
segunda, 27 julho, 2009
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| Filhos |
 Compartilhar minhas ideias a respeito de filhos, permitirá repensar a mãe que estou sendo. Tenho pensado em mim como filha sempre que critico algum de meus filhos. Percebo o quanto nos tornamos egoístas e prepotentes quando atingimos a idade adulta. Nossos ouvidos se fecham e escutamos a nós próprios, dexando de considerar o que nossos pais nos dizem, porque os achamos chatos e metidos. Estou vivendo isso atualmente com os dois filhos que moram comigo. Quando falo algo sou chata, estou me metendo em suas vidas. E se acaso nada falo, também eles não conversam comigo. Isso me coloca diante de mim própria e sinto a dificuldade que muitos pais devem sentir ao serem deixados de lado por seus filhos. Fico questionando se foi a educação que falhou, se fui eu que não soube ser mãe. Mas quando penso na minha reação diante da atitude deles, percebo que por melhor que eu seja como mãe, ainda assim não sou a mãe ideal que eles desejariam. Então, lembro o quanto idealizamos pessoas e vamos em busca delas. Vamos nos relacionando com as pessoas por meio de nossas expectativas que nem sempre são correspondidas pelas pessoas que estão ao nosso lado. Nossa sociedade nos ensina a sermos desse modo. Tenho observado as novelas, propagandas e filmes de forma mais crítica e visto o quanto estamos envolvidos numa rede de relações em que a traição, a mentira, a inveja, a prepotencia enter outros são valorizados. As tramas exibidas pela midia nos alienam de um mundo que queremos diferente, mas que não conseguimos superar a nós próprios para efetivarmos uma mudança interna. Passamos a maior parte de nossas vidas nos "achando", sem elevarmos o olhar para quem é mais experiente. Este dizemos ser velho, com pensamentos retrógrados e por isso não os ouvimos. Também passei por isso e somente na fase da maturidade na qual estou, me dou conta do quanto fui prepotente com meus pais, professores, enfim, pessoas mais experientes. Estar vivendo esse momento com meus filhos adultos, me tem feito questionar a mim própria como mãe, mulher, profissional. Penso ser dificil para qualquer pessoa esse estar diante de si própria diante do olhar do outro. Mas é um grande aprendizado e tem feito de mim um outro ser humano.
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Marisa Debatin as 08:42:49
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sexta, 09 janeiro, 2009
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| 2009 pede mudança |
2009. Novo ano, novas possibilidades no viver. Você pensou em iniciar este ano de forma diferente? Pense em fazer uma faxina em sua vida. Isso mesmo que está lendo. Em nossas vidas podemos fazer faxina também. Vou fazer algumas reflexões com você, caro(a) leitor(a). Caso resolva faxinar sua vida, continue lendo. Do contrário, vá para outro link. Vamos começar pelos pensamentos, pois nos relacionamos com os outros e as coisas de acordo com o que pensamos deles. Reflita: quais os pensamentos que incomodam você? Quais os que deixam você com muita raiva? Os que lhe causam irritação? E os que provocam tristezas? Sugiro fazer uma lista para cada pergunta. Com a lista em mãos, escreva ao lado: desde quando esses pensamentos povoam sua mente? Depois, o que provocou cada um deles? Por último decida o que irá fazer com eles. Caso você tenha decidido exclui-los de sua vida, pense que sua tarefa será árdua, mas possível. Como? Cada vez que um deles retornar, procure desviar sua atenção para alguma outra coisa. Isso só depende de você. Procure ficar alerta em relação aos seus pensamentos, para aprender a controla-los. Essa primeira etapa considero a mais difícil, porque precisamos pensar. Por meio de nossos pensamentos nos relacionamos com o mundo. Portanto, torna-se fundamental você aprender a controlar seus pensamentos para sentir-se mais leve. A próxima etapa virá outro dia, pois você precisa ter um tempo para esse aprendizado. Até outro dia.
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Marisa Debatin as 03:39:38
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domingo, 21 outubro, 2007
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| Construção!! |

Essa foto serve para refletirmos sobre nossa própria construção. A cada dia estamos nos modificando na relação com o mundo. Cada um se torna o homem ou a mulher que se escolhe ser. Muitas vezes, pessoas tentam nos fazer ser o que elas querem e isso nos deixa em conflito com nosso EU, ou seja, nossa subjetividade. Desde nosso nascimento estamos construindo nossa subjetividade. Aprendemos a ser e estar no mundo com os modelos de homens e mulheres que passam por nossas vidas: pais, tios, tias, primos, vizinhos, colegas, professores, enfim, com todas as pessoas com as quais nos relacionamos. Cada uma delas vai nos modificando ao mesmo tempo que também estão sendo modificadas por nós, pois as relações são dialéticas. Podemos dizer que somos parte dos outros e os outros são partes de nós.
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Marisa Debatin as 10:01:42
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