ou seja, de andar nas ruas, também se tornaram comuns, usadas principalmente pelas mulheres. Essas cadeirinhas, carregadas por escravos trajando libré, variavam dependendo do tamanho e da posse financeira das pessoas; eram acortinadas e tinham paredes ornamentadas com tecidos luxuosos estampados e bordados. Eram usadas para passeios de pouca distância.

Por: Marta Anjos Lima  -  6o Ano


postado por 71073 as 03:10:21 # 0 comentários
sexta, 09 maio, 2008
O QUE "ROLAVA" NA CORTE 2


 O lazer na corte

O passeio público e o aqueduto da Lapa eram praticamente os únicos lugares para onde a população ia a passeio aos domingos ou nas noites quentes; não havia outras praças ou parques na cidade e eram poucas as diversões. O único teatro era pequeno, velho, mal iluminado e trazia espetáculos amadores, assistidos, em geral por um público impaciente. A distração mais comum entre os homens era ir, pouco antes do jantar, até as bodegas para prosear, beber e jogar gamão. As mulheres de maiores recursos saíam muito pouco, em geral, em companhia de suas mucamas, para fazer compras, freqüentar missas e festas religiosas, cobrindo-se com pesadas mantilhas e xales.

As festas, aliás, eram a grande diversão da população de toda a corte. Havia muitos dias santos e festas religiosas, além das festas populares, como as folias de reis, a queima de judas e as encenações históricas. Existiam também as festas promovidas pela monarquia: saraus, bailes, casamentos, batizados ou eventos políticos.

Por: Thiago Ferreira - 8o ano


postado por 71073 as 11:05:17 # 0 comentários
quinta, 08 maio, 2008
A MODA QUE DESFILAVA NA CORTE DO RIO DE JANEIRO


Com a chegada da Corte ao Rio de Janeiro, o cenário da cidade passou a ter um perfil mais glamuroso, visto que a moda européia veio também a bordo das naus.

A rotina social do carioca foi ganhando uma cara bem diferente da que se estava acostumada a ver - turbantes faziam a cabeça das mulheres (influência da moda do "piolho a bordo), os mais favorecidos troxeram para a nova sede da Corte mais brilho, bom-gosto, suntuosidade que movimentavam os salões de sarau, casas de ópera, a inauguração de teatros confeitarias e lojas de artigos chiques. Tudo isso retratava a ostentação, o luxo e a distinção da posição social dos mais privilegiados, contrastando com a sobriedade, simplicidade e a pobreza que também estampavam toda a paisagem urbana.

Na moda feminina, o estilo greco-romano dominava, estilo este trazido da França. Eram vestidos leves, sem armações, de cintura alta, meias e sapatos baixos à mostra e decotes ousados. Como acessórios, as mulheres combinavam os colares simples com pingentes de camafeus e xales hispânicos ou orientais por sobre os decotes. As mulheres que preferiam o estilo mais clássico preferiam os vestidos de tecidos coloridos, com muito brilho e adornado de passimonarias, rendas e bordados. 

Na moda mascuilina, ainda era preferência dos homens os calções tradicionais até o joelho,as longas meias de malha à mostra, combinados com elegantes túnicas ou casacas e sapatos ao estilo luisiano. As golas das casacas eram altas para salientar o pescoço, enrolados em lenços ou gravatas coloridos de seda ou de renda. As perucas  ao estilo Luis XV  eram a grande sensação e o charme.

Contudo,no decorrer do século XIX, a moda masculina foi perdendo muitos dos acessórios e o colorido, passando a um estilo mas sóbrio, com cores mas escuras e cabelos curtos ao natural.

Já a moda feminina caminharia num sentido oposto, perdendo toda a sua leveza com o retorno dos tecidos pesados e brilhantes, adornados de passimonarias, bordados, rendas e muito brilho o uso do espartilho e o excesso de acessórios como jóias, pedrarias, leques e tiaras.

Júlia Andrade de Paula  Justino  - 5o ano


postado por 71073 as 02:53:24 # 0 comentários
terça, 06 maio, 2008
A CIDADE DO RIO DE JANEIRO É A SEDE DA COROA


O porto do Rio de Janeiro era o maior do Brasil, onde chegava grande parte das importações, principalmente escravos e manufaturas, que era destrebuídas pelas capitanias, e onde se concetravam as mercadorias vindas do interior para serem exportadas. Bahia e Pernanbuco exerciam essa função em grau menor a norte. A circulação interna de produtos de subsistência também passava quase sempre pelo Rio:farinha de mandioca, milho, arroz, feijão, carne seca, peixe salgado, aguardente e madeiras de construção eram mais comercializados. A cidade era capital mais no nome do que de fato, pois, apesar de sua posição econônomica não tinha preponderância as demais cidades da colônia, nem se quer era mais rica;aliás, erluxo e aparencia ficava longe do Salvador. Somente a vida da Corte tornaria Rio de janeiro o centro da colônia.


A área ocupada pela cidade era pequena , limitada por pântanos, pela mata fechada e, um pouco além, pelos morros. As ruas eram sujas, pois não havia limpeza pública. As casas eram pequenas, baixas, sem requintes de arquitetura, sem comodidades nem luxos e comtavam com pouquíssimos móveis. Na maioria delas senta-se em esteiras e usavam-se

redes para dormir;a iluminação era feita com lamparinas de óleo de baleia. As ruas eram ocupadadas principalmente pelos escravos_contituíam um terço da população, que eram artesões(sapateiros, ferreiros, alfaiates etc), vendedores ambulantes,carregadores e aguadeiros(­iam os chafarizes buscar a água que descia do equeduto da Lapa, pois não havia água encanada nas casas). As lojas que vendiam a vareeeejo tinham de tudo um pouco e não eram muitas. A maior parte do comércio era atacadista. Havia poucos estabelecimentos que serviam refeições e também eram poucos os bailes.


Por: MARTA ANJOS LIMA E MATEUS DA SILVA MESQUITA - 6o ano


postado por 71073 as 01:35:59 # 0 comentários
quinta, 24 abril, 2008
EXPRESSÕES TRAZIDAS NA LÍNGUA PORTUGUESA COM A CORTE EM 1808


O  nosso Jornal Virtual não poderia deixar de falar nas contribuições que a Corte Portuguesa deixou como herança na nossa cultura lingüística e popular. Portanto, selecionamos expressões que hoje fazem parte do dia-a-dia da Língua Portuguesa que tem a cara do Brasil - espontânea e divertida, porém de uma história marcante para a identidade de um povo. 

DEIXAR AS BARBAS DE MOLHO - Ficar de sobreaviso, acautelar-se, prevenir-se. Ter a barba cortada por alguém representava uma grande humilhação. Essa idéia chegou aos dias de hoje. Um ditopopular português diz que "quando você vir as barbas de seu vizinho pegar fogo, ponha as suas de molho". Todos devemos aprender com as experiências dos outros.

FALAR PELOS COTOVELOS - Falar demais. Surgiu do costume que as pessoas, muito falantes, têm de tocar o interlocutor no cotovelo a fim de chamar mais a atenção.

CUSPIDO E ESCARRADO - Uma pessoa é muito parecida com outra.  A origem do ditado vem da expressão "esculpido em carrara". A frase é uma alusão à perfeição das esculturas de Michelangelo, pois carrara é um mármore da Itália e foi bastante usado por ele. Algum tempo atrás, em Lisboa, significava fazer bustos de pessoas famosas em carrara, o mais chique dos mármores, ou seja, fazia uma cópia perfeita da fisionomia da pessoa.

À BEÇA - Muito, em grande quantidade.  Na Corte Portuguesa imperial, havia um comerciante rico chamado Abessa, que adorava ostentar roupas de luxo. Quando alguém aparecia fazendo o mesmo, dizia-se que ele estava se vestindo à Abessa, ou seja, como o comerciante. Virou sinônimo de abundância, exagero.

PODE TIRAR O CAVALO DA CHUVA - Pode esperar que vai demorar. No interior de Portugal o meio de transporte mais utilizado era o cavalo. Além de não enguiçar nem parar por falta de combustível, o cavalo tem a vantagem de deixar clara a intenção do visitante na chegada. Se ele amarrava o bicho na frente da casa, sinal de permanência breve; se levava para um lugar protegido da chuva e do sol, podia botar água no feijão que o gajo ia demorar. Depois o sentido da expressão se ampliou para desistir de um propósito qualquer.

OVELHA NEGRA DA FAMÍLIA - Filhos que não têm bom comportamento. A história dessa frase nasceu do milenar trabalho de pastoreio. Em todo o rebanho há um animal de trato difícil, que não acompanha os outros. Cuidando das ovelhas, protegendo-as dos lobos, providenciando-lhes os melhores pastos, o pastor não evita, porém, que uma delas se desgarre. É a "ovelha negra". Por metáfora, a frase passou a ser aplicada nas famílias e em outras comunidades, a filhos ou a afiliados que não têm bom comportamento.

BATEU AS BOTAS - Morreu. Esta frase é uma variante das tradicionais "Esticou as canelas", "Abotoou o paletó", "Partiu desta para melhor". O curioso, porém, é que se aplica apenas ao morto adulto, do sexo masculino, que tenha o costume de andar de botas ou ao menos calçado. O sapato tem sido símbolo de qualificação social ao longo de nossa história. Provavelmente bate as botas ao morrer alguém de certas posses, ao menos remediado. Outros mortos apenas esticam as canelas ou partem desta para melhor.  Dependendo da herança, sua partida é mais favorável para quem ficou. As origens da frase residem no bom trato despedindo aos mortos, posto arrumadinhos nos caixões, com o paletó abotoado.

CONVERSA MOLE PARA BOI DORMIR - Assunto sem importância. Esta frase nasceu quando o boiera tão importante que dele só não aproveitava o berro. Tratado quase como pessoa, com ele os pecuaristas conversavam, não, porém, para fazê-lo dormir. Nas touradas, quando o boi ainda é touro, até sua fúria compõe o espetáculo.

DEU DE MÃO BEIJADA - Entrega espontânea. Esta frase nasceu do rito empregado nas doações ao rei ou ao papa. Em cerimônia de beija-mão, os fiéis mais abastados faziam suas ofertas, que podiam ser terra, prédios e outras dádivas generosas.

INÊS É MORTA - Não adianta mais. Personagem histórica e literária, celebrada em Os Lusíadas, de Luís de Camões (1524-1580), Inês de Castro (1320-1355) teve um caso com o príncipe Dom Pedro (1320-1367), com quem teve três filhos. Por reprovar o romance, a casa real condenou a dama castelhana que vivia na corte portuguesa à morte por decapitação. Ela literalmente perdeu a cabeça por um homem. Quando já era o oitavo rei de Portugal, Dom Pedro deu-lhe o título de rainha. Mas àquela altura logicamente isso de nada adiantava: Inês já estava morta. A frase passou a significar a inutilidade de certas ações tardais.

MISTURAR ALHOS COM BUGALHOS - Frase que sintetiza confusão. Frase de uso corrente na linguagem coloquial desde os tempos dos primeiros cultivos do alho, erva de que se aproveita o bulbo, principalmente como tempero. Os namorados, entretanto, procuram evitar pratos com tal condimento, já que o beijo fica mais adequado ao trato com vampiros e não com os amados, dado ao cheiro pouco agradável advindo de sua metabolização no organismo.

VÁ PENTEAR MACACOS - Não incomode, vá para longe. Esta frase, proferida como ofensa, é adaptação de um provérbio português: "Mau grado haja a quem asno penteia". Na tradição de Portugal, pentear burros e jumentos seria tarefa menor, quase desnecessária. Provavelmente o verbo significava escovar.

RASGAR SEDA - Elogiar exageradamente. Sinônimo de elogios exagerados, tem origem numa situação na qual um vendedor de fazendas vai à casa de uma moça para cortejá-la e, como pretexto, oferece-lhe alguns panos "apenas pelo prazer de ser humilde escravo de uma pessoa tão bela". Retruca a moça: "Não rasgue a seda, que esfiapa-se".

É DE TIRAR O CHAPÉU - É muito bom.  Tem origem nos cumprimentos que podiam ser feitos com um toque na aba; erguendo-o um pouco, sem retirá-lo da cabeça; tirando-o inteiramente ou fazendo-o roçar no chão, quase como uma vassoura, tudo dependendo da importância social de quem era saudado.

QUINTOS DOS INFERNOS - Amaldiçoar alguém ou local muito longínquo. Uma corrente (com variantes, é claro) associa o termo quintos ao imposto de 20% cobrados pela coroa portuguesa sobre todo o ouro fundido no Brasil. Falava-se em quintos mais ou menos como hoje ainda se fala em décimas, no sentido tributário. Por causa da antipatia que os brasileiros e os portugueses colonos sentiam por esse tributo, teria sido agregada a locução "dos infernos", ficando então completa a expressão. Outra corrente volta-se para Quintos, uma das freguesias de Beja, em Portugal. Como estava situada, na Idade Média, no limite do território português, a localidade era alvo constante das investidas dos chefes árabes que dominavam grande parte da Península Ibérica, o que tornava infernal a vida nessas paragens. Daí teria vindo o hábito de arrenegar os desafetos e inimigos, mandando-os para "os Quintos dos infernos".

