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quarta, 22 agosto, 2007
Inventário cultural e turístico de Alenquer- Foto: Marambiré ximango em sua apresentação no Centur, Belém.


ALENQUER - Este município situa-se á margem esquerda do rio Amazonas, principal acidente geográfico não só do município, mas de toda região amazônica. Limita-se com os municípios de Óbidos, Almerim, Monte Alegre e Santarém. A cidade de Alenquer situa-se à margem do Igarapé de Alenquer (antigo Surubiú) e dista 701 km (em linha reta) da capital do Estado. O shabitantes do lugar denominam-se "alenquerenses", mas dá-se o cognome de "ximangos" aos naturais do município. A economia repousa principalmente na extração da castanha-do-Pará e da seringa, na produção de juta e na pecuária. A pesca atende apenas ao consumo interno sendo pescados principalmente o acarí e o tucunaré. A população municipal alcançava em 1980 um total de 44.539 habitantes, sendo que a população urbana somava 17.755. A cidade somava 16.427 habitantes. Pontos a visitar: Na cidade os pontos mais destacados são prédios antigos a seguir relacionados: Igreja de Santo Antonio de Alenquer, padroeiro da cidade, a Prefeitura Municipal e o Grupo Escolar Fulgêncio Simões. Fora da cidade a amaior atração está concentrada nos lagos e nas praias neles situadas. O lago Curuá mede aproximadamente 4.000 metros de comprimento por 1.500 de largura. É ligado a outros três menores: o dos Botos, Poção e Tostão. O mais famoso, entretanto, é o lago do Curumu, que dista apenas 6 km da cidade, sendo o percurso realizado de carro em 15 minutos. Sua extensão é calculada em 3.000 metros de comprimento e 1.500 metros de largura, sendo muito piscoso e pouco profundo, principalmente no verão. Nele situam-se duas praias que oferecem excelentes possibilidades de lazer. O visitante pode chegar ao local através de estrada de terra ou por via fluvial, fretando embarcação. A viagem para ambas as praias, quando é feita de barco, apresenta um caráter bastante pitoresco, pois ao longo da viagem, tem-se a oportunidade de encontrar verdadeiros jardins de vitórias-régias e outras paisagens típicas da região. Em ambas as praias funcionam barracas com serviços de bar e restaurante, nos fim-de-semana ou quando o proprietário é solicitado previamente.. Um aspecto curioso sobre o lago do Curumu é que até a década de 50 constituía uma atividade economica relativamente importante do município, a extração de conchas no fundo do lago por mergulhadores, sem qualquer equipamento especial, vinham principalmente de Cametá nos meses de outubro a dezembro, época da vazante, especialmente com esta finalidade. Atualmente, não há mais interesse na extração de conchas para comercialização, mas apenas para artesões que trabalham com ela, enfeitando objetos.

Calendário de festividades: Janeiro: São Benedito, festejado no dia 6 de janeiro, que é o dia da festividade iniciada no fim de dezembro, com novenário. É padroeiro do bairro da Luanda. Após as noites de arraial, encerra-se a festa com procissão. Fevereiro: Quadra carnavalescas e carnaval de rua. Março e Abril não há festividades. Maio: Mês da festividades Marianas, com celebrações Litúrgicas diárias, na Matriz de Santo Antonio. Junho: De 1º a 13 do mês decorre a Festividade de Santo Antonio. O início é com o Círio, com numerosa participação de fiéis provenientes da cidade e de todo as localidades vizinhas. O "Dia da Festa", é a maior concentração confraternizadora, e representa o encerramento das festividades litúrgicas e do arraial. Neste, além do parque de diversões e do leilão, há exibição de espetáculos populares, em um teatrinho armado no palanque no meio do arraial. Exibem-se tanto grupos folclóricos, como mágicos e cantores. A festa é encerrada à noite do dia 13, com fogos de artifícios. Julho e Agosto: não há festividades.  Setembro: Semana da Pátria. Comemora-se com grande participação da comunidade estudantil, entre atrações cívicas, artística e esportivas. Um dos destaque, no dia 7, no desfile oficial, é a apresentação de carros alegóricos, representando simbologias cívicas. Outubro e Novembro: não hà festividaes a destacar. Dezembro: Durante o Natal, além das festividades religiosas, não hà atualmente, na sede, manifestações regular de caráter folclórico. Todavia, nas localidades vizinhas, exibem-se grupos pastorais, como no lago do Curumu de Alenquer, Colônia Paes de Carvalho, no Cucuí, etc...

Manisfestações folclóricas: Boi bumbá, Boi Veludinho (é o mais antigo ainda em atividade). Foi fundada em 1957, organizado por Antonio Onésimo de Araújo, onde liderou o grupo por vários anos. Apresentava-se com 62 brincantes. Principais personagens: 2 amos, o diretor dos índio, o pai Francisco, a Ctarina e o Cazumbá. Realizando-se as apresentações em um quintal que é decorado para se transformar na "Aldeia dos Ximangos". O ingresso é pago. O espetáculo tem duração de 4 horas, aproximadamente. Sua originalidade, como estrutura é apresentar-se o ato dividido em três partes. Boi Malhadinho. Pássaros: Pavão Misterioso. Batuque: Caboclo Urubatan e o grande Marambiré: é o mais expressiva manifestação folclórica do município de Alenquer, é descrita por um grupo de professôes do município, com um texto que se segue: "Apesar do município de Alenquer não ter grande influência negra na sua formação étnica, com os movimentos dos quilombos, um grande grupo de negros fugidos das fazendas de Santarém, localizou-se as margens do rio Curuá, onde os constitui um Mocambo, a que deram o nome de Pacoval". Instalada na beira desse rio, por muitos anos esses negros repeliram qualquer influência estranha à sua raça, dos seus costumes e crenças religiosas. Chegaram ao comportamento inédito de repudiar a miscigenação, como esforço de manter a integridade racial. O Marambiré, único remanescente dessa manifestação folclórica, tem a sua coreografia em parte baseada no Lundu ou Lundum cujo o ritmo é de origem africana e bastante parecido com o carimbó e o marabaixo. Está comprovado que o Marambirré foi introduzido em Alenquer pelos escravos negros africanos originário do Mocambo do Pacoval, que durante muito tempo conservou várias tradições orais de crenças e costumes da África. O Marambiré é uma e´spécie de dança dramática, com ritmo bem marcado por instrumentos como: caixas, chocalhos, pandeiros, violões, viola, rebeca, reco-reco, caracacha, etc... A dança constitui, um cortejo real, ao qual se liga uma parte que representa a Embaixada. Presume-se que o Marambiré é uma dança inspirada nos festejos da coroação dos Reis Negros que os escravos elegiam em determinadas datas. O Marambiré apresenta-se magestoso e solene por grupos de individuos que dançam produzindo riqueza de movimentos na execução dos "passos". As cantigas são simples e belas, numa mistura de linguagem africana, portuguesa e indígena.

Fonte: Violeta Refkalefsky Loureiro e João de Jesus Paes Loureiro.

Pesquisado por Roberto Mesquita.


postado por arcozellos as 08:22:27 #
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