Cabeça Dura
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sábado, 03 janeiro, 2009
Recomeçar em 2009

2008 se foi, graças a Deus!  Já estava na hora de recomeçar.  É chegada a hora de fazer a análise do que deu certo e errado, do que se pode continuar e o que deve ser eliminado - e preferência sem dó nem piedade.  É o momento de fazer e refazer planos.  E recarregar as energias.  São 365 dias para comprar algo, arrumar outro emprego, pedir o desquite, arrumar um companheiro, ter um filho, viajar.  Em 365 dias dá para se organizar para tudo isso.

É momento de renovar as esperanças.  O que não foi agora será.  Energia recarregada, fé forte, coragem recauchutada. Da análise do ano anterior, saber o porquê do rumo de nossas vidas.  Neste instante é fácil apontar um culpado, o dedo atira para todas as direções e normalmente não acerta o alvo certo: nós mesmos.  Somos os responsáveis pelo que somos, pelo que conquistamos, pelo que temos e perdemos.  Somos nós nossos grandes aliados e grandes inimigos.  As pessoas só fazem conosco aquilo que as permitimos que façam.  A culpa é nossa.

Não tive o melhor ano da minha vida.  Mas não me empenhei em comprar um carro, não trabalhei suficiente para ganhar mais dinheiro, deixei a preguiça me fazer perder boas oportunidades, falei demais, ouvi de menos, desacreditei em mim e não fui capaz de me achar o máximo para arrumar um namorado.  Quem é culpado por isso?  Mamãe, com sua educação repressora?  As pessoas falsas e invejosas com quem me deparei ano passado? O horóscopo? Deus que me deixou de castigo? As chuvas? NÃO! Eu assumo, a culpa é minha.

Dei um grande passo na entrada de 2009: entendi que quem dirige a minha vida sou eu e quero me conduzir para o lugar mais lindo do mundo.  Vou cuidar no carro, respeitar as placas e sinais, estarei atenta às atitudes do próximo, vou acelerar quando me for permitido, reduzir quando for proibido, vou abastecer quando o tanque estiver vazio de força e fé e darei carona a quem tiver o dom de fazer a minha viagem mais divertida, leve e construtiva.

Mas nesta viagem também não terei medo de tirar do meu carro quem me emperra, de jogar lama naqueles que me maltratam e fingir que não vi o que não quero ver e viver.  Não pretendo atropelar ninguém mas não vou deixar que atrapalhem minha chegada ao meu destino.

2009 será o ano da transformação, da minha revolução, das grandes conquistas.  Minha, sua, nossa!

Feliz Ano Novo, Feliz Recomeço!

Hasta la vista!!!!!!!



postado por Cabeça Dura as 12:28:30 0 comentários




sábado, 06 dezembro, 2008
Eu não sou ruim, eu incomodo

Quando eu era adolescente as pessoas tinham o poder me fazer sentir o cocô do cavalo do ladrão de galinha, achava que eu só errava muito bem, que era incompetente e que eu era merecedora das inúmeras críticas que eu recebia.  Tudo isso porque eu pensava, opinava e produzia. Muitas vezes em favor destas pessoas que me criticavam.

Mas agora adulta, com a personalidade formada e a auto-estima em constante afirmação, percebi que na verdade eu sempre incomodei.  Eu incomodo. 

Não sou linda, não sou rica, não sou popular, não sou um gênio, não sou pura simpatia, não sou pegadora... mas incomodo.  E incomodo tanto que os meus acertos são motivos de crítica.  E meus erros são motivos de festa.  E quando eu os ignoro, me desconjuram ou tentam me desmoralizar.

Quando me dei conta do quanto eu incomodo, comecei a me sentir um ser muito especial, um ser cheio de coisas que algumas pessoas não gostam nas outras pessoas senão nelas mesmas (mas elas não têm ou não deixam desabrochar porque estão incomodadas demais com as outras pessoas).  Atitudes e sentimentos simples como sinceridade, simplicidade, capacidade, respeito, competência, liberdade e alegria são possíveis a qualquer pessoa, mas só alguns deixam aflorar.  Quem deixa vigorar estes sentimentos alegra-se com a felicidade alheia, ajuda sem interesse, preocupa-se com o próximo.  Ser solidário assim incomoda.

