Blog da Luísa
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quinta, 15 julho, 2010
Foco


Desde sempre fui dispersiva. Não consiguia parar para montar um quebra cabeças ou fazer um desenho. Sentar no banco do piano para uma hora de estudo era um suplício - e na maior parte do tempo eu colocava a cabeça perto do teclado olhando na "minha" perspectiva, e ficava brincando com uma ou duas notas, numa melodia que só existia para mim. Aí os pensamentos voam, turbilhão. Não menos comum é me encontrar, até hoje, olhando para nada, com cara de paisagem enquanto os pensamentos divagam mundo afora. Talvez isso explique, um pouco, a minha preferência pelo jornalismo - sem dead line, eu não funciono.
Por isso manter o foco no que eu estou fazendo é sempre complicado. Nem sempre os dedos no teclado ou o som da minha voz (aliás na minoria das vezes) consegue acompanhar a velocidade e a diversidade do que eu estou pensando. Quando vejo, já passou, e eu nada disse do que precisava dizer, ou eu fiquei tão presa em imaginar o que poderia acontecer se isso ou aquilo, que acabou passando.
Preciso de foco, para me manter alguns instantes em zona de conforto. Daí poder expressar, compreender, fazer.
Foco

postado por 53248 as 02:36:11 # 1 comentários
terça, 13 julho, 2010
Nesse um mês e pouco....


... faltou foi tempo para atualizar este blog. Por que simplesmente nesse um mês e pouco minha vida mudou totalmente. Pra bom, veja bem!
Nesse um mês e pouco eu concorri a uma vaga. A duas vagas, três vagas, quatro vagas. E fui chamada.
Nesse um mês e pouco eu pedi demissão, cumpri uns dias de aviso, troquei de emprego.
Nesse um mês e pouco eu procurei apartamento, achei apartamento, fiz mudança, sou novamente uma moradora desse porto tão alegre.
Nesse um mês e pouco eu chorei de alegria, de ansiedade, de saudades antecipadas, de rir. Fiz uma festa de despedida, outra de chegada e ganhei uma comemoração de aniversário, com direito a bolo, velas e parabéns.
Nesse um mês e pouco eu descobri que não era paixão, e sim carência. Eu pratiquei o desapego. Eu fechei algumas páginas e deixei pra trás.
Nesse um mês e pouco eu conheci gente bacana, que me estimulam. Conheci em velhos conhecidos uma amizade que estava esquecida. Segurei a Isa pela primeira vez e chorei, mais uma vez, de emoção.
Nesse um mês e pouco eu fui madrinha de casamento pela primeira vez. E peguei o buquê! Dancei de pé no chão até amanhecer o dia. Lógico que eu chorei.
Tomara que esses tipos de "mês e pouco" se repitam sempre e sempre mais.

 

postado por 53248 as 04:03:27 # 2 comentários
terça, 08 junho, 2010
#medo

Durante vários dias meu blog simplesmente deixou de existir no cyberespaço! Deu um medo de perder tudo o que eu já escrevi aqui nesse tempo todo (nem sem quanto, mas mais de dois anos, com certeza)... daí depois pensei na efemeridade das informações, nessa maluca era da internet. Sou do tempo em que o papel de jornal que no dia seguinte embrulha peixe era a prova mais concreta do fato. Era onde se lia o mais atualizado, detalhado. Hoje, lê-se o que? Lê-se a análise do que já foi lido e re-lido em páginas e mais páginas virtuais. Não é doido o fato de que uma máquina ligada a um satélite traga pra dentro da tua casa qualquer tipo de informação, de coloque em contato com o mundo. Não precisa mais caminhar uma quadra pra visitar a vizinha - conversa com ela pelo msn. Carta? Pra quê? Manda um e-mail, um sms, dá uma twittada. Só sei que nada substitui a presença, o abraço, o calor. Isso ninguém me convence o contrário (até o dia que concretizarem o teletransporte, aí me rendo). Informação virtual? Sim, com certeza absoluta. Relação Virtual? necasdequitibiriba

postado por 53248 as 10:38:27 # 0 comentários
sábado, 08 maio, 2010
Sobre twitter, orkut, facebook e coisas mais

Tenho um conceito bem cético em relação à internet. A vida moderna seria impossível sem ela. Mas aí a centralizar tudo o que somos, fazemos e dizemos às redes virtuais já é um pouco demais. Já parou pra pensar que muita gente condiciona fatos ao orkut, ao twitter ou outro site qualquer? “Ela não é minha amiga, nem me adicionou”... sim, já ouvi isso. Mas tem uma coisa que me irrita muito mais que isso: personalidades, políticos, jovens, velhos, anônimos ou famosos, muita gente vai narrando tudo o que faz durante o dia pelo celular, postando o-tempo-inteiro. Essa semana vi um cara sendo entrevistado pelo Jô Soares e, de lá, ao vivo em rede nacional, ele postou no twitter “Estou no programa do Jô!”. Pelamordedeus né... também é comum vermos sequências do tipo: “Saindo de casa” / “O ônibus tá atrasado” / “Que trânsito filhodaputa” / “Com uma hora de atraso, chego ao trabalho” / “entrando em reunião...” / “saindo da reunião...” ......... e por aí vai. Ninguém tem tempo para ficar o dia inteiro lendo o que o fulaninho da Silva (por mais que ele seja da Silva) fez o dia inteiro. Postem coisas que prestem, não bobagem. Às vezes fico semanas e semanas sem postar nada aqui por que não vou postar bobagem, oras!


