
Professor Arruda : "O futuro é agora" SIM, aos professores educadores...NÃO, aos tão somente professores. Justificando o título acima, na minha visão filosófica sobre a educação, há uma diferença incontestável entre ser apenas um professor e ser um professor educador. Para mim, o tão somente professor, é aquele que simplesmente repassa conteúdos pré-estabelecidos referentes à programação das escolas, sem estar preparado para despertar o interesse dos alunos em sala de aula, se tornando apenas um mestre temporário. Já o professor educador, age de maneira diferenciada em todos os sentidos, se tornando assim, um professor educador inesquecível. Os atuais professores não se deram conta ainda, que a evolução rápida exige uma atualização contínua dos saberes, e que também são eles, os professores, que precisam adequar-se aos alunos, pois com a globalização as escolas de hoje recebem alunos com diferentes vivências, com diferentes expectativas, com diferentes valores, com diferentes culturas e com diferentes hábitos. Esses professores não estão educando a emoção nem estimulando o desenvolvimento das funções mais importantes da inteligência, tais como pensar antes de reagir, expor e não impor as idéias, gerenciar os pensamentos, ter espírito empreendedor. Esses professores estão apenas informando os jovens, e não formando sua personalidade, porque continuam com o vício de transmitir o conhecimento pronto, como se fossem verdades absolutas. A educação não precisa de reforma, mas de uma revolução. A educação do futuro precisa formar pensadores, empreendedores, líderes não apenas do mundo em que estamos, mas do mundo em que somos, ou seja, os professores devem preparar-se para se tornarem professores educadores, para que possam ajudar os seus alunos a se libertarem do cárcere intelectual. Independente da matéria que ensinam, devem mostrar para os alunos, que eles podem e devem gerenciar seus pensamentos e emoções. UM "ALERTA" PARA A MAIORIA DOS PROFESSORES DE FILOSOFIA: Os jovens, os alunos de hoje não suportam mais ouvirem nas aulas de filosofia os discursos de sempre, ou seja, vocês professores não mudam o "DISCO", pois restringem-se a falar tão somente em Sócrates, Platão, Aristóteles e demais filósofos que fazem parte de um passado bem distante. Sugiro que vocês sejam mais dinâmicos, sejam mais criativos, saiam da "MESMICE", porque senão vocês AINDA continuarão sendo vistos pelos alunos e perante toda a sociedade como "LOUCOS", e com razão, pois jamais fizeram nada para mudar essa situação, tudo porque continuam apenas repassando conteúdos, nunca se preocuparam e nem se preocupam em se tornarem professores educadores. Não quero dizer com isso, que vocês professores de filosofia, devam desprezar os grandes filósofos do passado, filósofos esses que, sem a menor sombra de dúvida, foram muito importantes para a história da filosofia, e nem tão pouco estou dizendo para deixarem de seguir os conteúdos da programação escolar, conteúdos que também são baseados em temas que fazem referências a esses magníficos filósofos. Os alunos devem sim, saber sobre a existência, sobre os pensamentos e também sobre o importante papel que esses filósofos, provindos de um passado bem remoto, tiveram para o desenvolvimento da filosofia. Mas, tais informações sobre esses importantíssimos filósofos da antiguidade devem ser transmitidas e abordadas de maneira que não SUFOQUEM os alunos e que não os façam PERDER O INTERESSE PELA FILOSOFIA, porque esses alunos NÃO ESTÃO NA ESCOLA PARA APRENDER FILOSOFIA, mas sim, PARA APRENDER A FILOSOFAR. Porque filosofar nada mais é do que pensar por conta própria, interrogar sobre nossos próprios pensamentos, sobre os pensamentos dos outros, sobre o mundo, sobre a sociedade, sobre as experiências de vida. A filosofia não é uma ciência, nem mesmo um conhecimento específico, não é um saber a mais...é uma reflexão sobre os saberes disponíveis, portanto ninguém pode filosofar em nosso lugar.
Texto/Autoria : Professor Arruda
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