Cultura Paraense
Cultura Paraense
sexta, 06 julho, 2007
Conheça um pouco da cultura paraense


 Pará, estado rico em cultura. Quem não conhece o jeitinho paraense que chama a atenção na forma de falar (égua!!! Vixiii, pai d'egua!), jeitinho de dançar o carimbó, siriá, brega, lundu, marujada? Precisa conhecer as riquezas da terra: as frutas regionais, culinária, pontos turísticos onde você encontra as mais bonitas obras arquitetônica na capital e praias paradizíacas nos municípios, as lendas assustadoras, cerâmicas marajoaras inspirada nos índios é outra tradição da terra.

Visitar o Pará é descobrir todos esses segredos. Receber o carinho e a hospitalidade do povo, saborear seus pratos e não resistir a seus ritmos.


postado por 63926 as 07:26:02 # 1 comentários
Frutas Paraenses

Frutas Regionais:



 As frutas Paraenses, são encontradas generosamente nos alagadiços dos rios, furos e igarapés ou nos altos das terras firmes, também no interior do estado onde a retirada se faz para o consumo. Com mais de uma centena de espécies comestíveis, são as frutas regionais as responsáveis diretas pelo indefinível, requintado e, muitas vezes, exótico sabor das deliciosas sobremesas que enriquecem a mesa paraense. Existe variedades de frutas regionais Paraenses:

Cupuaçu, Bacuri, tapereba, murucí, araçá, tucumã, bacaba, açaí, uxi, pupunha, castanha-do-pará, biribá, jambo. entre outras.


postado por 63926 as 06:14:16 # 2 comentários
Cidades turísticas do Pará

Vamos conhecer as praias Exuberantes do estado do Pará:

Ilha do Mosqueiro:

*Praia muito frequentada pelos paraenses, fica a 80km da capital.

IgrejamatrizCoreto

Nas fotos acima: a Igreja-matriz e o coreto da praça em mosqueiro

Salinas:

Image

  Considerada a mais bela praia oceânica da Amazônia e uma das mais bonitas do Brasil, é formada por um conjunto de praias.

Ilha do marajo:

A ilha se destaca como o lugar de maior rebanho de búfalos do Brasil.

   Apesar de bela e exótica, a Ilha de Marajó, situada no estado do Pará e cercada pelos rios Amazonas, Tocantins e pelo oceano Atlântico, ainda é pouco conhecida pelos turistas. A variedade da fauna é uma das grandes atrações da Ilha: são as mais diversas aves, peixes, macacos, capivaras, mas com certeza, as manadas de búfalo se destacam como símbolo da região.

Ilha do algodoal:

 

Uma ilha apaixonante e muito frequentada pelos turistas. Tem uma beleza exótica.

  Na verdade seu nome é Ilha de Maiandeua, mas A ilha é chamada de Algodoal pois  há existe a abundância de uma planta nativa conhecida como algodão de seda, ainda presente na região, cujas sementes, com filetes brancos, são dispersas pela planta e, ao flutuarem ao vento, lembram o algodão. Quem primeiro a apelidou desta forma foram os pescadores que lá chegaram na década de 1920. E assim ficou conhecida como ilha de algodoal.

 Estas são algumas das praias e pontos turísticos do pará, mas existem outros mais de 145 municípios onde se encontram tais semelhantes belezas. O Pará realmente é enriquecido por lugares de beleza ímpar.

Um pouco da Capital Paraense:

  • Pontos turísticos de Belém:

    Teatro da paz:

  • Teatro da Paz, É um teatro-monumento, de linhas neoclassica e foi construído no período áureo da exploração da borracha na Amazônia.

    *Sua parte interna  do palco... lindo!

    Ver-o-peso:

     *Maior feira livre da América Latina, é também o símbolo de Belém e sua maior atração turístico.

    Praça Batista Campos:

    Praça_Batista_Campos_03.

     *  Praça com coretos do século XIX. Foi construída na fase áurea da borracha e inaugurada em 1904, pelo então intendente Antônio Lemos. É considerada uma das mais belas praças do Brasil.

    Mangal das garças:

    Parque do Mangal das Garças, ao fundo o mirante.

    *Um parque naturalístico com conceitos de áreas exemplares da vegetação do Pará, com cascata, lagos, palmeiras, gramado, viveiros de pássaros e de borboletas, e várias espécies aquáticas de fauna e flora.