AMA-SECA - Babá. O termo surgiu na época da escravidão e correspondia à escrava que não amamentava. A escrava que dava de mamar era chamada de ama-de-leite.

A EMENDA SAIU PIOR DO QUE O SONETO - O conserto ficou pior que o original. Querendo uma avaliação, certo candidato a escritor apresentou soneto de sua lavra ao poeta português Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765-1805) pedindo-lhe que marcasse com cruzes os erros encontrados. O escritor leu tudo, mas não marcou cruz nenhuma, alegando que elas seriam tantas que a emenda ficaria ainda pior do que o soneto. A autoridade do mestre era incontestável. Bocage levou essa forma poética a tal perfeição que fazia o que bem queria com um soneto, tornando-se muito popular, principalmente em improvisos satíricos e espirituosos, pelos quais é conhecido.

AO DEUS DARÁ - Deixado de lado. Esta famosa frase serviu originalmente de resposta de quem não queria dar esmolas. Homens duros de coração.

Por: Marcus Vinícius de Souza Seixas - 8o ano


postado por 71073 as 02:59:13 # 1 comentários
O QUE "ROLAVA" NA CORTE 1


Nesta seção do nosso Jornal Eletrônico você encontrará "clippingns" com fatos curiosos que moviam o dia-a-dia na Corte Real do Rio de Janeiro. Acompanhe com o Prof. João Sextinho.

Os princípios dos serviços de transporte coletivo na Corte do Rio de Janeiro estão ligados a um fato deveras curioso: a cerimônia do beija-mão, quando da estadia de D.João VI no Brasil. A mudança do status da cidade, de capital colonial a capital de um reino trouxe alterações profundas, impostas pelas exigências da vida na corte. Uma das atividades que compunham a rotina da vida monárquica era justamente a referida cerimônia, através da qual os súditos de Sua Majestade iam lhe prestar homenagem e mostrar submissão, e também aproveitar para pedir algum favor.

Quando o rei se deslocava para a fazenda de Santa Cruz, a corte o acompanhava, e muitos de seus súditos — que podiam — realizavam a peregrinação até este local, para render homenagem ao soberano. Entretanto, para aqueles que não dispunham de meios próprios de locomoção, essa tarefa tornava-se quase impossível. Aproveitando-se dessas circunstâncias, Sebastião Fábregas Surigué solicitou à Sua Majestade, e conseguiu obter, em 1817, a concessão para a exploração de um serviço de coches e seges entre a cidade e Santa Cruz, e também para a Quinta da Boa Vista. A viagem para Santa Cruz levava muitas horas. As diligências saíam do Largo de S. Francisco às 4 da manhã, e de Santa Cruz às 5 e meia da tarde, chegando ao Centro de volta às 10 e meia da noite. Todo esse esforço, porém, devia compensar a satisfação dos peregrinos, que podiam, segundo o próprio Rei, “ter a honra de beijar a minha augusta e real mão”. Apesar da motivação para uma tal viagem, que hoje em dia poderíamos considerar como fútil — mas que certamente as pessoas do tempo não achavam — esse fato motivou a criação do primeiro serviço de transporte coletivo no Brasil, até então inexistente, e por isso deve ser considerado um marco, um princípio nesse ramo.


postado por 71073 as 10:08:04 # 0 comentários
terça, 15 abril, 2008
NA CHEGADA DA FAMÍLIA REAL, UMA FESTA COM A CARA E A ALMA DO BRASIL


O cenário do espetáculo da Corte no Brasil era o Rio de Janeiro, capital de uma ex-colônia que acabava de se abrir para o mundo.

Tinha ainda as feições rústicas de porto colonial, com suas ruas estreitas e de terra batida ou  calçamento irregular, seus sobrados mal-arejados e soturnos, sua população tipicamente negra, índia e mestiça e de uma alma espontânea e festeira.

Mas a natureza generosa surpreendia a todos os viajantes e aventureiros que ali chegavam, e que não cansaram de lisonjear a exuberância nativa e verdejante das florestas, a baía cercada de montanhas que miravam para o mais azul dos céus, as praias das areias mais brancas banhadas pelo sol tropical.

À chegada da comitiva real, o colorido natural foi matizado pelas infinitas bandeiras, flâmulas e pavilhões das nausque não cessavam mais de chegar e que congestionavam a bela baía; colorido, também, que pendia das sacadas dos sobrados, com as colchas de cetim e seda, muitas vezes mandadas pendurar por decreto; o colorido aromatizado das flores que se mandavam jogar ao passar a comitiva real para que se desfarçassem o mal-cheiro das ruas  onde os dejetos domésticos corriam a céu aberto ou eram atirados às praias e córregos depois de trazidos em ombro escravo; colorido, por fim, das velas de cera e das girândulas, lampeões e fogos de artifício que iluminavam a noite.

A desfile real sob o pálio de seda carregado por escravos era um verdadeiro espetáculo de cores e sons, com as inúmeras salvas de canhões das naus e fortalezas, os incessantes repiques de sinos e salvas de artilharia, que chamavam a população para os reais festejos. O Rio de Janeiro de D. João foi uma festa só, com a cara e a alma do povo brasileiro.

Mas fato é que a primeira coisa que fizeram o príncipe regente e sua comitiva foi postarem-se de joelhosdiante de um altar improvisado, onde beijariam a cruz e receberiam as devidas bênçãos. Após todas as aspersões e purificações, saiu a comitiva procissão rumo à improvisada Sé, na ocasião a igreja dos pretos do Rosário onde se realizaria a cerimônia de fundação da nova sede da corte e o ritual do beija-mão.

Por: Lucas Matos Trindade de Melo          -        6o Ano

Fonte de Pesquisa:

http://www.unesp.br


postado por 71073 as 03:30:39 # 0 comentários
PANORAMA DA CORTE NO RIO DE JANEIRO NO SÉCULO XIX


Os transportes para pequenas distâncias aumentam: cadeirinhas, liteiras, serpentinas e  palanquins são vistos com freqüência no fim do século.

As festas populares se aprimoram com a vinda, em 1808, da família real portuguesa para o Brasil, aparecendo o desfile de "carros de idéias", que seriam um prenúncio dos préstitos carnavalescos. O aspecto geral da cidade, também, melhorou com as primeiras medidas sanitárias além de outras, visando à infra-estrutura urbana: calçamento das Ruas da Vala e do Cano, aterro de lagoas da zona urbana, isolamento de leprosos num hospital, construção de um cais, abertura dos primeiros jardins e praças, iluminação com lampiões de azeite de peixe, construção de chafarizes, úteis e belos, graças a primeira adutora do Carioca. Surgem, ainda, os primeiros prédios públicos dignos de uma capital, como o Palácio dos Governadores (o Paço Imperial na Praça Quinze de Novembro), o Palácio Episcopal, no Morro da Conceição, o Senado da Câmara ( no mesmo local onde hoje está o Palácio Tiradentes ), a Casa do Trem ( posteriormente Arsenal de Guerra, hoje Museu Histórico Nacional ), o Arsenal da Marinha, o Hospital Militar e vários quartéis de Infantaria, Artilharia e Cavalaria.

Muitas igrejas se erguem, como a do Carmo (na Praça Quinze de Novembro) e a de São Francisco da Penitência (ao lado do Convento de Santo Antônio). Capelas e pequenas ermidas de séculos anteriores se transformam em imponentes templos.

A população aumenta, o comércio se expande, o porto melhora. O café começa a ser cultivado no Rio de Janeiro e, segue o seu caminho pelo Vale do Paraíba. A cidade , porém, não perde suas tradições provincianas: horas anunciadas pelos badalos de sinos, relógios de sol, comemorações religiosas, procissões promovidas com aparato pelas irmandades rivais, casas sem venezianas, poucos divertimentos para as mulheres. Assim, com cerca de 50.000 habitantes, o Rio de Janeiro chega ao final do século XVIII.

  Muitos melhoramentos recebeu a cidade no século XIX. Se compararmos à pequena capital da Colônia encontrada por D. João, com a extensa cidade deixada por D. Pedro II, veremos que muitas diferenças se faziam notar, a começar pelos limites da parte urbana que eram bem outros. Enquanto no alvorecer do século XIX, no tempo dos Vice-Reis, o núcleo urbano atingia apenas o Campo de Santana - ainda um simples terreno baldio, sem jardins - no final do mesmo século a urbanização do Centro ultrapassava o Largo do Rossio Pequeno, depois Praça Onze de Julho e, fazia-se necessária a drenagem dos pântanos que atingiam São Cristóvão, através do Canal do Mangue.
A evolução dos transportes coletivos, o trem e o bonde assinalaram o desenvolvimento dos subúrbios e dos novos bairros residenciais, antes sertão da cidade.   O abastecimento de água domiciliar que obrigou o governo a captar novos mananciais fluminenses, também, possibilitou a fixação de uma população mais numerosa.

A iluminação a gás, a partir de 1854, depois a implantação da eletricidade, foram fatores importante na transformação do Rio com a vinda da Família Real.

Por: Danilo Natalino Tavares - 7o ano

Por: Danilo Natalino Tavares - 7o ano

Por: Danilo Natalino Tavares - 7o ano


postado por 71073 as 01:51:00 # 0 comentários
UMA PRINCESA DE UM REINO NADA ENCANTADO


ATIVIDADE DE PRODUÇÃO TEXTUAL BASEADA NO FILME "CARLOTA JOAQUINA DE CARLA CAMURATI

Era uma vez...

uma pequena princesa chamada Carlota Joaquina de Bourbon e Bourbon que vivia no Reino de Espanha com toda a sua família. Seu avô era o rei e ela gostava muito dele e tinha muito respeito por ele.

Carlota tinha 10 anos e era uma menina muito alegre, inteligente e sagaz, contudo tinha temperamento forte, era muito argulhosa, vingativa e se achava muito bonita e formosa. Ai de quem a contrariasse!

Um dia a promessa de casamento com um príncipe português separaria Carlota de sua família.

Numa certa noite a festa de despedida chegou. Muitos convidados nobres, muita comida, muita bebida, muita música e dança para celebrar a união dos reinos de Espanha e Portugal. 

 No dia seguinte, Carlota Joaquina já estava preparada para a viagem, mas muito triste em deixar para trás a sua família, principalmente o seu avô - o Rei de Espanha - a quem ela amava. 

A Infanta Carlota viajou por vários dias em companhia de sua serviçal Francisca, em quem a família depositava muita confiança. 

No encontro com o príncipe a quem ela  foi prometida,  Carlota ficou muito desapontada com a aparência  do nobre Infante que pensava ela  ser encantado.

A partir daí, a vida da princesa que tinha sonhos mudou. Ela  tornou-se bem diferente daquelas dos contos de fadas - sem encantos e, sobretudo, gananciosa, infiel e vingativa.

Autores: Mateus da Silva Mesquita e Júlia Andrade de Paula  Justino  - 5o ano


postado por 71073 as 01:30:57 # 0 comentários
D. JOÃO - UM CARICATO COMEDOR DE FRANGO ASSADO OU UM REI ESPERTO?


As comemorações dos 200 anos da chegada da Corte Portuguesa ao Brasil, colocam D. João VI no centro das discussões, ensejando opiniões diversas sobre a figura irreverente, caricata e historicamente controversa do fundador desta nação. É inegável o bem que fez ao desenvolvimento econômico e cultural do Brasil quando aqui instalou a sede do reino.

Com a Corte, chegou a livraria real, precursora da Biblioteca Nacional. Veio a instalação da Imprensa Régia, abriram-se os portos e iniciaram-se os cursos de medicina na Bahia e no Rio de Janeiro. Fundou-se o Banco do Brasil e criou-se o Jardim Botânico. E o povo passou a ter mais liberdade de expressão. Começavam os  pressupostos que preparavam o Brasil para a Independência.

Apesar disso, a imagem de D. João VI nunca se livrou de uma imagem caricata, de um melancólico comedor de frangos, alheio às questões de Estado, amargurado pelos desvarios da mãe, a infidelidade e as intrigas políticas da Princesa Carlota Joaquina. Um Rei intitulado como tolo, vacilante, inseguro, medroso que deixou para a última hora a decisão de partir para o Brasil. Medida que, de uma certa forma, reflete uma estratégia esperta que lhe salvou o Reino, ou apenas uma fuga covarde diante das tropas de Napoleão?