Mas o que me levou a pensar isso foi uma chamada de site que vi agora a pouco “Hugo Chávez quer Fidel Castro no Twitter”. Ele fez uma campanha, usando um blackberry durante um ato público. Helllloooww se eu vou assistir a um ato público em que está o Hugo Chávez, a última coisa que eu vou querer ver é ele mexendo na internet! E afinal de contas, o Fidel Castro, no alto dos seus 83 anos está mais do que dispensado de tal atividade....


Outro dia ainda escrevo alguma coisa sobre as pessoas que deixam de curtir o momento pra filmar, tirar foto e afins...


postado por 53248 as 11:33:38 # 0 comentários
quinta, 06 maio, 2010
Mais um dia...

Toca o despertador e, nesse instante, o cobertor passa a pesar 10 quilos. Parece que te engole na cama, sem te deixar sair. A janela da sala aberta dá uma mostra de como está frio lá fora e o cheiro de alecrim no cômodo ao lado convida para ficar na cama. Ficar na cama, após uma noite de sono, inspira pensamentos e reflexões. Por que, afinal, aquela conclusão? Mas e aquele comentáriozinho cretino, não precisava ter ouvido. To me sentindo totalmente fora de órbita, mesmo nas órbitas mais seguras. Essa situação tá me incomodando muito, preciso dar jeito, mas por que ninguém baixa a guarda?
É tanta coisa para pensar debaixo da proteção e aconchego de um edredon que melhor seria continuar ali, sem se mover, imune ao mundo. Enfrentar nossas dificuldades de frente é muito ruim, tanto que muitas vezes simplesmente deixamos passar, fingimos que não aconteceu, colocamos uma pedra em cima do assunto sem resolvê-lo, o que só agrava os ressentimentos e dores. Não dá pra ser assim...

postado por 53248 as 11:06:47 # 1 comentários
quinta, 29 abril, 2010
E o Rio de Janeiro continua lindo


É difícil encontrar termos para descrever o que vivi nos últimos dez dias. Posso contar da beleza da praia, da simpatia do carioca, do apaixonante Rio Antigo, da diversão na Lapa, do deslumbre em Buzios. Mas vou começar pela vivência maravilhosa da visita ao Morro Santa Teresa. Tem coisa melhor, em viagens de turismo, do que conseguir captar a alma do povo, ver como vivem, como se relacionam, como é o seu dia-a-dia? Pois foi esse o grande aprendizado que o passeio de bonde até o alto do morro nos proporcionou. O meio de transporte não podia ser mais nostálgico: um bonde elétrico, o único ainda em funcionamento no País. Os companheiros de viagem os mais variados possíveis - da turma de americanos, passando pelos franceses e pela aventura da "molecada" que saía da escola. Vamos por partes.

Da Tijuca, onde estávamos, seguimos de metrô até a estação Carioca, coração do Centro do Rio. Paramos para perguntar onde pegávamos o bonde e assim é o carioca: pára tudo o que está fazendo pra te mostrar onde tu vai, o que tu faz, quanto tu vai gastar. Embarcamos no pequeno bonde que parecia pequeno pra quantidade de gente que ia subindo. R$ 0,60 a passagem, pode parecer pouco, mas pra muitos é bastante e por isso optam por viajar de pé, pendurados no bonde, sem pagar. "Aqui é 0800", brincou um carioca simpático que ia pra casa após uma noite de trabalho. Na subida, um show de arquitetura, história, beleza. Lá em cima, a vista estonteante, a conversa com as mães que levavam os filhos para passear no parque e já nem dá bola para a bela paisagem. A torre da Central do Brasil, a ponte Rio Niterói, o Pão de Açúcar com o mar, logo ali - tudo pode ser visto e admirado de lá. Uma beleza! Descemos um pouco a pé, conversamos com o fiscal do bonde, que trabalha há 27 anos no morro. Foi dele, a grande sacada do dia: "Se vocês fossem gringos, eu não diria isso, mas como são brasileiros, indico que almoçem ali no Ladeirinha, ali no Largo dos Guimarães, é comida simples e barata, mas uma delícia". E lá fomos a trupe (eu, meu pai e minha mãe). PF a 12 pila, barbadinha. E não é que o nosso guia tinha razão? Comidinha caseira, uma delícia - lugar fofo demais, um butequinho no meio da ladeira, como se fosse encaixado ali no meio das pedras,... três ou quatro mesinhas e, ali, pudemos conversar com moradores do bairro, trabalhadores, batalhadores. A inconformidade com a violência, a crítica ao governo, as belezas do Rio, a enxurrada do outro dia, como a população está mudando, "o mundo tá perdido" disse uma delas.

Experiência daquelas para não esquecer, assim como a viagem toda. Vou postar fotos, assim que tiver com elas!