    *Enfim, estes são alguns dos principais pontos turísticos da Capital do Pará.


  • postado por 63926 as 05:02:48 # 0 comentários
    Culinária Paraense


    Culinária Paraense

    A culinária paraense é muito rica e exótica, são de origem indígena, Os elementos encontrados na região, formam a base de seus pratos, o que deixa os gourmets maravilhados pela alquimia utilizada na produção destes pratos.

    Importante dizer que a cozinha paraense é a mais brasileira e genuína, não possui influências europeias ou africanas. Os pratos são MARAVILHOSOS, deliciosos, surpreendente pelo uso de ingredientes nativos, espraia-se pela vasta região norte do país, onde a natureza comanda o paladar e o uso de produtos.

    Maniçoba, pato no tucupi, chibé, tacacá... são explêndidos.

    A maniçoba:

    Sua preparação leva em média uma semana, pois a folha da maniva ( a planta da mandioca), depois de moída, deve ser cozida durante, pelo menos, quatro dias, após o que se acrescenta o charque, toucinho, bucho, mocotó, orelha, pé e costelas salgadas de porco, chouriço, lingüiça e paio, praticamente os mesmos ingredientes de uma feijoada completa. Pode ser acompanhado de arroz branco, farinha d'água e pimenta de cheiro a gosto. O aspecto estranhíssimo, causa impacto no turista, seja brasileiro ou estrangeiro. As pessoas olham desconfiadas.

    O tacacá:

    Mesmo não sendo considerada um refeição, o tacacá é algo consumido diariamente nas esquinas das principais ruas das cidades paraenses, sobretudo Belém. É considerada uma bebida ou sopa, é vendida pelas "tacacazeiras", Na hora de servir são misturados, na cuia, tucupi, goma de tapioca cozida, jambu e camarão seco. Pimenta-de-cheiro a gosto.

    O chibé:

    Sem dúvida, o Chibé é, por assim dizer, a mais paraense de todas as comidas. O chibé nada mais é do que  uma Bebida feita com água, em que foi desmanchada e deixada tufar um pouco de farinha de mandioca. Água e farinha, eis o chibé tradicional. Muito consumida nas mesas dos ricos ou dos menos favorecidos, entre índios, caboclos ou civilizados, o chibé é sempre muito bem-vindo. Aliás, a expressão “paraense papa-chibé” é uma das marcas registradas do nosso povo.

    Pato no tucupi:

    Ingredientes:

    4 a 5 Kg de pato ou dois patos médios
    Vinha-d'alhos: suco de cinco limões, cinco cabeças de alho socadas, meio litro de vinagre branco, uma pimenta-de-cheiro, sal a gosto
    5 litros de tucupi
    3 pimentas-de-cheiro
    5 cabeças de alho
    6 maços de folhas de jambu
    Temperos: alfavaca, chicória do Norte e sal a gosto

    O prato mais consumido entre os paraenses. Na verdade, o pato é uma tradição do almoço do Círio, mas se as condições financeiras não forem das mais favoráveis, vale o frango, o peru ou até mesmo o chester ao tucupi.


    postado por 63926 as 02:52:16 # 0 comentários
    sexta, 22 junho, 2007
    Lendas Paraenses


    Botos que se transformam em homens e encantam mulheres; personagens que protegem animais e plantas da floresta, desnorteando caçadores; e crianças geradas por índias grávidas da cobra-grande.

    São algumas das lendas que compõem o folclore amazônico, como o Mapinguari. Encantam e perpetuam histórias contadas por índios e replicadas pela imaginação popular nas festas paraenses no interior do Estado.

    Vamos conhecer algumas delas:

    O MAPINGUARI :

    Um enorme homem todo peludo ou então um ser que muito se aproxima de um grande macaco, só que possuindo um olho no meio da testa, e uma grande boca, que se estende até a barriga na direção do umbigo. Para uns, ele é realmente coberto de pêlos, porém usa uma armadura feita do casco da tartaruga, para outros, a sua pele é igual ao couro de jacaré. Há quem diga que seus pés tem o formato de uma mão de pilão. Eis, em síntese, a descrição do Mapinguari, ente fantástico a povoar a região amazônica e a imaginação dos caboclos e demais interioranos que nela habitam.

