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terça, 24 junho, 2008
Sistema urinario
SISTEMA URINÁRIO (EXCRETOR ) FUNDAMENTOS TEÓRICOS

O sistema urinário participa da manutenção da homeostase através da eliminação de restos do metabolismo, de água e outras substâncias pela urina. O sistema urinário é formado por 2 rins, 2 ureteres, 1 bexiga e 1 uretra.

O rim é um órgão que apresenta uma porção côncava e outra convexa. Na porção côncava se situa o hilo, local de entrada e saída de vasos, nervos e também a partir do qual os cálices renais formam a pélvis renal. O rim pode ser separado em porção cortical e porção medular. Na medula observam-se de 10 a 18 pirâmides medulares, as quais apontam para os cálices e destes para a pélvis renal. Cada pirâmide contém de 400 a 500 raios medulares, os quais penetram no córtex.

A unidade de filtração do rim é o néfron. Cada néfron é formado pelo corpúsculo de Malpighi, pelos túbulos contorcidos proximais e distais e pela alça de Henle.

O corpúsculo renal é formado por aglomerado de capilares, conhecido como glomérulo, envoltos pela cápsula de Bowman, que possui um folheto parietal, formado por células simples pavimentosas e o folheto visceral formado por células modificadas, com prolongamentos primários e secundários, estas células conhecidas como podócitos.

Os prolongamentos dos podócitos envolvem e abraçam os capilares, deixando pequenos espaços entre os prolongamentos secundários, fechados por uma membrana, e conhecidos como fendas de filtração. Além destas fendas de filtração, o filtrado tem de passar pelas fenestrações dos capilares e através de uma membrana basal espessa formada pelas células endoteliais e pelos podócitos.

Acredita-se que esta membrana basal de 100 a 300nm de espessura seja a principal barreira no processo de filtração. Além das células endoteliais e dos podócitos, a estrutura glomerular apresenta ainda as células mesângiais. Habitando os espaço entre as células endoteliais, estas células desempenham importante papel de manutenção e limpeza da membrana basal.

O filtrado glomerular, após atravessar a barreira de filtração, passa pelo espaço capsular e segue pelo túbulo contorcido proximal. Este túbulo é formados por células cúbicas com borda em escova (microvilosidades), e na porção basal se observam dobras e interdigitações entre as células adjacentes.

O citoplasma destas células é rico em mitocôndrias, o que lhes confere características acidófilas. O papel destas células e destes túbulos está na reabsorção de íons e outras sustâncias do filtrado. Após passar pelo túbulo contorcido proximal, o filtrado segue para as alça de Henle. Formada por uma porção descendente, em sua maior parte constituída por epitélio simples pavimentoso, e porção ascendente formada em sua maior parte por epitélio cúbico simples.

As alças de Henle têm o papel fundamental junto aos ductos coletores na concentração da urina e reabsorção de água. Após passar pela alça de Henle, o filtrado segue em direção ao túbulo contorcido distal. Estes túbulos também formados por epitélio cúbico simples, entretanto, apresentam microvilos mais curtos e espaçados, além de um número menor de mitocôndrias, o que torna o citoplasma destas células menos acidófilos se comparados as células do túbulo contorcido proximal. O túbulo contorcido distal se aproxima do corpúsculo de Malpighi do mesmo néfron, e suas células se modificam, tornando-se cilíndricas, recebendo o nome de mácula densa. Esta estrutura, em conjunto com as células justaglomerulares da túnica média da arteríola aferente, formam o complexo justaglomerular e funcionam na regulação do balanço hídrico e do equilíbrio iônico. O filtrado após passar pelo túbulo contorcido distal, deixa o néfron e deságua nos túbulos ou ductos coletores, os quais seguem em direção as papilas.

Os tubos coletores inicialmente são revestidos por epitélio cúbico e a medida que se fundem com outros tubos e se dirigem para as papilas se espessam e suas células tornam-se cilíndricas. Como já foi colocado anteriormente, os tubos coletores atuam em conjunto com a alça de Henle na reabsorção de água.
A bexiga e as vias urinárias são responsáveis pelo armazenamento e pelo transporte da urina para o exterior.

A mucosa destas vias é formada por epitélio de transição apoiado sobre uma lâmina basal. As células mais superficiais do epitélio de transição se caracterizam por modificações que, quando a bexiga ou o ureter estão vazios, apresentam o aspecto globoso, quando as vias urinárias estão cheias,estas células passam a apresentar um aspecto mais achatado.

Fonte: www2.uerj.br

SISTEMA URINÁRIO (EXCRETOR ) APARELHO URINÁRIO


esquema do sistema urinário

O que não é assimilado pelo organismo

O que o organismo não assimila, isto é, os materiais inúteis ou prejudiciais ao seu funcionamento, deve ser eliminado.

1-Observe, durante 24 horas, tudo o que o seu corpo elimina - os resíduos. - Certamente constarão: fezes, urina, suor...

2-Os materiais desnecessários ao funcionamento do seu corpo e por ele expelidos são iguais ? -Não. Há água, substâncias sólidas (nas fezes) etc.

Nossas células produzem muitos resíduos que devem ser eleiminados (excretados) do organismo. Esses resíduos são chamados excretas.

Os resíduos formados a partir das reações químicas que ocorrem no interior das células podem ser eliminados através:

  • do sistema respiratório (gás carbônico)
  • da pele (suor)
  • do sistema urinário (urina)
  • O gás carbônico é eliminado de nosso organismo pela expiração. A eliminação de excretas se dá através do suor e da urina.

    A pele e o sistema urinário encarregam-se de eliminar de nosso organismo os resíduos das atividades das células e também as substâncias que estão em excesso no sangue, expelindo-os sob forma de suor (pela pele) e de urina (pelo sistema urinário). O sistema respiratório encarrega-se de eliminar de nosso organismo o gás carbônico.