Com seu caráter indeciso e medroso, D. João não pode ser confundido com um rei covarde. Em situações de desvantagem, perante um inimigo muito mais poderoso, a retirada pode ser considerada uma decisão sábia.

É importante também considerar sobre a resistência que opôs ao absolutismo com que conviveu, encarnado nas figuras da ambiciosa esposa Carlota Joaquina e do filho D. Miguel. Governou com vários ministros influentes, mas nunca entregou o poder a um só. D. João desconfiava sempre de tudo e de todos; e se era indeciso, por ser fraco e inexperiente, era-o também por esperteza ou dissimulação.

Foi certamente pela ousadia de sua administração que D. João soube combinar bondade, inteligência e senso prático para se tornar um rei sagaz, insinuante e precavido, afável e pertinaz. D. João VI foi sem dúvida alguma um rei popular por sua simpatia e ter tido a sabedoria em conquistar o coração do povo.

Por Prof. Nilton Barbosa Filho


postado por 71073 as 01:41:05 # 2 comentários
200 ANOS QUE MUDARAM A HISTÓRIA DE PORTUGAL E BRASIL


Não se pode ignorar que nas últimas décadas tem havido no Brasil uma esterilização da História por vários autores, cujo objetivo é exibir somente aquilo que é erudito, omitindo, em parte, os fatos dentro da mais pura realidade.

A celebração dos 200 anos da vinda da Família Real para o Brasil vem ensejando também à mídia, múltiplas oportunidades de informar e formar o leitor de como uma rainha louca, um príncipe medroso, uma princesa intrigante e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil, revelando toda a verdade do que foi descoberto.

Tudo aquilo que a escola não tem ensinado nas últimas décadas, do ensino fundamental e do ensino médio, vem sendo suprido positivamente por outro tipo de ensino a distância: aquele proporcionado pelos jornais, revistas, livros, rádio, televisão, internet.

Considerando as fortes tempestades enfrentadas no Atlântico, algumas naus vieram diretamente para o Rio, enquanto aquela em que viajava Dom João VI foi parar em Salvador. O então príncipe regente só chegaria ao Rio de Janeiro no dia sete de março.

Aqui seria aclamado e coroado rei de Portugal, do Brasil e de Algarves, e passaria à História como um rei bondoso, meio atrapalhado, irreverente, comedor impulsivo de frango assado, com medo de tomar banho de mar, quando foi em verdade, apesar de sua complexa personalidade, um soberano inteligente, receptivo ao povo, com grande visão de estadista.

Ora, o próprio Napoleão reconheceu em Dom João VI um inimigo difícil de combater e que o príncipe português foi o único que não o venceu, mas o enganou.

Os livros nos fazem crer que a vinda da Família Real foi uma fuga atabalhoada, mas na realidade, o fato foi mesmo uma das maiores e mais estratégicas retiradas, senão a maior, de toda a História.

O único soberano que superou Napoleão em estratégia fundou o Brasil e abriu as portas para o desenvolvimento nacional. Num tempo em que reis eram depostos, humilhados, vencidos ou até decapitados.  Dom João salvou a si mesmo, a seus familiares, à Corte e, de alguma forma, também o povo português e o brasileiro.

Por Prof. Nilton Barbosa Filho


postado por 71073 as 12:37:56 # 0 comentários
quinta, 03 abril, 2008
D. JOÃO - 200 ANOS COM A CARA E ALMA DO BRASIL


NESTA COMEMORAÇÃO PELO BICENTENÁRIO DA CHEGADA DA CORTE PORTUGESA AO BRASIL O JORNAL ELETRÔNICO DO PET TELÊMACO GONÇALVES MAIA VEM DEIXAR VOCÊ POR DENTRO DE TUDO DESTE GRANDE ACONTECIMENTO DA HISTÓRIA DO BRASIL, ORA POIS!


postado por 71073 as 08:33:29 # 0 comentários
segunda, 03 dezembro, 2007
MOSTRA SÉCULO XX1


ESTE TRABALHO DE MÍDIA ELETRÔNICA FOI SELECIONADO PARA A MOSTRA DE TRABALHOS DO PROJETO SÉCULO XX1 DA MULTIRIO.

VALE À PENA CONFERIR:

www.multirio.rj.gov.br


postado por 71073 as 10:29:21 # 40 comentários
SAMBA - O DIA NACIONAL DE UMA HERANÇA E DE UMA IDENTIDADE CULTURAL


A semente do samba chegou da África ao Brasil nos porões horrendos dos tumbeiros e germinou em solo nacional, tornando-se a mais alta e forte árvore nativa, resistente como a sucupira, enraizada como o pau-brasil,encantada como a jurema. O samba nos civilizou. O Samba Nosso de Cada Dia nos deu uma identidade e indicou um caminho possível - democrático, solidário e universal.
Os samba está presente na alegria e na tristeza, na solidão e na celebração dos amigos. Na África antiga, samba de "semba" era o nome de uma dança ritual com batuque e rebolado oferecida à uma certa divindade. É por isso, talvez, que o samba tenha consigo algo de sagrado, algo de segredo e de mistério. É por isso, certamente, que a roda de samba revela algo de litúrgico, uma atmosfera pagã, onde o transe se faz presente na dança e a reza vem em forma de poesia. O samba, essa fortaleza, é um rei consciente de sua nobreza.

O Dia Nacional do Samba, 02 de dezembro, surgiu por iniciativa de um vereador baiano, Luis Monteiro da Costa, para homenagear Ary Barroso, um dos maiores compositores brasileiros de todos os tempos. Ary já tinha composto seu sucesso "Na Baixa do Sapateiro", mas nunca havia posto os pés na Bahia. Esta foi a data que ele visitou Salvador pela primeira vez.A festa foi se espalhando pelo Brasil e virou uma comemoração nacional.
Atualmente duas cidades costumam comemorar o Dia do Samba, Salvador e Rio de Janeiro. Sob a batuta do músico Edil Pacheco, Salvador sempre tem promovido grandes shows no Pelourinho com os ótimos e injustamente desconhecidos sambistas locais.
No Rio a divertidíssima festa fica por conta das Escolas de Samba, dos bares e botecos da Lapa e da saudosa Vila de Noel e de shows promovidos por grupos de pagodes espalhados pela cidade.Tudo regado a uma suculenta feijoada e a uma cerveja ou a um chopp bem geladinhos.É uma verdadeira reunião de bambas.
Hoje o samba é soberano - O gari se torna príncipe na avenida, o mestre-sala corteja a sua dama e defende a honra de sua escola. Um cidadão sem glamour se faz poeta, cantado em verso e prosa pelo povo que o faz imortal, o ritimista conjuga o seu sorriso com a sua batucada e o passista se mostra malandro na ginga e no malabarismo com o pandeiro.Este é o samba que subverte a lógica capitalista e sobrevive, apesar do preconceito,mostra a sua cara e reside na alma da gente brasileira.

Por: Thiago de O. Rodrigues

Fontes de Pesquisa:
www.patriafc.blogspot.com
www.academiadosamba.com.br
www.cultura.gov.br
 


postado por 71073 as 09:45:10 # 2 comentários
segunda, 22 outubro, 2007
CULTURAS DAS RUAS


Manifestações artísticas encontradas nas vilas e favelas, o que inclui o funk, o pagode e o rap, fazem parte da produção cultural local, assim como as manifestações encontradas nos demais lugares fazem parte da cultura. No entanto, cultura não se restringe a arte, mas abrange diversos campos sociais. Caminhar, trabalhar, namorar, casar, estudar, cozinhar, tudo isto é cultura. “Essa forma de reduzir a cultura à arte, e mais do que isso, às belas artes é excludente no sentido que elimina uma série de outras manifestações, formas de pensar o mundo e os sujeitos. Os agentes dessas formas de pensar, agir e estar no mundo são excluídos, numa postura discriminatória”, explica José Márcio Barros.


Uma forma diferente de difundir o conceito de cultura


O hip-hop é tão urbano quanto as grandes construções de concreto e as estações de metrô, e cada dia se torna mais presente nas grandes metrópoles mundiais. No Brasil, é a voz cantada dos presídios, está nos grafites que embelezam ou enfeiam muros e paredes das grandes cidades, nas roupas da juventude, é um movimento que invade as metrópoles brasileiras da periferia para o centro. Para muitos jovens, o hip-hop vem fazendo a diferença, mudando jeitos de pensar, dando oportunidades e denunciando a desigualdade social e racial.


HIP-HOP BRASILEIRO É ÚNICO Apesar de ser um movimento originário das periferias norte-americanas, o hip-hop não encontrou barreiras no Brasil, onde se instalou com certa naturalidade. "A apropriação de elementos que não estão necessariamente legitimados na cultura brasileira deu-se de forma mais natural e tranqüila porque estamos em um mundo globalizado", considera Herschmann. O que, no entanto, não significa que o hip-hop brasileiro não tenha influências locais. O movimento no Brasil é híbrido, com traços evidentes da cultura nacional: no hip-hop brasileiro tem rap com um pouco de samba, break parecido com capoeira e grafites de cores muito vivas.


Enraizado nas camadas populares urbanas, o hip-hop afirmou-se no Brasil e no mundo com um discurso político a favor dos excluídos, sobretudo dos negros. Não é por acaso que o famoso rapper Mano Brown teve uma recepção tão calorosa na Febem do Brás, em São Paulo, em um show realizado em 2003. Os jovens detentos sabiam de cor as letras das músicas, que falavam da realidade dos moradores das periferias.

No Brasil o hip-hop é mais consciente, quer ver o povo melhorar e prega a informação" declara Cibele Cristiane Rodrigues, militante do movimento.

Por: Paulo Eduardo de Oiveira Rodrigues

Fontes de Pesquisa:

www.novomilenio.inf.br/cultura

www.culturaderua.net

www.periferiacultural.com.br


postado por 71073 as 08:15:36 # 1 comentários
TODO DIA É DIA DE ÍNDIO


Os índios do Brasil não formam um só povo. São muitos povos diferentes de nós e entre si. Possuem hábitos, costumes e línguas próprias e, por isso, é errado pensar que todos os índios vivem da mesma maneira.
Quando os portugueses chegaram ao Brasil, aqui viviam cerca de 5 milhões de índios. As doenças trazidas pelos europeus e as constantes lutas entre índios e brancos fizeram com que muitos grupos desaparecessem.
Atualmente existem no Brasil aproximadamente 240 mil índios, distribuídos em cerca de 180 grupos diferentes.
Encontram-se em todo o território brasileiro, com exceção apenas do Distrito Federal e dos Estados do Piauí e Rio Grande do Norte.
Existem grupos indígenas que, por estarem em contato permanente com a nossa sociedade, adotaram muitos hábitos e costumes da nossa cultura, falam o português, usam produtos industrializados mas nem por isso deixam de ser índios. Existem ainda grupos que mantêm contatos apenas ocasionais com os brancos e, finalmente, grupos que não têm qualquer contato com a sociedade, desconhecendo nossos costumes e língua.
Como exemplo de cultura indígena, convém ressaltar a dos Yanomami, considerados um dos grupos indígenas mais primitivos da América do Sul.
Os Yanomami têm como território tradicional extensa área da floresta tropical no Brasil e na Venezuela. Possuem uma população em torno de 25.000 índios. No Brasil existem cerca de 10.000 Yanomami situados nos Estados do Amazonas e de Roraima. Falam a língua Yanomami e mantêm ainda vivos os seus usos, costumes e tradições.
Vivem em grandes casas comunais. A maloca consiste numa moradia redonda, com topo cônico, com uma praça aberta ao centro. Várias famílias vivem sob o teto circular comum, sem paredes dividindo os espaços ocupados. O número de moradores varia entre trinta e cem pessoas.
Desde a década de 70, com a construção da estrada Perimetral Norte cortando seu território, a operação de mineradores e, hoje, a presença de milhares de garimpeiros têm resultado na destruição da floresta e trazido muitas doenças para os Yanomami, cuja população está sob séria ameaça de desaparecimento.

Por: Bianca Freire da Silva

Fontes de Pesquisa:

www.suapesquisa.com
www.jangadabrasil.com.br
www.brasilcultura.net
www.brasilescola.com.br


postado por 71073 as 07:02:40 # 0 comentários
segunda, 08 outubro, 2007
VOVÓ SEMPRE DIZIA... 1


Coletânea de Provérbios Brasileiros

"Seja dono da sua boca, para não ser escravo de suas palavras!"
"Quem conta com a panela alheia, arrisca-se a ficar sem ceia."
"Pai fazendeiro, filho doutor, neto pescador."

"Em terra de cego, quem tem um só olho é rei."

"Um homem prudente vale mais que dois valentes."

"As porcelanas mais resistentes são as que vão ao forno mais vezes."

"Quando a carroça anda é que as melancias se ajeitam."

"As necessidades unem, as opiniões separam."

