Continuação do Livro de Renesmee
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quinta, 24 fevereiro, 2011
Capítulo 7

RENESMEE...

 

7.AMIGA

 

Meu lap top estava ligado ainda, a bateria daquela coisa parecia nunca esgotar. Acordei meio zonza, olhei para o meu quarto invadido pela luz e resolvi levantar, e foi o que fiz. Fui até o closet e coloquei a roupa mais pesada possível, afinal estava chovendo e o vento parecia estar frio lá fora. Se tinha uma coisa que tia Alice tinha me ensinado era disfarçar e me comportar como os humanos para passar despercebida por eles.

Uma blusa de lã preta me chamou atenção, tirei ela do cabide e vesti, por cima de uma regata de malha. Uma calça jeans antiga foi a única que encontrei no meio de muitas calças grossas e espalhafatosas.

Minha noite foi muito mal dormida, por sinal. Depois da minha discussão com Jacob, eu pensei bastante no que ele me disse, sobre eu não amar ele nem ele me amar como vampira. Isso era uma verdade dolorosa, não sei como, mais eu sentia isso, acho que menos do que ele, mas sentia. Era como se meu amor por Jacob parasse assim que meu coração parasse de bater. Estranho, mas real, e muito real.

Não chorei a noite toda, tentei pesquisar alguma lenda que me livrasse daquela sina, daquela maldição. Meu pai ainda tentou me ajudar, mas eu preferi que ele sofresse longe de mim. Ele odiava, igual ou mais que Jacob o fato de eu me tornar algo como ele, uma vampira completa.

Minha mãe dizia que era por causa da alma, meu avô dizia que era por causa do meu futuro e felicidade com Jacob e tia Alice só se queixava de não poder ver através de mim. Cada um citava um fato, mas ninguém me ajudava realmente.

-Filha...-meu pai apareceu na porta, já com o disfarce costumeiro, para ir trabalhar.

-Bom dia, pai! Eu já estou melhor...-falei, assim que recebi seu beijo frio na minha testa quente.

-Acho melhor você ir procurar o Jake, lembre-se que não foi nada amável o jeito como você deixou ele...-ele disse, começando a me lembrar do meu domingo sôfrego.

-Isso mesmo!- minha mãe disse, chegando no quarto e me abraçando. Pronto! O casal perfeito tinha se juntado para me ajudar!

-Não brinque, Nessie! Você não conhece o Jacob Black melhor do que eu e sua mãe juntos...-meu pai assoviou depois de ouvir meus pensamentos.

-Com certeza ele deve estar com o orgulho na frente, acho que ele não vai vir te procurar, não depois do que você fez...-minha mãe completou.

-Ok! Eu vou sim atrás do Jake. Vocês sabem por que eu deixei ele daquela maneira... eu estava odiando tanto a mim mesmo que achei melhor fugir a machucar Jake de novo!-falei, sentando na escrivaninha e desligando o computador.

-Olha, eu e sua mãe estamos indo pra nossos passatempos...-ele pausou quando minha mãe o cotovelou, deu uma risadinha e suspirou- Certo, para os nossos “trabalhos”, converse com Jake e não fique aqui sozinha em casa!-ele finalizou indo na direção da porta, junto com minha mãe.

-E não se esqueça... semana que vem começa a diversão... O colegial!-um pouco entusiasmada, minha mãe falou. Ela sempre se animava com a ideia de eu poder passar pelo colegial e experimentar minha vida como humana. Meu pai era a favor dessas experiências também, mas ele sempre se rendia a sua condição vampira.

-Tenha um bom dia, meu bem!-meu pai e minha mãe se foram.

É, colegial humano na próxima semana, isso seria ótimo! As coisas estavam mudando hoje, espero que essa maré de sorte me ajude com Jake.

Saí de casa disposta a achar ele em La Push, mas por um cheiro humano, hesitei e voltei para floresta perto da cidade, foi quando ouvi a voz de um garotinho...

-Andie! ANDIE! Onde você está? Quando eu te encontrar você vai ficar encrencada! Andie!-ele gritava, parecia perdido no meio das arvores.

A fina chuva deixou seus cabelos loiros parecendo marrons, ele estava tremendo e parecia um tipinho irritante. Não sei por quê. Se pelo convívio, mas eu não era muito fã de crianças humanas, elas eram hostis demais e falavam sempre a coisa errada, pelo menos na TV.

-Olá...-tentei ser amigável, mas acho que assustei o pequeno garoto, que arregalou seus olhos azuis e se encolheu, recuando de perto de mim. 

