Cabeça Dura
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sábado, 19 julho, 2008
Viajar é terapêutico

Ando vivendo um bom momento da minha vida: tranquila, com poucas preocupações, satisfeita com a vida, positiva com os acontecimentos, confiante num futuro melhor que o meu presente.  E melhor: mesmo quando tudo está meio torto, eu não consigo achar que as coisas vão dar errado.  E mesmo se dão, eu consigo ver as coisas boas. Estou bem na fita!!  E adoro estar assim.

Para nelhorar meu estado, fui para Paraty com mais 7 amigos.  E me senti ainda melhor.  O lugar é o paraíso: imagina viajar horas vendo o mar e muitas ilhas, uma vegetação bem conservada, um ar gostoso de respirar, apesar da altitude.  Não dá para se cansar depois de 6 horas de viagem. 

Em Paraty, agradecemos a sacanagem que Cafu.  Por causa dele conhecemos dona Ivone e seu Walter, gente tão gente que não parece gente.  E donos de nossa casa em Paraty.

O Centro Histórico conta histórias centenárias, com suas casinhas que hoje são comércios movimentados como restaurantes e lojinhas de artesanato. Com suas pedras enromes forrando suas ruas estreitas e movimentadas.

Na praia, ilhas e ilhas, com donos, com casas, com restaurantes.  Com matas e piers.  Uma realidade paralela ao mundinho pobre e apertado que vivemos em terra firme.  Fico imaginando ter uma ilha, um pedaço de terra no meio do mar, coberto de plantas e pedras, com uma casa imponente, uma lancha para ter contato com o mundo.  No fundo, acho muito distante de mim.

De tudo ficaria com o barco que nos levou a conhecer estes mundos paralelos.  Lá de cima, com o sol e o céu a iluminar meus olhos.  Vento na cara. Pouca velocidade.  Cruzando com outros barcos, lanchas, iates.  E, ao fundo, a cidade sendo inundada no meio da tarde, literalmente.

Em Trindade, distrito de Paraty, passeio mal ao subir a serra para estar no mar. Sério, o mar na serra!  É de uma beleza tão escandalosa que se quer ser uma pedra para ser banhada por aquele mar.  Testei meu medo de altura escalando um monte de pedras.  Ainda bem que tenho amigos porque não consegui vencer o medo, mas vi tanta coisa linda lá de cima...

Na fazenda Murycana, uma casa museu de mais de 300 anos onde se come, se diverte, se aprende, se bebe e se surpreende com tanta coisa.

A noite em Paraty foi especial.  Começamos comendo muito bem, vendo gente bonita, show de forró.  Na madruga, no caminho para casa, um oásis: música ainda melhor, cantadas e tocadas por músicos lindos, para homens mais lindos.  Dançamos e cantamos de funk a marchinha de carnaval, no meio das pedras.  Tão legal, tão legal!  A gente nem sente cansaço, nem os pés com calo e apertados são incômodos.

A volta? Inevitável!  Mas é ótimo voltar para com uma bagagem cheia de boas lembranças, ainda melhores quando você está preparadas para desfrutá-las por muito tempo.

Hasta la vista!!!



postado por Cabeça Dura as 06:54:25




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