Delicioso banho de chuveiro.
Delicioso banho de chuveiro.

quinta, 21 agosto, 2008
Tchau, galera

Quero pedir perdão pelo abandono ao blog. Eu estou construindo um outro espaço onde ponho minhas idéias, e confesso que me sinto mais à vontade lá. Não por outra coisa: lá dificilmente dá erro e sai do ar, como vem acontecendo comumente com o Uniblog.

Portanto, estou "abandonando", em tese, esse blog, e convido-os a visitar o meu outro espaço:

http://descalcaabeiramar.blogspot.com/

Obrigada a todos por todo esse tempo que me acompanharam aqui no Uniblog. :)



postado por Hortência Brasil as 06:53:26 0 comentários




sábado, 05 julho, 2008
filho NÃO voa!

Jogar o filho do sexto andar de um prédio agora é moda?

Creio que todos devem ter ouvido falar no caso que aconteceu recentemente, da mulher que jogou o filho pela janela e depois tentou se jogar, mas foi impedida pelas pessoas que estavam lá embaixo. Ela confessou o crime, e disse que sofria de depressão, tomava remédio controlado, era esquizofrênica. Enfim, incapaz de cuidar de criança.

Infelizmente, o caso Isabella, quase extinto na mídia (voltando agora para confirmar o que já havia sido confirmado), deu um mau exemplo a psicopatas*. E parece que o arrependimento não passa nem perto dessa turminha.

* psicopatas, aqui, é usado para designar pessoas com doenças psicológicas, e não assassinos em série.



postado por Hortência Brasil as 03:41:06 2 comentários




quinta, 26 junho, 2008
da janela, para dentro

Ao viajar, me deparo com os mais diversos quadros da vida real. A minha mais recente viagem machucou com um cajado a minha vida. Mas não foi por maldades feitas a mim. Foram maldades feitas por nós a outras pessoas, involuntariamente. São pensamentos que, às vezes, temos, e que não queríamos ter, por pessoas que nem ao menos conhecemos, e apenas são vítimas de uma sociedade preconceituosa. O quadro que vi foi deprimente, mas me fez pensar, e agradecer pela minha vida: um casal, visivelmente pobre, com cinco filhos e uma gestação. Um desprazer enorme, mas não pude deixar de fixar os olhos naquelas crianças. Elas exalavam um mau cheiro, uma catinga fria, que provocou uma certa repugnância nos passageiros. A menor delas, um menino de uns dois anos, era o mais fedido de todos. E o que mais andava. Ao se mexer, o cheiro dominava o ambiente, e constrangia a todos. A mãe, uma mulher de vinte e poucos anos, bruta, gritava com as crianças. Isso também constrangia a todos. O marido parecia subordinado à mulher. Todos pareciam temê-la, como se estivessem ameaçados. Ao ouvir o início do choro de um dos pequenos, ela batia em sua cabeça e o mandava ficar quieto. Não me envolvi no caso - não conheço aquela família nem aquela mulher nem sei se aquilo é corriqueiro na casa deles.

Como diriam nesta minha terra, a mulher estava com o bucho pela boca. Parecia estar perto de parir. Logo, mais uma boca para comer numa casa que parecia estar saturada de seres humanos. Ouvi o homem contar piadas batidas de sogra, e falou que a sua (sogra) morava com eles (comentários acompanhados de "velha chorona", "Deus me livre" e "não sei como agüento ela", além de inúmeros palavrões. Palavrões. Farão parte do vocabulário restrito da prole daquele casal. Eram palavrões a toda hora. Nunca ouvi tantos em tão curto espaço de tempo. As crianças, crescendo naquele meio, não serão diferentes. Algumas podem ser tão brutas quanto a mãe, e outras, tão submissas quanto o pai.

A realidade choca, e nos faz pensar em soluções. As soluções encontradas por mim são meras hipóteses. Se o casal tivesse só um filho, seria mais fácil o investimento em educação, mesmo se fosse uma escola pequena, depois melhor. Poderiam capacitá-lo a entrar numa Universidade e "ser alguém na vida" para ajudar os pais. Mas com seis filhos, o dinheiro que serviria para um, será dividido. Fica bem mais difícil o sucesso profissional de um dos filhos. Além disso, mesmo que fossem para a escola pública, o estímulo de estudo se desgraça. A escola estadual ou municipal é, infelizmente, um caos no nosso país. A infra-estrutura é escassa, e a maioria dos professores não se sentem motivados a dar aula, nem mesmo quando ainda estão no auge da paixão pela profissão.

Não me senti muito bem com essas observações...



postado por Hortência Brasil as 02:49:34 0 comentários




quinta, 01 maio, 2008
convite :D

Quero convidar a todos a visitarem o meu novo blog:

www.descalcaabeiramar.blogspot.com

agradeço; espero que gostem.



postado por Hortência Brasil as 11:58:09 0 comentários




domingo, 27 abril, 2008
caso Isabella: menos exagero, por favor!

Cá estou eu, retornando a meu lugar que estava provisoriamente abandonado. Eu deveria explicar os motivos do sumiço, mas acho que não vem ao caso. Apenas quero contestar algo que já está saturado na mídia: o caso Isabella.

Primeiramente, gostaria de deixar claro que eu também me comovi diante do caso. O que não é normal é esse sensacionalismo que a mídia está fazendo em torno desse fato! Já pararam para pensar em quantas crianças morrem diariamente aqui no Brasil, e as pessoas simplesmente fecham os olhos? O que gerou tanta repercussão nesse caso, foi a época em que ele aconteceu. A mídia simplesmente aproveitou o incidente para camuflar os problemas maiores do nosso país.

Analisando um segunda vez, podemos perceber que esse caso não está tomando tanto espaço como há umas 2 semanas, em que tinha direito a programação especial em certos canais de televisão.

Tudo bem que nos comovemos, que foi uma barbárie o que fizeram com a Isabella e esse crime merece justiça. Certo. Mas não seria melhor deixarmos as investigações nas mãos de quem realmente entende do assunto? Leigos, mesmo antes das conclusões dos peritos, juravam de pé junto que tinha sido a madrasta, e era capazes até mesmo de detalhar o crime. Ainda há quem diga que foi a mãe que contratou um assasino em série, para se livrar da Isabella e culpar o pai, com ciúme porque ele não quis ficar com ela. Esse tipo de pensamento é difícil de sair da cabeça de quem o preside.