Gosto de incomodar e para tanto pratico este exercício provocando o incômodo nos outros.  Mas é um exercício perigoso.  Há de se ter muita força interior, muita proteção de São Jorge para não cair.

De vez em quando eu caio, não nego. Preciso estar fortalecendo meus ânimos e fechando meu corpo em tempo integral porque o incomodado tem muita força negativa, força traiçoeira. Não se pode descuidar, não se pode deixar o brilho das coisas boas ser ofuscado. E nem adianta pensar que o bem é imbatível que isso só funciona para vender livro de auto-ajuda.  Na vida real, o bem abalável - ou desprotegido - pode ser abatido. Apesar disso, o bem é muito mais forte porque incomoda.

Me lendo até parece que sou uma sucursal de Madre Tereza de Calcutá (que foi um calo doído na vida de muitos incomodados), mas não estou para tanto.Eu apenas estou aprendendo a reconhecer meu valor, a respeitar meus limites e a conviver com meus defeitos.  Estou me amando mais e tendo mais know how para amar o alheio.

Não posso negar que, de vez em quando, me pego incomodada com alguém.  É quando dá uma baixa no estoque de otimismo.  Só que eu não pratico este exercício porque não me faz bem.

Bom, quem continuar incomodado comigo... que se mude, que se enxergue e que sem ame.  Porque eu vou continuar incomodando.

Hasta la vista!!!!



postado por Cabeça Dura as 06:33:27 0 comentários




sábado, 08 novembro, 2008
A voz e a fé

Não sou uma pessoa movida pela fé.  E há de ser muito corajosa para confessar tal crime religioso.  Mas eu tenho fé, muitas vezes inconsciente, que move a roda da minha vida de forma que eu nem sempre consigo controlar.

Da fé que falo agora é de uma que eu não quis ter para não sofrer, para não ficar presa a algo que não era para mim.  Sim, há coisas na vida que não são para determinada pessoa.  E o que eu venho desprezando sempre se mostrou impossível para mim. 

Passei cinco anos da minha vida não querendo pensar (mas buscava momentos inesquecíveis), não querendo ver (mas buscando na sacada dos prédios nomes ou vultos), não querendo saber (mas surrupiando celulares para descobrir números).  Passei cinco anos da minha vida rejeitando uma voz que me dizia que a roda da vida está girando.

É uma pessoa que passou pela minha vida.  Alguém que eu queria que passasse mais vezes, mas que tinha outro caminho que não se cruzava com o meu.

É uma pessoa que nunca mais passou pela minha vida.  Alguém que eu acreditei ter sido afastado por Deus.

É uma pessoa que não podia estar na minha vida.  Alguém que já tinha uma vida.

Alguém que eu nunca apaguei.  Por ele passei do tesão ao amor, ao sonho, ao conformismo da distância e, por último, à frustração da diferença e da indiferença.  Sobraram as lembranças.

Mas em todas as etapas, até nos momentos em que a fé era estranguladora e eu não a queria mais, eu ouvia aquela voz dizendo que era ele, era com ele, era por ele, era para ele.  Esta voz era a fé, a maior fé da minha vida, exatamente a fé que eu não queria.  Esta fé que não me deixava apagar de vez a chama.  Pelos menos me deixava remoer as lembranças.

Assim foi até esta semana...

A roda da vida girou e nossos caminhos podem se cruzar de novo.  Eu tenho fé que sim.  Querendo ou não.

Hoje passo pela esperança.  Da roda girar mais um pouquinho e cruzar seu caminho com o meu.

Hasta la vista!!!



postado por Cabeça Dura as 09:50:58 0 comentários




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