"O grande trunfo da vitória é saber esperar por ela."
"A assombração sabe pra quem aparece."

"Pra bom entendedor, piscada de olho é mandado."

"A vingança é doce, mas os frutos são amargos."

"Ladrão endinheirado, não morre enforcado."

"A viagem é mais rápida, quando se tem boa companhia."

"Beleza sem virtude é rosa sem cheiro."

"Atravessa-se o rio onde é mais raso."

"Bezerro manso mama na mãe dele e na dos outros."

"O invejoso emagrece só de ver a gordura alheia."

"Bom é saber calar, até o tempo de falar."

"Cachorro mordido por cobra tem medo de lingüiça."

"Cabeça vazia é oficina do diabo."

"Um chato nunca perde o seu tempo, perde sempre o dos outros."
"O ciúme infinito, às vezes acorda a curiosidade que está dormindo."

"Na vida é assim: uns armam o circo, outros batem palma."

"As melhores essências estão nos menores frascos."

"Cavalo de cachaceiro conhece o caminho do boteco."

"Conhece-se o marinheiro, no meio da tempestade."

"De tostão por tostão se chega-se ao milhão."

"Atrás de um grande homem, há sempre uma grande mulher."

"Eduquem as criancas e não será preciso punir os homens."

"Mais anda quem tem bom vento, que quem muito rema."

"Em boca calada não entra mosca."

"Como ser chato não se aprende, se nasce."

"Na boca de quem não presta, quem é bom não tem valia."

"Em terra onde não há carne, urubu é frango."

"Casa onde falta pão, todos brigam e ninguém tem razão."

"Gente ruim é como dor de dente: quanto mais se presta atenção nela, mais incomoda."

"Cana na fazenda dá pinga; pinga na cidade dá cana."

"Gosto não se discute, se lamenta."

"Jogar verde pra colher maduro."

"Julga-se pelas ações e não pela conta no banco."

"Loucura é breve, longo é o arrependimento."

"Macaco velho não põe a mão em cumbuca."

"Não é por muito madrugar que amanhece mais cedo."

"Aproveita o que diz o velho e valerá por dois o conselho."

"O dinheiro compra pão, mas não compra gratidão."

"Por falta de um grito vai-se embora uma boiada."

"Quando a cabeça não pensa o corpo padece."

"Seja paciente na estrada para não ser paciente no hospital."
"Da vida, o amor é o mel, do amor o ciúme é o fel."

"Má companhia torna o bom mau e o mau pior."

"Cada qual estende a perna até onde tem coberta."
"A gato pintado não se confia a guarda do assado."

"A voz do povo é a voz de Deus." 
"De nada adianta o vento estar a favor se não se sabe pra onde virar o leme."

Fonte de pesquisa:

www.sitequente.com/proverbios/brasileiros

Por: Marcos Vinicius de Souza Seixas


postado por 71073 as 07:48:09 # 0 comentários
quinta, 04 outubro, 2007
HISTÓRIAS DO ARCO DA VELHA 3


Produção de aluno com base na pesquisa da Lenda do Saci-pererê:

Uma Armadilha pro Saci

Como todos sabem, o saci-pererê é um duende que vive aprontando das suas. Ele está sempre fazendo travessuras, como esconder objetos, soltar animais dos currais, espantar as galinhas, derramar sal nas cozinhas, colocar pimenta nas comidas,  fazer tranças nas crinas dos cavalos, colocar pólvora no fogareiro, etc.
Por causa disso, todos os habitantes da floresta têm raiva do Saci e também querem, só por vingança, aprontar uma armadilha pro negrinho demônio.
Ultimamente o danado deixou a floresta em polvorosa – primeiro, enquanto o jacaré Liu estava dormindo tranqüilamente no lamaçal da beira do rio, ele amarrou a sua boca com cipó para que ele não comesse mais os peixes. Não satisfeito, deu um nó na serpente Jacobina, impossibilitando que ela se locomovesse. Por último, colocou o jabuti Joca com casco virado para baixo sob a luz e o calor do sol, o que o deixou muito fraco.
Os outros animais estavam preocupados porque não sabiam o que pestinha poderia estar preparando para eles.  Cansados de tantas traquinagens do saci, pediram a ajuda do Curupira que, um belo dia, deu-lhe o troco. Todos planejaram uma festança na beira do rio e fizeram o convite especial para o negrinho que ficou muito feliz, mas nem imaginava o que a turma da floresta tinha preparado para ele.
Durante a festa todos se divertiram muito. O Curupira ofereceu-lhe bastante cachaça de mandioca até que ele ficasse embriagado e caísse na armadilha. Foi tudo bem rapidinho – a onça deu a ele de presente o que ele mas gostava: um cachimbo novinho feito de argila. Porém o que ele não contava era que o cachimbo estava cheio de pólvora e cal.
Esta estória termina aqui e você pode imaginar o final...

Autor: Leandro dos Santos Mesquita Barros.



postado por 71073 as 11:32:16 # 0 comentários
segunda, 01 outubro, 2007
NO RANCHO FUNDO - O RITMO DA VIOLA DO SERTANEJO


Música Sertaneja

No Brasil, chama-se música sertaneja o estilo musical autoproclamado herdeiro da "música caipira" e da Moda de viola que se caracterizava pela melodia simples, apaixonada, saudosa e melancólica da gente rural.

O adjetivo "sertanejo", originalmente, se refere a tudo que é próprio dos "sertões", ou seja, das regiões do interior, quase despovoado e rural do Brasil (no interior de São Paulo e nos estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná.

Música Caipira

Era chamado de "Caipira" o tipo de música composto e executado por artistas das zonas rurais: a antiga Moda de viola. Fruto da poesia da terra, a música caipira de verdade ainda existe e é muito bem representada - longe do barulho do sertanejo comercial, a moda de viola conta casos e traz saudades... Os caipiras utilizavam instrumentos artesanais e típicos do Brasil-colônia como viola, acordeão e gaita. Sua raíz está em uma das mais complexas funções do nosso sertão - a catira. A música caipira ou moda de viola é a preferida do peões, boiaderos e lavradores. 

Foi o primeiro gênero da musica regional a ser gravado em discos. Cornélio Pires é primeiro grande promotor da música caipira, foi ele o primeiro a conseguir, em 1928, que a música caipira entrasse para a discografia brasileira. Assim gravando vários discos popularizou a música caipira no Brasil.

Ao longo desta evolução, evitou-se cuidadosamente o termo "caipira" que era visto com preconceito nas cidades grandes. O estilo "sertanejo", ao contrário da música caipira, tem pouca temática rural para poder agradar habitantes de cidades grandes. A temática da música sertaneja, é, em geral, o amor não correspondido, a saudade e o marido traído.

Fontes de Pesquisa:

www.wikipédia.org

www.mpbnet.com.br

www.globorural.globo.com

www.noitesertaneja.com.br

Por: Laissa Cristina Carvalho dos Santos


postado por 71073 as 09:05:24 # 0 comentários
quinta, 27 setembro, 2007
O QUE QUE A BAIANA TEM?


A baiana do acarajé (ou simplesmente baiana) é como é conhecida popularmente a figura típica da negra tia que se dedica à profissão de vendedora de acarajé e outras iguarias da culinária baiana.

Sua origem é africana, como africanos eram todos os negros que vieram povoar a nossa terra.

 As baianas são mulheres batalhadoras que com muita luta conseguiram a regularização da profissão junto aos poderes públicos. Uma das principais figuras típicas do Brasil, chega a ser um dos quesitos obrigatórios no desfile das Escolas de Samba do país.

"O que é que a baiana tem?"

Esta pergunta é feita na letra de uma famosa música do compositor baiano Dorival Caymmi, com a resposta:

Baianas tipicamente vestidas no Terreiro de Jesus, Salvador, Bahia."Tem torso de seda, tem! / Tem brincos de ouro tem! / Corrente de ouro tem! / Tem pano-da-costa, tem! / Sandália enfeitada, tem!"

A indumentária – composta principalmente do turbante ou torso muçulmano, compridas e largas saias, vistosos xales e mantas listradas, lembrando o traje de origem islâmica do Sudão.

E também tem balangandans - Nas orelhas argolões de ouro; no pescoço, colares de contas brilhantes, de miçangas coloridas, de búzios, com a indispensável e mística figa de guiné, amuleto contra o "mau-olhado", nos dedos, nos pulsos, nos braços, "até quase nos cotovelos... uma profusão incrível de jóias custosas.

Cantada por grandes intérpretes, desde Carmem Miranda, Maria Bethânia, Gal Costa e outros, além do próprio Dorival, foi, durante a primeira metade do século XX, um grande divulgador dessa personagem típica de Salvador.

Ari Barroso, outro grande compositor brasileiro, num dos seus maiores sucessos, também faz referência à quituteira da Bahia, no samba de 1936, onde "No tabuleiro da baiana tem: Vatapá, oi, caruru, mungunzá, tem umbu"... mas sobretudo "desvenda" aquilo que tem a baiana em seu coração: "Sedução, cangerê, ilusão, candomblé"...(em No tabuleiro da baiana).

Atraído pelos encantos e magia baianos, o artista plástico argentino Carybé retratou como poucos a figura da baiana, assim como muitos outros, a exemplo de Santi Scaldaferri.

A imagem típica das baianas constitui-se no marco característico da mulher afro-descendente da Bahia, que mantém vivas suas raízes históricas; como tal ela é representada em diversos eventos típicos, folclóricos, em toda a Bahia e até fora dela. Um bom exemplo encontra-se na festa da Lavagem das escadarias da Igreja do Senhor do Bonfim, ou nas Escolas de Samba, que obrigatoriamente têm uma Ala das baianas.

Fontes de pesquisa:

www.jangadabrasil.com.br

www.asuapesquisa.com.br

www.terrabrasileira.net

www.wikipedia.org

Por: Marcos Vinicius de Souza Seixas


postado por 71073 as 08:21:44 # 0 comentários
quinta, 20 setembro, 2007
SEXTA-FEIRA 13


A superstição que envolve a Sexta-feira 13 surgiu com os romanos. Não tinha nada de azarento, mas, com o tempo, alguns fatos ocorridos nesta data, ano após ano, marcaram esse dia, transformando-o em um momento onde as pessoas deveriam tomar mais cuidado.

Uma crença européia revela que nas “Sextas-feiras - 13, as bruxas estão soltas”. Segundo o folclorista Luís Câmara Cascudo, no Dicionário do Folclore Brasileiro, “o dia 13 é um número fatídico, pressagiador de infelicidades. A superstição de evitar 13 convidados à mesa é tradicional como uma reminiscência da Santa Ceia, quando Jesus Cristo ceou com os seus 12 apóstolos, anunciando-lhe a traição de um deles e seu próprio martírio”.

A palavra superstição primitivamente significava “vidente ou profeta”. As superstições surgem como explicação para os fatos que desconhecemos. Quem comemora o aniversário em uma Sexta-feira 13 não deve ficar preocupado, pois o número 13 também simboliza o número dos anjos e da sorte.

Acredite, a superstição e o azar estão ligados apenas à acomodação e a falta de fé, uma maneira de encontrarmos culpados para os nossos insucessos ou fracassos, muitas vezes resultantes da nossa própria falta de esforço e dedicação. Quando as coisas não acontecem, culpamos o azar. Quando tudo dá certo, aí sim somos “sortudos”.

A superstição que envolve a Sexta-feira 13 surgiu com os romanos. Não tinha nada de azarento, mas, com o tempo, alguns fatos ocorridos nesta data, ano após ano, marcaram esse dia, transformando-o em um momento onde as pessoas deveriam tomar mais cuidado.

Uma crença européia revela que nas “Sextas-feiras - 13, as bruxas estão soltas”. Segundo o folclorista Luís Câmara Cascudo, no Dicionário do Folclore Brasileiro, “o dia 13 é um número fatídico, pressagiador de infelicidades. A superstição de evitar 13 convidados à mesa é tradicional como uma reminiscência da Santa Ceia, quando Jesus Cristo ceou com os seus 12 apóstolos, anunciando-lhe a traição de um deles e seu próprio martírio”.

A palavra superstição primitivamente significava “vidente ou profeta”. As superstições surgem como explicação para os fatos que desconhecemos. Quem comemora o aniversário em uma Sexta-feira 13 não deve ficar preocupado, pois o número 13 também simboliza o número dos anjos e da sorte.

Acredite, a superstição e o azar estão ligados apenas à acomodação e a falta de fé, uma maneira de encontrarmos culpados para os nossos insucessos ou fracassos, muitas vezes resultantes da nossa própria falta de esforço e dedicação. Quando as coisas não acontecem, culpamos o azar. Quando tudo dá certo, aí sim somos “sortudos”.