    Não confunda fezes com excretas. As fezes são formadas pricipalmente pelo restos de alimentos não digeridos; os excretas são produtos das atividades das células e também substâncias que estão em excesso no sangue.

    Suor

    O suor é um líquido produzido pelas glâdulas sudoríparaas, que se encontra na pele. Existem cerca de dois milhões de glândulas sudoríparas espalhadas por nosso corpo; grande parte delas localiza-se na fronte, nas axilas, na palma das mãos e na planta dos pés.

    O suor contém principalmente água, além de outras substâncias, como uréia, ácido úrico e cloreto de sódio (o sal de cozinha). As substâncias contidas no suor são retiradas do sangue pelas glândulas sudoríparas. Através de canal excretor - o duto sudoríparo -, elas chegam até a superfície da pele, saindo pelos poros. Eliminando o suor, a atividade das glâdulas sudoríparas contribui para a manutenção da temperatura do corpo.

    O homem é um animal homoeotérmico, isto é, mantém a temperatura do corpo praticamente constante, ao redor de 36,5°C. Quando praticamos algum exercício físico (futebol, corrida, levantamento de objetos pesados, etc.), a grande atividade muscular produz muito calor e a temperatura do corpo tende a aumentar. então eliminamos suor; a ´´agua contida no suor se evapora na pele, provocando uma redução na temperatura do ar que a circunda. Isso favorece as perdas de calor do corpo para o ambiente, fato que contribui para a manutenção da temperatura do nosso corpo.

    Urina

    A urina é composta de aproximadamente 95% de água. Os principais excretas da urina humana são: a uréia, o cloreto de sódio e o ácido úrico.

    O sistema urinário

    A eliminação da urina é feita através do sistema urinário. Os órgãos que compõe o sistema urinário são os rins e as vias urinárias.

    As vias urinárias compreendem o ureter, a bexiga e a uretra.

    Os nossos tecidos, que recebem do sangue as substâncias nutritivas, ao sangue abandonam aqueles compostos químicos tóxicos que neles se formam como resultado do complexo fenômeno da nutrição. Tais substâncias são danosas e devem ser eliminadas para não intoxicar o organismo e pôr a vida em perigo. A maior parte desses produtos é eliminada por trabalho do aparelho urinário; somente uma parte mínima é eliminada pelas glândulas sudoríparas mediante o suor.

    O aparelho urinário tem a tarefa de separar do sangue as substâncias nocivas e de eliminá-las sob a forma de urina. Compõe-se ele dos rins, que filtram o sangue e são os verdadeiros órgãos ativos no trabalho de seleção das substâncias de rejeição; dos bacinetes renais com os respectivos ureteres, que conduzem a urina até a bexiga; da bexiga, que é o reservatório da urina; da uretra, canal mediante o qual a urina é conduzida para fora. Juntamente com as substâncias de rejeição, o aparelho urinário filtra e elimina também água. A eliminação de água é necessária seja porque as substâncias de rejeição estão dissolvidas no plasma, que é constituído, na sua maior parte, de água, seja porque também a quantidade de água presente no sangue e nos tecidos deve ser mantida constante.

    A água entra na composição de todos os tecidos e da substância intercelular ( que enche os espaços entre as células): ela é o constituinte universal de todos os "humores" do organismo e tem a tarefa essencial de servir de "solvente" de todas as substâncias fisiologicamente ativas. A água entra no organismo com os alimentos e as bebidas; em parte se forma no próprio organismo por efeito das reações químicas que aí têm lugar; Depois de ter realizado as suas importantes funções, a água deve ser eliminada: como antes tinha servido de veículo às substâncias nutritivas, agora serve de veículo às substâncias de rejeição.

    APARELHO URNÁRIO MASCULINO


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    Disposição geral do aparelho urinário no homem em relação aos outros órgãos do abdome


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    APARELHO URINÁRIO FEMININO

    Disposição geral do aparelho urinário na mulher em relação aos outros órgãos do abdome



    postado por 89950 as 03:38:20 0 comentários
    quarta, 28 maio, 2008
    Sangue
    SangueO SANGUE E SEUS CONSTITUINTES

    "O sangue executa tantas funções que, sem ele, de nada valeria a complexa organização do corpo humano."

    Nos animais ditos superiores, existem dois principais sistemas de coordenação: o nervoso, que controla e comanda todo o organismo, e o sistema endócrino, que engloba todas as glândulas internas que fabricam substâncias (hormônios) necessários ao corpo, coordenando seu funcionamento.

    O sistema nervoso funciona de forma independente, porque através de suas ramificações alcança todos os tecidos do corpo. Já o sistema endócrino precisa do sangue para liberar, transportar e distribuir seus hormônios por todo o organismo. O sangue funciona portanto como um eficiente sistema de transporte de centenas de substâncias que são essenciais ao funcionamento do organismo humano.

    É através da circulação sangüínea que as inúmeras células do organismo, em todos os tecidos, recebem sua alimentação, representada por componentes de proteínas, açúcar, gordura, água e sais minerais. Também é o sangue que, retornando dos tecidos, conduz o gás carbônico e os resíduos das células do corpo, eliminando-as através da respiração, do suor, da urina e das fezes.

    Além disso, praticamente todo o sistema de defesa do organismo contra doenças e os ataques de germes patogênicos está concentrado no sangue. O controle da temperatura do corpo, o equilíbrio da distribuição de água e o processo de absorção celular também estão diretamente ligados ao sangue.

    O oxigênio é levado às células pelo sangue, por meio das moléculas de hemoglobina existentes nos glóbulos vermelhos.

    Setenta por cento do corpo humano é constituído de água. O sangue é o principal distribuidor desta água, nas quantidades necessárias a cada atividade orgânica. Além de distribuir, o sangue concorre para a eliminação dos excessos.

