
Vista da baía do pontal à partir da Conquista
A cor do nosso bairro.
Por: Valério Bomfim*
Reduto negr@ da cidade, com a maior concentração de entidades negras por metro quadrado proporcionalmente, a conquista é um quilombo urbano, uma senzala ou um gueto.
Erguido sobre o que era a antiga fazenda Pimenta – propriedade da família Berbert de Castro - e outras terras particulares a exemplo das de Horácio Farias; Eucário Bastos e Izabel Rodrigues (Mãe Roxa), o bairro desde seu início mostrou sua vocação para acolher o povo negr@ e suas representações culturais; sociais; políticas e religiosas.
A conquista acolheu em seu seio o primeiro quilombo, terreiro de candomblé, refúgio de negr@s e local de cultura e resistência – Terreiro de Nossa Senhora Sant Ana, que tinha como responsável Mãe Roxa, depois, na década de oitenta (80), fundou os primeiros blocos afro da cidade, Leguêdêpá; Axé Odara; Rastafyre; Dilazenze; D’logun; Força Negra; Raízes Negras e Leões do Reggae, que iriam ser os precursores do movimento negro no sul da Bahia (alvo de uma monografia na UESC), destes, somente quatro ainda resistem à invasão de outras culturas e ao desmantelamento da cultura afro descendente. Rastafyre; Dilazenze; Raízes Negras e Leões do Reggae.
Além dos blocos afro, a conquista também é a matriarca de outras agremiações típicas ou ...afro descendentes, a exemplo da Embaixada Gêge Africana - Cordão os pauzinhos e dos blocos Tengão; Soneca dentre outros e de escolas de samba como a verde e branco de Zequinha. Como seve,a conquista é esse caldeirão cultural,nossa história é riquíssima e se encontra perdida na mente de muitos de nossos moradores,precisamos recobrar nossa memória,para isso, necessitamos da ajuda de todos que saibam de algo e que queiram partilhar conosco nosso e-mail é valerioilheus@hotmail.com ou 8827-1695, aguardamos ansiosos a sua colaboração.
Um forte abraço.
Valério Bomfim
Redator.
*Valério Bomfim é professor, militante do movimento negro e estudante do curso de comunicação social/jornalismo da Facsul.