    Segundo contam, ao andar pelas selvas emite um grito semelhante ao dado pelos caçadores. Se um deles se encontra perto, pensando que é outro caçador e vai ao seu encontro, acaba perdendo a vida: o Mapinguari devora-o, começando pela cabeça.

    Contam também histórias de grandes combates entre o Mapinguari e valentes caçadores, porém o Mapinguari sempre leva vantagem e os caçadores felizardos que conseguem sobreviver muitas vezes lamentam a sorte: ficam aleijados ou com terríveis marcas no corpo para o resto de sua vida.

    Há quem diga que o Mapinguari só anda pelas florestas de dia, guardando a noite para dormir. Quando volteia pelas selvas, vai gritando e quebrando galhos e derrubando árvores, deixando um rastro de destruição. Relatos outros informam que ele só aparece nos dias santos e feriados.

    Uns dizem que o Mapinguari é um animal raro, porém animal mesmo, enquanto outros acham que é originário de índios que alcançam uma idade avançada... após o que transformam-se no incrível monstro!

    Se você pretende ir ao interior e conhecer as belezas da floresta amazônica, vá com cuidado! Pode ser que se depare frente a frente com um Mapinguari...

    A COBRA GRANDE :

    Viviam o primeiro homem - Adão - e a primeira mulher - Eva - em total estado de pureza no Paraíso e eis que surge a serpente e põe tudo a perder, tentando a mulher a comer do fruto proibido. E depois de Eva, é Adão que come, e assim são expulsos do Paraíso, sendo obrigados por Deus a comer o pão com o suor do rosto. A serpente foi então considerada maldita por Deus entre todos os animais.

    Já no primeiro livro da Bíblia - o Gênesis encontramos a história acima sintetizada e verificamos que a cobra acompanha o ser humano desde que surgiu na Terra. E nos mais diversos povos encontramos crenças, lendas, mitos, rituais envolvendo as mais diversas espécies de ofídios.

    Em nossa região não poderia ser diferente. E aqui encontramos um dos mais fortes mitos envolvendo justamente a figura da cobra, de uma enorme e extraordinária cobra, por isso mesmo chamada de Cobra Grande.

    Na verdade, há várias lendas sobre cobras: além da Cobra Grande propriamente dita (boiaçu, boiçu, boiguaçu, boioçu, boiuçu, palavras de origem Tupi, a significar “cobra grande”, que outra não é senão a sucuri, réptil do qual no arquipélago de Marajó, existem espécimens de mais de 10 metros de comprimento), há ainda a boiúna, a Boitatá e outras menos cotadas.

    A Cobra Grande apresenta-se como enorme réptil que é capaz de virar, ou seja, fazer naufragar até mesmo embarcações de considerável porte, comendo ou levando para o fundo dos rios os passageiros. Temida pelos ribeirinhos, sobretudo os dos grandes rios regionais, a Cobra Grande apresenta uma grande variação quanto a sua origem: ora é um ser representativo do mal, ora é um ser encantado e que carrega a forma de um ofídio como sina, até haver quem o desencante (neste sentido, é conhecida a estória da Cobra Norato, parida de uma mulher engravidade pela Cobra Grande, e que, ao ser desencantada, por um soldado da Polícia Militar, acabou sentando praça...), ora ainda pode transformar-se em imenso veleiro, que aparece todo luminoso, sempre à noite, e que, ao aproximar-se dos trapiches ou de outras embarcações, desaparece misteriosamente... Quase todo ribeirinho já viu ou tem um parente ou amigo que já se defrontou com a Cobra Grande em forma de navio...

    A Boiúna (do Tupi, “cobra negra”) é também uma enorme cobra, de cor preta, que possui os mesmos sortilégios da Cobra Grande. Muitas vezes confunde-se a Boiúna, que, repetimos, significa “cobra negra ou preta” com a Cobra Grande. E diz-que tem dezenas de metros, os olhos são dois grandes faróis - e não falta quem diga que os olhos da Boiúna são na verdade os candeeiros colocados na frente da casa dos ribeirinhos, justamente para ajudar a navegação... mas Boiúna e Cobra Grande acabam confundindo-se e tornando-se uma só...!

