Arquitetura Líquida
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quinta, 18 outubro, 2007
Daniel Libeskind

Sua vida

    Daniel Libeskind viveu em sete países e fala cinco idiomas. Nascido em Lodz,

Polônia, em 1946, cresceu em uma família que falava iídiche e se viu presa sob a então "Cortina de Ferro". Em 1957, foi com a família para Israel, mudando-se dois anos mais tarde para os EUA, por causa das dificuldades enfrentadas por seu pai para encontrar trabalho.

No Bronx, a família Libeskind integrou-se à culta vizinhança social e política, que abarcava o amplo espectro da cultura judaica. No entender do crítico Goldberger, por ter imigrado várias vezes, Libeskind carrega certa combatividade dentro de si: "Ele é uma estranha combinação de acomodação com obstinação... determinação com ambição".

     No campo da arquitetura, é admirador de Giovanni Lorenzo Bernini e de outros arquitetos anônimos que deixaram belas construções típicas da cultura local, na Índia.

A música foi sua primeira paixão. Em Lodz, começou estudando acordeão. Isaac Stern, então jurado em um concurso vencido por Libeskind, em Israel, aconselhou-o a mudar de carreira para a de pianista. Mas Libeskind acredita que a arquitetura seja uma extensão de seu talento. Para ele, o Museu de Berlim representa a sua tentativa de, através da arquitetura, completar o terceiro ato - jamais composto -da ópera de Arnold Schoenberg, "Moisés e Aarão".

Libeskind se formou em 1970 pela Cooper Union for the Advancement of Science and Art, talvez a mais conceituada e seletiva faculdade de arquitetura dos Estados Unidos. Obteve título de mestrado em História e Teoria da Arquitetura pela School of Comparative Studies, de Essex, na Inglaterra.

Naquela época, toda a sua energia e criatividade estavam direcionadas a lecionar e escrever. Aos 32 anos, dirigiu a Faculdade de Arquitetura da Universidade de Michigan e a Cranbrook Academy of Art. Logo depois, transferiu-se para Milão, onde fundou uma escola alternativa de arquitetura. Em 1989, quando estava prestes a se mudar novamente para dirigir o Getty Center, em Los Angeles, mudou de idéia ao saber que seu projeto para o Museu Judaico de Berlim fora selecionado. A capital alemã se tornou sua residência por 14 anos.

O casal Libeskind se conheceu no Camp Hemshech (Campo da Continuidade), um acampamento de verão criado pelos sobreviventes do Holocausto, casando-se em 1969. Sua esposa, Nina, organizou seu escritório e tem um papel fundamental em sua carreira. "Quero apenas ser sua força criadora. Assumo a parte financeira, as negociações e as estratégias. Mas minha tarefa mais agradável é fazê-lo rir. Com isso, desanuviamos o ambiente, que, às vezes, pode estar muito tenso", confidenciou, em certa ocasião.

Seus prêmios incluem o "Hiroshima Award", concedido a arquitetos cuja obra promova a compreensão e a paz. Libeskind dedica-se a causas judaicas, especialmente à cultura iídiche e à divulgação do Holocausto. Foi homenageado por várias instituições, entre as quais o Museu dos Amigos Americanos dos Combatentes do Gueto, com o qual tem uma ligação muito pessoal.



postado por 60396 as 07:21:27
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