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segunda, 25 maio, 2009
ALÇA VIÁRIA

"ALÇA - Vergonha"

"A matéria feita pela TV Liberal sobre a alça rodoviária, mostrando o estado em que se encontra a rodovia cujos buracos estão sendo tapados pelos moradores das margens e cujo o pagamentos é feito por empresas privadas, deveria envergonhar a Setrans, ainda mais porque em todas as vezes que a mídia mostra o abandono da via, a secretaria anuncia que a recuperação começará nos próximos meses, o que não acontece. Aliás, nas reportagem, é mostrada também a imagem de um caminhoneiro que diz que as estradas do Pará são as piores do país."

Texto extraído do jornal "O Liberal"-caderno PODER-Tutti Qui de 24/052009.

Muito bem! Diante disto posto, vamos abrir o leque de razões pelas quais se chegou nesta  situação. Estudando e avaliando o tema, pude observar que diversos "equívocos" foram planejados e executados nesta obra, entre as quais destaco seu traçado, tecnologia imprópria aplicada nas camadas de base, sub-bases e asfalto da rodovia, mas a obra foi concluída e aprovada a época de fechamento do governo de Almir Gabriel, o qual despendeu todas energias para concluí-la a tempo de eleger seu sucessor, o governador Jatene. Ainda por completar seu primeiro ano de vida, a obra já apresentava suas "panelas" e deficiencias estruturais, enquanto a SETRAN/PA a época se desdobrava para manter a  rodovia em condições durante os tres anos seguintes, estava sendo construída sua privatização, por falta de tempo ou "acordos", mantêve-se a rodovia na mesma situação, se tornando um estorvo à "gestão tucana".

A entrada de um novo governo em que prometia ser a "Mudança" em 2007, não "mudou" a situação da Alça Rodoviária, por diversos motivos entre os quais, o fato de 12 anos de uma gestão liberalista à frente do governo estadual, provocou um aprofundamento desta filosofia de trabalho e planejamento, retardando as "mudanças" que a gestão petista sonhara aplicar. Não podemos fechar os olhos, para o fato da intensidade das chuvas neste ano, porém realizar ações de "tapa buracos" de qualidade pior que a própria rodovia, para aliviar os transtornos causados aos motoristas e usuários é uma temeridade. A via possui diversos e extensos trechos sem sinalização alguma, e o fator segurança é assunto inatingível, já que não existe qualquer estrutura logística de transportes e controle fiscalizador. Esta situação empurra os operadores e usuários da via para o transporte aquaviário, no entanto, tornando a situação na mesma situação de penúria e dificuldades, pois este se encontra monopolizado e de baixa qualidade de serviços, pois há somente um ponto de embarque e desembarque em Belém e Arapari - sendo que Belém em local totalmente inapropriado e Arapari dentro de uma estrada pior que a "Alça Viária".

Enquanto a Secretaria está focada no projeto que é a "menina dos olhos" do Secretário Waldir Ganzer o "Caminhos da Parceria" - projeto que não consegue se expandir por motivos óbvios de limitações dos orçamentos municipais - pois se trata de projeto que visa às próximas eleições, e esquecem das principais vias de escoamento e fomento do estado a "Alça Rodoviária e a PA 150". Entrego aqui minha colaboração, para a solução deste problema, existem algumas criações  na gestão "tucana", que são irreversíveis por causa do tempo que aí estão como as OS's (Organizações Sociais). No caso da "Alça Viária", penso que tenha sido concebida para ser uma via que futuramente terá de ser CONCEDIDA, pois o Estado não possui estrutura suficiente para manter e conservar a rodovia em condições razoáveis de trafegabilidade. Esta CONCESSÃO RODOVIÁRIA terá de ser dentro de regras atualizadas, que respeite o acesso das cidades de Moju - Acará - Uruará, as quais deverão ser livres de tarifas, havendo tarifação justa e equânime nas suas extremidades, ou seja, em Marituba e Barcarena.

E assim a SETRAN/PA, poderá dar mais atenção ao transporte aquaviário da região que é o modalr mais importante na Amazônia.



postado por BLOGISTICA as 02:07:20




1 comentários:
Arnaldo Souza:

"Motoristas que transitam pela Alça Viária devem estar atentos porque a Secretaria Estadual de Transportes está dando início às obras de recuperação dos 70 quilômetros da Alça Viária no trecho da saída de Marituba até o trevo da PA - 151, na entrada de Barcarena.
Durante todo o verão a Alça vai receber intervenções começando pelos trechos mais críticos que cortam as áreas pantanosas onde o solo sofre constante processo de acomodação deformando a pista de rolamento. A rodovia será ocupada por pás mecânicas, retroescavadeiras, rolos compressores, muitas caçambas e homens trabalhando. "Os motoristas terão de se deslocar apenas por uma pista, o que vai exigir atenção redobrada", alertam os engenheiros da SETRAN.
As empresas Maia Engenharia vai se encarregar do asfalto, enquanto a Rural Terra fará os serviços de terraplenagem elevando as partes baixas com aterro novo e preparando base e sub-base para nova camada de asfalto de cinco centímetros para dar mais durabilidade ao piso.
A Maia instalou uma usina de asfalto no KM 36 da Alça Viária, saída da fábrica com capacidade de produzir 60 toneladas de asfalto por hora. "Vamos começar pelos trechos que afundaram principalmente entre as pontes dos rios Acará e Moju onde há mais buracos", antecipa o diretor da empresa, Valdir Maia Albuquerque. Segundo ele, cerca de cinco quilômetros de rodovias em locais distintos serão totalmente refeitos por apresentarem perigo aos motoristas desavisados e outros dez ou quinze quilômetros serão totalmente recapeados acabando com as ondulações e o incômodo sacolejo.
São estimadas cerca de seis mil toneladas de asfalto para executar a primeira fase da obra que deve durar cerca de 90 dias. Isso porque a SETRAN espera contar com recursos federais para asfaltar toda a extensão da Alça Viária incluindo a melhoria do acostamento que seria ampliado transformando-se em uma pista auxiliar. Essa segunda fase iria se estender até o final do ano consumindo 60 mil toneladas de asfalto a um custo de 30 milhões de reais para a execução de toda a obra.
O secretário de transportes Valdir Ganzer trafegou pela Alça e reconheceu a importância da rodovia e a necessidade de se executar uma obra de qualidade que suporte as chuvas do próximo inverno. "A Alça esta ligada à PA - 150, e também à PA - 151 no Tocantins e acesso ao porto de Vila do Conde daí sua importância para a economia do Estado", avaliou.
É importante ressaltar que a Alça Viária é uma das rodovias mais importantes do Estado. Enquanto a rodovia PA-150 recebe um tráfego de aproximadamente 2.500 veículos por dia a Alça tem um fluxo aproximado a três mil. Por isso, a Setran contará com o apoio da Polícia Rodoviária Federal para garantir a segurança dos motoristas, orientando-os no percurso em que a obra estará sendo executada e aumentando a sinalização em toda a estrada.
Fonte: SETRAN/PA - Notícias

terça, maio 26, 2009 10:00
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