DIFERENTES SIM...DESIGUAIS NÃO. Importa estabelecer aqui uma definição clara que pode nos ajudar a entender melhor os processos sócio-históricos e suas complicações. As diferenças são naturais porque providenciadas pela natureza, nem todos são magros, altos, brancos, etc. Mas as desigualdades sempre são fruto da ação humana. Alguém nasce e vive pobre em função de uma estrutura que gera esse fenômeno. O erro está em invocar as diferenças como justificativa das desigualdades socioeconômicas, base da sociedade de classes, e em perpetuar as estruturas geradoras das desigualdades. O ser humano não pode ser concebido como mero indivíduo, apesar de sua peculiaridade genética. É também cidadão que integra uma coletividade, regida por preceitos ético-morais, que implicam na aceitação de regras e valores. O resultado desse processo vai configurando pessoas social, econômica, cultural e até religiosamente integradas. Somos iguais ! As diferentes raças humanas são, na verdade, rótulos superficiais, uma diferença para justificar possíveis desigualdades - uma vez que, segundo a teoria evolucionista, viemos do macaco, ou então, segundo a fé cristã, Deus criou o ser humano, tendo como protótipos Adão e Eva. Os motivos pelos quais nos diferenciamos uns dos outros devem-se a diferenças ambientais, naturais, culturais, religiosas...A essência humana é a mesma para todos. Obs : Síntese do texto original Fonte : Jornal Mundo Jovem - Porto Alegre/RS Autor : Clândio Maffini Cerezer ( Professor de Filosofia e Orientador Religioso / Colégio Farroupilha e Anchieta )
A IMPORTÂNCIA DA TECNOLOGIA NA FORMAÇÃO DOS PROFESSORES Atualmente, não podemos mais adiar o encontro com as tecnologias passíveis de aproveitamento didático, uma vez que os alunos - voluntária e entusiasticamente imersos nesses recursos - já falam OUTRA LÍNGUA, pois desenvolveram competências explícitas para conviver com eles : as quase incompreensíveis gírias de linguagem, a percepção HIPERMÍDIA, o rítmo acelerado de vida, a ânsia permanente de não perder tempo, a intimidade instantânea com todas as novidades encaminham um perigoso distanciamento entre gerações. Portanto se os professores não quiserem ficar para trás, abandonados e marginalizados, pregando no deserto, precisam se ALFABETIZAR urgentemente nessa área. A utilização da informática como instrumento de educação e busca do conhecimento traz consigo alguns questionamentos, encaminhando quase uma revolução nas concepções de tempo, espaço, currículo, ensino aprendizagem : até que ponto a escola está promovendo sua reconfiguração para atender a essa nova realidade ? Se a tecnologia é cada vez mais presente na vida ( e na escola ), os professores precisam, em primeiro lugar, descobrir os efeitos pedagógicos de seu uso. O lugar ocupado pelas novas ferramentas de ensino modifica expressivamente o papel dos professores - eles não mais podem ser um transmissor de conteúdos, mas mediadores capazes de articularem a interação crítica e reflexiva do aluno com os conteúdos de ensino, através dos meios tecnológicos. O conhecimento precisa ser construído coletivamente nessa nova plataforma de acesso às informações, pela mediação efetiva de educadores que percebam, antes de tudo, que a tecnologia é INSTRUMENTO e não FIM. Obs : Síntese do texto original Fonte : Jornal Mundo Jovem - Porto Alegre/RS Autora : Professora Helena Sporleder Côrtes ( Coordenadora do Curso de Pedagogia da Faculdade de Educação da PUCRS )
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