    A troca de água do sangue para os tecidos, e vice-versa, é feita principalmente através de um fenômeno denominado difusão osmótica. Trata-se de um processo físico que ocorre entre dois líquidos separados entre si por uma membrana permeável. Quando em um deles existem mais substâncias que no outro, a tendência é formar-se uma pressão maior do lado mais abundante em substâncias (potencial osmótico), de maneira que haja uma troca, através da membrana divisória, de líquido mais concentrado e menos concentrado, até se estabelecer o equilíbrio. Isto é, até que ambos os líquidos contenham número idêntico de substâncias. É neste movimento contínuo que se fazem a alimentação, a respiração e a excreção celulares.

    De maneira idêntica, o sangue regula o teor de acidez das células, controlando substâncias químicas simples que elas contém, tais como sais, bicarbonato, uréia e outras.

    Por meio dessas funções, o sangue mantém constantes as condições internas do corpo (homeostasia). Os médicos se servem da circulação para controlar artificialmente várias alterações orgânicas, seja retirando ou administrando drogas como solução de cloreto de sódio, lactato de sódio, gluconato de cálcio e outras que são injetadas numa tentativa de corrigir e equilibrar o meio orgânico.

    O sangue participa até mesmo do controle da temperatura do corpo, eliminando o calor excessivo através de um "desvio" do sangue aquecido às regiões mais superficiais, próximas à pele, onde o calor é eliminado pela irradiação direta, através da pele e da transpiração.

    O sangue ganha importância especial na defesa da integridade do organismo. Estão concentrados nele os principais meios de defesa contra o ataque de agentes externos. Os leucócitos, ou glóbulos brancos são os principais agentes deste mecanismo. Substâncias altamente especializadas denominadas anticorpos são produzidas pelos linfócitos em resposta a invasão de substâncias estranhas ou microorganismos patogênicos.

    Encarregado de tantas e variadas atribuições o sangue é uma variedade de tecido conjuntivo e pode ser considerado o único tecido líquido do corpo.

    NOME

    CARACTERÍSTICAS

    Eritrócitos (glóbulos vermelhos)

    Forma discoidal, biconcavo, repleta de hemoglobina, transporta oxigênio para os tecidos.

    Leucócitos (góbulos brancos)

    Granulosos

    Neutrófilo

    Forma esférica, núcleo trilobulado; Fagocitam bactérias e corpos estranhos.

    Eosinófilo (acidófilo)

    Forma esférica, núcleo bilobulado; participam das reações alérgicas, produzindo histamina.

    Basófilo

    Forma esférica, núcleo irregular. Acredita-se que também participam de processos alérgicos; produzem histamina e heparina.

    Agranulosos

    Linfócitos
    (B e T)

    Forma esférica, núcleo também esférico; participam dos processos de defesa imunitária, produzindo e regulando a produção de anticorpos.

    Monócito

    Forma esférica, núcleo oval ou reniforme, originam macrófagos e osteocclastos, células especializadas em fagocitar.

    Plaquetas (trombócitos)

    Forma irregular, sem núcleo, participam dos processos de coagulação do sangue.

    Os elementos celulares que constituem o sangue tem forma, tamanho e funções distintas. Os glóbulos vermelhos, também chamados de hemácias ou eritrócitos, são as células que existem em maior quantidade no sangue e são responsáveis pela coloração avermelhada deste. No interior das hemácias encontra-se um pigmento avermelhado denominado hemoglobina.

    Quando a hemoglobina está saturada de oxigênio assume uma coloração avermelhada viva (sangue arterial), quando saturada de gás carbônico, torna-se escuro (sangue venoso). Em cada milimetro cúbico de sangue existem cerca de 5 a 5,5 milhões de glóbulos vermelhos, no homem, e aproximadamente 4,5 milhões na mulher.


    Os glóbulos brancos, ou leucócitos, distinguem-se em cinco variedades, chamadas neutrófilos, eosinófilos, basófilos, linfócitos e monócitos. O sangue possui um número menor de glóbulos brancos do que vermelhos. Os leucócitos são ao contrário dos eritrócitos, nucleados e constituem a parte celular do sistema imunológico ou de defesa do organismo contra substâncias estranhas e microorganismo patológicops (vírus, bactérias, fungos, etc). Também participam das reações alérgicas, na produção de histamina.

    Um terceiro elemento de importância fundamental no sangue são as plaquetas. Sua importância é fundamental no mecanismo da hemóstase e coagulação do sangue. As plaquetas não são células, mas apenas fragmentos de megacariócitos (células especiais nativas da medula óssea) liberados na circulação. O seu número normal no sangue é de 150 mil a 450 mil por milimetro cúbico. Uma diminuição acentuada deste número leva a hemorragia expontâneas pela pele ou mucosa.

    Esfregaço de sangue em lâmina de vidro
    Esfregaço de sangue em lâmina de vidro
    observado em microscópio

    A imagem ao acima mostra um esfregaço de sangue em lâmina de vidro observado em microscópio sob objetiva de imersão a óleo. Observa-se eritrócitos (hemácias) normocrômicas indicando boa saturação de hemoglobina. No centro observamos um neutrófilo segmentado. As estruturas menores, densas, são as plaquetas.

    Toda a parte líquida do sangue forma o plasma sangüíneo. Cerca de 90% do plasma constituem-se de água pura, na qual estão dissolvidas as numerosas substâncias existentes no sangue. Destas, cerca de 3/4 são sais como sódio, cloro, fósforo, potássio, magnésio, cálcio e outros. Importância fundamental cabe as proteínas, que também estão dissolvidas no plasma. Em cada litro de sangue existem de 60 a 80 gramas de proteínas.

    A maior parte é constituída pela albumina. Em menor proporção estão as globulinas, relacionadas com a formação de anticorpos, e o fibrinogênio, fundamental no processo de coagulação. As proteínas controlam a viscosidade do sangue, a pressão oncótica e regulam a osmose, entre outras funções.