Fontes de pesquisa:

www.jangadabrasil.com.br

www.paginas.terra.com.br

www.universia.com.br

www.terra.com.br/esoterico

Por : Bianca  Freire  da  Silva


postado por 71073 as 07:19:47 # 1 comentários
terça, 18 setembro, 2007
QUEM CONTA UM CONTO - A ARTE DA ORALIDADE


Antes do surgimento da escrita, todo o saber era transmitido de boca em boca. Portanto, devemos considerar a importância da memória e da herança nas sociedades tradicionais, pois a memória humana era o único recurso de que essas culturas orais dispunham para registrarar e transmitir o conhecimento às futuras gerações.

Nessas sociedades, os mais velhos eram considerados os mais sábios, uma vez que tinham acumulado mais conhecimentos, advindos da experiência. O ato de contar histórias remete a esse tempo em que o homem confia na sua memória e nas suas experiências, resgatando qualidades e valores tão importantes ao desenvolvimento humano e afetivo. Mais ainda, a contação de histórias atua como um dispositivo para a aprendizagem de forma lúdica, que não é menos importante à vida de adultos e crianças do que outras formas de aprendizagem. Numa sociedade de imensa mecanização como a nossa, a contação de histórias faz refletir sobre qualidades esquecidas. A valorização do conhecimento transmitido pela oralidade recompõe o valor das experiências coletivas. Voltamos a uma saudável dialética entre sermos seres sociais e individuais, nos desenvolvendo enquanto “sujeitos” inseridos numa cultura.

Fontes de Pesquisa:

www.sab.org.br

www.rodadehistorias.com.br

www.unioest.br

www.qdivertido.com.br

www.educarede.com.br

Por: Paulo Eduardo de O. Rodrigues


postado por 71073 as 10:52:57 # 0 comentários
quinta, 13 setembro, 2007
COM O SABOR E O TEMPERO BEM BRASILEIROS


Os índios brasileiros tinham uma mesa farta e variada, graças à abundância da caça, pesca e dos frutos silvestres, de que se serviam. A farinha de mandioca tão popular entre o povo, do mais simples ao mais requentado, é uma herança indígena. Depois de retirar a raiz, secavam-na ao sol ou ralavam-na ainda fresca numa prancha de madeira cravejada de pedrinhas pontiagudas, transformando-a em farinha alva, empapada que colocavam para escorrer e secar num recipiente comprido de palha trançada. O resultado é o tupuci,
ingrediente essencial no preparo de um famoso prato da cozinha brasileira: o pato no tupuci. Além de ser usado como farofa ou para fazer beijus, pirões, sopas e mingaus, o tupuci pode ser servido como sobremesa, rega

O preparo dos mais diversos pratos da culinária brasileira está ligado aos aspectos socioculturais de nossa história e recebeu a influência de outros povos que aqui estiveram em épocas passadas e nos Legaram em patrimônio cultural valioso, influenciando e dominando até mesmo na alimentação. A variedade de sabores e preferências regionais, com suas especiarias e temperos próprios, tornam-se irresistíveis ao paladar mais exigente de qualquer arte da cozinha nacional.

do com mel. As bebidas eram extraídas dos ananás, do caju, guaraná, jenipapo, acaiá e outros produtos nativos.

O milho muito usado pelos índios foi amplamente aceito pelos portugueses, de paladar mais refinado, que preferiam a comida preparada pelas escravas negras do que as da mão indígena. As negras eram mais experientes eram mais caprichosas na arte de comer bem e assim, introduziram o coco-da-baia, o azeite de dendê, a pimenta malagueta, o feijão preto, o quiabo e outros ingredientes para a elaboração de pratos mais requintados.

A união das três raças criou uma cozinha tipicamente brasileira, desenvolvendo o uso constante da
panela de barro, da colher de pau e do fogão de lenha, indispensáveis para aprimorar
qualquer quietude.

Fontes de pesquisa:

www.brasilcultura.com.br

www.jangadabrasil.com.br

www.educarede.com.br

www.wikipedia.org

www.brasilfolclore.hpg.com.br

Por: Luiz Marciano Filho


postado por 71073 as 08:58:37 # 0 comentários
FORRÓ PÉ-DE-SERRA


O forró é o estilo de música que mais cresce no País atualmente. Existem casas especializadas em forró e uma verdadeira indústria fonográfica explorando o ritmo em todo o País. Em São Paulo é uma febre. Mas a colocação de DJs e outros ritmos destoam bastante do autêntico forró, arrastado do baião e do xaxado. Inevitavelmente, o forró tem também várias vertentes: o forró cearense, o eletrônico, universitário. Mas somente um tem passado pelo tempo incólume e sem riscos: o pé-de-serra, formado por conjuntos de três ou cinco integrantes.

O nome forró é tido como derivado da palavra inglesa For All, que significa "para todos" em inglês. Os colonizadores europeus - principalmente os ingleses que construíram as linhas férreas do interior - trouxeram para o Brasil esta festa e a realizavam seguindo a tradição todos os anos no período de colheita das safras. No Nordeste, as danças desta festa eram bem parecidas com as atuais quadrilhas, onde se formava um grande círculo com os participantes e estes ficavam por muito tempo comemorando a boa colheita nos campos, após vários anos e com a presença dos camponeses que haviam sido encontrados no Brasil esta festa passou por um grande e demorado processo de mudança, chegando ao atualmente conhecido forró pé-de-serra.

O forró Pé-de-Serra, no Brasil e Nordeste, teve como principal representante Luiz Gonzaga, o Rei do Baião como era mais conhecido. Associado à música, a rica poesia de Catulo da Paixão Cearense, Patativa do Assaré, Lourival batista, Job Patriota, Zé Limeira da Paraíba e todos os contemporâneos forrozeiros que fazem a eterna cena do forró nordestino do pé-da-serra, novos compositores não se rendem a modismos e compõem o forró por pura identificação artística.

O forró é o ritmo mais escutado nas rádios do Nordeste, e há algum tempo vem conquistando a população das grandes capitais brasileiras, como é o caso de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, onde vários clubes e boites trazem como atração principal bandas de forró pé-de-serra e de forró eletrônico, descaracterizando um pouco a cultura, mas levando-a aos quatro ventos.

Por: Marcos Vinícius de Souza Seixas

Fontes de Pesquisa:

www.pedeserra.com.br

www.jangadabrasil.com.br

www.brasilfolclore.hpg.com.br

www.suapesquisa.com






postado por 71073 as 07:44:36 # 0 comentários
ESCONJURO, SAI PRA LÁ! ENTRA SORTE E SAI AZAR!


Superstições são influências da crença tradicional e popular, sem caráter lógico ou científico, de que certos fatos inexplicáveis podem causar ou predizer um acontecimento aparentemente relacionado na convicção de que certos atos, palavras, números ou objetos trazem males, benefícios, fortuna ou má sorte.

Em todos os tempos, praticamente, o ser humano alimentou crenças irracionais. Até mesmo na era moderna, em que a evidência objetiva e a racionalidade são mais valorizadas, são raras as pessoas que não nutrem secretamente uma ou mais crenças irracionais ou superstições.

Diversas atividades do nosso cotidiano estão envolvidas em superstições. Estas relacionam-se com o comer, dormir, trabalhar, brincar, casar-se, adoecer, morrer, as situações de relacionamento amoroso, de insegurança e perigo.

Veja alguns exemplos:

Coceira na Mão: Se a palma da mão esquerda coçar, é sinal de que vem vindo dinheiro. Mas se a palma da mão direita é que estiver coçando, uma visita desconhecida está para aparecer.

Por Debaixo da Escada: Passar por debaixo de uma escada é mau-agouro.

Pé de Coelho: Carregar ou Pendurar pé de coelho à entrada da casa atrai sorte, fortuna e saúde.

Orelha Quente: Se sua orelha esquentar de repente, é porque alguém está falando mal de você. Nesses casos, vá dizendo os nomes dos suspeitos até a orelha parar de arder. Para aumentar a eficiência do contra-ataque, morda o dedo mínimo da mão esquerda: o sujeito irá morder a própria língua.

Gato Preto: Na Idade Média, acreditavam-se que os gatos eram bruxas transformadas em animais. Por isso, a tradição diz que cruzar com um gato preto é azar na certa.

Espelho Quebrado: A superstição prega que serão sete anos de má sorte. Ficar se admirando num espelho quebrado é ainda pior - significa quebrar a própria alma. Ninguém deve se olhar também num espelho à luz de velas. Não permita ainda que outra pessoa se olhe no espelho ao mesmo tempo em que você.

Guarda-Chuva: Dentro de casa, o guarda-chuva deve ficar sempre fechadinho. Segundo uma tradição oriental, abri-lo dentro de casa traz infortúnios e problemas de saúde aos familiares.

Aranhas: Aranhas, grilos e lagartixas representam boa sorte para o lar. Matar uma aranha pode causar infelicidade no amor.

Verrugas: Segundo a superstição popular o que faz nascer verrugas é apontar para estrelas, ou deixar pingar o sangue de uma verruga na pele.

Brinde: Se a pessoa estiver bebendo alguma bebida alcoólica, não brinde com alguém cujo copo contenha uma bebida sem álcool. Vocês estarão se arriscando, nesse tin-tim, a ter seus desejos invertidos.

Sexo do bebê: Existem algumas crendices para tentar adivinhar. 1. Pedir à futura mamãe que mostre a mão é uma delas. Se ela a estender com a palma para baixo, será menino. Se a palma estiver para cima, nascerá uma menina.
2. Existe também a linguagem do ventre. Se for pontudo e saliente, é sinal de que um menino está para chegar. Arredondado e crescendo para os lados será menina.

Fontes de pesquisa:

www.suapesquisa.com.br

www.facon.ufba.br

www.jangadabrasil.com.br

www.universia.com.br

Por : Bianca Freire da Silva



postado por 71073 as 07:40:02 # 0 comentários
segunda, 10 setembro, 2007
BRINCANDO COM A LINGUAGEM DO FOLCLORE


Podemos definir os trava línguas como construções lingüísticas folclóricas criadas pelo povo com objetivo lúdico (brincadeira). Apresentam-se como um desafio de pronúncia. Estas frases tornam-se difíceis, pois possuem muitos grupos de sílabas parecidas (exigem movimentos repetidos da língua) e devem ser faladas rapidamente. É uma espécie de jogo verbal que consiste em dizer com clareza, agilidade e rapidez, versos ou frase com grande concentração de sílabas difícies de se pronunciar, ou de sílabas pronunciadas com os mesmos sons, mas em ordem diferente. Como isso costuma provocar dificuldade de dicção ou paralisia da línqua (trava-língua "), diverte e provoca disputa lúdica para saber quem se sai melhor nessa brincadeira. É quase impossível pronunciá-las sem tropeço.

Os trava-línguas já fazem parte do folclore brasileiro, porém estão presentes mais nas regiões do interior brasileiro.

Exemplos de trava-linguas: (repita estes três vezes)

"Aranha arranha o jarro,o jarro a arranha arranha."

"A babá boba bebeu o leite do bebê."

"Atrás da pia tem um prato,um pinto e um gato. Pinga a pia ,apara o prato, pia o pinto e mia o gato."

"O Pedro pregou o prego na parede."

"O Papa papa o papo do pato."

"Um ninho de mafagafos, com cinco mafagafinhos, quem desmafagafizar os mafagafos, bom desmafagafizador será."

"Três tigres tristes para três pratos de trigo."

"0 rato roeu a correia da carroça do rei de Roma."

"O rato roeu a roupa do rei da Rússia; A rainha de raiv roeu o resto."

"A aranha arranha a jarra, a jarra arranha a aranha."

"O peito do pé do pai do padre Pedro é preto."

"O peito do padre Pedro é preto."

"O tempo perguntou ao tempo, Quanto tempo o tempo tem, O tempo respondeu pro tempo, Que o tempo tem tanto tempo, Quanto tempo o tempo tem."

"Olha o sapo dentro do saco, o saco com o sapo dentro, o sapo batendo papo e o papo soltando vento."

"A babá boba bebeu o leite do bebê"

"Cozinheiro cochichou que havia cozido chuchu chocho num tacho sujo."

Fontes de pesquisa:

www.suapesquisa.com

www.jangadabrasil.com.br

www.brasilfolclore.hpg.com.br

www.recantodasletras.uol.br


Por: Cassiano dos Santos Souza


postado por 71073 as 11:26:38 # 0 comentários
HISTÓRIAS DO ARCO DA VELHA 2


Lenda do Curupira

Curupira ou Caipora é um mito antigo no Brasil, já citado por José de Anchieta, em uma carta datada de 1560, Ele dizia: "Aqui há certos demônios, a que os índios chamam Curupira , que os atacam muitas vezes no mato, dando-lhes açoites e ferindo-os bastante ".

Os índios, para lhe agradar , deixavam nas clareiras , penas , esteiras e cobertores.