-Quem é você?-ele perguntou, ainda assustado.

-Sou Nessie e você?-estendi minha mão, mas ele não pareceu querer pegá-la.    

-Meu nome é John... você mora onde?-ainda longe de mim ele perguntou.

-Aqui perto.-falei, revirando os olhos- Você parece perdido... posso te ajudar?-ofereci, ainda amigável.

-Só pareço, mas na verdade não estou. Eu estava procurando minha irmã...

-Andie?-perguntei inocente.

-Como você sabe o nome dela?-com um salto pra trás, o garoto gritou.

-Own... sim... é que ouvi você gritando, então imaginei que esse fosse o nome da sua irmã. Não é?-falei, me aproximando do garoto que só fazia perguntas.

-É, nessa você se saiu bem...-cruzando os braços, o desconfiado John, começou a andar e na direção errada. Eu já tinha sentido o cheiro de outro humano por ali e devia ser da sua irmã.

-John... pra que lado fica seu acampamento?-perguntei, tentando detê-lo.

-Pra lá.-ele apontou para o norte.

-Bem, acho que sua irmã deve ter ido até o rio mais próximo encher uns cantis, você não acha?-casualmente, perguntei.

O garoto parou, olhou para mim desconfiado e suspirou.

-Onde fica o rio?-ele disse, se aproximando de mim.

-Para o sul.-falei, sem apontar, olhando penetrante nos seus olhos azuis.

-E onde fica o sul?-debochando, ele me encarou.

-Oh, sim! O sul é pra lá.-apontei na direção contrária a do acampamento dos dois.

O garoto deu as costas pra mim e começou a andar desesperado. Ele parecia com medo ou nervoso. Então ouvi ao longe uma voz feminina gritar o nome dele, John não ouviu, ela estava longe, saindo do rio na direção do acampamento, e não estava indo pelo mesmo caminho que nós.

 Como explicar isso ao desconfiado garotinho? Esse era o ponto chave da questão dos poderes de vampiro, sem poder revelá-los ficava difícil ajudar os desconfiados humanos.

Resolvi então ir com John até o rio e chegando lá, sem ver a irmã, eu convenceria John a voltar comigo para o acampamento onde sua irmã já deveria ter chegado.

-Não vejo ninguém...-o menino disse, assim que chegamos no leito do rio.

-Então ela já deve ter voltado.-inocentemente falei, disfarçando a certeza da minha voz.

-Você está me enrolando!-ele disse, me encarando com um ameaçador olhar frio.

-Oh, sim! Eu sou a bruxa má, que pega pestinhas como você e joga em um enorme caldeirão para fazer sopa!-brinquei, suspendendo os braços sobre sua cabeça e chacoalhando-os.

-Não seja idiota! Não tenho medo de bruxas más! Isso não existe! Tenho medo dos lobos que sei que essa floresta tem. Então, se você não quer ser devorada por eles, vãos logo achar a Andie e voltar pra casa, seja lá onde for a sua.-ele disse, dando meia volta. Aquele menino já estava me irritando.

Fui atrás dele, que quase corria no meio da floresta, tropeçando nos arbustos e escorregando nos musgos.

-John! John seu peste! Cadê você? Tomara que os lobos te encontrem! John!-era a irmã dele, que já estava vindo na nossa direção. Que ótimo, assim eu poderia seguir o meu caminho.

-Ah! Graças a Deus!-ela disse, vendo o irmão de longe.

-Andie, sua grande abandonadora de irmãozinhos, você está encrencada!-ele ameaçou, colocando um dedo na frente da alta irmã.

-Por quê? Afinal, você foi quem sumiu... eu só fui encher o cantil no rio e esperava que você estivesse lá quando eu voltasse. Eu esqueci que meu irmão é um delinquente e...-agora a loira garota me olhou de cima a baixo, percebendo minha presença. John também me encarou, com um ar de “Como é que você acertou?”, eu só baixei os olhos, para não encontrar os olhos azuis penetrantes da garota.

-Oh! Olá! Sou Andie Silverstone! Você é?-Andie veio na minha direção com a mão coberta por uma luva azul marinho estendida.

-Prazer, Renesmee Cullen!-fracamente falei. Era estranho pronunciar meu sobrenome, ainda mais em apresentações. Meu pai e meus tios sempre me disseram o espanto que esse sobrenome causava nas pessoas.

Mas Andie pareceu não se incomodar, abriu um enorme sorriso.