    Dissolvidos no plasma existem também alguns gases, como o oxigênio, o gás carbônico e, principalmente, o nitrogênio. Uréia, ácido úrico, creatinina, glicose, gorduras e ácidos graxos também se encontram presentes neste sistema de alimentação e defesa do corpo humano.

    COMPOSIÇÃO DO SANGUE (PLASMA)

    Proteínas especiais

    Albuminas, Globulinas (anticorpos), Fibrinogênio, Protombina, Aglutininas

    Outras substâncias orgânicas

    Enzimas, Anticorpos, Hormônios, Vitaminas

    Lipídios

    Colesterol, Triglicérides

    Glucídios

    Glicose

    Substâncias nitrogenadas

    Uréia, Ácido úrico, Creatinina

    Sais inorgânicos

    Sódio, Cloro, Potássio, Cálcio, Fosfatos

    A HEMATOPOESE - A FORMAÇÃO DO SANGUE

    "Um processo que se inicia no embrião, em torno do segundo mês, e se prolonga por toda a vida."

    É da parede do útero materno que o embrião retira os alimentos que necessita, nos primeiros dias de vida. Em torno da terceira/quarta semana, porém, seu sistema de alimentação sofre uma modificação radical. O pequeno ser em formação passa a alimentar-se através do sangue da mãe. E, para que os alimentos possam ser distribuídos adequadamente pelo organismo embrionário, é indispensável um eficiente sistema transportador de elementos nutritivos.

    Ao completar um mês, o embrião já possue um sistema igual ao do adulto. Os vasos sangüíneos percorrem o pequeno corpo, numa rede extensa e intrincada que leva o sangue para todas as partes do organismo. E, ao fim do primeiro mês, já existe um coração rudimentar, que bombeia sangue para o corpo em formação.

    Durante toda a vida uterina, o feto sofre as transformações necessárias para adaptar o aparelho circulatório à futura existência fora do útero. Mas, desde o início de segundo mês, o sangue já está presente, com seus glóbulos vermelhos (hemácias), glóbulos brancos (leucócitos) e plaquetas.

    Nas três primeiras semanas de gestação, o embrião humano apresenta-se ao lado de uma espécie de bolsa de grandes dimensões, o chamado saco vitelino. Nos vertebrados ovíparos esta bolsa funciona como um reservatório de material nutritivo. No embrião humano, o saco vitelino não tem função de reservatório alimentar, mas possui também um papel valioso.

    Ilhotas de Wolff
    Ilhotas de Wolff

    É nele que se inicia a formação dos vasos sangüíneos e dos glóbulos vermelhos do embrião. Por volta de três semanas de gestação, podem ser observadas na parede externa do saco vitelino pequenas massas celulares. Pouco a pouco, as células que formam esses aglomerados sofrem uma transformação e originam pequenas ilhotas sangüíneas, as chamadas ilhotas de Wolff.

    Fígado
    Fígado

    As células que delimitam o contorno das ilhotas vão originar as paredes dos primeiros vasos sangüíneos. Gradualmente, o interior dessas ilhotas vai ficando vazio e as células mais internas transformam-se em glóbulos vermelhos primitivos (megaloblastos). Assim, vasos sangüíneos e glóbulos vermelhos se originam a partir da mesma estrutura inicial, situada fora do organismo do embrião. São portanto, de origem extra-embrionária.

    Medula Óssea
    Medula Óssea

    Formados os primeiros vasos sangüíneos, o processo se desencadeia e a produção de células do sangue continua, initerruptamente, pelo resto da vida. Daí por diante, quem se encarrega de fabricar novos glóbulos vermelhos para o transporte da nutrição do organismo embrionário são as células que existem no interior dos vasos recém formados (células reticulares).

    Pouco a pouco, o saco vitelino deixa de Ter qualquer função para a vida embrionária e começa a involuir. A partir daí, as células do sangue passam a ser produzidas no interior do próprio organismo.

    O organismo do embrião possui três camadas fundamentais de tecidos. A mais exterior denomina-se ectoderma e a mais interna, endoderma; a do meio é o mesoderma. É nesta camada média que são produzidos novos vasos e glóbulos sangüíneos. No início, o mesoderma é constituído apenas por uma massa gelatinosa de protoplasma, com núcleos dispersos. Não existem limites evidentes entre as células, que se comunicam livremente, caracterizando, assim, o chamado sincício.

    Pouco a pouco, o sincício mesodérmico dá origem à rede de delgados vasos capilares, forrados de endotélio; o protoplasma original se liquefaz e se transforma no plasma, que é a parte líquida do sangue. Em alguns pontos do endotélio, suas células proliferam e se diferenciam, dando origem a glóbulos vermelhos. Assim aparecem no interior dos capilares massas de células portadoras de hemoglobina (pigmento vermelho transportador de oxigênio), que preenchem e distendem o espaço interno desses vasos recém-formados.

    Quando estas células se tornam livres, passam a circular pela corrente sanguinea, caminhando pelo plasma que acabou de se formar. Finalmente, as células perdem os núcleos e transforma-se em glóbulos vermelhos, que normalmente nào têm núcleo: são células anucleadas.

    Esse processo de formação do sangue que ocorre no mesoderma é, ao que parece o único exemplo de fabricação de hemáceas no interior de vasos. Durante o resto da vida fetal, os glóbulos vermelhos serão fabricados fora dos vasos.

    Retículo
    Retículo

    Após o terceiro mês de vida fetal, a formação do sangue se processa, em particular no fígado e também no baço; é a chamada fase hepática da hematopoese (fabricação de sangue) fetal. Entre os vasos sanguineos e as células que compõem esses órgãos, localiza-se o mesêquima, tecido derivado do mesoderma. É a partir daí que se formam os glóbulos vermelhos do feto.

    Um pouco mais tarde, aproximadamente na metade do período de vida fetal, a medula óssea começa a desempenhar o papel de estrutura produtora de sangue. Tem início a fase mielóide (de myelos, medula) de produção do sangue, que, em regra, continua durante toda a vida extra-uterina.