Ser tipicamente da floresta , não aparecendo em áreas urbanas, o Curupira é um duende brasileiro , cabelos compridos , ruivos, cuja característica principal são os pés virados para trás, ou seja, os calcanhares para frente. Este defeito lhe é especialmente útil para uma de suas maldades prediletas: fazer pessoas perdidas na mata seguir-lhe as pegadas que, afinal , não leva a lugar nenhum. Para que isso não aconteça, caçadores, lenhadores e aventureiros costumam suborná-lo com iguarias deixadas em lugares estratégicos. O Curupira , distraído com tais oferendas, esquece-se de sua artes e deixa de dar suas pistas falsas e chamados enganosos , imitando a voz humana , para desviar os que estão na floresta no rumo certo. Para atrair suas vítimas , ele , às vezes chama as pessoas com gritos que imitam a voz humana. É também chamado de Pai ou Mãe-do-Mato pelos caboclos.

 Às vezes é visto montando um Porco do Mato.

Entre os índios Tupis-Guaranis, existia uma outra variedade de Curupira, chamada Anhangá, um ser maligno que causava doenças ou matava os índios. Há relatos de entidades semelhantes entre quase todos os indígenas das Américas Latina e Central.

Dizem que ele é um menino de cabelos vermelhos e com os pés virados para trás, para despistar quem quiser seguí-lo. Algumas pessoas descrevem o Curupira como um índiozinho montado em um porco selvagem, outros dizem que tem o corpo coberto por pêlos.

Ele cuida das animais da florestas, protegendo contra a devastação e a caça.

Quando entramos na mata e ouvimos barulhos estranhos pode ser ele.

Ele é tão rápido que muitas vezes ao passar pela mata, parece um vento forte.

Ao entrar numa mata deve-se levar uma oferenda para o Curupira, assim ao agradá-lo não se perderá na mata.

O Curupira tem o poder de ressuscitar qualquer animal morto sem sua permissão.

Fontes de pesquisa:

www.suapesquisa.com

www.jangadabrasil.com.br

www.brasilfolclore.hpg.com.br

www.brasilescola.com

www.terrabrasileira.net

POR: DIEGO OLIVEIRA SILVA


postado por 71073 as 10:55:40 # 0 comentários
A IDENTIDADE CULTURAL DOS AFRODESCENDENTES


A identidde de um povo, num Estado nacional, pode se transforma, lentamente, seguindo as modificações históricas ou de forma mais veloz, sobretudo em períodos de guerra ou de grandes transformações locais ou mundiais. Muitas vezes tais mudanças são geradas durante certo tempo e, a partir de algum movimento, tornam-se visíveis. Assim sendo, para entender o presente, é preciso compreender o que a história, os pontos de vista históricos e as interpretações da história.

O negro não apenas povoou o Brasil e deu-lhe prosperidade e conômica através de seu trabalho. Triuxe, também, as suas culturas que deram o ethos fundamental da cultura brasileira. Vindos de várias partes da África, os negros escravos trouxeram as suas diversas matrizes culturais que aqui sobreviveram e serviram como patamares de resistência social ao regime que os oprimia e queria tranformá-los apenas em máquina de trabalho. Após a escravidão, os grupos negros que se organizaram como específicos, na sociedade de capitalismo dependente que a substituiu, também aproveitaram os valores culturas afro-brasileiros como instrumentos de resistência.

Isto não quer dizer que se conservassem puros, pois sofrem a influência aculturativa (isto é, branqueadora) do aparelho ideológico dominante. Não se pode afirma a idéia de uma cultura afro-brasileira única, pura. O que existe é um  processo dinâmico de construção.É uma luta ideilógico-cultural que se trava em todos os níveis, ainda dos nossos olhos. Não existe identidade nacinal sem as culturas africana e afro-brasileira. Por extensão, não existiria arte brasileira sem as artes africana e afro-brasileira. Ao olhar para os brasileiros, o rosto negro país deve aparecer.

Fontes de pesquisa:

www.afrodescendente.com.br

www.midiaindependente.org

www.nacoeseaculturadacor.uniblog.com.br

www.educarede.com.br

www.futura.com.br

Por: Cláudio Fernandes Vieira


postado por 71073 as 08:52:40 # 0 comentários
ANARRIÊ! VIVA SANTO ANTÔNIO, SÃO JOÃO E SÃO PEDRO


A comemoração das festas juninas é certamente herança portuguesa no Brasil, acrescida ainda dos costumes franceses que a elas se mesclaram na Europa.

Fogueira, fitas, mastros coloridos... Dança e animação. Todos nós conhecemos
muito bem a tradição da Festa Junina.

Os dias de São João, Santo Antônio e São Pedro, são no mês de junho, por isso, as comemorações que ocorrem durante todo o mês foram denominadas de “Festa Joanina”, especialmente em homenagem a São João. Segundo alguns historiadores, o nome joanina teve origem nos países europeus católicos no século IV. Quando veio para o Brasil foi modificado para junina. A tradição de comemorar a Festa de São João foi trazida pelos portugueses, logo incorporada aos costumes dos povos negros e indígenas.

As festas juninas costumam ser muito animadas. A quadrilha, por exemplo, uma dança muito alegre e vibrante, chegou ao país no século 19, trazida pela corte real portuguesa., inicialmente dançada apenas pela nobreza, ela se popularizou e chegou à roça. Além da quadrilha, existem outros símbolos tradicionais como a fogueira, a queima de fogos de artifício, simpatias e o lançamento de balões coloridos, que devem levar pedidos de graças para São João. Outro item que não pode faltar é o pau-de-sebo: um tronco de árvore com quatro metros ou mais de altura é todo coberto com sebo animal e o grande desafio é atingir o seu topo e pegar as prendas ali colocadas.

Apesar de o elemento chave das festas ser a descontração e a alegria, cada região do Brasil apresenta suas particularidades. No Rio Grande do Sul, por exemplo, os participantes não aderem aos trajes caipiras e comemoram com o vestuário típico da região, como a bombacha, sob o ritmo do vanerão. Já no nordeste, os ritmos que imperam são o forró, o baião e o xaxado.

No nordeste brasileiro principalmente, estes santos são reverenciados e pode-se dizer que a importância destas festas, para as populações nortista e nordestina, ultrapassa a do Natal, principal festa cristã, e que elas são, historicamente, o evento festivo mais importante destas regiões, tanto cultural como politicamente.

As mais tradicionais festas juninas do Brasil acontecem em Campina Grande (Paraíba) e Caruaru (Pernambuco).
O espaço onde se reúnem todos os festejos do período são chamado de arraial. Geralmente é decorado com bandeirinhas de papel colorido, balões e palha de coqueiro. Nos arraiás acontecem as quadrilhas, os forrós, leilões, bingos e os casamentos caipiras.

Fontes de pesquisa:

Fontes de pesquisa:

www.terrabrasil.com.br

www.suapesquisa.com

www.jangadabrasil.com.br

www.brasilfolclore.hpg.com.br

Por: Paulo Eduardo de Oliveira Rodrigues


postado por 71073 as 08:46:22 # 0 comentários
A LINGUAGEM POPULAR NO PAÍS DO FUTEBOL


Quem gosta de futebol, seja acompanhando, torcendo ou jogando, conhece muitas expressões peculiares e o linguajar usados nos meios futebolísticos e, em alguns casos, até fora dele. E a bola é a principal personagem para a criação dessas expressões: Bola murcha, bola fora, com a bola toda, bola pra frente, trocar as bolas, comer bola...

Expressões tão comuns na gíria do povo brasileiro foram, no passado, de uso restrito a jogadores, técnicos, locutores e torcedores de futebol. Criadas espontaneamente para expressar significados que não constavam dos dicionários, o futebolês foi pouco a pouco se incorporando na nossa linguagem coloquial, marcando fortemente os valores e a crença do povo brasileiro. E nenhum outro grupo de linguagem conseguiu influenciar tanto o nosso dia-a-dia e nossa cultura quanto o futebol.

Ganhar "a galera da geral" foi fundamental para o futebol. É na boca das massas que as novas expressões se legitimam e ingressam no vocabulário popular.

A paixão nacional conseguiu reunir uma linguagem única , na mais espontânea forma de expressão. Quem nunca ouviu falar em:

Pipocar - Quando um jogador evita confrontos com o adversário para não se machucar, a torcida diz que ele está saltando fora das jogadas que nem pipoca.

Chuveirinho - Nome dado à bola levantada que entra pingando no campo.

Deu zebra - Para qualificar um resultado imprevisto de um jogo, a expressão tornou-se de domínio público e passou a ser largamente empregada, talvez a inspiração veio do jogo do bicho que utiliza quase todos os animais, exceto a zebra.

Estar na banheira – Estar em completo impedimento.

Pimba na gorduchinha – Chute certeiro e forte na bola.

Dar um bico – dar um pontapé.

Dar uma bicicleta - Quando o jogador fica em posição horizontal e acerta na bola com os dois pés suspensos, de costas para o chão.

Dar um carrinho – Correr desenfreadamente para alcançar a bola (ou atingir propositalmente as canelas do adversário), atirando-se sentado, procurando deslizar na grama, com os pés levantados.

Firula - Jogada desnecessária, de efeito, para humilhar o adversário, e impressionar o público.

Ficar na galera Ficar no meio dos torcedores.Frango - Bola facilmente defensável, e que entra no gol.

Engolir frango – Deixar de agarrar uma bola facilmente defensável.

Amarelar Demonstrar medo diante do adversário.

Perna-de-pau Jogador ruim de bola.

Suar a camisa Dar tudo de si pelo time.

Voleio Quase uma bicicleta.

Artilheiro Jogador com o maior número de gols no time ou num campeonato.

Cartola Dirigente do clube.

Maria Chuteira Torcedora que quer agarrar o jogador.

Geraldino Torcedor da geral.

Gol de placa Gol muito bonito.

Figura Jogador importante ou curioso.

Finta Jogada visando superar o marcador.

Balãozinho - Lance de habilidade em que o jogador lança a bola em trajetória curva, bem acentuada, sobre o adversário e, deslocando-se rapidamente, volta a dominá-la adiante no chão.

Pedalada: Quando a bola está parada e o jogador passa os dois pés, alternadamente, por cima dela, como se estivesse pedalando. Robinho é mestre neste tipo de drible.

Bandeirinhas Árbitros auxiliares.

Bomba - Chute desferido com muita força.

Cama-de-gato - Falta cometida durante a disputa da bola, na qual o jogador simula saltar e, com o corpo, desequilibra o adversário pelas costas.

Virar a casaca - Quando um jogador ou torcedor muda de time.

Vendido - Jogador que se deixa subornar.

Salto alto (jogar de/com) - Excesso de autoconfiança e conseqüente menosprezo pelo adversário.

Peixe - Jogador que é protegido pelo técnico, diretor, torcida e etc...

Roubar a bola - Quando a bola é tirada pelo adversário com habilidade sem o jogador perceber.

Pelota - Bola.

Pelada: Jogo de futebol de várzea.

Mão furada: Goleiro que não consegue segurar os chutes do adversário.

Por: Mauricio Silveira Coutinho

Fontes de pesquisa:

www.jangadabrasil.com.br

www.universia.com.br

www.maluko.com.br

www.mundoesportivo.com.br


postado por 71073 as 08:09:00 # 0 comentários
O JEITINHO BRASILEIRO DE SER


Quem o conhece de perto o Brasil, sai apaixonado mesmo é pela alma tropical e mestiça dessa nossa gente sofrida, mas sem dúvida, que não perde nunca o seu valor humano no que diz respeito à hospitalidade, generosidade, espontaneidade, alegria e cordialidade..

Quando se fala em jeito ou jeitinho brasileiro de ser, a primeira coisa em que pensamos é esperteza, o suborno, a ambição e a corrupção. Embora essa não seja a única maneira de definir o jeito brasileiro, o lado negativo dessa prática, tão marcada em nossa sociedade, é o que mais se evidencia na mídia.

Mas não podemos tomar o jeitinho brasileiro como negativo. A inventividade e a criatividade são algumas das facetas mais relevantes do lado positivo de ser do brasileiro, que possui uma alta capacidade de adaptação às situações mais inesperadas, que muitas vezes pode significar a diferença entre viver ou morrer, entre estar desempregado ou "arranjar uma profissão informal".

Assim é o brasileiro: dá jeito em tudo para se resolver o problema ou contorná-lo. Sua versatilidade abrange um sem-número de situações: é o pára-lama do carro amarrado, em vez de soldar; são os juros embutidos no valor da prestação "fixa"; é o "dar um por fora"; é matar a avó para justificar a ausência a uma prova, na escola, num encontro ou no trabalho, é trapacear as companhias de fornecimento de água, energia ou telefônica com o conhecido “gato”.

