ARQUITETURAS: apontamentos de aulas
ARQUITETURAS: apontamentos de aulas

terça, 29 agosto, 2006

8.4 – As “cidades novas” romanas

As “Cidades Novas”, como exemplos de política governamental romana, foram construídas desde os primeiros tempos do império (ainda que não se tenha muitos vestígios deste período), como pontos de governo de terras conquistadas. Sua finalidade inicial era a de se constituir um baluarte (fortificação) de cidadãos romanos contra tribos selvagens (sobretudo os gauleses).

Estas “Cidades Novas” parecem terem sido planejadas para uma população limitada (50.000 habitantes), pois os romanos tinham prática comum de interromper o crescimento das suas cidades (incluí-se aí o crescimento de Roma) como também o estabelecimento de colônias. Todavia, o que era interessante nestas novas cidades era que se lhes faltava tamanho e muita população, lhes sobrava qualidade de vida e muitas vezes auto-suficiência.

Obs.: atualmente “tem uma turma aí” que chama isso de “auto sustentabilidade”, mas não, é outra coisa!... voltaremos ao assunto muito mais além, quando tratarmos da adoção do discurso “eco-ambiental” em tempos da ideologia neoliberal em algumas das modalidades freqüentes do urbanismo contemporâneo (pós-década de 1980, pois este termo não tem tanta relação com os discursos políticos ecológicos da década de 1960 e 1970).

Porém não podemos ter provas suficientes para averiguar acerca da existência de políticas conscientes por trás da fundação dessas novas cidades romanas (até porque também, estaríamos navegando por águas da crítica positivista, confira o termo nas primeiras aulas – 1 e 2, deste blog). Mas, do que se sabe, com certeza, é de que, menos a complexidade e o gigantismo da ciadde de Roma, tudo o mais que a capital oferecia, seja enquanto variedade de atividades seja sua concentração próxima, era encontrável nestas novas cidades: Tingard, Nápoles, Bolonha, Parma, Herculano, Placência, Óstia, Pompéia, Gávia, Verona, Florença, etc, etc.

A imagem acima é da Casa de Diana em Ostia Antica, cidade-porto balneário e entreposto comercial de Roma. Confira a história das escavações de Ostia Antica em: http://www.adr.it/content.asp?L=1&IdMen=703 (o idioma é o italiano).



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8.3 – A planificação das cidades no período romano antigo

Os romanos, insiste-se, irão utilizar as regras dos antigos etruscos para a planificação das cidades. Nada de novo portanto. Este procedimento se consistia em três etapas: uma mítica, outra de demarcação territorial e uma outra, celebrativa. 1] Inauguratio – que consistia na consulta aos deuses, aos oráculos, etc, antes da fundação das cidades; 2] Limitatio – que consistia na demarcação dos limites internos e externos (perímetros) das cidades e; 3] Consacratio – que consistia no ritual de celebração, que geralmente consistia em um sacrifício, na cidade recém-fundada.

Além disso, as cidades eram na maioria das vezes “pensadas” e construídas, como faziam os povos que formaram os romanos e/ou como nas grandes cidades conquistadas por esses.

“[...] No mundo romano, os princípios de urbanismo helenístico foram levados além e misturados a outros elementos urbanos, provenientes de municipalidades mais remotas da África e da Ásia”. MUNFORD - A Cidade na História; op.cit.; pp.225.

É comum o uso da acrópole (influência dos etruscos, assim como parece ser a do talento para a engenharia) como é comum começar-se pela muralha defensiva; o uso também de um traçado retangular (antiga tradição italiana setentrional) orientado por representação, por significados (confira a crítica estruturalista nas primeiras aulas deste blog) com a ordem cósmica: aí o feitio mais marcante é o traçado em cruz realizado pelo cardo e o decumannus. (acima vemos a imagem do decumanus da cidade de Tingard).

“A marca típica que a distinguia [a cidade romana antiga] das cidades helenísticas do mesmo caráter geral era o traçado de suas duas ruas principais, o cardo, que corria de norte para sul, e o decumannus, que corria de leste para oeste”. MUNFORD - A Cidade na História; op.cit.; pp.229. Esta tradição de tipo axial já remonta inclusive a tradições ainda mais antigas além da italiana, como a dos egípcios, por exemplo. Vale á pena uma incursão comparativa, mais tarde, ao tratarmos do Plano Diretor de Brasília, do grande mestre Lúcio Costa.