    Em casos especiais em que o organismo exige maior quantidade de sangue, o fígado e o baço podem retomar a atividade de formadores de sangue. O mesmo pode ocorrer no caso de destruição extensa da medula óssea, por irradiação intensa, tumores ou depressão por drogas tóxicas.



    postado por 89950 as 07:56:53 0 comentários
    Sistema Respiratorio
    Sistema Respiratório

    Você inspira, expira. Inspira, expira. Entra o ar, sai o ar. É assim o tempo todo! Você pode estar na escola, correndo, comendo, vendo tevê, dormindo – não importa.

    Lá está você: inspirando, expirando, puxando ar, mandando ar embora.

    Mas por quê a gente respira? Porque somos formados por células, milhões de células, e cada uma precisa de um pouco de ar. Tem que ter ar para todas! E quando a gente faz um exercício físico, como dançar ou jogar futebol, as células precisam de mais ar. Por isso a gente respira mais depressa e o nosso coração bate mais forte. Mais ar! Mais ar!

    A respiração é a função mediante a qual as células vivas do corpo tomam oxigênio (O2) e eliminam o bióxido de carbono (CO2).

    É um intercâmbio gasoso (O2 e CO2) entre o ar da atmosfera e o organismo.

    O sangue circula dentro de diminutos vasos adjacentes a cada célula corporal e são os glóbulos vermelhos do sangue que levam oxigênio aos tecidos e extraem bióxido de carbono.

    Nos pulmões, os glóbulos vermelhos descarregam seu bióxido de carbono no ar e dele tomam sua nova carga de oxigênio. O processo se chama hematose.

    O sistema respiratório está formado por

    Vias respiratórias (cavidades nasais, nasofaringe, traquéia, árvore bronquial) que conduzem, aquecem, umedecem e filtram o ar inalado de partículas de pó e gases irritantes, antes de sua chegada à parte pulmonar. Parte respiratória dos pulmões, formada pelos pulmões com os bronquíolos respiratórios, os alvéolos pulmonares e o tecido elástico.

    Todas as vias respiratórias, das narinas até os bronquíolos terminais, se mantêm úmidas pela presença de uma capa de células (epitélio) que produz uma substância chamada muco. O muco umedece o ar e impede que as delicadas paredes alveolares se sequem, ao mesmo tempo que apanha as partículas de pó e substâncias estranhas. Também há células ciliadas. Os cílios são espécies de pelos na superfície da célula que têm um movimento ondulatório. Esses movimentos fazem com que o muco flua lentamente até a laringe. Depois o muco e as partículas que leva presas são deglutidas ou expelidas pela tosse.

    A respiração é uma das funções essenciais do organismo. Consiste em fornecer oxigênio ao sangue, oxigênio esse que será levado a todas as células. Sem oxigênio, os tecidos, e, portanto, o organismo inteiro, não poderiam viver. O oxigênio está contido no ar e o ar entra em contato com o sangue, mediante um aparelho chamado "respiratório". Permite ele as trocas entre o sangue e o ar: o ar cede ao sangue o oxigênio; o sangue, por sua vez, por meio dos pulmões, abandona o anidrido carbônico que é um produto de rejeição da respiração das células. A respiração se exerce por meio de uma série de atos tais que permitem a passagem do ar através das vias respiratórias.

    Começando pelo nariz, que é onde a gente pega o ar. Dentro do nariz, há um monte de pêlos. Eles servem como um filtro, já que o ar pode estar sujo.

    E, contra a sujeira, espirro nela! Sim, é um dos motivos por que a gente espirra.

    Para expulsar impurezas que vêm junto com o ar inspirado. Imagine – argh – que um mosquito entra no seu nariz. Ele vai ficar preso nos pêlos, aí seu corpo vai expulsar um monte de ar, fazendo uma ventania. É o espirro! O mosquito vai sair a mais de 160 quilômetros por hora! E já vai tarde.
    O ar pode entrar pela boca também, mas nesse caso não é filtrado. É por isso que dizem: em boca fechada não entra mosquito. Para o ar, a boca deve ser como uma rua de mão única: só saída.

    Do nariz ou da boca, o ar passa por um grande túnel, cheio de estações, como a linha do metrô. No começo do túnel há um portão, a glote. Ela só deixa entrar o ar, impedindo que alimentos passem.

    A primeira estação é a laringe, muito importante para a voz. Por isso que a gente fica rouco quando tem laringite: é quando a laringe está doente.
    Em seguida, vêm as cordas vocais. São elas que regulam o ar, quando a gente fala grosso ou fino.

    Logo embaixo vem a traquéia. É a última estação antes de chegar aos pulmões – ou a primeira quando o ar está saindo. Como o nariz, a traquéia tem um filtro de pêlos, que não deixa que nenhuma partícula passe para os pulmões: próxima parada...

    No começo dos pulmões estão os brônquios. A gente só lembra deles se tem bronquite, mas são muito importantes. Os brônquios formam uma rede através do pulmão, levando o ar por caminhos cada vez mais estreitos até os alvéolos. A bronquite faz esses caminhos ficarem muito mais estreitos, causando falta de ar.

    Alvéolos pulmonares, a estação terminal do sistema respiratório. Aqui o ar é passado ao sangue e começa outra viagem. Para a gente, o principal componente do ar é o oxigênio. Então o sangue vai pegar o oxigênio com seus glóbulos vermelhos e levá-lo até as mais remotas células. Pensa que demora? Que nada, isso acontece muitas vezes por minuto.

    É nos alvéolos também que chega o sangue sujo, com o ar usado. Lembra que o coração manda o sangue sujão para o pulmão? Quando você respira, as células transformam o oxigênio em gás carbônico. Os alvéolos pegam esse ar usado e mandam embora, pelo mesmo caminho por onde entrou: brônquios, traquéia, cordas vocais, laringe, nariz ou boca.

