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segunda, 18 janeiro, 2010
terça, 22 dezembro, 2009
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Pra tentar entrar no clima...
Eu repeti e repeti muitas vezes para mim mesma que esse ano não ia me deixar contagiar pelo clima natalino. Primeiro porque, pela primeira vez nos meus 27 Natais, vou passar longe da família. Segundo porque vou trabalhar, não vai ter ceia, troca de presentes, abraços apertados nem sessão de fotos em frente ao pinheirinho. Nem almoço do que sobrou e que fica ainda mais gostoso no dia 25. Mas começa a tocar a tal musiquinha (hoje a festa é sua, hoje a festa é nossa) que vai batendo uma vontade de se contagiar. Hoje, ao sair do jornal, vi que estava passando o tradicional concerto de natal da Ospa na TVE. Corri pra casa e liguei a TV.. coisa bem boa reviver, mesmo que pela telinha, esses momentos tão especiais. Só quem já esteve naquele palco, naquele cenário sabe o quanto é mágico o espírito natalino manifestado pela música. De arrepiar... Aliás, que orgulho dos meus ex-colegas que estão lá, ainda, firmes e fortes, invejinha de vocês ;) (nesse momento toca o medley de natal ) No início do mês montei os enfeites de Natal pela casa, comprei os presentes... mas eles só vão chegar ao seu destino para o reveillon, ok, faz parte. O fato não é ficar me lamentando, o fato é dizer que é impossível não se contagiar com as menssagens natalinas, com as músicas e as intermináveis lembranças estampadas pelas vitrines, os encartes ou pelas páginas e mais páginas que tenho que editar sobre a data.
É, Noel vem chegando e, torcemos, vai trazer um 2010 bem bem melhor!
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quarta, 09 dezembro, 2009
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Bicicletas
 Essa semana estive no Correio de Novo Hamburgo para, finalmente, mandar fazer meu CPF novo, já que o antigo foi roubado. Aproveitei para dar uma olhadinha nas cartas enviadas por crianças da região ao Papai Noel, na mais sincera intenção de adotar uma. Tinha pelo menos umas 30 cartas na caixa, mãos à obra. Um menino pedia um carrinho com controle-remoto para ele e uma garagem Hotwells para o irmão. Fora do meu orçamento. Outro pedia uma cama e/ou um guarda-roupas. Bem fora do meu orçamento. As demais, TODAS, sem exceção, pediam bicicletas! Nem preciso dizer, né, que fica tão fora, mas tão fora do meu orçamento de jornalista assalariada que desanimei. Não vou poder bancar o papai noel da criançada... mas me chamou atenção o fato curioso. Em plena era da modernidade, bicicleta foi a grande pedida do Natal Solidário dos Correios, este ano. Boa parte disso é explicável pelas letras de mães e pais que escreveram as cartinhas (e que, invariavelmente, começavam assim: minha mãe está desempregada e ficou muito triste de não poder comprar um presentinho para mim)... outra, acredito, é a tal da simbologia. Tem coisa mais tradicional que um papai noel trazendo uma bicicleta de presente, na noite de Natal? Claro que não, quem já passou por isso jamais esquece. Símbolos, que fazem parte da nossa infância. Mas tenho a nítida impressão de que no primeiro vídeo game que aparecer pela vizinhança, a bike vai ficar esquecida em algum canto...
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segunda, 23 novembro, 2009
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Medos
Os temporais dos últimos tempos têm me deixado meio atasanada. Não insana como os ventos que enlouquecem nos filmes do Almodóvar, mas um tanto atordoada. Não é de agora, mas estou aprendendo, pouco a pouco, a lidar com isso. Mas ocorre que pensar, admitir e encarar os nossos medos é sempre algo difícil. Eu, por exemplo, sempre tive medo de envelhecer sozinha, medo de altura, medo de carro andando rápido demais, de perder meus amigos, de ficar longe tempo demais das pessoas até não lembrar dos rostos delas. Na medida em que o tempo vai passando, uns medos se atenuam, outros ficam piores. Grandes perdas me assustam e, cada vez que elas ocorrem, o medo parece ficar pior. Talvez por já ter experimentado e saber como dói, é bem provável. Esse ano tive uma perda dolorida e a cada susto e possibilidade de mais uma (infelizmente foram alguns) o pânico toma conta. Também tenho medo de me impor, dizer o que dá na telha e por isso me expor, acabar sendo prejudicada. Tive experiências pelos dois lados, de falar e me ferrar... e de não falar e quase explodir. Meio termo? não é um termo que faça parte do meu vocabulário, mas to trabalhando. A aquariana dos sentimentos extremos pouco sabe de achar o equilíbrio. Mas os medos, ah, os medos. Os medos não tiram a gente do prumo? Sair do prumo pode ser até saudável, às vezes, mas com dose. Tudo, em dose adequada, fica mais divertido. Uma dose de medo até faz bem, nos tira da zona de risco, muitas vezes. Mas deixá-los de lado, outras, pode ser ainda mais divertido.