Além deste traçado regular, cartesiano, herdado dos antigos, são comuns nas cidades romanas: a ágora, denominada Fórum pelos romanos; as calçadas com arcadas, o teatro, a arena, os banhos públicos e os lavatórios públicos (constituídos inclusive como equipamento padrão, universal, pelos romanos). Dentro destes novos programas e espaços destacamos que, além dos banhos e lavatórios, o fórum romano será base conceitual para o entendimento das praças medievais, ainda que se difiram funcionalmente como razoavelmente de um ponto de vista arquitetônico.



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8.2 – As outras faces de Roma

Existe uma expressão, sobre Roma, do poeta Rutílio Namaciano, que diz: “uma cidade fizeste deste enorme planeta”. Todavia esta imagem do Império Romano não pode se confundir com a imagem de Roma cidade (urbis). Uma coisa é ter uma idéia de uma Roma de conquistas e, com seus signos visíveis de poder, seus aquedutos, suas ruas pavimentadas e transitadas, que cortavam a sinuosidade das colinas e dos prados continentais. O império que fora uma vasta empresa construtora de cidades, fora reunido e frouxamente administrado pela incompetência desajeitada em relação à contabilidade (aos gastos), porém aberto o suficiente para empiricamente aceitar e adotar qualquer tipo de ordem, de organização, que viesse a trazer uma direção razoável ao seu futuro.

“[...] Roma jamais teve imaginação para aplicar os princípios da limitação, da contenção, da disposição ordeira e do equilíbrio à sua própria existência urbana e imperial; e deixou, tristemente, de lançar os fundamentos para a economia estável e o sistema político eqüitativo, com cada grupo efetivamente representado, que teria tornado possível uma vida melhor para a agrande cidade. Seus melhores esforços no sentido de estabelecer uma comunidade universal apenas conseguiram alcançar um equilíbrio de privilégios e corrupções”. MUNFORD - A Cidade na História; op.cit.; pp.233.

Essa mesma imagem de uma Roma Imperial, mostrada e (re)representada constantemente em filmes, histórias, etc, se assemelha ao mesmo plano de poder estatal inventado pela mesma... as grandes dimensões das estruturas públicas (cloacas, termas, aquedutos, vias, etc) são também criadas para o controle das massas. Assim, onde encontramos o que de melhor há no apogeu físico romano (cuja escala e imagem é fruto das forças militares e da engenharia), também encontramos o que há de pior no tratamento humano.

Munford, em um momento, chega a afirmar que as cloacas romanas e, sobretudo, a Cloaca Máxima, devido às suas gigantescas proporções para sanar os dejetos de milhares de cidadãos das novas cidades do império, mostram que, para os romanos, “[...] a principal atividade e finalidade última da vida é o processo fisiológico da evacuação”. MUNFORD - A Cidade na História; op.cit.

Os aquedutos, posteriores, são conseqüência da estratégia de construção das cloacas.



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sexta, 25 agosto, 2006

Aula 8 – ARQUITETURAS DAS ANTIGAS CIDADES ROMANAS

8.1 – Roma entre os limites: a unificação do território mediterrâneo

“Todos os caminhos levam a Roma!”.

A unificação do território mediterrâneo remonta ao próprio acontecimento que é o desenvolvimento do domínio etrusco (séculos VII e VI a.c.) pela Planície do Pó até a Campânia (atual Itália) e ao surgimento de uma cidade como Roma nos limites de fronteira entre este território etrusco e o grego.

Esta localização da cidade de Roma será fundamental para sua afirmação – desenvolve-se, transforma-se em cidade (urbe), capital do Império e daí, atinge sua expansão física e política ao longo de extensa margem mediterrânea e área continental européia, como se sabe.

Assim, mesmo antes da afirmação de novos cultos religiosos que arrebanhavam e formavam-se por refugiados, emigrantes, colonos, (cultos que teriam de esperar, segregados territorialmente – através de rituais subterrâneos de sobrevivência) “[...] Roma conquista os conquistadores helenísticos (gregos) e vence as cidades livres (as antigas cidades-estados) ou semilivres sobreviventes do mar Mediterrâneo e Mar Egeu”. MUNFORD - A Cidade na História; op.cit.; pp.225.