Os canais de televisão não sossegam nesse caso. Fazem mil e uma suposições, além de já terem afirmado desde o começo que o pai era o assassino. Eles podem estar certo (falta só a confirmação final, né...), mas imagina se o passo fosse em falso? Ninguém tem o direito de julgar ninguém. O foco poderia estar sendo a dengue e suas vítimas. Dezenas de pessoas estão morrendo por causa dessa infecção viral. Os estados estão com o número de casos triplicando, e os hospitais, entupidos de pessoas.

A mídia caminha em direção à audiência. No momento em que o caso Isabella deixar de gerar lucros e Ibope, essa overdose cessa.

Ainda assim, eu queria deixar uma mensagem a Isabella: Vai com Deus, pequena... Cuida dos teus queridos por aqui... Talvez eles estejam precisando.

Sem mais no momento :)



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sexta, 11 abril, 2008
medo? vontade.

Tenho medo do que possa me acontecer. Tenho medo de decepcionar quem eu mais amo nesse mundo. Medo de não realizar meus sonhos no instante que deveria ser. Não quero ser mais uma casualidade: eu quero causar. Quero ser o orgulho de tanta gente. Quero que olhem para mim e digam: Lá está ELA. Ela, que enfrentou tantos obstáculos e os venceu. Que conseguiu ser o que mais queria na vida. Que ganhou tudo com o esforço. Que tem o sonho merecidamente realizado.

Futuramente realizado.



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segunda, 24 março, 2008
vida

ser por ser, viver por querer. alienar-se intencionalmente seria um erro? ou seria um pecado? pecado seria se fugisse da própria sombra, como um cão foge do próprio rabo. sendo essa hipótese improvável, prefiro achar que é uma opção sensata. afinal, o que há de mais alienação que a minha alienação pelo mundo afora é absurdo.

ando sem ver nem televisão nem a luz do sol.



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quarta, 13 fevereiro, 2008
pré-vestibular

Hoje largo um pouco essa linha de "como o amor me faz sofrer" para falar de cotidiano. Aliás, cotidiano bem presente na maioria dos jovens da minha idade: o Pré-Vestibular. É cotidiano anual, apenas. Espero, né? hehehe. Muita gente ainda não deciciu sobre o que fazer. É uma escolha dura, difícil, afinal, é a sua vida que você tem que decidir em menos de um ano.

Eu já estou certa sobre a minha profissão escolhida: Odontologia. Muitos dizem que não combina muito comigo. Outros me apóiam, alegando que eu nasci para isso. Será mesmo? Já tive vontade de fazer inúmeros outros cursos, até mesmo inusitados. Fiquei em dúvida se eu quero mesmo seguir a carreira odontológica para o resto da minha vida, me aposentar vendo bocas! A dúvida é normal, não é? Foi o que me disseram. Mandaram-me visitar dentistas formados e que exercem a profissão há um bom tempo para saber suas opiniões. Incentivaram-me a pesquisar sobre possíveis especializações. E foi o que eu fiz, corri atrás de informações e é o que eu vou fazer no final desse ano.

Estou completamente tensa, nervosa, preocupada, aflita e tudo mais que um ser pré-vestibulando possa estar. Nós procuramos, geralmente, fazer aquilo que está dentro do possível, atingir o nosso limite. Eu confesso que posso me superar, posso fazer ainda MAIS do que eu já estou fazendo. Por motivo de estudo demasiado, e pelo meu desejo imenso de ingressar na UFRN em 2009, que estou me afastando, pelo menos por uns meses, desse blog.

De vez em quando eu virei postar alguma coisa saudável, pro meu próprio bem, acredito. A minha fase ruim passou! :D hauhauhau

Um bom mês de fevereiro, de março, de abril, ..., para vocês.

com amor,

HORTÊNCIA



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quinta, 31 janeiro, 2008
ar sombrio.

Meu ar sombrio amedronta terceiros. Põe pernas finas para correr. Por mais que eu não queira aparentar esse estado, é inevitável. Isso tornou-se rotineiro, e já está me deixando assustada. Eu consigo espantar queridos numa rapidez tremenda. Consigo destruir uma construção em segundos. Mesmo que eu não queira. Essa minha condição não é proposital. Eu fui forçada a transformar-me numa amarga. Sacodi as minhas idéias e mudei as minhas opiniões. Escolhi mudar: o exagero é que foi acidental. Hoje sou o que vêem: um bicho com sete faces, mas com um caráter sólido. De uma força indiscutível, porém fraca para elogios. Sou opostos reunidos em um único monumento. Generosa, no sentido de doar o melhor de minha alma. Egoísta, quando eu desejo que uma única pessoa só me veja. Inteligente e sábia, quando preciso aconselhar pessoas a quem tenho afeto. Idiota, quando não sigo os meus próprios conselhos. Serena, quando, em situações de stress, acalmo quem necessita. Desequilibrada, quando preciso ser acalmada. Estou vivendo nesse terrível preto e branco. Ajude-me.

(kmagrí, muito obrigada pelo incentivo a esquecer. Estou tentanto, eu juro!)




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quarta, 23 janeiro, 2008
saúdo

Estou saudando a todos que vivem. Ando meio sem graça esses dias, em virtude dos últimos acontecimentos. Meu coração está partido. Estou decepcionada com uma certa pessoa que me magoou muito, e que só quer brincar comigo.

Ai, como que sou uma tonta. Sempre isso acontece comigo. Que droga :/



postado por Hortência Brasil as 04:59:59 2 comentários




sábado, 05 janeiro, 2008
inclassificados

Seria falta de amor-próprio correr atrás de alguém que não lhe quer? Eis a questão.