    Então quer dizer que, quando a gente fala, nossas palavras estão cheias de significado e... gás carbônico!? Pois é.

    A peça central do movimento da respiração é o diafragma. Ele fica logo abaixo da caixa torácica. Para o ar entrar, ele abaixa e empurra o estômago. Para expulsar o ar, ele dá um empurrão para cima. Portanto, quando você fala, é o diafragma que está mandando o ar para cima.
    Hic! E o que é o soluço? Às vezes a gente está comendo e engole ar junto. Então a glote fica confusa, não sabe se abre, se fecha... E o diafragma entra em ação, empurrando ar para cima para expulsar algum alimento que possa ter entrado.

    Aí, para o soluço ir embora, cada um tem uma receita: beber água pulando num pé só, prender a respiração e contar até 83, pular corda enquanto assovia o hino nacional e outras loucuras.

    Fonte: www.drgate.com.br

    Sistema RespiratórioFundamentos Teóricos

    O sistema respiratório pode ser subdividido numa porção condutora e em outra respiratória. A porção condutora é formada pela nasofaringe, laringe, traquéia, brônquios e bronquíolos. A porção respiratória é formada pelos bronquíolos respiratórios, ductos alveolares e alvéolos.

    As fossas nasais são forradas internamente por uma mucosa que varia segundo a região estudada. Na porção inicial, que faz contato direto com o exterior e conhecida como porção do vestíbulo, a mucosa é formada por um epitélio estratificado pavimentoso, sustentado por uma lâmina própria de tecido conjuntivo denso. Neste epitélio, como na pele, encontramos pêlos e glândulas, que auxiliam no processo de filtração do ar. A maior parte das fossas nasais são recobertas por epitélio pseudo-estratificado cilíndrico ciliado com células caliciformes, epitélio comum a boa parte do sistema respiratório. Esta porção das fossas nasais é conhecida como porção respiratória e, além do epitélio, pode-se observar uma lâmina própria fibrosa com glândulas. Além destes 2 tipos de epitélios nas fossas nasais observa-se um epitélio especializado na porção olfatória da mucosa nasal. O epitélio desta região também é pseudo-estratificado colunar, onde são vistas, além de células de sustentação, células basais e células olfatórias. Estas ultimas são na realidade neurônios bipolares, que apresentam cílios não-móveis na sua porção apical.

    O epitélio descrito na área respiratória das fossas nasais é, como foi apresentado anteriormente, comum a várias outras porções do trato respiratório. Este epitélio, em função desta larga distribuição, é conhecido como epitélio respiratório e é formado por 5 tipos celulares: - células cilíndricas ciliadas; - células basais, as quais são responsáveis pela renovação do epitélio, e que não alcançam a luz do tubo conferindo o aspecto pseudo-estratificado; as células caliciformes, produtora de muco; células em escova, ricas em microvilos na porção apical e a célula granular, que são células endócrinas atuando na regulação do sistema como um todo.

    A faringe, localizada, em seguida as fossas nasais, apresenta epitélio respiratório e nas porções que entram em contato com o alimento, na orofaringe, apresenta epitélio estratificado pavimentoso. A laringe une a faringe à traquéia e tem como ponto mais importante a presença de dobras da mucosa, sendo o segundo par, as cordas vocais verdadeiras. Da mesma forma que acontece na faringe a mucosa na laringe apresenta regiões com epitélio respiratório e outras sujeitas a atrito, onde este epitélio é substituído por epitélio estratificado pavimentoso. A laringe é sustentada por diversas placas cartilaginosas, as maiores do tipo hialino e as placas menores de cartilagem elástica.

    A traquéia se segue a laringe sendo formada por um tubo sustentado por diversos anéis de cartilagem hialina. A traquéia é revestida internamente pelo epitélio respiratório, e sua lâmina própria é formada por tecido conjuntivo frouxo. A mucosa da traquéia apresenta além das células caliciformes do epitélio, diversas glândulas mucosas. Os anéis cartilaginosos da traquéia são abertos posteriormente e unidos através de musculatura lisa. Os anéis são revestidos externamente por tecido conjuntivo frouxo que se constitui numa camada adventícia.

    A traquéia se ramifica e origina os dois brônquios, que após um pequeno percurso entram no pulmão onde se dividem sucessivamente. Quando os brônquios alcançam uma pequena dimensão, a ponto de não se observar em corte, peças de cartilagem, mas somente musculatura lisa ao redor de sua luz, estes passam a ser considerados bronquíolos. A diminuição no calibre destes condutos também é acompanhada por uma transformação nas características histológicas, que a princípio são semelhantes aquelas observadas na traquéia.

    Nos ramos maiores dos brônquios, o epitélio é aquele observado em quase todo o trato respiratório superior, o epitélio respiratório, porém aos poucos passa de pseudo-estratificado para cilíndrico simples, ainda com células ciliadas e caliciformes. A lâmina própria assim como a da traquéia é rica em fibras elásticas e é seguida por conjuntivo, onde estão localizadas as placas cartilaginosas e a musculatura lisa. Com a diminuição do calibre do brônquio ocorre uma diminuição no tamanho destas placas e um aumento na quantidade de músculo liso, relativamente ao tamanho do ducto.

    Nos bronquíolos as alterações continuam, o epitélio que nos bronquíolos mais calibrosos é cilíndrico simples aos poucos passa a cúbico e ocorre uma diminuição no numero de células ciliadas e de células caliciformes. Não se observa mais cartilagem ao redor do ducto, somente musculatura lisa. Nos ductos de menor calibre ocorre uma redução ainda maior no conjuntivo abaixo do epitélio. Os bronquíolos terminais apresentam parede bem fina e o epitélio cúbico, com a ausência de células caliciformes. No lugar deste tipo celular, passa a se observar células de Clara.

