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sábado, 15 maio, 2010
'Howl' reconta as origens de poema 'pornográfico' que chocou os EUA

À certa altura do filme, o advogado de acusação pergunta à testemunha, um professor universitário especializado em literatura americana: "Lendo este poema, você diria que seu escritor entraria para a história?". Ao que o professor responde: "É certo que graças à toda a atenção atraída por esse julgamento ele já entrou".

O ano era 1957, "Howl" era o poema, e o autor, Allen Ginsberg, então um jovem conhecido apenas nos pequenos círculos literários de San Francisco e hoje considerado um dos principais expoentes do que ficou conhecido como a geração beatnik (Ginsberg chegou a recusar o rótulo, dizendo que "éramos só um bando de escritores que queríamos ser publicados").

Acusado de 'obsceno' e 'pornográfico'' por seu estilo inflamado, repleto de palavrões e referências explícitas a sexo - hétero ou homo - e uso de drogas, o poema mais famoso de Ginsberg é o eixo central de "Howl", filme de Rob Epstein e Jeffrey Friedman que estreou em Sundance no início deste ano e está sendo exibido em Cannes esta semana à procura de compradores.

Protagonizado por James Franco, o Harry Osborn dos filmes "Homem-Aranha", o longa mistura linguagem de documentário e uma animação ao estilo de "Valsa com Bashir" para recriar trechos do poema em si, além dos principais momentos do julgamento contra a editora e livraria City Lights Books, berço da contracultura de São Francisco, responsável até hoje pela publicação do polêmico poema de Ginsberg.

Em paralelo a isso, "Howl" - o filme - traz uma espécie de entrevista com declarações já dadas por Ginsberg para contar a história do escritor, dos anos iniciais na universidade, quando conheceu Jack Kerouac e começou a escrever seus poemas, até a paixão que desenvolveu pelo também amigo e colega de quarto Neal Cassady, outra lenda beat retratada no filme.

Os diretores Epstein e Friedman são prolíficos na produção de premiados documentários com grandes temas ou personagens do universo gay, incluindo "The times of Harvey Milk" e "Common threads: stories from the quilt", sobre os primeiros anos da Aids.

Sem "Howl" e a frente aberta por Allen Ginsberg e Lawrence Ferlinghetti, dono da City Lights em São Francisco, 50 anos atrás, talvez nenhum desses filmes tivesse saído do papel.

fonte: Site G1 / (thanks)



postado por 15731 as 11:23:56




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