Andei pensando nisso, durante essa semana, e confesso que não tenho uma resposta pronta para essa pergunta. Gostaria de tê-la, mas meus pensamentos foram praticamente inúteis. Tenho certeza que todo mundo já sofreu alguma vez por amor. Comigo não foi diferente. Estou vivendo um momento de pura indecisão. Não aquela indecisão que se tem entre duas pessoas. É uma indecisão mais elaborada.

Estou em dúvida em várias coisas. Não sei se quem eu almejo oferece o mesmo sentimento. Não sei se eu o almejo. Na verdade, sei, mas preferia não saber. Assim, eu evitava tamanho sofrimento da dúvida de não saber da reciprocidade. Não sei se essa aproximação repentina é interesse, ou apenas amizade (afinal, é melhor que inimizade, não?).

Estou fervilhando na alma. Ele não tem quase dúvidas quanto ao meu sentimento.

bom fim de semana.



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quinta, 03 janeiro, 2008
Paulo Ricardo.

Quando você disse: nunca mais,

não ligue mais, melhor assim...

Não era bem o que eu queria ouvir...



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sabe quando dói no coração?

algo que descreve o que sinto nesse momento. e o que desejo. valeu, Leoni!

Eu respiro tentando encher os pulmões de vida
Mas ainda é dificil deixar qualquer luz entrar
Ainda sinto por dentro todo dor dessa ferida
Mas o pior é pensar que isso um dia vai cicatrizar
Eu queria manter cada corte em carne viva
A minha dor em eterna exposição
E sair nos jornais e na televisão
Só pra te enlouquecer até você me pedir perdão

Eu já ouvi 50 receitas pra te esquecer
Que só me lembram que nada vai resolver
Porque tudo, tudo me traz você
E eu já não tenho pra onde correr

O que me dá raiva não é o que você fez de errado
Nem seus muitos defeitos, nem você ter me deixado,
Nem seu jeito fútil de falar da vida alheia, nem o que eu não vivi aprisionado em sua teia
O que me dá raiva são as flores e os dias de sol
São os seus beijos e o que eu tinha sonhado pra nós
São seus olhos e mãos e seu abraço protetor
É o que vai me faltar... o que fazer do meu amor?



postado por Hortência Brasil as 12:06:19 1 comentários




segunda, 31 dezembro, 2007
conceituando o último dia do ano.

Ah, o último dia do ano. Para mim sempre foi dia de reavaliar meus atos. De peneirar minhas escolhas... Deixando passar as boas, para o ano que se segue. Dia do aniversário da minha avó, que por sinal eu amo muito. Desejo-a milhões de anos, e muita paz e felicidade, porque ela está precisando muito.

O último dia do ano é o dia que antecede um novo ano. Um ano que surge carregado de esperanças e promessas infrutíferas. Ano que quase sempre chega com gosto de gás, trazendo a felicidade para muitos. Ano que, para outros, é apenas mais um ano. Mais um ano, com as mesmas rotinas, com os mesmos problemas, com o mesmo "ar de ano demorado".

O último dia do ano é o dia que passa mais rápido. Que voa. E quando chega o último minuto do ano, passa um filme em nossa mente. E quando chega os 10 segundos finais, a maioria de nós se firma na perna direita, estrategicamente. E enfim, o novo ano... Alívio... Sete ondinhas... Sete caroços...

Enfim, não importa qual o seu ritual de passagem de ano, desejo-lhe um FELIZ ANO NOVO, que 2008 venha repleto de coisas boas.

Abraço.



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quinta, 27 dezembro, 2007
copy, :)

EMBRULHADO
Para pensar: Será que não compramos presentes para ocupar a criança, nos livrar de brincar, ao invés de oferecer presentes que exijam a nossa participação?

Fabrício Carpinejar

Minha mãe até que se esforçava para esconder meus presentes - eram bolas de futebol.

Se havia um embrulho redondo, só podia ser meu. Confessava surpresa para não desanimá-la. Devia ter trabalhado de gandula em minha infância, nunca faltaria bola para reposição em campo.

Uma das grandes brigas foi com meu pai. Coitado, ele demorou meses de salário para me conseguir um boneco barbudo da moda: Falcon, que tinha uma cicatriz na testa, o contraponto masculino da Barbie dos anos 80. Eu adorava o Falcon principalmente pela cicatriz, em detrimento de outros colegas que exaltavam sua virilidade musculosa. Compreende-se, cortei a minha cabeça quatro vezes e computava trinta pontos em cinco anos de molecagem. Era uma projeção. Logo na estréia do boneco, depois de pulos de alegria, arrebentei o braço dele. Arrebentei de propósito. Meu pai veio furioso.

- Não sabe quanto custou para estragar no primeiro dia? Que isso, filho?

Eu tremia, não o tinha visto tão brabo. Busquei explicar:

- Amei tanto que hoje quis brincar com o braço para amanhã brincar com o resto do corpo.

Com meus filhos, desisti de me presentear. Já sofri o desespero paterno de levar o Natal inteiro a montar um lava-jato, para o Vicente se envolver por uma hora com o negócio, achar interessante e esquecê-lo pelo resto da vida. Ou ler todo um manual de instruções de um carro super potente, com controle remoto, letra de formiga morrendo, para vê-lo se deliciando de casinha com a caixa de papelão. Há presentes que servem mais para decoração do que para iluminar de sons a boca das crianças. Quando meu filho gosta de algo, é simples, faz sonoplastia e desfia conversas telepáticas no quarto. Ao permanecer mudo, o brinquedo não entrou em seu imaginário. Será uma nova vítima da lei da compensação: de nossa mania de dar o que nunca recebemos.

Um dia comprei uma boneca que falava para Mariana. Ela tinha três anos. Flagrei-a chorando no quarto.

- O que aconteceu, Mari?

- Ela não fala a minha língua.

O detalhe que me esqueci, a boneca falava inglês. Ela havia tentado durante toda a noite ensinar "eu te amo", e apenas saía "I Love You". Foi sua primeira decepção monoglota. Dormiu chorando: "ela não entende meu amor, não entende meu amor"...

A verdade é esta, os brinquedos divertidos são os que ainda não estão prontos.

Uma corda, um aviãozinho de papel, um barquinho, um pião, bolitas, garrafas, tampinhas. A criança não precisa de muito - basta algo que caiba em sua mão e que possibilite que ela complete com seus desejos.