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quinta, 22 outubro, 2009
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dá pra entender
Eu falo em crise de inspiração, fico dias e mais dias sem escrever mas tem momentos que as coisas vêm à tona. Basta um acorde, um verso e tudo fica claro, límpido. Devo ter escolhido a pasta errada para escutar uma música e relaxar durante o banho, pois o que eu ouço me prende na cadeira e, coisa mais besta do mundo, mas quando nada dá certo não parece que as músicas são feitas pra nós? Bem adolescente, eu sei, mas palavras me tocam. E a saudade sufoca e fica difícil não pensar em nada. Fico pasma com o rumo das coisas, com a atitude das pessoas, com as mudanças. (quem mentiu que as pessoas não mudavam?).... "o que me dá raiva são as flores e os dias de sol".......... roda roda roda mundo
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sábado, 26 setembro, 2009
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Olhem essa!!
Zapeando pela internet, encontrei uma música. Eu que já me sentia o must por ter uma música com o meu nome escrita pelo Tom Jobim, agora então, to me sentindo por cima da carne seca! Ainda não pude ouvir, por que o computador daqui não tem placa de som, mas providenciarei! Chico escreveu pra mim: Luísa (Composição: Chico Buarque e Francis Hime) Por ela é que eu faço bonito Por ela é que eu faço o palhaço Por ela é que saio do tom E me esqueço no tempo e no espaço Quase levito Faço sonhos de crepon E quando ela está nos meus braços As tristezas parecem banais O meu coração aos pedaços Se remenda prum número a mais Por ela é que o show continua Eu faço careta e trapaça É pra ela que faço cartaz É por ela que espanto de casa As sombras da rua Faço a lua Faço a brisa Pra Luisa dormir em paz (Me achei)
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tudo se encaminhava....
Passava das 20 horas e chovia forte. Lembrei que, dessa vez, fechei a janela do quarto, ainda bem. sento na frente do computador e uma lista de 50 e tantos números super-animadores para eu ligar. Boa noite, alguma ocorrência de vulto? Nada importante, mas a página já está fechada, não tem importância, anyway. Levanto, sento, olho um pouco a TV e vou até o banheiro umas duas ou três vezes. Olho os classificados, como que querendo acreditar no poder da atração, olho preços, calculo parcelas e penso que daqui a uns meses vai dar. Uma flecha vermelha chama atenção no visor do celular, desde que horas ela estava ali, que eu não vi? Retorno a ligação e a voz do outro lado, dessa vez super-animada, revira os planos. Tudo se encaminhava para uma noite chuvosa de sábado em casa, dormindo e pensando no que poderia estar fazendo. Estarei fazendo. Não mais em casa, mas em algum buteco qualquer. Provavelmente o mesmo de sempre, remexendo as cadeiras no ritmo do samba de Chico, na complexidade de Betânia, no suingue de Bem Jor. "Eu acredito é na rapaziada Que segue em frente e segura o rojão Eu ponho fé é na fé da moçada Que não foge da fera e enfrenta o leão Eu vou à luta com essa juventude Que não corre da raia a troco de nada Eu vou no bloco dessa mocidade Que não tá na saudade e constrói A manhã desejada Aquele que sabe que é negro o coro da gente E segura a batida da vida o ano inteiro Aquele que sabe o sufoco de um jogo tão duro E apesar dos pesares ainda se orgulha de ser brasileiro Aquele que sai da batalha Entra no botequim, pede uma cerva gelada E agita na mesa logo uma batucada Aquele que manda o pagode E sacode a poeira suada da luta e faz a brincadeira Pois o resto é besteira E nós estamos pelaí..."
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terça, 22 setembro, 2009
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relógio
Estranhamente o relógio da minha sala, diga-se o único da casa, atrasou exatamente uma hora. Como aquele relógio digital do computador que se ajusta automaticamente ao horário de verão ou ao fim dele. Mas é um relógio de ponteiros, movido à pilha e sem chip de memória. Observo atenta do tic-tac daquele relógio, como numa indagação sem resposta. Por quê uma hora? O quer me dizer com isso, afinal? Voltar no tempo sempre foi algo que quis fazer mas o dejavú só é possível nos filmes de Hollywood, Queria desfazer algumas coisas que fiz, fazer diferente outras tantas, te pedir desculpas por perder as estribeiras, ou te pedir um abraço apertado mesmo que fizesse calor, que o sono fosse maior e o assunto te parecesse interessante. Os segundos vão rolando e se somam minutos, para meu desespero. A vida vai passando e, apesar do relógio me dar uma hora de gorjeta, já não é possível impedir que tu caias, impedir que te vás, impedir que te machuques. É irreversível a dança dos ponteiros e continuam no mesmo ritmo, sempre, sempre. Como uma colcheia solitária em uma pauta infinita. Mas onde se perdeu a pausa que eu não vi?
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quarta, 09 setembro, 2009
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De tudo um tanto
A cabeça anda a mil, de tudo um tanto. É um misto de cansaço com expectativa, de saudosismo com saco cheio, de melancolia com faceirice. To indo pra casa amanhã, eu previa fazer outra coisa, mas tenho certeza que vai ser tão bom quanto. Por aqui eu deixo um incontável número de indagações, frustrações e inquietudes. Quero uma folga, nem quero pensar em nada. Em contas, em caracteres, em fontes que não deram retorno ou no mal humor do chefe (qualquer um deles). Também não quero pensar no que tenho ouvido por aí e que tem me incomodado tanto. "Alma forte mas estômago fraco", como diria a Dani. Tá difícil digerir comentários e manter a complacência. Difícil difícil, mas eu chego lá.
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