Assim, “[...] o Império Romano, produto de um único centro urbano de poder em expansão, foi em si mesmo uma vasta empresa construtora de cidades: deixou a marca de Roma em todas as partes da Europa, da África do Norte e da Ásia Menor, alterando o modo de vida em cidades antigas e estabelecendo seu tipo especial de ordem, a partir do chão, em centenas de novos alicerces, cidades “coloniais”, cidades “livres”, cidades sob a lei municipal romana, cidades “tributárias”: cada qual com uma condição diferente, senão uma forma diferente”. MUNFORD - A Cidade na História; op.cit.; pp.227.

A unificação mediterrânea realizada pelo Império Romana deve-se, em muito, aos métodos de colonização adotados. Especificamente se tratando das modificações territoriais romanas estas vão muito além do saque e da coleta dos impostos: 1] criavam redes infra-estruturais e de serviços: composta de pontes, aquedutos, estradas, melhorias urbanas, linhas fortificadas, serviços públicos, áreas portuárias; 2] impunham a divisão dos lotes em áreas agrícolas cultiváveis; 3] realizavam a fundação de novas cidades e, 4] pelo menos ao final do Império, descentralização as decisões políticas.

Todavia, o estabelecimento desta “nova ordem” criada pelos romanos e muito comentada por diversos autores, incluindo posteriormente o próprio arquiteto modernista Le Corbusier, deve ser vista com olhos desconfiados – poderíamos dizer talvez uma outra ordem em muito composta pela herança estrangeira dos próprios povos conquistados. Pois, “acima de tudo, os romanos tinham um respeito empírico por qualquer ordem estabelecida, mesmo quando esta contradizia a sua própria”. MUNFORD - A Cidade na História; op.cit.; pp.227. É aí com esta mescla entre a organização territorial e a aceitação (ou adaptação, releitura, se preferirem) da cultura dos povos conquistados que talvez o significado da Roma Caput Mundi tenha se firmado: o espaço da cidade que coincide com o espaço do mundo. Não um espaço central, mas um mundo com um cérebro para ser gerido, aceitado, conquistado, adaptado, substituído...




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segunda, 14 agosto, 2006

7.3.6 - Classicismo nos tratados do Século XIX

Confira em:

. Friedrich Weinbrenner – Manual de Arquitetura; 1810-1819.

. Johann Gottfried Gutenson; Johann Michael Knapp – Monumentos da Religião Cristã; 1822-27.

. Heinrich Hübsch – Em que Estilo Devemos Construir?; 1828.

. Gottfried Semper – Notas Provisórias Sobre a Arquitetura e a Escultura Policroma nos Antigos; 1834.

. karl Friedrich Schinkel – Recolha de Projetos Arquitetônicos de Schinkel por um lado Obras Executadas e por outro Objetos Cuja Execução Estava Prevista; 1819-1840.

. Leo Von Klenze – Instruções Sobre a Arquitetura do Culto Cristão; 1822.

. Cristian Carl Josias Bunsen – As Basílicas da Roma Cristã; 1842-44.

. Gottfried Semper – Os Quatro Elementos da Arquitetura. Uma Contribuição para a Arquitetura Comparada; 1851.

. Gottfried Semper – O Estilo nas Artes Técnicas e Arquitetônicas; 1860-1863.

.

Acima, ilustração na capa do livro Karl Friedrich Schinkel: O Drama da Arquitetura



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7.3.5 - Classicismo nos tratados do Século XVIII

Confira em:

. Jean-Louis de Cordemoy – Novo Tratado de Toda a Arquitetura ou Arte de Construir; 1706.

. Escavações de sítios arqueológicos (Herculano, Pompéia, etc) – O Tratado de Vitrúvio é cotejado com as ruínas recém-descobertas.

. Colen Campbell – Vitrúvio Britânico; 1715-1725.

. James Gibbs – Um Livro de Arquitetura que Contém Projetos de Edifícios e de Ornamentos; 1728.

. Robert Morris – Ensaio Sobre a Defesa da Arquitetura Antiga; 1728.

. James Gibbs – Regras para o Desenho das Diferentes Partes da Arquitetura; 1732.

. Robert Morris  - Conferências sobre Arquitetura; 1734-1736.