O melhor presente é aquele que depende de nós, não aquele que dependemos deles.

(do blog http://www.fabriciocarpinejar.blogger.com.br/)



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quarta, 26 dezembro, 2007
estou com fome

vou comer ovos mexidos e suco de morango.

(símbolos)



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segunda, 24 dezembro, 2007
feliz natal !
um natal bombante, para todos ;D

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sábado, 22 dezembro, 2007
Solidão que nada

Há uma confusão no interior do meu ser. As minhas vontades se confundiram.

Mas, com isso tudo, eu ainda estou muito bem. :~



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quinta, 13 dezembro, 2007
fácil e difícil

Nem tudo na vida é fácil. Assim como nem tudo na vida é difícil. Tudo é relativo. Se você treinou pra isso é fácil. Se você não sabe nem do que se trata, é difícil. O fácil pode tornar-se difícil com a falta de prática. O difícil torna-se fácil... facilmente. Tudo é relativo. Ah, isso é segundo Einstein. Você já pode pensar diferente. Não?

Eu acho que estou feliz. (Segundo a teoria da Relatividade, eu posso em instantes ficar triste. Puxa, como Einstein é melancólico e deprimente.)



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segunda, 03 dezembro, 2007
vícios

Sim, eu tenho vícios e crendices. E dos mais esquisitos.

Eu sempre me levanto da cama com o pé direito - se um dia acordar com o pé esquerdo o mundo acaba. Deito novamente e troco de pé. Eu também não posso nunca - jamais, em hipótese nenhuma - abrir o chuveiro exatas três vezes. Dá má sorte - porque proferir aquela palavra que começa com "a" e terminar com "zar" tem o mesmo efeito do chuveiro. Tenho os meus amuletos, que uso em ocasiões especiais, ou quando preciso de um auxílio a mais. Tenho medo que alguém insano resolva preparar um ebó para mim. Por isso, protejo-me dos pés a cabeça. São algumas das minhas bobas superstições.

Quanto aos meus vícios... Ah, eu seria uma boba se os revelasse aqui e agora. Provavelmente, esse é o defeito de todo mundo: achar que os vícios são defeitos. Se tachá-los de vícios, se tornarão defeitos... Logo, digo que são apenas... Hum... Vontades rotineiras. E quanto a revelá-las, só digo uma: eu sou alucinada por chocolate. Isso não é novidade para ninguém. E muito menos exótico. Todo mundo ama, mesmo.

iuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu, :)



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domingo, 02 dezembro, 2007
para toda Natur

Queria poder descrever sentimentos como saudade. Mas só consigo sentir. Sinto a falta que me farão quando tudo isso tiver terminado. Com elas aprendi que o mais simples na vida não está no material, nem na aparência. Está dentro de cada um de nós. Cada ser é único, é indispensável. Elas são as minhas indispensáveis. Não precisamos estar em um lugar requintado para tudo de repente virar festa. Uma sala vazia foi o suficiente. Quando tudo parecia ter acabado para mim, elas que me apoiaram. Deram-me todo apoio necessário para eguer-me.

O que me intriga é a nossa inevitável separação. Todos crescem, todos seguem caminhos e rumos diferentes, e muitos se esquecem. Eu não quero que seja assim conosco. Nós sempre fomos unidas, principalmente esse ano. Envolvemo-nos como irmãs.

Uma, eu só verei ano que vem e isso é triste. Seremos exiladas em umas férias, um tanto desejadas por todas. Ao mesmo tempo, tristes. Tristes porque antecipam um chamado "último ano", ano esse que antecipa choros e simpatias. Depois desse último ano serão raros os nossos encontros. Nossas festinhas serão esporádicas, mas nós seremos do mesmo jeito. Apesar de crescermos, de amadurecermos como pessoas, como mulheres, como amigas, como pensadoras, de conhecermos novas idéias, nós nunca nos deixaremos. A Natur ainda tem muito o que viver, e eu espero, de coração, que essa família jamais se fragmente.

Amo muito todas vocês, do fundo do meu coração. Espero que nunca se esvaeçam de mim. Nunca esvaziem o meu palpitante. Quero o apoio de vocês para o resto da minha vida. Quero que os seus filhos chamem-me de titia. :)

(Para: Carla, Cecília, Malu e Marília)



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sábado, 01 dezembro, 2007
isqueiro

pequena chama. acalenta, mas não na plenitude.

"para ela não há tempo ruim". e não há mesmo. ou há? :)

Hor-tên-cia.



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Pablo Neruda.

"Ninã morena y ágil, el sol que hace las frutas,
ela que cuaja los trigos, el que tuerce las algas,
hizo tu cuerpo alegre, tus luminosos ojos
y tu boca que tiene la sonrisa del agua."

grande Neruda. :)



postado por Hortência Brasil as 04:32:54 1 comentários




ora bolas

     pessoas deviam poder evaporar
quando quisessem
   não deixar por aí
lembranças pedaços carcaças
   gotas de sangue caveiras esqueletos
e esses apertos no coração
   que não me deixam dormir

(Paulo Leminski)



postado por Hortência Brasil as 04:12:10 0 comentários




segunda, 19 novembro, 2007
estado de espírito.

Completude. Plenitude. Magnitude.

Atitude.

Devaneios e desvarios.

Gargalhadas estridentes e provocantes. Ou contagiantes.

Estendi a mão ao próximo. Não viso lucros.

com muito amor, Hortência!