    Em Barcarena existe um lugar conhecido como "Buraco da Cobra Grande", que é atração turística do municipio

    Já a Boitatá é diferente. Em Tupi, “cobra de fogo”, é uma cobra luminosa, que as vezes, assume a forma humana, porém mantendo sempre a luminosidade, e outras vezes confundindo-se com o fogo fátuo, gases emanados dos cemitérios ou de regiões que tenham matéria orgânica em decomposição. Embora cause medo ou pavor às pessoas que a veêm, não chega a assombrar ninguém, ou seja, não deixa aqueles que a encontram em situação de precisar de “pajés” ou “pais-de-santo” para livrá-los de algum assombramento...

    Mas, dissemos acima, há várias outras formas de cobras a perturbar a tranqüilidade do amazônida, principalmente do ribeirinho. O que não significa que os habitantes urbanos também não estejam por elas ameaçados!

    Em várias cidades, vilas e povoados amazônicos, existe a crença de que as mesmas estão situadas sobre a morada de uma... Cobra Grande! E Belém (atualmente) ou Santa Maria de Belém do Grão Pará, ou Nossa Senhora de Belém do Grão Pará, ou Feliz Luzitania, ou Feliz Espaniola (diversas denominações sobre as quais discutem historiadores para saber qual a verdadeira denominação que teve inicialmente a capital do hoje Estado do Pará) não foge a regra...

    Acredita-se e que Belém foi fundada sobre a casa de enorme Cobra Grande... E daí corre a crença que, se a Cobra Grande se mexe, Belém estremece! Se a Cobra Grande resolver sair de seu lugar, Belém irá afundar! E com Belém, todos os seus habitantes...!

    Acontece que... Estudo mais profundo do assunto poderia dizer se tal crença não nasceu dos primeiros missionários, que ao chegar em Belém, e, ao ouvir falar de Cobra Grande, a tenham resolvido esmagar, colocando-lhe a cabeça justamente sob os pés de Nossa Senhora, a Virgem Maria. Sim, porque a crença - ou a lenda? - a Cobra Grande que está sob Belém tem sua cabeça sob o altar da Catedral da Sé e a cauda sob o altar da Basílica de Nazaré. Aliás, a crença fala em mais duas outras direções para a cauda: uma, indica a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, no Bairro da Cidade Velha; a outra, na Igreja de Santo Antônio. Sob o ponto de vista da evolução, do crescimento da cidade de Belém, a versão da causa sob a Igreja do Carmo é a mais antiga. Com a evolução da cidade, sua cauda mudou para ficar em baixo da Igreja de Santo Antônio. E, finalmente, que é a maior corrente, mudar novamente e se ampliar até a Basílica de Nazaré... Afinal, os missionários, aqui, como em outras plagas, tiveram que adaptar a religião cristã à cultura local, a fim de poderem conquistar novos crentes... E, quem sabe, se com isto, não tenham personificado a “boiaçu” dos indígenas, no símbolos do mal, no demônio, e a tenham resolvido esmagar, colocando-lhe a cabeça justamente sob o altar da Catedral da Sé onde fica a imagem de Santa Maria de Belém. Por sinal muito parecido à Virgem esmagando a serpente, que era a encarnação do demônio.

    Por outro lado... a cabeça da cobra sob o altar da Catedral da Sé e a cauda em Nazaré, lembra também o famoso Círio de Nazaré que se inicia na Catedral e termina na Basílica de Nazaré...

    De qualquer forma, existem, até hoje, os que crêem na Cobra Grande sob Belém. Tanto que, durante o tremor de terra ocorrido em Belém na madrugada de 12 de janeiro de 1970, muitas pessoas disseram que era a Cobra Grande que estava se mexendo... E a lenda diz que, no dia em que a cobra sair do seu repouso, Belém será tragada pelas águas da Baía de Guajará...

    Crentes ou não, católicos ou não, lá vai a cobra grande humana... É o Círio de Nazaré... A grande serpente humana, a ondular-se, segue da Catedral da Sé para a Basílica de Nazaré... E alí, a grande cobra - não uma lenda, mas a realidade formada por mais de um milhão de pessoas - que volteou durante quilômetros, abaixa-se, curva-se, põe-se aos pés da Virgem... da Virgem de Nazaré, Padroeira dos Paraenses...!

    A MATINTA PEREIRA:

    Firifififiuuu...

    - É ela, a Matinta Perera...!