A malandragem, assim como a preguiça, a cordialidade, a espontaneidade e o jeitinho foram ou têm sido alguns dos atributos aplicados para qualificar o modo de ser do brasileiro - um povo acolhedor, festeiro, bem-humorado e barulhento.

Do mesmo modo que a malandragem, a feijoada, o carnaval, a mulata, o samba, a cachaça e o futebol foram elementos essenciais da cultura popular na formação da IDENTIDADE do brasileiro que é hoje, também, um símbolo nacional totalmente capaz de conviver harmoniosamente com as diferenças e com os mais variados perfis - a malandragem e a alegria do carioca, a sagacidade do paulista, o machismo do gaúcho, a calma do baiano, a quietude do mineiro e o jeito arretado do nordestino.

Fontes de pesquisa:

www.numaboa.com.br

www.jornaldaciencia.org.br

www.opovobrasileiro.net

www.suapesquisa.com

Por: Lucas Batista Amaral



postado por 71073 as 07:57:27 # 0 comentários
quinta, 06 setembro, 2007
UM POVO COM A CARA DO BRASIL


Foi desindianizando o índio, desafricanizando o negro, deseuroperizando o europeu e fundindo suas heranças culturais que nos fizemos. Somos em conseqüência, um povo síntese, mestiço na carne e na alma, orgulhoso de si mesmo, porque entre nós a mestiçagem jamais foi crime ou pecado. Um povo sem peias que nos atenham a qualquer servidão, desafiado a florescer, finalmente, como uma civilização nova, autônoma e melhor." (Darcy Ribeiro).

O povo e a cultura brasileiros descendem de uma mistura plural de raças que lhe deu raízes. Colonizadores portugueses, índios e africanos constituíram a base da nossa formação étnica. Colonizadores franceses e holandeses também passaram pelo Nordeste do Brasil.

A imigração começou oficialmente quando o Rei D. João VI promulgou a lei que permitia a posse de terras por estrangeiros, em novembro de 1808, cujo objetivo era facilitar a ocupação do Sul do País para, assim, branquear a população que, majoritariamente era negra e evitar a invasão dessas terras por castelhanos.

No entanto, foi a partir do início do século XX que massas de imigrantes alemães, italianos, poloneses e japoneses acrescentaram novos elementos ao processo dessa mistura plural. Os brasileiros são, talvez, o povo mais miscigenado racialmente.

O processo de miscigenação é intenso desde o início da colonização. Já que era pequeno o número de mulheres brancas entre os colonizadores, estes se relacionavam com índias ou negras escravizadas, muitas vezes à força. Essa miscigenação dá origem a outros tipos étnicos como o mulato, o caboclo e o cafuzo. Os imigrantes que vieram mais tarde para o Brasil, apesar de terem se estabelecido em comunidades fechadas, também tiveram papel importante na formação da IDENTIDADE BRASILEIRA.

FONTES DE PESQUISA:

www.geocities.com/brasil

www.tvcultura.com.br

www.suapesquisa.com.br

Por: Paulo Eduardo de Oliveira Rodrigues




postado por 71073 as 09:48:45 # 0 comentários
LINGUA E IDENTIDADE CULTURAL


A literatura popular representa o registro do patrimônio lingüístico de um povo e, nesse sentido, a língua, como matéria prima desse registro, torna-se um elemento de unificação. Por tal razão, a consciência da importância de preservarmos nossa identidade cultural é o primeiro passo para preservarmos a própria cidadania. A língua, como elemento unificador, como espelho de uma cultura; sua sonoridade, sua estrutura, sua elocução, que  constituem o sentido histórico e político de uma nação. Sua IDENTIDADE e a identidade de um  povo – seus cidadãos.

No início da colonização portuguesa no Brasil , o tupi (mais precisamente, o tupinambá, uma língua do litoral brasileiro da família tupi-guarani) foi usado como língua geral na colônia, juntamente com português, principalmente graças aos padres jesuítas que haviam estudado e difundido a língua. Em 1757, a utilização do tupi foi proibida por uma Provisão Real. Tal medida foi possível porque, a essa altura, o tupi já estava sendo suplantado pelo português, em virtude da chegada de muitos imigrantes da metrópole. Com a expulsão dos jesuítas em 1759, o português fixou-se definitivamente como o idioma do Brasil. Das línguas indígenas, o português herdou palavras ligadas à flora e à fauna (abacaxi, mandioca, caju, tatu, piranha), bem como nomes próprios e geográficos.

Com o fluxo de escravos trazidos da África, a língua falada na colônia recebeu novas contribuições. A influência africana no português do Brasil, que em alguns casos chegou também à Europa, veio principalmente do iorubá (vocabulário ligado à religião e à cozinha afrobrasileiras) e do quimbundo angolano (palavras como caçula, careca, moleque e samba).

Um novo afastamento entre o português brasileiro e o europeu aconteceu quando a língua falada no Brasil colonial não acompanhou as mudanças ocorridas no falar português, principalmente por influência francesa, durante o século XVIII, mantendo-se fiel, basicamente, à maneira de pronunciar da época da descoberta. Uma reaproximação ocorreu entre 1808 e 1821, quando a família real portuguesa, em razão da invasão do país pelas tropas de Napoleão Bonaparte, transferiu-se para o Brasil com toda sua corte, ocasionando um reaportuguesamento intenso da língua falada nas grandes cidades.

Após a independência (1822), o português falado no Brasil sofreu influências de imigrantes europeus que se instalaram no centro e sul do país. Isso explica certas modalidades de pronúncia e algumas mudanças superficiais de léxico que existem entre as regiões do Brasil, que variam de acordo com o fluxo migratório que cada uma recebeu.

No século XX, a distância entre as variantes portuguesa e brasileira do português aumentou em razão dos avanços tecnológicos do período: não existindo um procedimento unificado para a incorporação de novos termos à língua, certas palavras passaram a ter formas diferentes nos dois países (comboio e trem, autocarro e ônibus, pedágio e portagem). Além disso, o individualismo e nacionalismo que caracterizam o movimento romântico do início do século intensificaram o projeto de criação de uma literatura nacional expressa na variedade brasileira da língua portuguesa, argumento retomado pelos modernistas que defendiam, em 1922, a necessidade de romper com os modelos tradicionais portugueses e privilegiar as peculiaridades do falar brasileiro que consagrou literariamente a nossa língua como brasileira.

Fontes de pesquisa:

www.cienciaecultura.bvs.br

www.folha.uol.com.br

www.revistalingua.uol.br

www.jangadabrasil.com.br

Por: Claudio Fernandes Vieira


postado por 71073 as 08:55:54 # 0 comentários
segunda, 03 setembro, 2007
É LENDA OU É MITO?


Na era da oralidade, a população não dava muita importância à verdade, elas aceitavam as histórias contadas sem discutir se ela eram veridicas ou não. Como diz o dito popular "Quem conta um conto aumenta um ponto", as lendas, pelo fato de serem repassadas oralmente, de geração a geração, sofrem alterações à medida que estão sendo recontadas.
A lenda é uma história de origem ancestral que relata oralmente fatos cheios de fantasia e heroísmo que se passaram em certo tempo e lugar, envolvendo e misturando  pessoas, animais e seres sobrenaturais.
Geralmente a realidade e o fantástico se misturam. A lenda, por vezes, tem um fundo de verdade. Ela se modifica de acordo com o lugar e época que se passa. Cada pessoa que conta uma lenda imprime nela, às vezes, sem querer, algumas alterações: aumenta, diminui um pouco ou substitui uma palavra por outra e com isso as lendas vão se modificando com o passar do tempo e de uma região para outra.

Mito é uma narrativa  simbólica que apresenta e explica um fato natural, histórico ou filosófico, relacionado com uma cultura de determinado lugar ou região, funcionando como ponto de equilíbrio entre o sagrado e o profano.
Os mitos tinham o  papel  de passar conhecimentos e alertar as pessoas sobre perigos ou defeitos e qualidades do ser humano. Na mitologia, deuses, semi-deuses,  heróis e seres sobrenaturais se misturam com fatos da realidade para dar sentido a vida e ao mundo.

Fontes de pesquisa:

www.wikipedia.com

www.suapesquisa.com.br

www.educarede.com.br

Por: Paulo Eduardo de Oliveira Rodrigues


postado por 71073 as 01:02:06 # 0 comentários
quinta, 30 agosto, 2007
SIMPATIA – A FORÇA DA FÉ NA MAGIA POPULAR


O ser humano sempre cultivou um fascínio pelo místico e mantém, consciente ou inconscientemente, um estreito relacionamento com esta dimensão. O gosto do homem pelas coisas místicas e mágicas é muito antigo; ele sempre carregou em si a predisposição de aproximar-se e usufruir de seus “benefícios”. E uma prática mística que mistura magia, fé e crença é a simpatia – um aspecto tradicional da nossa cultura.

Simpatia é a crença ritual de forçar poderes ocultos a satisfazerem a nossa vontade. Este ritual popular é preventivo e curativo. De certo modo, trata-se da arte de produzir fatos que extrapolam as leis naturais. Com a magia simpática, pretende-se ter ação sobre pessoa ou objetos distantes, por meio de uma parte, por exemplo, peças de roupa, sinal dos dentes no pão, fios de cabelo, nomes escritos em tirinhas de papel e outros.


A simpatia tem grande prestigio, dada a crença e a fé do povo que quer resultados imediatos, sem tratamento e sem trabalho, promovidos pelos artifícios da mágica. Em suma, o milagre. Certamente, tem-se mais fé na sabedoria popular do que nos remédios da farmácia. Nela mesclam-se a ingenuidade, a malícia, a esperteza, a fé, a confiança e a esperança, ligadas à mentalidade dos povos primitivos e às camadas mais primárias das culturas civilizadas. Oriunda da religião dos magos, a magia pretende submeter à vontade própria, a vontade de poderes superiores, espíritos, gênios, demônios, e elementos da natureza.

As simpatias estão nos costumes e tradições do povo brasileiro, é um ritual de magia branca dos segredos cuja prática é se utilizar, de maneira indireta, das forças espirituais para afastar certos males ou conseguir determinado bem ou cura; muitas delas envolvendo o auxilio de rezas, sinais cabalísticos, espíritos e elementos da natureza

A magia branca tem um acervo riquíssimo de ritos como adoçar o nome da pessoa amada com mel para atrai-la; ir a um lugar bem distante, atirar alguma coisa por sobre o ombro sem olhar;  ir embora sem olhar para trás e jogar peças de roupa no rio, para que a correnteza a carregue, colocar folhas de louro ou sementes de melancia ou uvas na carteira para atrair prosperidade, etc.

Quanto à questão da cura de doenças, a magia das simpatias depende de uma tomada de forças do corpo e da alma, provocada por uma fé inabalável. Nesse caso, a simpatia torna-se um recurso da medicina rústica ancestral para tenta conseguir a cura de doenças com as quais os médicos não conseguem sucesso.

A medicina de caráter popular se utiliza de  artefatos e objetos como amuletos, patuás, bentinhos (breves) e terços que, trazidos junto ao corpo, protegem de doenças.
No Brasil, as comunidades interioranas, ribeirinhas ou sertanejas sempre se utilizam desta medicina popular, primeiramente por preservarem a herança ancestral e, segundo, por não terem acesso a serviços de saúde.

A sabedoria de caráter popular tem sempre a fé como o elemento mágico, sendo o componente principal. Sem ela, a simpatia não teria sentido e nada resolveria.

Fontes de pesquisa:

www.ifolclore.vilabol.uol.com.br/simpatias

www.horoscopovirtual.com.br

www.vivos.com.br

www.jangadabrasil.com.br

Por Cassiano dos Santos Sousa


postado por 71073 as 03:34:00 # 0 comentários
segunda, 27 agosto, 2007
HISTÓRIAS DO ARCO DA VELHA 1


Produção de aluno com base no mito do Lobisomem

História de Lobisomem

Precisamente à meia-noite de uma sexta-feira treze, noite de lua cheia,  após horas de prosa na sacada principal do casarão do Sítio Santo Antônio, Maria das Dores e seu marido Francisco de Assis, os únicos moradores daquelas bandas, assustaram-se ao ouvir o uivo aterrorizante de um lobo. De repente,  um vulto apareceu no jardim e os observava.

Na tentativa de saber algo mais preciso sobre aquela criatura preta e de grande porte, seu Francisco usou uma lanterna, direcionando o foco de luz sobre a coisa, que tinha as orelhas bem grandes, os olhos flamejantes, o corpo coberto de pelos e a boca enorme rosnando e expondo presas famintas de carne e sangue.  A horripilante criatura foi andando bem lentamente na direção deles. “Que bicho é aquele, Chico?”, quis saber dona das Dores. “Muié, não é bicho, não. É a maldição do lobisomem que anda rondando por estas bandas. Que Deus nos proteja!”, respondeu seu marido.