. Marc-Antoine Laugier – Ensaio sobre a Arquitetura; 1753.

. Jackes François Blondel – Arquitetura Francesa; 1752-56.

. Marc-Antoine Laugier – Observações sobre a Arquitetura; 1753.

. Isaac Ware – Tratado Completo de Arquitetura; 1756.

. Willian Chambers – Tratado Sobre a Arquitetura Civil; 1759.

. Etiénne Louis Boullè – Arquitetura: ensaio sobre a arte.

. Jackes François Blondel – Curso de Arquitetura ou Tratado sobre a Decoração, Divisão e Construção de Edifícios; 1771-77.

. Giovanni Battista Piranesi – Da Grandeza e da Arquitetura dos Romanos; 1761.

. Francesco Milizia – Princípios de Arquitetura Civil; 1781.

. Jean-Nicolas-Louis Durand – Compilação e Comparação dos Edifícios de Todos os Gêneros Antigos e Modernos; 1800.

. Claude Nicolas Ledoux – A Arquitetura, Considerações sobre a sua relação com a Arte, os Costumes e as Leis; 1804.

. Jean-Nicolas-Louis Durand – Resumo das Lições de Arquitetura; 1802-1805.

.

Acima, um dos "recreios da imaginação" de Boullè.



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7.3.4 - Classicismo nos tratados do Século XVII

Confira em:

. Vincenzo Scamozzi – A Idéia da Arquitetura Universal; 1615.

. Sebastiano Serlio - Toda a Obra sobre a Arquitetura e a Perspectiva; 1619.

. Henry Wotton – Os Elementos da Arquitetura; 1624.

. Joseph Furttenbach o Velho – Arquitetura Civil ou Descrição do Modo de Construir Segundo a Melhor Forma e a Mais Justa Regra: Primeiro os Palácios; 1628.

. Roland Fréart de Chambray – Paralelo da Arquitetura Antiga e da Moderna: com uma Coletânea dos Dez Principais Autores que Escreveram sobre as Cinco Ordens; 1650.

. Fray Lorenzo de San Nicolas – Da Arte e do Uso da Arquitetura; 1639-1664

. Claude Perrault – Os Dez Livros sobre Arquitetura de Vitrúvio Corrigidos e numa Nova Tradução em Francês; 1673.

. François Blondel – Curso de Arquitetura; 1675-1683.

. Abraham Leuther Von Grundt – Descrição Completa das Cinco Colunas Tal Como Foram reunidas Pelos Três Célebres Vitrúvio, Scamozzi e Outros Grandes Arquitetos; 1677.

. Claude Perrault – Tratado sobre as Cinco Ordens de Colunas Segundo os Métodos dos Antigos; 1683.

. Nicolaus Goldmann – Instrução Completa de Arquitetura Civil; 1696.

.

Acima, imagem da versão francesa de Vitrúvio, traduzida por Claude Perrault.



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7.3.3 - Classicismo nos tratados do Século XVI

Confira em:

. Fra Giocondo da Verona – M. Vitrúvio, Expurgado dos seus erros por Giocondo, com Ilustrações e um Índice das Matérias, a Fim de Poder ser Lido e Compreendido; 1511.

. Cesare Cesariano – Sobre a Arquitetura de Lucius Vitruvius Pollio; 1521.

. Diego de Sagredo – Proporções Romanas; 1526.

. Jean Martin – Arquitetura ou a Arte da Boa Construção; 1547.

. Walther Rivius ou Ryff – Vitrúvio Alemão; 1548.

. Hans Blum – Das Cinco Colunas; 1550.

. Pietro Cataneo – Os Quatro Primeiros Livros de Arquitetura; 1554.

. Daniele Barbaro – Os Dez Livros da Arquitetura de M. Vitrúvio; 1556.

. Jacques Androuet du Cerceau – Livro de Arquitetura; 1559.

. Philibert De l’Orme – Novas Invenções para Construir Bem a Baixo Custo; 1561.

. Iacomo Barrozzi da Vignola – Regra das Cinco Ordens da Arquitetura; 1562.

. John Shute – Os Princípios da Arquitetura; 1563.

. Philibert De l’Orme – O Primeiro Volume de Arquitetura; 1567.

. Andréa Palladio – Os Quatro Livros de Arquitetura; 1570.