    - Olha, Matinta deixa a gente descansar e amanhã podes passar aqui pegar tabaco.

    No dia seguinte uma velha aparece na residência onde a promessa foi feita a fim de apanhar o fumo. A cena descrita podia acontecer nos subúrbios de Belém há alguns anos ou ainda hoje no interior do Pará e de toda a Amazônia.

    Mas... quem ou o que é a Matinta Perera?

    Matinta Pereira, Matinta Perera, Mati-Taperê, Mat-taperê, Matim-Taperê, Titinta-Pereira são algumas formas de grafar este mito que se apresenta principalmente como sendo uma velha acompanhada de um pássaro. O pássaro emite um assobio agudo à noite que perturba o sono das pessoas e assusta as crianças, ocasião em que se promete tabaco ou fumo (aparece como promessa principal) mas que também pode ser alimento. A velha, uma pessoa idosa do lugar, carregaria a sina de “virar” Matinta Perera, ou seja, à noite transformar-se em ser indescritível, a meter medo e assombrar as pessoas. O mito da Matinta Perera foi confundido (a meu ver indevidamente) com o do Curupira, do Caapora e do Saci. A Matinta Perera pode ser de dois tipos: com asa e sem asa. A que tem asa pode transformar-se em pássaro e voar nas cercanias do lugar onde mora. A que não tem, anda sempre com um pássaro, considerado agourento, e identificado como sendo “rasga-mortalha”. Dizem que a Matinta, quando está para morrer, pergunta:

    - Quem quer? Quem quer?

    E se alguém mais afoito, principalmente mulher, disser “eu quero”, pensando em se tratar de alguma herança de dinheiro ou jóias, recebe na verdade a sina de “virar” Matinta Perera. Embora a grande maioria de registros informe que a Matinta Perera é mulher, colhi pelo menos uma história passada em Inhangapi em que a Matinta Perera era um homem, por sinal um negão forte e musculoso.

    Há fórmulas mágicas que permitem “prender” a Matinta Perera. Um deles exige uma tesoura virgem, uma chave e um terço. Cerca de meia noite deve-se abrir a tesoura, enterrar na área, colocar no meio a chave e por cima o terço, após o que rezam-se orações especiais. A Matinta Perera ficará presa ao local, não conseguindo afastar-se...

    No livro “Visagens e Assombrações de Belém” narro a história “A Matinta Perera do Acampamento”, ocorrida na década de sessenta, na qual uma Matinta Perera foi presa pela fórmula e levada pelos habitantes ao Posto Policial do bairro da Pedreira, onde foi feita a acusação de que a mulher “virava” Matinta Perera, ante os policiais incrédulos. Mas naquela época - como até hoje - não se configurava como crime em lei “virar” Matinta Perera, e a mulher ganhou a liberdade, voltando como vingança, a azucrinar a paciência dos moradores do Acampamento com seus estritentes assobios:

    - Firifififiuuu...

    CURUPIRA :

    Curupira - a mãe do mato.

    É interessante que geralmente se use o artigo definido masculino “o” para referir-se a este fantástico ente das florestas a quem se empresta justamente o atributo feminino da maternidade. Realmente, no interior paraenses ou amazônida, não se referem a este ser como se fora mulher: é sempre o curupira, mas no entanto lhe é reconhecido de maneira generalizada a proteção da flora e fauna sob o nome genérito e extensivo de “mãe do mato”.

    Descrito como sendo um pequeno ser com traços índios, segundo alguns com os pés virados para trás, cor escura, o curupira possui o dom de ficar invisível. Guardião das florestas e dos animais, é entretanto protetor daqueles que sabem se relacionar com a natureza, utilizando-a apenas para a sua sobrevivência, ou seja, o homem que derruba árvores para construir sua casa e seus utensílios, ou ainda para fazer o seu roçado e caça apenas para alimentar-se, tem a proteção do Curupira. Mas aqueles que derrubam a mata sem necessidade, os que maltratam plantas e animais, os que caçam por pura perversidade, estes têm no Curupira um terrível inimigo.

    E como o Curupira se vinga daqueles que afrontam a natureza? Há muitas maneiras diferentes e os povos da floresta contam histórias e mais histórias...