    Já fazendo parte da porção respiratória, os bronquíolos respiratórios com epitélio semelhante ao encontrado na porção terminal, se caracteriza pela presença de diversos alvéolos em sua parede. Os bronquíolos respiratórios são seguidos pelos ductos alveolares. Este ducto apresenta a parede repleta de sacos alveolares. Somente nos vértices entre dois sacos alveolares, que podem ser observados resquícios da parede do ducto, com epitélio cúbico simples, poucas fibras elásticas e reticulares e musculatura lisa.

    A porção final do sistema respiratório é formada pelos sacos alveolares ou alvéolos. Os alvéolos apresentam parede fina, em função da própria necessidade de troca gasosa. O epitélio que forra os alvéolos é do tipo pavimentoso simples. Observa-se 2 tipos celulares principais: - os pneumatócitos I e os pneumatócitos II. Os pneumatócitos I são células achatadas que revestem a superfície do alvéolo. O pneumatócito II é responsável pela produção de surfactante e se localiza nos vértices ou septos dos sacos alveolares.

    Entre 2 sacos alveolares, a parede pode apresentar somente capilares sangüíneos, de tal forma, que a barreira entre o sangue e o ar é formada simplesmente pelas células epiteliais e endoteliais e as respectivas membranas basais. No septo, onde não ocorre troca gasosa, já se observa fibras reticulares e elásticas, substância amorfa, além de fibroblastos, responsáveis pela sua produção. Observam-se macrófagos nos sacos alveolares e ductos, os quais são os responsáveis pela limpeza e proteção destas vias.

    Fonte: www2.uerj.br

    Sistema RespiratórioRegulação da Respiração

    Durante uma situação de repouso inspiramos e expiramos aproximadamente 500 ml de ar a cada ciclo. Em repouso executamos aproximadamente 12 ciclos a cada minuto. Portanto, aproximadamente 6.000 ml de ar entram e saem de nossas vias aéreas durante 1 minuto.

    Quando executamos uma atividade física aumentada, nossas células produzem uma quantidade bem maior de gás carbônico e consomem também quantidade bem maior de oxigênio. Por isso devemos aumentar também bastante nossa ventilação pulmonar pois, caso isso não ocorra, teremos no nosso sangue uma situação de hipercapnia e hipóxia. Tanto a hipercapnia quanto a hipóxia podem nos levar a um estado de acidose. A acidose, se não tratada, pode nos levar a um estado de coma e, posteriormente, à morte.

    Tudo isso normalmente é evitado graças a um mecanismo automático que regula, a cada momento, nossa respiração, de acordo com a nossa necessidade a cada instante.

    No tronco cerebral, na base do cérebro, possuimos um conjunto de neurônios encarregados de controlar a cada instante a nossa respiração: Trata-se do Centro Respiratório.

    O Centro Respiratório é dividido em várias áreas ou zonas com funções específicas cada uma:

    Zona Inspiratória

    É a zona responsável por nossa inspiração. Apresenta células auto-excitáveis que, a cada 5 segundos aproximadamente, se excitam e fazem com que, durante aproximadamente 2 segundos nos inspiremos. A partir desta zona parte um conjunto de fibras (via inspiratória) que descem através da medula e se dirigem a diversos neurônios motores responsáveis pelo controle dos nossos diversos músculos da inspiração.

    Zona Expiratória

    Quando ativada, emite impulsos que descem através de uma via expiratória e que se dirigem a diversos neurônios motores responsáveis pelos nossos músculos da expiração. Através de um mecanismo de inibição recíproca, quando esta zona entra em atividade, a zona inspiratória entra em repouso, e vice-versa. Durante uma respiração em repouso a zona expiratória permanece constantemente em repouso, mesmo durante a expiração. Acontece que, em repouso, não necessitamos utilizar nossos músculos da expiração, apenas relaxamos os músculos da inspiração e a expiração acontece passivamente.

    Zona Pneumotáxica

    Constantemente em atividade, tem como função principal inibir (ou limitar) a inspiração. Emite impulsos inibitórios à zona inspiratória e, dessa forma, limita a duração da inspiração. Portanto, quando em atividade aumentada, a inspiração torna-se mais curta e a frequência respiratória, consequentemente, aumenta.

    Zona Quimiossensível

    Situada entre as zonas inspiratória e expiratória, controla a atividade de ambas. Quanto maior a atividade da zona quimiossensível, maior será a ventilação pulmonar. Esta zona aumenta sua atividade especialmente quando certas alterações gasométricas ocorrem: Aumento de Gás Carbônico, Aumento de íons Hidrogênio livres (redução de pH) e, em menor grau, redução de Oxigênio.

    O fator que provoca maior excitação na zona quimiossensível, na verdade, é o aumento na concentração de íons Hidrogênio livres no meio, isto é, uma situação de acidose.

    Mas acontece que, na prática, verificamos que um aumento de gás carbônico no sangue (hipercapnia) provoca muito mais o aumento na atividade da zona quimiossensível do que um aumento na concentração de Hidrogênio em igual proporção no sangue. Isso ocorre porque o gás carbônico apresenta uma solubilidade muitas vezes maior do que a do hidrogênio e, com isso, atravessa a membrana das células nervosas com muito mais facilidade. No interior das células da zona quimiossensível, o gás carbônico reage com a água lá presente e, graças à enzima anidrase carbônica, rapidamente forma ácido carbônico. Este, então, se dissocia formando íon bicarbonato + íon Hidrogênio livre, sendo este último exatamente o que mais excita a zona quimiossensível.

    A hipóxia também excita a zona quimiossensível, mas de uma outra maneira bem diferente: Na croça da aorta e nos seios carotídeos existem receptores muito sensíveis a uma queda na concentração de oxigênio no sangue: os quimioceptores (aórticos e carotídeos). Quando a concentração de oxigênio no sangue se torna mais baixo do que a desejável, estes receptores se excitam mais intensamente e enviam sinais à zona quimiossensível aumentando a excitabilidade desta e, com isso, aumentando a ventilação pulmonar.