-Obrigada por achar a praga do meu irmão, ainda que eu preferisse a minha vida sem ele, mas meus pais iriam me matar se algo acontecesse a ele, então obrigada!-ela disse nervosa, assim que soltei sua mão.

-Oh! De nada! Eu só estava passando e ouvi seu irmão gritando, aí resolvi parar e ajudar...-eu falei, reparando nas suas roupas, muitos mais pesadas que as minhas. Ela usava um quente e grosso casaco, que parecia inflável, era de coton ou algo sintético, rosa e azul. Sua calça jeans era apertada e ela usava botas de neve com uns pelos grudado no cano, estilo esquimó...

Eu não entendia de moda, mas tenho certeza que tia Alice enfartaria se visse aquele modelito desajeitado.

-Venha comigo, eu já estou desarmando meu acampamento...-ela disse e começou a andar.

-Oh, me desculpe mas...-eu comecei a dizer, porque eu ainda tinha que ver Jake.

-Por favor!-ela pediu e algo em mim resolveu ir com ela. Andie parecia ser uma ótima companhia e além do mais ela era minha primeira amiga humana, ou iria ser, dependia de mim.

-Tá bem. Mas tem que ser rápido!-eu disse, seguindo-a, e pude perceber que sua excitação foi enorme.

Quando cheguei na pequena clareira, vi uma tenda com rastros de fogueira no chão. A sorte dela foi que a noite passada não choveu, uma raridade nas noites geladas de Forks. Andie começou a desarmar a tenda e John sentou-se longe dela, só olhando ela fazer todo o trabalho. Realmente, os lobos deveriam jantar aquele garoto.

-Então... você mora aqui perto?-Andie perguntou, sem me olhar, fazendo seu trabalho. Eu estava a alguns passos dela.

-Sim, minha casa fica a algumas milhas daqui.-eu disse, olhando ao redor.

-Você é filha do doutor Carlisle Cullen?-ela parou de desarmar e me encarou.

-Oh, não! Eu sou neta dele... sou filha de Edward Cullen e Bella Swan...

-Você é neta do chefe de polícia?-ela arregalou ainda mais os seus enormes olhos azuis.

-Sou sim...-eu disse, desviando o olhar e mirando John que me olhava desconfiado como sempre.

-Mas sua mãe não parece tão velha assim... você te quantos anos?-ela perguntou me olhando de cima a baixo.

-Tenho quinze e realmente, meus pais são jovens... É que eu sou adotada...-eu menti, vendo a expressão de espanto se transformar em uma cara de monotonia.

-Só podia ser! Aquela família esquisita parece não ter nenhum parente de sangue... são sempre adotados!-John disse, revirando os olhos.

-Cala a boca, pirralho! Desculpe o meu irmão... ela faz parte do clubinho da cidade que acha vocês estranhos.-ela falou, olhando para o chão envergonhada.

-Estranhos? Eles são mais que isso! Pra mim eles são bizarros... misteriosos...e...

-Abre de novo essa boca e eu te quebro a cara!-Andie ameaçou, chegando perto de John com uma mão erguida.

-Você só está assim porque acha eles super legais... ignora as coisas que dizem sobre eles...-John começou a dizer, mas parou quando eu o encarei, interrogativa.

-E o que dizem, John? Continue.-eu pedi, desafiadora.

-Dizem que vocês são traficantes ou algo assim, que nunca ficam pobres por que vivem viajando e contrabandeando coisas, por isso são tão estranhos. Pronto falei!-ele disse, se encolhendo do tapa que Andie formou para dar nele.

-Não bata nele, Andie. Não vale a pena. Ele apenas está dizendo o que acredita. Olhe, John, eu tenho cara de criminosa?-perguntei me aproximando dele.

-Criminoso não tem cara, ele é criminoso e ponto final!-irritante, John ironizou.

-Oh, certo, então da próxima vez que nós formos dar um golpe em alguém, vou te chamar!-eu brinquei, piscando pra Andie que sorriu e voltou a desarmar a barraca.

-Eu disse que vocês eram traficantes e não golpistas. É diferente.-ele cruzou os braços com raiva. Pelo visto ele gostava de zoar, mas não de ser zoado.

-Tá bem. Acho que alguém anda assistindo TV demais...-eu atirei, indo para o lado de Andie.

-Vão pro inferno!-ele disse, chutando um pedaço de arvore na sua frente.

-Ei, quer ajuda aí?-ofereci, vendo o trabalho de Andie não evoluir muito.

