Canto da piada

Seu cuvico (brecha digital) de contos, causos e anedotas da Paraíba...

Canto da piada
segunda, 21 abril, 2008
A VACA DO MATUTO

Certa vez um matuto ganhou uma boa grana e resolveu logo em investir. Comprou um carro e uma vaca. O carro foi comprado de um quase vizinho, mas a vaca premiada teve de ir comprar numa feira de agronegócios a 241,22 km de sua cidade. Pegou o carro, convidou um amigo e foi a tal feira. Arrematou uma vaca por 120.000 reais. Por não ser um carro do tipo pick up e nem restou nenhum centavo para contratar um serviço frete, resolve ele mesmo trazer a vaca.

Amarrou a pobre da vaca no para-choque traseiro com uma corda e retorna a viagem. Empolgado com as compras e a excelente condição do asfalto, começa a acelerar. 80 km, 95km, ... 110km, ... 210km. Sem nenhuma pretenção o colega olha pro retrovisor e eis que ele vê: A vaca com um palmo de língua de fora. Preocupado o colega comunica ao dono da vaca. Este sem nenhuma demora logo pergunta:

- A língua tá pra direita ou pra esquerda?

- Pra direita, responde o colega.

Então nesse caso vou encostar porque ela tá pedindo passagem.


postado por almeida as 07:24:37 # 2 comentários
O GATO BAIANO

Certa vez um baiano, devido a crise ocorrente em sua cidadezinha no interior da Bahia, mudou-se para o Rio de Janeiro levando todos os seus pertences, entre eles um gato de estimação, presente de sua avó.

Acostumado com a maresia baiana, logo na chegada ao terminal rodoviário o gato se manda mundo afora. Preocupados com o bichano, todos os colegas de viagem saem a procura do gato. Após 05 horas de busca e desespero do dono, um dos passageiros grita:

- Ali! Ali! Achei uma "tuia" de gatos, mas todos são do mesmo jeito. O dono segue junto com o colega e ao chegar no local se depara com uns 150 gatos, todos malhados. O sujeito pergunta:

- E agora como tu vai achar o teu gato? Os gatos daqui são tudo igual.

E o baiano não exitou. Chegou no meio da gataiada e falou:

- Bexaaannno...

E um dos gatos logo responde (com sotaque gato-bainês):

- Méaaauuu!


postado por almeida as 07:14:27 # 0 comentários
sábado, 05 abril, 2008
FORRAGAITA: O maior comedor do mundo

Antes de tudo quero dizer que este causo eu ouvi do mesmo cara que contou sobre o trovão de pombal. Portanto, vale a pena ler.

... no sertão paraibano nasceu um menino e logo foi apelidado de Forragaita. Já nos seus 05 anos de idade seu pai expulsou de casa pois o menino "comia mais que um jegue", e seu pai não podia mais suatentá-lo. Nessa idade já bebia 02 latas de coalhada, 05 quilos de farinha e 03 rapaduras, isso só no café da manhã.

Então desde novo, expulso de casa, Forragaita passou a trabalhar, mas em cada emprego que passava, de tanto que comia, quebrava o patrão.

Aos 18 anos empregou-se numa padaria, e quase na falência o padeiro achou uma forma "honesta" de livrar-se dele. Sabendo das habilidades de Forragaita e que um circo estava de passagem na cidade, o padeiro negociou com o dono desse circo e combinando com Forragaita, foi apresentado a grande atração do circo: "O HOMEM MAIS COMEDOR DO MUNDO". Já na primeira noite de espetáculo, Forragaita devorou um bode inteiro, no segundo dois bodes, no terceiro espetáculo três. A fama espalhou-se e o circo foi obrigado a colocar uma seção matinè. Forragaita então passou a comer 03 bodes na tarde e 03 no espetáculo da noite.

O circo viajava e cada vez mais a fama de Forragaita se espalhava. Até que certa vez, quando chegou numa cidade um pouco maior, Forragaita foi convidado por uma casa de espetáculos, e para isso ia ganhar o triplo de dinheiro. Fechado o contrato, Forragaita passa a fazer suas apresentações, agora devorando um boi por cada espetáculo. Tamanho foi o sucesso que na semana seguinte o empresário iniciou uma seção durante a tarde e com isso, Forragaita passou a devorar um boi toda tarde e um outro toda noite. Um mês se passou e um novo horário foi aberto pela manhã. Sucesso total, casa lotada e Forragaita devorando um boi pela manhã, outro de tarde e mais um na noite. 

