pedagogia do compromisso:amazônia e seus problemas
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quinta, 12 julho, 2007
considerações finais

ENFIM ESPERAMOS QUE POSSAMOS ESTAR COLABORANDO COM A PRESERVAÇÃO DE NOSSA AMAZÔNIA, PARA OS OUTROS ESTA TERRA É APENAS UMA FONTE RIQUEZA, PARA NÓS É A NOSSA ALMA, POIS O HOMEM DEIXA DE EXISTIR QUANDO PERDE A SUA CULTURA. 

DICAS DE LEITURA:

   

   

       

O Massacre de Eldorado do Carajás - um caso de violação do princípio da dignidade da pessoa humana

Autor: Walmir Moura Brelaz

Belém, 2006

Dissertação de mestrado em 2005 da Universidade da Amazônia.

Reunindo relatos de vítimas da chacina de 17 de abril de 1996 cometida por 155 policiais militares, o livro “Os Sobreviventes do Massacre de Eldorado do Carajás” retoma o crime que resultou na morte de 19 trabalhadores rurais sem-terra e em cerca de 75 feridos. Foi construído por meio de pesquisa acadêmica e também de relatos daqueles que ainda apresentam seqüelas físicas e psicológicas, mesmo após a decisão judicial de 1999 ter sido favorável às vítimas e ter obrigado o Estado a fornecer total assistência. A obra é resultado da dissertação de mestrado em Direito de Walmir Moura Brelaz, orientada pelo professor José Cláudio Monteiro de Brito Filho, na Universidade da Amazônia (Unama).

 Abordando os aspectos da violência agrária no Pará, a história da atuação do MST no Estado e as questões sociais, econômicas e políticas relacionadas à terra, o livro mostra que a chacina foi o estopim da situação brasileira de desigualdade e injustiça. A obra também enfatiza os antecedentes do massacre, reconstrói o atentado e apresenta, principalmente, os traumas posteriores. Constatando a contradição de ocorrer um ato de tamanha violência em um país que absorve praticamente todos os direitos humanos, a pesquisa aponta a enorme distância entre a teoria (o princípio da dignidade da pessoa humana é adotado pela Constituição Federal desde 1988) e a prática (dos 155 policiais envolvidos, apenas os dois comandantes foram condenados e hoje se encontram em liberdade).

Os depoimentos dos sem-terra que sofreram violência em decorrência do massacre são trazidos à tona como uma oportunidade de se dar voz àqueles que normalmente não têm espaço garantido nos grandes meios de comunicação. São relatos sofridos de vítimas como Rubenita Justiniano: “Eu sonho com uma multidão de gente querendo pegar em mim (...) fico apavorada”; Maria Abadia: “Me parece que eu não tenho nada de bom na minha vida não”; Josimar Pereira de Freitas: “terrível, não dá para esquecer”; entre outros. A partir da leitura do livro descobre-se por fim que a falta de tratamento médico aliada ao fato de viverem na mesma comunidade (o acampamento “17 de abril”, em Eldorado dos Carajás) mantém vivos ainda os sofrimentos, os traumas e as dores das vítimas do episódio vergonhoso. Uma leitura para quem quer saber sobre o massacre, suas causas e seqüelas ainda existentes, mesmo após completarem-se mais de dez anos de sua ocorrência. 

       

NOTICIAS Á ESSE RESPEITO:

Diário do Pará, 19.04.2007

Páginas do massacre

A governadora Ana Júlia anunciou que o Estado vai adquirir o livro “Os sobreviventes do massacre de Eldorado dos Carajás: um caso de violação do princípio da dignidade da pessoa humana”, de autoria do advogado Walmir Brelaz, para distribuí-lo nas escolas públicas. A renda será toda revertida aos sobreviventes do massacre.

Diário do Pará, 19.04.2007

Páginas do massacre

A governadora Ana Júlia anunciou que o Estado vai adquirir o livro “Os sobreviventes do massacre de Eldorado dos Carajás: um caso de violação do princípio da dignidade da pessoa humana”, de autoria do advogado Walmir Brelaz, para distribuí-lo nas escolas públicas. A renda será toda revertida aos sobreviventes do massacre.



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terça, 10 julho, 2007
DESRESPEITO ÁS MINORIAS

Índio todo dia
Em 18/04/2002
Fonte: Amazonia.org.br

Os índios uru-eu-uau-uau, de Rondônia, sofrem com constantes invasões de madeireiros em suas terras. Na área Ianomâmi, no Amazonas e Roraima, o garimpo de ouro se instalou há décadas. Ainda em Roraima, na Terra Indígena Raposa-Serra do Sol, cujo processo de demarcação se arrasta pelos anos, os problemas são graves: após anos de conflito com fazendeiros – que, em conjunto com o governo do Estado se opõem à demarcação de suas terras- os índios enfrentam agora a hostilidade do Exército. Estupro de índias, brutalidade, desrespeito. Flechas e armas de fogo estão em alerta. A tensão é crescente e o risco de um conflito, constante.

No Xingu, os índios se opõe a mais uma hidrelétrica que deverá transformar o seu rio. No Amazonas são ameaçados por um gasoduto.

São apenas alguns exemplos de problemas enfrentados pelos índios da Amazônia (e do Brasil), os quais, além disso, sofrem com a ineficiência do Governo em saúde e educação. É preciso mais respeito aos povos que habitam a Amazônia imemorialmente. É necessário que suas terras sejam demarcadas imediatamente e os limites, respeitados.

Mas isso é apenas o mínimo. Como todo cidadão deste país, o índio também tem direitos básicos, como saúde, educação e deve ter sua integridade física, moral e cultural garantida pelo Governo durante todos os dias do ano.



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segunda, 09 julho, 2007
FISCALIZAÇÃO SEVERA

temos visto, com muita freqüência em reportagens pela televisão que um dos graves problema da fiscalização é a corrupção dos fiscais. Eles apreendem os infratores mas acabam recebendo dinheiro deles e deixam os ir embora. A legislação não é capaz de desestimular a corrupção porque a punição não é severa se fosse severa certamente não existiria.



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