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sexta, 16 novembro, 2007
preciso conformar-me.
Nosso sonho
Se perdeu no fio da vida.
E eu vou embora
Sem mais feridas,
Sem despedidas.
Eu quero ver o mar.
Se voltar desejos
Ou se eles foram mesmo,
Lembre da nossa música,
Música.
Se lembrar dos tempos,
Dos nossos momentos,
Lembre da nossa música,
Música.
Nossas juras de amor
Já desbotadas.
Nossos beijos de outrora
Foram guardados.
Nosso mais belo plano
Desperdiçado.
Nossa graça e vontade
Derretem na chuva.
Se voltar desejos
Ou se eles foram mesmo,
Lembre da nossa música,
Música.
Se lembrar dos tempos,
Dos nossos momentos,
Lembre da nossa música,
Música.
Um costume de nós
Fica agarrado.
As lembranças, os cheiros
Dilacerados.
Nossa bela história
Está no passado.
O amor que me tinhas
Era pouco e se acabou.
(Vanessa da Mata - Música)


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quarta, 14 novembro, 2007
em foco

"Eu te procurei em dicionários e não encontrei o teu significado" (Clarice Lispector)

Ou seja, você é singular. Eu sou singular. O cara da esquina é singular. O vendedor de balas é singular. A acerola que acabou de cair do pé é singular. O ladrão que entrou aqui em casa antes de ontem é singular. Meu vizinho de frente, que eu não conheço, parece ser singular. Meus joelhos, apesar de pares, são singulares. Meu sinal na maçã do rosto é singular. A nuvem que eu estou vendo nesse exato momento é singular. Todos somos singulares.

Parabéns! Você é ímpar e não precisou fazer nenhum esforço para isso. É a beleza da vida, meu bem. :)

Um ÓTIMO feriado :D                    Hortência.



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sexta, 09 novembro, 2007
mala com alça

Uma pedra bateu na minha janela. Foi? Foi. Mudou a minha vida, olha. :)

Até que enfim, nunca acontece coisas interessantes assim no meu dia.

Hoje, sim, é um dia divertido.

Uma pedra bateu na minha janela.

Isso é menos poético que uma pedra no meio do caminho. Triste.

A todos: Lembranças; Hortência.

E saudações a Drummond.



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terça, 06 novembro, 2007
grande mentira

Os homens são todos uns grandes homens. Todos uns purificados.

Ledo engano.



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domingo, 04 novembro, 2007
Parabeeens, nêga.

Neguinha :) Posto diretamente, porque eu sei que você lerá isso aqui com o seu super hiper mega ultra secreto blog.

Parabéns, ta? (mesmo ainda sendo dia 4) E olha, eu não tenho a criatividade que você tem, muito menos um PEQUENDO DICIONÁRIO BRASILEIRO DA LÍNGUA PORTUGUESA de 1301 páginas do meu lado. Enfim,

aproveita muito seus 15 anos. Eu te amo tanto, neguinha. Você é a irmã mais nova que eu não tenho. Ah, e to sentindo muito orgulho dessa sua nova fase. Sabe, quando a gente faz 15 anos não sente nenhuma diferença. Mas muitas pessoas te olharão com outros olhos. Aquela pequenina cresceu! Aquela bonequinha doce virou uma mocinha. Se prepare para espantar marmajos, ouviu? Faça tudo intensamente. Carimbe a sua idade. Não pule etapas. Sorria sempre. Festeje com as amigas. Transmita essa sua alegria interminável. Não tenha medo de dizer o que sente e pensa. Seja firme, porém não autoritária. Ser flexível não tem nada a ver com falta de personalidade. Chore muuuito. Faz um bem tão grande! E não chore por bobagens.

Pra sua felicidade: Arranje um namorado. KKKK eu sei que você quer. Mas um lindo e bom e que te ame e que faça tudo por você e que admire seus gestos... e acho que só. Não é qualquer um que vai passar pelo meu teste de qualidade e controle não. eu sei que você não confia no meu gosto, mas veja bem; não é porque os meus são desprovidos de imagem convidativa que eu vou querer um pra você também não. Eu só quero que ele seja bom, e mais nada. Ouviu? Quero que você seja muito feliz.

Sabe, repito querendo por querer: TE AMO MUITO. Pra sempre. Porque nossas filhas serão como nós; companheiras até nas desgraças. Não foram os momentos ruins que nos afastou; eles só nos aproximou mais ainda, não é? E eu desejo que nossos descendentes façam tudo que nós fizemos, e até melhor.

PARABEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEENS! :)



postado por Hortência Brasil as 09:10:17 0 comentários




sábado, 03 novembro, 2007
santas decepçoes.
Ontem doeu mesmo. Estou emocionalmente arrasada. Perdoem-me.

postado por Hortência Brasil as 11:24:06 0 comentários




sexta, 02 novembro, 2007
estou indo embora, baby...

Ahhhm. Sabe aqueles dias em que a criatividade some de nossas mentes e ficamos vagando, procurando uma ocupação útil? Eis um dia desses aqui. Minha conversação não está agradando nem a mim nem a humanos e outros alienígenas. Estou entediada. Daqui a pouco tenho uma festa, e não estou vibrante. Uma festa muito chata, por sinal. E pior: todas as pessoas que eu não desejo encontrar estarão lá. Triste? Não! Divertidíssimo! Hahaha. Eu acho. Minha cabeça está flutuando e eu não me sinto motivada a ir. Só que para que alguns de meus planos funcionem, preciso pôr a cara na rua. É isso que farei.

com amor a todos, Hortencinhaaaaa.



postado por Hortência Brasil as 07:52:02 0 comentários




quarta, 31 outubro, 2007
saaaaaaaaai!

É claro que você não vem. Você nunca vem. Sempre me deixa aqui esperando como uma tonta, não é? Não pense que eu esqueci aquele acontecido. Não pense que a minha memória é fraca como a sua, seu desabrido. Grosso. Burlesco.

Você não faz falta nenhuma na minha vida. Fique sabendo. Perto de você, a vida fica mais sombria. Fica cinza, quando deveria ficar azul. Você me enoja. No fundo eu ainda sinto pena de você, maldito. Me envergonho por um dia ter pensando em te querer. Tudo que eu queria era um amor. Veja bem o que eu consegui: um ilusório. Você só me enganou, traste. Só me fez pensar numa vida bidimensional enquanto abusava da minha crendice.

Não fico mais nem um minuto perto do seu corpo. Saia! Não me toque! Não quero mais sentir seu mau cheiro, nem ouvir sua voz. Vomito para você. Escrevo em uma placa: lhe odeio. Odeio tanto que sou capaz de roubar para provar. Sou capaz de teimar. Eu, que nunca teimei. É uma prova de ódio, inconcluso.