Foi quando a esposa do seu Francisco gritou: “ Esconjuro! Vamos pegar o cruxifixo e molhar o chumbo  na água benta pra mode desse bicho não pegar nós”. Seu Francisco, corajoso como ele só, aproximou-se do jardim e com um tiro certeiro, atingiu a criatura que  correu desenfreadamente tentando fugir  mata adentro.  Até hoje corre a conversa de que aquela criatura era o antigo proprietário do mesmo casarão onde moravam  Maria das Dores e seu marido Francisco de Assis. Dizem que ele tornou-se um lobisomem, após ter sido amaldiçoado pelo pároco da paróquia local. 

Autor: Ericson Gomes N. da Silva


postado por 71073 as 11:30:47 # 0 comentários
É DE ARREPIAR: VOCÊ CONHECE O MITO DO LOBISOMEM?


Diz a lenda que quando uma mulher tem 7 filhas e o oitavo filho é homem, esse menino será um Lobisomem. Também o será, o filho de mulher amancebada com um Padre.

Sempre pálido, magro e orelhas compridas, o menino nasce normal. Porém, logo que ele completa 13 anos, a maldição começa.

Na primeira noite de terça ou sexta-feira, depois do aniversário, ele sai à noite e vai até um encruzilhada. Ali, no silêncio da noite, se transforma em Lobisomem pela primeira vez, e uiva para a lua.

Daí em diante, toda terça ou sexta-feira, ele corre pelas ruas ou estradas desertas com uma matilha de cachorros latindo atrás. Nessa noite, ele visita, 7 partes da região, 7 pátios de igreja, 7 vilas e 7 encruzilhadas. Por onde passa, açoita os cachorros e apaga as luzes das ruas e das casas, enquanto uiva de forma horripilante.

Antes do Sol nascer, quando o galo canta, o Lobisomem volta ao mesmo lugar de onde partiu e se transforma outra vez em homem. Quem estiver no caminho do Lobisomem, nessas noites, deve rezar três Ave-Marias para se proteger.

Para quebrar o encanto, é preciso chegar bem perto, sem que ele perceba, e bater forte em sua cabeça. Se uma gota de sangue do Lobisomem atingir a pessoa, ela também vira Lobisomem.

Fontes de pesquisa:

www.brasilfolclore.hpg.com.br

www.jangadabrasil.com.br

www.suapesquisa.com

Por: Diego Oliveira Silva


postado por 71073 as 11:23:34 # 0 comentários
BRINCADEIRAS DE RODA


Pode parecer curioso falar-se em Brincadeiras-de-roda nos dias de hoje. Em tempos, em que estas manifestações da cultura popular espontânea estão com o seu espaço tão esquecido e diminuído. Nas ruas, nas praças, nos quintais está mais raro de se ver ou ouvir-se das bocas infantis aquelas canções que, na simplicidade das suas melodias ritmos e palavras, guardam séculos de sabedoria ancestral e a riqueza condensada do imaginário popular, em que se trabalha as questões da circularidade e do corpo.

As brincadeiras de roda têm origem na ancestralidade africana. A brincadeira de roda, um manifestação popular de caráter infantil, é o resgate de um instrumento valioso para se trabalhar com “regras” lúdicas, ressaltando a importância de todos as seguirem para que se possa brincar. É fundamental entender que no trabalho coletivo as regras devem ser respeitadas por todos, pois se alguém quebrá-las prejudicará o trabalho do grupo inteiro.

Muitas vezes através da brincadeira fica mais fácil para a criança entender e até participar da elaboração de regras de convivência, aprendendo a se respeitar, percebendo sua importância para o funcionamento do grupo e respeitar o outro, superando o individualismo e a competitividade através do trabalho coletivo e solidário.

As cantigas de roda prevaleceram nos nossos brinquedos quando, ainda pequenos, os irmãos, os primos e os amigos da vizinhança, eram os companheiros de todo dia. Cantar essas canções hoje é mergulhar no passado, com toda a carga afetiva do seu tempo por que a música se encarrega de situar nosso sonho e contextualizar nossas lembranças.

Fazer permanecer as mesmas canções significa sedimentar pelo simbólico os sentimentos de uma geração a outra. É tornar comum as emoções, socializar costumes e nacionalizar sentimentos. É manter o elo, compartilhar significados e não perder um tempo de sonhos. É, principalmente, comprometer-se em assegurar um repertório do qual se possa lançar mão, quando na vida precisarmos legitimar nossas lembranças para fortalecer nossas esperanças”.

Elas continuam contendo símbolos como pretextos maravilhosos para a criança experimentar o seu corpo, a linguagem, a aproximação e para descobrir-se a si própria ao mesmo tempo, se revelando ao outro e inserindo-se no convívio social. Trata-se de um movimento de entrega, de alegria e de intensidade vital.

No folclore brasileiro muitas são as brincadeiras de roda, ciranda-cirandinha, lenço atrás etc. De mãos dadas ou não, caminhando em círculos ou paradas, as crianças são ensinadas a unirem suas energias em benefício de outros. Mais tarde no tempo, algumas dessas crianças colocam em prática esses ensinamentos sagrados e irradiam felicidade, paz, força e amor à humanidade.

Fontes de pesquisa:

www.belasartes.br/arteducacao

www.gnosisonline.org/Curiosidades

www.jangadabrasil.com.br

Por Claudio Fernandes Vieira


postado por 71073 as 09:13:00 # 1 comentários
O FOCLORE LINGÜÍSTICO NA SABEDORIA POPULAR 1


COLETÂNEA DE ALGUNS DITOS POPULARES OU FRASES FEITAS

As frases feitas têm origem na sabedoria popular e se ajustam perfeitamente a uma determinada situação ou ao assunto de uma conversa bem informal. A frase feita, mesmo com poucas palavras, faz entender o que se quer dizer e é empregada de maneira, no mínimo, curiosa e engraçada.

Dar uma de João-sem-braço; Com a mão na roda; Tomar / Dar chá de cadeira; Pendurar as chuteiras; Engolir sapo; Tirar o cavalo da chuva; Molhar o biscoito; Chutar o balde; Com a corda no pescoço; Descascar o abacaxi; Trocar as bolas; Chorar pelo leite derramado; Catar coquinhos; Fazer tempestade em copo d’água; Andar na linha; Com a pedra no sapato; Mala sem alça; Botar as barbas de molho; Segurar vela; Com a faca e o queijo na mão; Tirar o pai da forca; Jogar verde para colher maduro; Um pé lá e outro cá; Pau de dois bicos; Com o rabo entre as pernas; No dia de São Nunca; Maria vai com as outras; Chegar/Sair de mãos abanando; Sair que nem cachorro magro; Ficar na aba; De cabo a rabo; Juntar os trapos; Sem pestanejar; Fazer de gato e sapato; Pegar com a boca na botija; Botar no chinelo; Descer o morro; Quebrar o barraco; Ficar com água na boca; Lamber os beiços; Morar onde Judas perdeu as botas; Vira-casaca; Botar tudo em pratos limpos; Não dá nem pra saída; Pau pra toda obra; Estar pro que der e vier; Quem cai na rede é peixe; Tirar farinha; Bêbado que nem gambá; Estar de rabo cheio; Estar de ovo virado; Estar de saco cheio, Estar de conversa mole; Meter os pés pelas mãos; É hora da porca torcer o rabo; Levantar com o pé direito/esquerdo; A vaca foi pro brejo; Pra cima de mim, essa não cola; Falar abobrinhas; Dar o bolo; Com o pé na jaca; Arroz de festa; Cantar pra subir; Levar gato por lebre; Dar/levar o calote; Estar com a pulga atrás da orelha; Tomar tendência; Passar por maus pedaços; Estar em maus lençóis. Levantar a poeira; Sacudir a poeira; Com o pé atrás; Botar a boca no mundo; Pé-de-chinelo; Fazer pé-de-meia; Pé-frio; Ter os pés no chão.

Levantamento feito por um grupo de alunos do PET


postado por 71073 as 12:57:53 # 1 comentários
domingo, 26 agosto, 2007
NA BOCA DO POVO


A língua funcional de modalidade popular, cujo processo configura a capacidade humana de expressar estados mentais, é utilizada no cotidiano por grupos sociais dentro de uma determinada comunidade lingüística ou região, possui caráter lúdico, dinâmico e não normativo, o que a diferencia da linguagem formal.

A linguagem popular faz parte do acervo da nossa cultura e do nosso folclore, já que ela foi o resultado da mescla das várias culturas e etnias que formaram a história do povo brasileiro e a sua IDENTIDADE cultural. Hoje, a linguagem popular preserva heranças e conserva características específicas dos grupos que constituem cada região lingüística do nosso país e se manifesta nos mais variados aspectos da oralidade – vocabulário regional e sertanejo, gírias, modismos, apelidos, contação de causos, expressões do cotidiano, provérbios, ditos populares, trava-línguas, quadrinhas, adivinhações, adágios, axiomas, etc

Prof. Nilton Barbosa Filho


postado por 71073 as 12:22:16 # 0 comentários
quinta, 23 agosto, 2007
VIVA O DIA DO FOLCLORE - A EXPRESSÃO MÁXIMA DA NOSSA CULTURA


O  Dia do Folclore é comemorado a 22 de agosto, em todo território nacional. O folclore é a expressão maxíma da cultura, dos costumes e tradições de um povo e está presente nos aspectos da oralidade (contação de historias, cantigas, canções de ninar causos, provérios e ditos populares, repentes, etc) , da escrita ou de qualquer manifestação cênica popular. Através da sua preservação torna-se possível também a preservação da pluralidade cultural, da sabedoria e da identidade dos valores de um povo, bem como o conhecimento verdadeiro de sua história e suas origens.

O nosso folclore está recheado de mitos, lendas, contos populares, brincadeiras, provérbios, adivinhações, orações, maldições, encantamentos, juras, xingamentos, gírias, apelidos de pessoas e de lugares, desafios, saudações, despedidas e trava-línguas. Também inclui festas, folguedos, artesanato, símbolos, receitas de comidas, medicina rústica, danças, música instrumental e canções, inclusive as baladas e canções de ninar.

O folclore brasileiro tem origens na cultura ancestral tupi, européia (colonizadores e imigrantes) e africana, se espalhando por todas as regiões do território brasileiro.

Fontes de pesquisa:

www.velhosamigos.com.br

www.suapesquisa.com/folclorebrasileiro

www.brasilescola.com

www.jangadabrasil.com.br

Por: Ericson Gomes N. da Silva



postado por 71073 as 11:06:14 # 0 comentários
JUSTIFICATIVA: REDESCOBRINDO A IDENTIDADE HISTÓRICA E CULTURAL DO BRASIL


O Brasil, com sua dimensão continental e pluralidade de raças, foi e ainda é um campo fértil para o nascimento e a preservação da cultura popular. Ambientes rurais, selvagens e regionais, associados a um povo alegre, espontâneo e criativo, produziram cantos, ritmos,  histórias e personagens que habitam o imaginário de crianças e adultos do passado, presente e, espera-se também, do futuro. Sabemos que a cultura de um país ou de uma região pode ser expresso através da crença, culinária, religiosidade, linguagem, vestimenta e de suas manifestações festivas. No entanto, é nos contos, histórias folclóricas e na musicalidade que o Brasil tem seus melhores exemplos da cultura popular. Quem nunca ouviu falar do Samba, do Maculelê, do Frevo do Maracatu, de Macunaíma, do Saci Pererê, da Mula Sem Cabeça, da Iara, do Boto Rosa, do Curupira ou do Lobisomem?

Toda esta herança ancestral faz parte da identidade, família, memória e do nosso presente e que, certamente, terá lugar no futuro. No Brasil, esse povo mestiço e maneiro é quem ganha presença destacada como o traço maior da IDENTIDADE e dos VALORES HISTÓRICOS E CULTURAIS do país em todos os seus aspectos.

Hoje em dia está havendo um redescobrimento do local em contraposição do global; estamos aprendendo a olhar para o patrimônio como um bem que representa IDENTIDADE e PERTENCIMENTO que exalta a riqueza de uma cultura, de algo que é o retrato de um tempo histórico, e de manifestações culturais resultantes da presença  indígena, africana e européia na formação da identidade nacional brasileira.

Tendo todos estes elementos como referência, o nosso Jornal Eletrônico, "COM A CARA E A ALMA DO BRASIL", vem divulgar os valores dos aspectos culturais que só fazem enobrecer a IDENTIDADE  e as raízes históricas de nossa gente que, com sua alegria, espontaneidade, paixão e sangue latino, colore este país numa magnífica AQUARELA MULTICULTURAL DE BRASILIDADE

Autor: Prof. Nilton Barbosa Filho


postado por 71073 as 12:31:22 # 4 comentários
 
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