-É claro! Essa droga parece ter vontade própria.-ela disse, deixando uma parte da lona no chão.

-Ok.-falei e comecei a tirar as varas da armação da barraca do chão e retirando a lona que estava envolta neles. Finalmente dobrei a lona e dei a Andie que me olhava admirada.

-Nossa!-ela disse, colocando a lona na mochila.

-É que costumo acampar com a minha família.-falei, sorrindo sem graça.

-É claro...-ironicamente John falou e revirou os olhos azuis.

-Então, vamos?-Andie disse, colocando a mochila nas costas- John, me ajude aqui com essas mochilas...-ela disse, apontando para duas mochilas que pareciam leves.

-Oh, eu estou fora! Você leva! Você só está com uma! Porque eu tenho que levar duas?-ele disse, pegando a menor.

-Que droga, John, não seja idiota! Essa aqui está com a barraca, está muito pesada para eu levar duas!-Andie disse, impaciente.

 Eu não fazia ideia de como as crianças poderiam ser tão irritantes. Aquele garoto que parecia ter menos de oito anos era o que havia de pior em uma criança.

-Não vou levar!-ele disse, começando a caminhar só com uma mala.

-Ok, eu levo a outra!-eu me ofereci, sabendo que ficaria mais atrasada para encontrar com Jacob.

-Não Renesmee! Ele leva!-Andie gritou para o irmão que deu língua e continuou andando.

-Deixe, eu posso ir até sua casa, mas tenho que voltar antes da hora do almoço.-adverti, andando. Não que realmente meus pais se importassem, mas era por causa da comida humana, algo que eu, definitivamente, não experimentava.

-Tudo bem.-ela sorriu e começamos a andar em direção a um estreito caminho que levava a cidade.

-Então, você estuda fora, não é?-ela perguntou, sem olhar para trás.

-Na verdade eu estudei em casa esse tempo todo, só vou cursar o colegial aqui em Forks.-falei,olhando a enorme mochila que cobria Andie.

-Isso é legal? Quer dizer, o colégio aceita estudantes residenciais?-ela parou e se virou para me olhar.

-Não sei, eu nem sabia que existia esse termo para uma escola em casa.-brinquei e ela sorriu.

-Mas se você vai estudar é porque eles te aceitaram, então deve valer. Você vai começar o colegial, certo?

-Sim.

-Que bom, eu também!-seu sorriso estava enorme, e ela andava de lado, para poder ver minhas expressões.

Continuamos por um estreito caminho entre as arvores cheias de musgo da gélida floresta, até entrarmos em um caminho mais amplo, dava pra entrar com um carro ali.

-Liga pro papai! Pra ele vir pegar a gente na estrada!-John falou, arfando, com a pequena mochila nas costas.

-O papai disse que a gente voltaria a pé, então cala essa boca e anda mais rápido!-calmamente, Andie falou.

Mais na frente avistamos a estrada, era na entrada de Forks. Eu estava um pouco chateada por estar andando tão devagar, era difícil me acostumar com aquilo, mas seria bom minha convivência com Andie. Uma pessoa só seria melhor do que centenas de adolescentes para ver algum deslize meu.

Uma prova do meu instinto assassino que não estava tão aguçado era o fato de minha garganta não incomodar tanto perto de humanos. Se eu contasse pro meu pai ele não acreditaria tanto em meu auto controle.

Acho que a convivência com sangue só de animais campestres me fez perder o apetite por sangue humano, mas a dor chata na garganta ainda ficava lá, acho que se eu deixasse ela me controlar, acabaria ferrando tudo. O cheiro doce fazia cócegas na minha garganta, e a cada passo que Andie dava e o que o vento levantava seus loiros cabelos, seus cheiro ficava mais forte e atraente, mas eu não ligava para isso, de vez em quando, minha mente trabalhava no cheiro e a eu parava de ouvir a voz de Andie, só para me perder no seu cheiro.

-Renesmee, você tem que ir mesmo na hora do almoço?-ela parecia desanimada enquanto caminhávamos em direção a uma grande casa branca, com um jardim em volta. Acho que Andie tinha condições, e muito boas por sinal.



postado por 121594 as 08:25:51
2 comentários:

amanda:
aii vc é muito inteligente e criativa também to fazendo um livro mais não vai ter nada igual ao seu ta e tb não coloquei anda na internet
sábado, novembro 05, 2011 11:21
gaby:
tô viciada! te amooooooooooooooooooooooooooo!!!
sábado, março 26, 2011 09:41
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