Ódio, ouviu bem?

sem estresse, queridos. Hortência.



postado por Hortência Brasil as 08:15:21 1 comentários




não.

Não pense que hoje estou de bom humor. Doce ilusão. Quando tudo parece ir bem e você, pronta para recomeçar, gigantes insensíveis chacoalham sua caixinha de pensamentos. Sua vida vira de cabeça para baixo. Bem, é isso que parece ter acontecido comigo nesses últimos tempos (últimos mesmo; são medos recentes).

Livros! É disso que preciso. Certo dia, alguém me disse que para que eu esquecesse as minhas mágoas, selecionasse bons livros. Ler faz bem. Como diz o bom e velho mário Quintana, os livros mudam as pessoas e as pessoas mudam o mundo. Eu sempre quis mudar o mundo. Preciso de certas vontades para poder viver feliz. A felicidade me causa um certo nervosismo controlável. Gosto em parte dessa sensação.

Quero voltar a senti-la. Farei de tudo para ficar feliz. Sorrindo sempre; sempre? não, assim é chato, amor. Você me fez ficar triste. Você emocionou a minha vida pacata. Prefiro-a sem surpresas. Quero promover uma vingança bem armada. Será? será.

a-bra-ço. HORTÊNCIA.



postado por Hortência Brasil as 07:31:36 0 comentários




domingo, 28 outubro, 2007
maldito!

Ele chegou. Não sei o que fazer, está tudo tão confuso. Ele disse que viria, mas eu não consegui acreditar. Não achei que ele conseguiria ser sincero, já que me passou para trás tantas vezes. O que será que ele está pensando em fazer agora? Levar isso tudo adiante ou continuar com o seu péssimo hábito de me enganar?

Ele adora fazer isso. Diz que se sente bem. É possível, mas não é nada agradável. Há pessoas que se sentem bem masacrando as outras. Mas por que logo eu? Nunca fiz nada que o irritasse. Pensando melhor, fiz sim. Mas eu não poderia adivinhar que aquilo causaria tanta dor.

Ele ainda me ignora. Prefere tampar os olhos com um negro pano a me enfrentar. Deixo assim mesmo. Não quero forçar ninguém a vir me cumprimentar sem a mínima vontade. A escolha é dele. Ele é que quis assim, então assim será. Daqui pra frente ele será pisado, a menos que mude de idéia, o que e pouco provável.

pensamentos sem fundamentos. nada que diz respeito a mim. não se preocupem.

boooooooooooa semana, e ÓTIMA SEGUNDA FEIRA 29 de outubro! :) esse dia sempre é especial :D Água de Chuveiro.



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sábado, 27 outubro, 2007
foi uma vez.

Era uma vez - foi e possivelmente não será mais.

Deveria ter uma cláusula dessas nos contos de fadas. As pequenas garotas deveriam saber desde cedo que na vida não há príncipes encantados e muito menos 'felizes para sempre'. Será certo iludir as crianças com essas coisas? enchê-las de sonhos infundados, enquanto grandinhas que ja sonharam muito vivem sofrendo nas mãos dos calhordas? Há algo de torto nessa história.

Coitadas das inocentes menininhas que brincam de boneca e põem seus nomes nas inexpressivas; que fazem uma história sem fundamentos reais mas amam aquilo, brincam que ele chegará um dia e as levaram a um mundo feliz onde não há dragões nem bruxas malvadas.

E a realidade se encaixa onde? Fica flutuando no ar. Essas pequenininhas chegaram a pouco tempo no mundo e ainda não sabe que grande parte das pessoas de carne e osso pisarão nelas. Que suas vidas não são filmes de romance, muito menos de comédia. Elas não são protagonistas do mundo inteiro. São protagonistas da vida delas; somente. É assim, sempre foi. Há pessoas demais sobre a Terra para escolherem uma. Não haverá nenhuma escolha. Nada. Todos são semelhantes. Todos têm pensamentos, mesmo ninguém pensando igual.

um bom fim de semana a todos. Água de Chuveiro.



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quinta, 25 outubro, 2007
não fala nada.

"O silêncio não é o vazio, é a plenitude." (Clarice Lispector)

O silêncio preenche. Ligue um som ao máximo volume e sinta o vazio dos ruídos. Desligue-o em seguida, e sinta a totalidade do silêncio. Preenche o espírito, acalenta a alma. Eu já me senti vazio e sozinho em uma multidão. Não é uma das melhores sensações. Sentir-se perdido, mesmo quando acompanhado, é apavorante. Buscar em um único olhar o conforto que precisa e não encontrar é equivalente a mergulhar no mar e não se molhar. É nessas tristes de horas de 'solidão acompanhada' que o silêncio nos consola. Invade nossos corpos tão ocos. Alimenta os nossos pensamentos muitas vezes infudados. Precisamos do silêncio para nos sentirmos completos e plenos. Metade do meu dia é para a minha hora de silêncio.

Desejo a todos um ótimo fim de semana antecipado. Água de Chuveiro.



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quarta, 24 outubro, 2007
o brilho das estrelas

Quem primeiro tocou o céu com as mãos? Que sensações inexplicáveis. Que emoções incomuns e jamais sentidas antes. O doce brilho das estrelas, sua irradiação cristalina envolvendo todo corpo. Cometas que se deslocam em velocidades incríveis, e, ao passar pelos olhos, provoca um desejo de segurar em sua cauda e sair pela galáxia sentindo um estranho prazer em não fazer nada. Opa, ja invadimos o céu. Já passamos dele. Ultrapassamos o céu e ainda assim não conseguimos tocá-lo. Quanta aflição! Eu realmente sinto muito se nunca conseguimos. A não ser que continuemos tentando, numa busca incessante pela maciez daquele imenso azul.

uma boa semana. Água de Chuveiro hoje está feliz. Abraço;  ;)



postado por Hortência Brasil as 10:31:09 0 comentários




quarta, 17 outubro, 2007
pequenos versos.

Praia de banhos do sul

Com meninos a brincar

Descalços, à beira-mar,

Em mares de céu azul...