Aloha!

postado por 53248 as 11:01:06 # 2 comentários
quarta, 17 março, 2010
Do You know where you are?


Já era pra lá de 2 da manhã quando aquele senhor, que me parecia muito familiar, gritou o "Do You know where You are?". Foi quando caiu a ficha. "Putamerda eu to num show do Guns", pensei. Coisa que parecia impossível nos meus mais otimistas sonhos de adolescente, lá pelos idos da década de 90. Abalou minhas estruturas e, por um instante, a perna amoleceu, o calor subiu e eu tive que respirar fundo e tomar uma garrafa de água pra seguir o baile.
Mesmo que do velho Guns N'Roses tenha sobrado "apenas" o Axl e que esse Axl já não seja o mesmo de quase 20 anos atrás, foi impossível não se emocionar com o show. Se esse blog tivesse trilha sonora, com certeza estaria tocando November Rain, música que estou ouvindo agora e que, desde ontem, tem um outro sentido pra mim. Música que me fez arrepiar, encher os olhos de lágrimas, ontem. Por um instante eu não cantei, eu não bati palmas, eu só fechei os olhos e um filme passou na minha cabeça. Um filme onde a vida era mais fácil, as amizades mais puras e verdadeiras, os amores menos impossíveis. Um filme onde o Axl ainda usava aquele shortinho de lycra da bandeira dos Estados Unidos e (acreditem) ficava lindo!
E, venhamos e convenhamos. Quem se importa com a voz mais grave, os quilinhos a mais e o ritmo mais lento no palco? Axl é Axl, ontem, hoje e sempre. Abri os olhos e aquele cara sentado ao piano ainda era o mesmo, o mesmo da minha adolescência. Se tem uma coisa que a música é craque em fazer, é nos transportar para onde quisermos. Arrepiei, de verdade.

postado por 53248 as 11:39:35 # 0 comentários
segunda, 22 fevereiro, 2010
velhice


No sábado à tardinha eu estava chegando em Porto Alegre e, só para variar, entrei errado na cidade. Fui parar no centro (isso está se tornando rotina) e tive que dar mil voltas para conseguir chegar até a cidade baixa... nesse meio tempo, parei no sinal. Eu, mais dois carros, na frente e uma longa fila com ônibus, taxis, e outros carros atrás. Um senhor, bem velhinho, começou a atravessar a rua. Passos muito, muito lentos, uma bengalinha e uma sacola na mão. Ele estava na frente do primeiro dos três carros e o sinal abriu. Ninguém passou, todos esperavam por ele. Mais alguns passinhos, uma paradinha para respirar, fazer um sinal aos motoristas que, pacientemente, esperavam. o sinal fechou novamente e ele ainda não tinha conseguido vencer aqueles poucos metros entre uma calçada e outra. Mesmo com espaço, não passamos, esperamos que ele terminasse sua travessia lenta e sofrida. Angustiante foi não poder sair do carro e ajudá-lo, mesmo vendo o quanto ele sofria com tudo aquilo... não pude conter uma lágrima nos olhos, um momento de pensar que também vou envelhecer, que meus pais vão envelhecer antes que eu e que tem coisas inevitáveis na vida. Me senti mal por não ter saído do carro, mesmo com os xingamentos que eu ouviria dos carros atrás de mim. Não sei se todos estavam tão comovidos com aquilo quanto eu e meus dois companheiros da primeira fileira. Me senti mal por perceber que faço parte de uma nação que não valoriza a velhice e me doeu de pensar que qualquer um pode terminar daquele jeito, depende de escolhas que fazemos ao longo da vida e de sorte também. 

postado por 53248 as 10:41:34 # 0 comentários
quinta, 18 fevereiro, 2010
Feliz Ano Novo


Começo a escrever este post ainda no dia 17 de fevereiro, meu aniversário. E, se dizem que o ano começa só depois do carnaval, há sentido duplamente qualificado na sentença, para mim. Hoje inicia-se mais um ano da minha vida, junto com o outro, de todo mundo. O que isso tem de mais? Quase nada, mas o ser humano precisa de simbologias e esta é apenas mais uma. Mas sei que essa noite resolvi ficar em casa, refletir um pouco, traçar alguns objetivos, escrever alguma coisa que me faça motivar para o ano que começa. Tem muita expectativa por aí. Muitos planos para realizar, muitos desejos para cumprir. Sei que vou precisar de disciplina e determinação para a maioria deles (nos outros, de sorte, talvez), mas se o momento é de recomeço, que renovem-se as vontades. Amanhã de manhã, farei um novo quadro dos desejos. Há muitos já alcançados, outros para serem acrescentados. Claro, os remanescentes terão lugar especial. Ciclos. A vida é feita de ciclos. Roda, roda, roda!
Pronto, já não é mais meu aniversário.


** que vergonha, um mês sem escrever nada no blog...

postado por 53248 as 12:52:37 # 1 comentários
segunda, 18 janeiro, 2010
Para começar o ano


Bodhisattva in metro

Que 2010 seja muito feliz! =)

postado por 53248 as 11:45:38 # 0 comentários
 
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