    EFEITOS DA ATIVIDADE FÍSICA NA VENTILAÇÃO PULMONAR

    Um aumento da atividade física também provoca aumento na ventilação pulmonar de outras formas:

    Impulsos provenientes da área motora cortical, responsável pelo comando consciente de nossa atividade motora, ao se dirigirem para baixo, em direção à medula, passam pelo tronco cerebral (além de outras áreas) e fazem conecções com alguns neurônios desta região. Isso pode provocar aumento na ventilação pulmonar, muitas vezes mesmo antes que as alterações gasométricas (hipercapnia, hipóxia ou acidose) aconteçam.

    Movimentos passivos também podem aumentar a ventilação pulmonar: Na profundidade de nossos músculos esqueléticos, nos tendões e mesmo no interior de muitas das nossas cápsulas articulares, possuimos receptores que se excitam a cada movimento dessas estruturas. Ao se excitarem, enviam impulsos que se dirigem à medula e também, muitas vezes, ao encéfalo, passando pelo tronco cerebral e fazendo conexões com neurônios do Centro Respiratório.

    Fonte: www.geocities.com

    Sistema RespiratórioMecanismos

    Os mecanismos de obtenção, difusibilidade, transporte e eliminação de gases respiratórios (oxigênio e gás carbônico) e de suas ligações com o sistema circulatório fazem parte da fisiologia do sistema respiratório.

    A primeira parte depende da difusão dos gases nas membranas e epitélios permeáveis do corpo ou dos órgãos respiratórios. A segunda parte é executada pelo sangue, com pigmentos respiratórios transportando estes gases. A terceira parte é a difusão dos gases entre o sangue e as células, podendo ocorrer então a respiração celular nas mitocôndrias.

    Percurso do ar inspirado

     

    Pulmões

    Sacos infláveis, protegidos pelas pleuras (duas membranas que apresentam entre elas, um líquido viscoso, para dar segurança aos movimentos respiratórios). Eles estão localizados dentro da caixa torácica (proteção) e estão limitados, inferiormente, por um músculo membranoso, chamado de diafragma, que é exclusivo dos mamíferos.

    As trocas gasosas nos pulmões

    O ar inspirado tem alta concentração de O2 e baixa concentração de CO2. Já o ar expirado é o inverso, tem baixa concentração de O2 e alta concentração de CO2. A difusão destes gases, feita nos alvéolos se dá entre duas camadas celulares, o epitélio dos alvéolos e o endotélio dos vasos (capilares que envolvem estes alvéolos). Ocorre aí o processo de hematose, ou seja, o oxigênio e o gás carbônico por difusão, tranformam sangue venoso em arterial.

    O oxigênio é todo transportado pela hemoglobina das hemáceas, produzindo o composto instável HbO2 (oxiemoglobina). Já o CO2 é tranportado de três formas. A primeira, como o O2, combinado com a hemoglobina, formando o composto HbCO2 (carboemoglobina). A segunda forma, é dissolvido no plasma (mas apenas uma pequena parte, cerca de 9%, é transportada desta maneira) e a principal forma de transporte do CO2 é sob a forma de HCO3- no plasma.

    Bulbo: Controla os movimentos diafragmáticos de acordo com o nível de CO2 no sangue. A respiração é involuntária.

    Observação – Quando aumenta o nível de CO2 no sangue, há formação de Ácido Carbônico (Água + CO2), reduzindo o pH do sangue e formando o bicarbonato (HCO3), o qual estimulará o Bulbo para movimentar o diafragma. Ao respirarmos profundamente, a sensação de tontura dá-se pela alteração de pH.

    Respiração nos animais

    RESPIRAÇÃO

    ANIMAIS

    Difusão

    Esponjas e celenterados

    Cutânea

    Minhocas e planárias

    Traqueal

    Insetos

    Branquial

    a. Invertebrados ( alguns anelídeos, crustáceos e alguns moluscos

    b. Vertebrados (ciclóstomos, peixes e larvas de anfíbios).

    Pulmonar

    Anfíbios adultos, répteis, aves e mamíferos

    Respiração por difusão

    Trocas gasosas imediatas entre as células e o meio ambiente.

    Respiração cutânea: Troca de gases através da pele.

    Respiração branquial

    Brânquias externas ou internas (como nos peixes). A água com oxigênio dissolvido passa pelas brânquias, promovendo as trocas gasosas.

    Respiração pulmonar

    Os pulmões podem ser saculiformes ou parenquimatosos. As aves possuem pequenos pulmões associados aos sacos aéreos, através dos quais o ar é conduzido para o interior dos ossos pneumáticos.

    Fonte: www.linguativa.com.br

    Sistema RespiratórioAparelho Respiratório

    Aparelho Respiratório

    Mecanismo de respiração à participação dos músculos intercostais e do diafragma. Atividade regulada pelo centro respiratório situado no bulbo.
    Inspiração – contração dos intercostais e do diafragma, diminuição da pressão, aumento do volume

    Expiração

    Relaxamento dos respectivos músculos, aumenta a pressão interna e o volume diminui

    Hematose

    Fenômeno de trocas gasosas que ocorrem nos alvéolos pulmonares, ricamente vascularizados. Por diferença de concentração de gases, o oxigênio passa dos alvéolos para os capilares.

    Controle do mecanismo

    O bulbo é sensível ao acúmulo de CO2. Este acúmulo aumenta, acelera o ritmo dos movimentos respiratórios, promovendo a eliminação do CO2 excessivo.

    Transporte dos gases

    Oxigênio à a maioria do oxigênio é transportado pelo sangue, ligado a hemoglobina formando a oxi-hemoglobina (HbO2)

    Dióxido de Carbono à a maioria do dióxido de carbono é transportado diluído no plasma na forma de bicarbonato (HCO3).



    postado por 89950 as 07:54:39 2 comentários
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