(Mário de Sá-Carneiro)



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segunda, 15 outubro, 2007
de hoje em diante;

 

Um segundo de silêncio.



postado por Hortência Brasil as 12:39:52 1 comentários




domingo, 14 outubro, 2007
Filosofia do choramingas.

"Trata de saborear a vida; e fica sabendo que a pior filosofia é a do choramingas que se deita à margem do rio para o fim de lastimar o curso incessante das águas. O ofício delas é não parar nunca; acomoda-te com a lei, e trata de aproveitá-la." (Machado de Assis)

Pobre choramingas. Que fim triste.

boa semana :) Água de Chuveiro.



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Inexistência?

"Eu sempre quis achar um dia uma pessoa que vivesse por mim pois a vida é tão repleta de coisas inúteis que só a agüento com astenia músculas in extremis, tenho preguiça moral de viver." (Clarice Lispector)

Uma boa semana a todos. Água de Chuveiro.



postado por Hortência Brasil as 07:44:01 0 comentários




terça, 09 outubro, 2007
'beleza não põe mesa.'

Certo dia, puxando na memória lembranças pueris, recordei-me de um episódio interessante de minha infância. Uma senhora me elogiou muito, e me parabenizou pela minha beleza e encanto (só enfatizando: eu era um cururu quando criança. Feia mesmo). Fui, então, obrigada a pensar sobre isso. Um fato que ocorreu a tanto tempo, mas depois que eu o despertei, impregnou em meus pensamentos. Como pode alguém parabenizar outra pessoa pela sua beleza?

Acho que para aquela senhora, a beleza e o que os outros aparentavam importava mais do que o que tem por dentro. Será mesmo? Não duvido. Há tanta gente que só pensa em seu exterior, e não vê que o que realmente importa está onde os olhos não alcançam. Pessoas bonitas não mudam o mundo, e sim pessoas inteligentes. Prefiria que aquela senhora tivesse elogiado o meu desempenho em tal coisa, uma opinião dita sobre tal assunto. Eu me sentiria muito melhor, me sentiria mais útil. O que, afinal, o mundo ganha com a beleza? Pessoas espremendo as barrigas na frente do espelho, competindo com outras para ver quem consegue ser mais bonita e chamar mais atenção ao passar pela calçada... Nossa, realmente muito interessante. Interessante pra quem não tem o que pensar! As pessoas estão se tornando cada vez mais egoístas, egocêntricas e imbecis. É uma pena.Queria poder mudar isso, mas não posso. Sou uma formiga no meio da multidão, que precisa fugir para não ser pisoteada e esmagada a qualquer momento.

uma boa semana. Água de chuveiro. (pode ser que continue esse texto um outro dia. pode ser que não.)



postado por Hortência Brasil as 02:31:27 2 comentários




sexta, 21 setembro, 2007
mar e areia. :)

vou começar agora a história de amor do mar e da areia.

em sua fúria o mar se lançou por cima da areia e... paixão! a areia, aquele ser inflexível, que jurou pra si nunca se apaixonar... quem diria, hein? :) no primeiro toque, no primeiro olhar. eles, que sempre estiveram alí, lado a lado, tão perto um do outro... como isso foi acontecer só agora? como nunca tinha se percebido antes?

começaram então uma linda paixão, intensa... o mar lançava as mais lindas ondas sobre a areia, que se derretia ao sentir a sua presença... era mais forte que ela! bem que tentou fugir.. tinha medo, mas era inevitável... sabia que podia sofrer, mesmo nunca tendo se apaixonado... estava provando o néctar do amor x)~

o mar, sempre carinhoso, começou uma jornada de fúria de uma hora pra outra... mudança de estação, talvez? é, podia ser que sim... mas estava esquisito demais. ao ponto de nao ser o mesmo delicado de sempre com a areia! então ela começou a notar a diferença e chamou o mar pra discutir a relação (D.R.).

D.R. vai, D.R. vem... o mar fingiu que nada aconteceu... talvez nao estivesse gostando tanto da areia quanto antes... talvez uma lua estivesse em seu caminho.. ou nããão! podia ser que nao tivesse nenhuma lua, podia ser só um simples enjôo e nada mais... uma vontade de respirar novos ares, ampliar os horizontes... ou desconfiança...

isso, o mar pensava que a areia nao gostava dele, que ela nao confiava nele! que bobagem! a areia confiava nele de olhos fechados... mas acontece que a origem de suas praias estavam a beira de um abismo, um fim, e o mar não entendeu que o assunto era delicado pra ela... ele achou que ela era boba e imatura, mas que nada! não era nao... era uma areia muito convicta...

mas ela nao ia ficar implorando por atenção... um desencontro, mudança no curso das aguas... e pronto, uma tempestade... e mais outra... novamente... e uma barreira se formou entre o mar e a areia...

~~

muito triste, mas ainda nao é o final... muita coisa pode acontecer..

infelizmente, a historia nao sou eu quem faço, é a vida... :/ agora o que me resta é esperar e ver o que pode acontecer... espero que pelo menos essa história possa ter final feliz :)

um bom fim de semanaaaaa! :D besos. Água de Chuveiro.



postado por Hortência Brasil as 03:38:35 0 comentários




domingo, 16 setembro, 2007
águas negras. :/

as minha águas estão negras hoje. passar uma noite inteira eliminando a pureza de mim não é fácil. como pode água de chuveiro chorar? não sei, mas eu chorei.

Chorei pelos motivos mais óbvios, e pelos não tão obvios assim, mas to de alma lavada, apenas triste, ainda. muito triste. muita coisa aconteceu nessa semana, foi muito dificil pra mim. Esse ano está sendo de muita intensidade para os meus nervos. eu só espero que daqui pra frente melhore. E que fique bem claro que a partir de agora eu não vou mais fazer esforço nenhum pra quem nao merece!!!

Me conquiste! Aí sim, vc vai ter a demonstração da minha maior qualidade: o meu carinho. :) águas confortáveis correrão sobre você :). mas por enquanto, as águas são grosseiras e cheias de rancor.