Dois meses nessa luta, Forragaita retorna à padaria e pede seu antigo emprego de volta. Assustado com o retorno o padeiro pergunta qual o motivo daquela volta. Forragaita explica que não tava dando certo, mas insistentemente o ex-patrão em busca de mais detalhes, indaga:

- Forragaita arranjei aquele emprego pois sabia que você ia gostar, raios o que foi que deu errado? Tu ganhava tão bem, porque voltasse?

- Pois é. O salário não era muito ruim não. O problema era que eu tava trabalhando demais.

Era de manhã, de tarde, de noite... O "home" exigente, era trabalho demais, Não tava nem dando tempo de almoçar e de jantar.

Ah! Ah! Ah! Vê se pode um negócio desse...

 


postado por almeida as 01:53:51 # 0 comentários
sábado, 15 março, 2008
A LOIRA SEQUESTRADORA

Uma loira preocupada porque não tinha dinheiro para ir as compras no shopping e nem tampouco dar aquela ajeitada no cabelo. Após muito esforço (e com muitas sugestões de amigos) resolve dar uma de sequestradora. Não tinha mesmo outro jeito, era burra demais para arranjar um emprego decente e também não queria ser uma "mulher da vida".

Meses de elaboração do plano de sequestro. A loira então resolve por em prática seu plano, escolhe uma escola de "bacanas" e fica numa praça em frente apenas observando quem poderia ser sua possível vítima.

No dia seguinte, no horário de saída dos alunos, a loira agarra uma criança de 05 anos pelo braço e esconde-se atrás de umas plantas. Com uma voz de bravura, ela diz:

- Eu sou a LOIRA SEQUESTRADORA, estou te sequestrando. Pega  um bilhete onde estava escrito "Çou a loira ceqrestadora, quero 10 miu dórlas para libera o seu filho. Amanhãn eu quero esa grana aqui no banco da prassa as 10 hora da manha". Entrega o bilhete ao garoto e pede para que ele entregue a sua mãe.

No dia seguinte a loira volta na praça e vê a sacola em cima do banco. Corre até lá, abre a sacola, conta o dinheiro ali mesmo e encontra um bilhete no fundo da sacola. O bilhete dizia:

"O molher sem coracão, como é que uma loira tem corage de fazer issso com outra loira."


postado por almeida as 02:47:26 # 0 comentários
domingo, 03 fevereiro, 2008
No tempo que se cheirava rapé

Algumas décadas atrás uma grande parte dos matutos bem do interior do Brasil eram habituais utilizadores de rapé. Rapé não seu muito bem como é feito, mas minha avó dizia que era um preparado de folhas de tabaco torradas que quando aspirada provocava uma série de sucessivos e prazerosos espirros.

Pois bem ocorre que na época, não sei quando, um Padre apreciador do bom rapé foi rezar uma missa em um sitiozinho dos cafundo prá dentro. E o pior esqueceu seu currimboque (não sei se escreve assim, essa palavra é mesmo utilizada quando me contaram esse causo) onde se guarda o rapé.

Morava nesse sítio um comerciante enrrolão, trapaciava todo mundo, uma de suas práticas bem corriqueiras era transformar 50 gramas de rapé em 500 gramas, como ele fazia isso? Adicionando bosta de jumento torrada.

Após ter rezado a missa, o Padre diante da igreja lotada (mesmo antes de tirar a batina) resolve cheirar um pouco do rapé antes comprado pelo sacristão na venda do tal comerciante. E o que ocorreu foi que quanto mais ele cheirava, mas seu nariz coçava e ele não espirrava.

Irritado o Padre grita para o sacristão:

- Arre! Este rapé e merda pura!

E um dos fieis grita de lá:

- Énão seu vigário, é só a mistura!


postado por almeida as 02:00:35 # 0 comentários
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