. Hans Vredeman de Vries – A Arquitetura dos Antigos Segundo Vitrúvio; 1577.

. Jacques Androuet du Cerceau – O Primeiro Volume dos Melhores Edifícios de França; 1576-79.

.

Acima, imagem extraída dos Quatro Livros da Arquitetura de Andrea Palladio.



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7.3.2 - Classicismo nos tratados dos Século XIV-XV

. Confira Leon Batista Alberti - De Re Aedificatoria; 1442-1452.

.

Ao lado, perspectiva urbanística atribuída e Leon Battista Alberti. Comentaremos Alberti e as mudanças na representação da idéia arquitetônica e urbanística quando tratarmos do assunto no Renascimento.



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7.3.1. – Classicismo nos tratados do século IV ao século X

. Manuscritos, códices em bibliotecas medievais – primeiras modificações no tratado de Vitrúvio: retirada de trechos “pagãos” e acréscimos a depender da ordem do dia.



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7.3 - A projeção-propagação do tratado vitruviano e do saber clássico no tempo

Segue agora uma listagem de alguns dos principais escritos, livros, tratados de arquitetura que realizaram a propagação tanto do pensamento vitruviano, como da linguagem do classicismo em arquitetura. É uma listagem que nos coloca desde já a importância e magnitude da propagação do saber vitruviano e do classicismo ao longo do tempo. Esta listagem contém arquitetos e teóricos de pelo menos cinco países, abrangendo tanto período de “pureza” clássica, como períodos de transição como os “maneirismos”. Não se tratando de arquitetos ou teóricos do período da Antiguidade, mas sim posteriores deste tempo, estes textos serão comentados quando tratarmos dos tempos a que eles de fato foram produzidos. Também é importante notar que não estão contados aqui os tratados e importantes edições do período barroco, pelo seu próprio espírito “anticlássico” e mesmo portando a discussão do classicismo; todavia, veremos também alguns deles mais adiante em momento adequado.



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segunda, 07 agosto, 2006

7.2.10 – O Tratado de Vitrúvio: Livro décimo

- Da ética dos arquitetos no cumprimento das suas responsabilidades.

- Do que trata das máquinas: engenhos de tração; de rotação; de translação; instrumentos para extrair água; moinhos d’água; de elevação da água; das instalações hidráulicas; da contagem das distâncias percorridas; para a proteção contra os perigos e para as necessidades de defesa (balística).

.

Acima, imagem interna de uma terma romana recuperada.



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7.2.9 – O Tratado de Vitrúvio: Livro nono

- Da descoberta de Arquimedes; da Física; da influência dos astros

– astronomia e astrologia.- Do que trata das mudanças do tempo e da construção de relógios.

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Ao lado, imagem interna da cúpula do Panteon, templo de "todos" os deuses.



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7.2.8 – O Tratado de Vitrúvio: Livro oitavo

- Trata do conhecimento das águas, onde pode vir a ser encontrada, e por que meios poderá ser conduzida, critérios da sua salubridade e uso. Fontes, nascedouros, reservatórios, águas pluviais, umidade, águas termais.

- Nivelamento dos níveis para condução das águas às cidades e habitações.

- Da condução das águas através de: 1. alvenaria (aquedutos - quando se trata de trechos muito acidentados a serem vencidos), 2. de tubulações de chumbo ou por 3. manilhas de argila.

- Da necessidade da escavação de poços.

.

Acima, um aqueduto romano em Nimes, na França.



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7.2.7 – O Tratado de Vitrúvio: Livro sétimo

- Da questão ética da originalidade dos escritos: o episódio do Concurso de literatura da Biblioteca de Alexandria.

- Do que trata sobre o acabamento para que os edifícios se conservem elegantes, sem defeitos e sejam perenes.

- Revestimentos em locais secos: dos pisos, dos pisos a céu aberto, dos tetos abobadados, das cornijas, das paredes de taipa,

- Revestimentos em locais úmidos.

- Das pinturas; dos pigmentos e obtenção das tonalidades; dos mármores e sua obtenção; do cobre. Ao lado, pintura em técnica de afresco na cidade de Pompéia.



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7.2.6 – O Tratado de Vitrúvio: Livro sexto

- Das questões éticas do arquiteto.

