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CORREIO POPULAR DE CAMPINAS CENSURA ARTIGO

O Editor do Calvariano teve um artigo censurado gratuitamente pelo jornal Correio Popular, de Campinas, SP. Tal artigo vai a seguir reproduzido, na íntegra, com o apelo de que os nossos internautas peçam explicações detalhadas ao referido jornal pela censura inexplicada. Nos próximos dias, publicaremos todo o diálogo feito com o Correio de nossa parte e de nossos amigos, a fim de deixar evidente que não houve razão plausível para a não publicação do artigo.

 

Pedofilia e Celibato em questão

 

Há quem, por maldade ou ignorância (Deus julgue!), diga, diante dos escândalos sexuais na Igreja Católica, por parte de alguns sacerdotes pederastas, que “se os padres fossem casados, os problemas de pedofilia se extinguiriam”.

Para provar o quanto está equivocado quem assim pensa, citemos o “consagrado psiquiatra alemão Marfed Lutz, da Universidade de Wuerzburg”, que derrubando todas as hipóteses capazes de tentar associar celibato e pedofilia, inclusive a tese do renomado criminalista europeu Bill Marshall, provou, de modo cabal, que entre os celibatários não há “déficit de intimidade” e aquele que “consegue manter uma vida espiritual iluminada pela presença de Deus não padece de déficit afetivo”, como pensavam, e, talvez, vão continuar teimosamente pensando, os acusadores do celibato (cf. Carta Capital n. 588, março de 2010, p. 47).

Também o jornalista Leandro Sarmatz, após estudar bem o tema pedofilia, declara: “Nos Estados Unidos, cerca de 80% dos casos de abuso sexual de crianças ocorrem na intimidade do lar: pais, tios e padrastos são os principais agressores. O noticiário da TV alardeia o escândalo dos padres pedófilos [...], mas o grosso dos casos acontece mesmo dentro da casa”. Para ilustrar o que disse, Sarmatz cita o caso escabroso de uma menina de 13 anos abusada pelo avô. “Detalhe: suspeita-se que o avô, na verdade seja pai da menina, pois anteriormente ele mantivera relações sexuais com a mãe dela e filha dele” (Superinteressante, maio de 2002, p. 40. Ver também Correio Popular, 19/05/10, p. A12).

Os exemplos poderiam ser multiplicados a fim de se mostrar que o celibato não é a causa da pedofilia. Caso fosse, todos os celibatários seriam pedófilos e os de vida sexual ativa não seriam. Isso é absurdo tanto do ponto de vista da Psicologia quanto da Estatística ou do simples bom senso humano.

É a revista protestante Ultimato n. 324, maio-junho de 2010, quem assevera: “O voto do celibato e de castidade e o próprio casamento sozinhos, não garantem a ausência de transgressões e escândalos”. Pouco antes, se lê, na mesma revista: “Embora contrário ao celibato, o psicanalista Contardo Calligaris não acredita que o fim do celibato seria remédio contra a pedofilia” (pp. 35-37).

 O professor Rodrigo Coppe Caldeira, por sua vez, constata, a respeito das ocorrências de pedofilia, que “tal fato não ocorre só na Igreja romana, mas se encontra por todos os lados. Na Itália, por exemplo, um guru New Age abusou de vários meninos de 10 anos, afirmando que deveria ‘mudar o Karma’ deles. E ainda, em outras Igrejas, como as protestantes dos Estados Unidos, que reportam 260 casos de pedofilia por ano, segundo algumas companhias de seguro contratadas por elas” (O Lutador, 1º-10/06/10, p. 3).

O jornalista Luiz Sérgio Solimeo assegura que associar pedofilia e celibato é uma tendenciosidade de alguns veículos de comunicação, pois “Em vez de deixar claro que os crimes hediondos cometidos e seus acobertamentos vão contra os ensinamentos e as estruturas da Igreja, esses pretensos jornalistas-teólogos alegam que são a causa dos crimes; ao invés de mostrar como a sexualidade desbragada é parte do problema, apresentam o fim da ‘repressão sexual’ como parte da solução” (Catolicismo n. 713, maio de 2010, p. 24).

No plano da fé, cremos que a Igreja, apesar de trazer em seu seio filhos errantes como o próprio Senhor Jesus previu na parábola do joio e do trigo (Mt 13, 24-30. 36-43), é a Esposa de Cristo sem rugas nem manchas (Ef 5, 27) e as portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mt 16, 18s). Dela não sairá, por causa dos erros de alguns padres, um só fiel, mas apenas A deixará aquele que vê a Igreja como sendo apenas a mera soma de seus membros e não o Corpo Místico de Cristo prolongado na história humana (1Cor 12, 12-21; Cl 1,24).

 

Depois de vários insistentes pedidos de leitores, recebemos a seguinte mensagem do jornal Correio Popular:O artigo não será publicado”.

 

Estamos no início de uma nova perseguição religiosa? Tudo o que é da Igreja merece censura?

 

postado por 30890 em 02:59:21 :

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