    Estatua do Curupira, existente no Bosque Rodrigues AlvesDizem que o Curupira faz o mau caçador perder a noção de seu rumo e ficar dando voltas no mato, retornando sempre ao mesmo lugar. Para escapar e salvar-se, só pegando um cipó no mato, fazendo um traçado, escondendo as pontas, jogando para trás sem olhar e gritando: - Curupira, quero ver se és capaz de desfazer este traçado! Diante do desafio, o Curupira vai pegar o cipó entrelaçado e acaba distraindo sua atenção do caçador, que acaba achando o caminho de volta. Outra forma de atingir o malvado é fazendo com que sua arma (arco e flexa, lança ou arma de fogo) fique “panema”, ou seja, azarada, e portanto incapaz de acertar qualquer tipo de alvo, principalmente a caça.

    Para acabar com a “panemice” (o azar), tem de procurar um pajé, que vai fazer banhos de ervas e rezar orações especiais.

    Se o caçador vai matar um animal fêmea com cria, aí o curupira fica realmente zangado e faz com que a pretensa caça vire meuã . Virar meuã é de repente portar-se como se gente fosse, e fazendo gestos como a implorar piedade. Neste momento, o caçador fica assombrado, não consegue mais fazer pontaria e foge apavorado, procurando o rumo de casa. Tem também que procurar o pajé. Dizem que pessoas que viram animais virarem “meuã” nunca mais quiseram saber de caça...

    Como se vê, o Curupira - a mãe do mato é, acima de tudo, em tempos atuais uma entidade ecologicamente correta...

    Assim é o imaginário paraense, e há que diga já terem as visto. Para Conhecer os mitos e lendas do Pará, que equivalem, praticamente, aos da grande Região Amazônica, é fazer uma linha e fantasiosa viagem, cheia de aventuras! Mas só podem fazê-la aqueles que sentem atração pelo desconhecido e não tem medo... É fascinante todo este imaginário de lendas e mitos. 

     VOCÊ ACREDITA?


    postado por 63926 as 10:58:14 # 8 comentários
    Tradição e expressão de uma cultura


    O Artesanato Paraense espelha o contexto cultural do seu povo, do homem da Região Amazônica — índio, caboclo, amazônida — e do seu meio ambiente: floresta, rio, animais, lendas, mitos...

    Este artesanato está representado por vários ramos — cerâmica, cestaria, talha, objetos de madeira, de ouriço, de cheiro, de conchas, cuias e outros materiais, criando um segmento importante e criativo da nossa cultura, sendo também uma vertente para a economia paraense, muito embora ainda pouco explorada e que não dispõe de uma política governamental específica que atenda os seus dois eixos básicos: cultura e mercado.

    Existem também os artigos de cheiro que possuem uma tradição muito grande na nossa cultura.

    O cheiro é uma mistura de cascas de árvores e raízes, que são raladas e depois dosadas de acordo com o aroma de cada uma, transformando-se em pó granulado de perfume peculiar.

    A matéria-prima do cheiro na sua maior parte é originária de exemplares nativos de nossa flora. As raízes são o patchuli e a priprioca, e as cascas são de Macacaporanga, Casca Preciosa, Mucuracaá, Cipó Catinga, Japana, Mangerona, Catinga de Mulata, Trevo Mangericão, Pataqueira, Cumarú, Oriza, para destacar as mais usadas.

    O patchuli, também grafado com patexulí e pachuli, é uma palavra que quer dizer folha verde (pacu = verde + ilai = folha). É uma herbácea da família das Gramíneas, originária da Malásia. É da raiz seca do patchuli que se fazem leques e ventarolas que ao movimento de abanar exalam um perfume peculiar, exótico. Fabricam-se também bonecas decorativas. De sua folha confeccionam-se chapéus. É também utilizada a raiz, em molhos amarrados, para perfumar roupas e afugentar insetos. A raiz do patchuli é utilizada na tradicional garrafada, que é um cheiro líquido feito com álcool, raízes e cascas de árvores, usado pelo paraense, principalmente após o banho.

    O aproveitamento do cheiro pelos artesãos é variado, apresentando-se natural, em sachet (pequenos pacotes de papel de seda ou de pano) para perfumar móveis que contenham roupas, pequenas bonecas conhecidas como Nêga Maluca e colocado no álcool ou em colônias.


    postado por 63926 as 10:43:43 # 3 comentários
     
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