ORIXÁS (MITOLOGIA)
ORIXÁS (MITOLOGIA)

24/07/2008
IANSÃ


IANSã também chamada OYA, são o Orixá dos ventos e raios.

Alémm disto, e Senhora dos Eguns (espíritos dos mortos), os quais
controla com um rabo de cavalo chamado Eruexim - um dos seus
símbolos.

Guerreira, a mais agitada das Orixás femininas, foi esposa de Ogum
e, posteriormente, a mais importante esposa de Xangô. É irrequieta,
autoritária, mas sensual, de temperamento muito forte, dominador e
impetuoso.
É a  dona dos movimentos (movimenta todos os Orixás), em algumas
casas é também dona do teto da casa, do Ilê. Suas cores são vermelho e branco, marrom terracota ou ainda, rosa.

De acordo com uma lenda Oya Omo Mésàm (a mãee dos nove filhos)
derivou o nome de Iansã.

Sua saudação é  EPA HEY !


O ARQUÉTIPO DE IANSÃ:

As pessoas filhas de Iansã  são  audaciosas, intrigantes, autoritá¡rias, vaidosas, pessoas sensuais, volúveis, com
tendência a ter diversos relacionamentos sexuais, inclusive aventuras extraconjugais.

SÃo  extremamente ciumentas. Mas quando estão amando verdadeiramente são dedicadas a uma pessoa são extremamente companheiras.

IANSÃ é o Orixá dos Ventos e da Tempestade !!!

Oxaguiam (Oxalá¡ novo e guerreiro) estava em guerra, mas a guerra não acabava nunca, tão poucas eram as armas para guerrear. Ogum fazia as armas, mas fazia lentamente.

Oxaguiam pediu a seu amigo Ogum urgência, Mas o ferreiro já fazia o possível. O ferro era muito demorado para se forjar e cada ferramenta nova tardava como o tempo. Tanto reclamou Oxaguiam que Oyá, esposa do ferreiro, resolveu ajudar Ogum a apressar a fabricação.

Oyá se pôs a soprar o fogo da forja de Ogum e seu sopro avivava intensamente o fogo e o fogo aumentado derretia o ferro mais rapidamente. Logo Ogum pode fazer muitas armas e com as armas Oxaguiam venceu a guerra.

Oxaguiam veio então agradecer Ogum. E na casa de Ogum enamorou-se de Oyá. Um dia fugiram Oxaguiam e Oyá, deixando Ogum enfurecido e sua forja fria. Quando mais tarde Oxaguiam voltou à  guerra e quando precisou de armas muito urgentemente, Oyá teve que voltar a avivar a forja. E lá da casa de Oxaguiam, onde vivia, Oyá soprava em direção à  forja de Ogum. E seu sopro atravessava toda a terra que separava a cidade de Oxaguiam da de Ogum. E seu sopro cruzava os ares e arrastava consigo pó, folhas e tudo o mais pelo caminho, até chegar às  chamas com furor. E o povo se acostumou com o sopro de Oyá cruzando os ares e logo o chamou de vento.

E quanto mais a guerra era terrível e mais urgia a fabricação das armas, mais forte soprava Oyá a forja de Ogum. Tão forte que às vezes destrui­a tudo no caminho, levando casas, arrancando árvores, arrasando cidades e aldeias. O povo reconhecia o sopro destrutivo de Oyá e o povo chamava a isso tempestade.


PAI  ADRIANO DE EXU

adrianoexu@gmail.com



postado por 97090 as 12:39
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