- Das coisas úteis dos edifícios privados e suas devidas proporções.

- Dos climas e relações com os edifícios e os corpos (humanos).

- Da perfeição do conjunto arquitetônico nas relações entre as suas partes.

- Dos tipos de átrios (confira mais adiante no item Átrio).

- Da disposição dos cômodos de uma residência em relação ao clima e às estações do ano.

- Sobre as construções rurais: currais, celeiros, estábulos, armazéns, etc.

- Análise da habitação no mundo grego (onde inicia falando da não existência de átrios... item que entra em contradição com alguns historiadores e arqueólogos).

-  Capítulo VII: onde encontramos um comentário daquilo que só posteriormente (século XVII-XVIII) se supôs ser a conhecida tríade vitruviana: venustas (beleza), utilitas (utilidade) e firmitas (firmeza). Não é muito conhecida a versão de que é com a exposição do tratado vitruviano no período neoclássico, sobretudo com a tradução para o francês por Claude Perrault, que esta tríade viria a ser reconhecida como fundamental – isso não está claro nas traduções italianas dos séculos XIV e XV. No próximo item segue uma relação da propagação do tratado vitruviano e do saber classicista no tempo, através de diversos tratados da arquitetura.



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7.2.5 – O Tratado de Vitrúvio: Livro quinto

- Esclarecimentos acerca do agenciamento dos edifícios de uso comum.

- Preocupação com a propagação do tratado de arquitetura aos cidadãos comuns.

- indicações para a construção de foros, basílicas, e outros edifícios que compõem o foro.

- Indicações para a construção de teatros: local, salubridade, insolejamento, fundações, ventilação.

- Do que trata da harmonia e da melodia, dos tipos e propagação dos sons musicais e da voz humana.

- Das preocupações com a acústica e da construção e disposição dos elementos que auxiliam na coerente propagação do som e ressonância da voz nos teatros.

- Do método de composição projetual dos teatros e seus elementos, segundo as corretas proporções entre suas diversas partes.

- Das diferenças entre o teatro grego e o teatro latino ou romano (segundo argumentação fenomenológica).

- Da conservação ou execução de áreas verdes e espelhos d’água (também segundo argumentação de aspectos fenomênicos).

- Explicação sobre a instalação dos balneários (termas, estufas, saunas, etc): temperatura, disposição dos seus espaços, dimensionamento, elementos construtivos e equipamentos, etc.

- Da construção dos ginásios.

- Da localização e disposição dos espaços de portos navais.



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7.2.4 – O Tratado de Vitrúvio: Livro quarto

- Das Origens e Sistematização das Ordens.

- Da origem, construção e disposição dos elementos acima das colunas (nos templos dóricos e coríntio).

- Do local, da orientação e disposição dos templos a serem construídos; como também os seus altares.

- Das relações entre as portas e as molduras dos templos.

- Da construção de templos circulares.



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7.2.3 – O Tratado de Vitrúvio: Livro terceiro

- Trata do recinto dos deuses imortais e de como convém que sejam executados.

- A composição dos templos: suas relações de proporção ou semelhança segundo a figura humana.

- Configurações dos diversos tipos de templos: em colunata, prostilo, anfiprostilo, períptero, pseudodíptero, díptero e descoberto.

- Das espécies de templos em relação aos espaços e as proporções das colunas.

- Da fundação das obras.

- Da relação entre as proporções das bases e dos capitéis das colunas. Dos frisos e da disposição dos elementos acima das colunas (ordem jônica).

Ao lado, imagem concebida por Claude Perraut (século XVII) que ilustra a sua tradução do tratado vitruviano.



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7.2.2 – O Tratado de Vitrúvio: Livro segundo

- Das origens da arquitetura e das construções civis.

- Sobre a produção de tijolos para a construção.

- Da construção das alvenarias.

- Da obtenção da cal e suas relações com a areia.

- Sobre o uso de matéria de origem vulcânica para construção de alvenarias.

- Da extração e aprovisionamento do material em pedreiras.

- Das espécies de alvenaria: reticulada e de junta alternada. Alvenaria e disposição de blocos de pedra ou tijolos.

- Descrição das construções da Cidade de Caria. Coberturas, alvenaria de taipa, etc.

- Sobre os vigamentos, os pisos e das propriedades dos materiais que os constituem.



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