Um abraço a todos. Bom fim de semana :) Água de Chuveiro



postado por Hortência Brasil as 12:23:02 0 comentários




terça, 14 agosto, 2007
voando

Navegando entre pensamentos, pensando em nuvens, voando por entre nuvens. Volto ao meu mundo querendo mudar de mundo. Querendo ser o pássaro que eu sonhei, batendo asas e respirando nuvens. Pássaro gigante esse que eu sonhei. Com cara de gente e asas de avião, mas não asas tão grandes. Mas agora aqui pensando no meu pensamento, sou prisioneira de uma idéia sem nexo. Voar? Mas quem pensou em voar algum dia? Bem, acho que todo mundo... Não é voar por voar, é voar da cama, voar do chão, voar das broncas, voar das pessoas metidas, voar da falsidade, voar... voar de tudo, afinal. Viveeeeer! :D Voar é viver! :D

uma boa semana, obrigada. Água de Chuveiro.



postado por Hortência Brasil as 03:29:04 0 comentários




sábado, 04 agosto, 2007
Medo de ter medo?

Eu já vi medo de aranha. Medo de cobra. Medo de altura, que por sinal é o pior medo. Medo de rato. Medo de barata. De água (de água? com certeza não é o meu medo. mas eu já vi). De rio. De escuro. De lugar fechado. Medo de sofrer. Medo de morrer. Medo de perder alguém. De multidão. De pisar no chão. Medo de bactérias. Medo de escada. Medo de falar. Medo de errar, e esse é muito comum... Já vi medo de muitas coisas. Algumas até irreverentes e exóticas.

Mas com certeza o pior dos medos é o medo de ter medo.

bom fim de semana. obrigada. Água de Chuveiro.



postado por Hortência Brasil as 07:18:03 0 comentários




Primeira paixão.

De repente, eu o vejo. Não resisto. Pernas bambas, coração pulsante. Amor? Claro que não. Na verdade eu nem sei o que é amor, mas já ouvi falar que é um sentimento duradouro. Deve ser mesmo só paixão. Uns dizem que é bom se apaixonar. Outros dizem que é ruim. Me aconselham: 'nunca se apaixone, para não ficar besta.' Besta? então a paixão é isso? Fazer o que o outro quer, renunciar os próprios desejos, planos e vontades para satisfazer um alguém? Se for isso, eu juro, jamais quero me apaixonar. Mas se for um sentimento bom, quero estar pra sempre apaixonada. Eu não direi que tenho medo de me machucar, afinal é a minha primeira paixão. O que eu tenho medo é de não durar, de não virar amor. Maaaaas, daremos tempo ao tempo.

bom sábado (novamente). obrigada. Água de Chuveiro.



postado por Hortência Brasil as 06:36:19 0 comentários




Minutos debaixo da minha casa.

Daqui de dentro eu vejo muito. O meu chuveiro é a minha casa. É aqui que eu planejo a minha vida útil, que por sinal está cada vez menor. E está diminuindo em progressão geométrica. Mas não é de mim que vamos falar. É de quem passa alguns minutos, ou até mesmo horas, debaixo de mim. Daqui eu observo as pessoas. Ouço seus planos. Escuto seus cantos. Aplaudo suas novelas, ou melhor, seus monólogos. Elas não sabem que estou as observando. E nem precisam. Partes do meu frágil corpo banham os seus rígidos corpos. Mas eu me completo. Esses fragmentos desperdiçados são imediatamente substituidos, e assim recomeça o ciclo. Minhas partes tentam preenchê-las. São pessoas que têm família, amigos, futuro, talvez um carro, ou uma casa, ou um travesseiro. No momento em que deixam o meu reino, saem para suas vidas normais e pacatas, trabalho (ou emprego. Não é a mesma coisa), filhos. Filhos? Talvez. Talvez nem tenham marido ou esposa. Tenham preferido viver exclusivamente para elas. E saem. Saem, e eu continuo pensando em suas vidas, em seu futuro. E querendo que esse banho do meu chuveiro tenha servido. Com certeza ficaram limpos, mas não só de corpo... de alma, também ;)

um bom sábado. obrigada. :) Água de chuveiro.



postado por Hortência Brasil as 01:42:00 0 comentários




Simplicidade

Felicidade encontrada nas coisas simples da vida. Tomar um banho de chuva (chuva sim, e não chuveiro. Mas, por que não chuveiro?), contemplar a beleza de uma flor, abraçar a mamãe e o papai, deitar na sua cama depois de ter passado dias dormindo praticamente no chão, tomar sorvete depois de uma gripe, descalçar os pés de um sapato apertado, apreciar um pôr-do-sol, receber aquele telefonema daquela pessoa, procurar formas nas nuvens, contar estrelas, deitar na grama... ahh, delícia! Pena que foram se perdendo no tempo. Hoje as pessoas estão mais preocupadas em que roupa usar nessa festa, comprar aquele tênis pq enjoei do meu... isso lá é vida, meu Deus?

Essa pessoas merecem um banho de chuveiro :} será que assim elas aprendem a realmente viver?

obrigada. bom fim de semana.

Sinônimos

"Esses que pensam que existem sinônimos, desconfio que não sabem distinguir as diferentes nuanças de uma cor." (Mario Quintana)




postado por Hortência Brasil as 01:03:45 0 comentários




sexta, 03 agosto, 2007
A diferença.

"O que eles chamam de nossos defeitos é o que nós temos de diferente deles. Cultivemo-los pois, com o maior carinho - esses nossos benditos defeitos." (Mário Quintana)

Por que o diferente incomoda e atrapalha? Saibam que para mim não atrapalha. Eu gosto do diferente. Ele me desperta sensações e emoções. Principalmente a vontade de conhecer o novo. É estimulante a idéia de desvendar alguma coisa, e é justamente isso que o diferente me desperta :}  Mas por que algumas pessoas discriminam tanto essa arte? (pra mim, o diferente é uma arte. e muito bonita por sinal)

Peço encarecidamente que os diferentes se manifestem. Eu já estou fazendo a minha parte. :) Pessoas que discriminam merecem um banho de chuveiro!

obrigada.




postado por Hortência Brasil as 11:34:25 0 comentários




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