TRABALHO SOBRE O NAZISMO
TRABALHO SOBRE O NAZISMO

domingo, 28 outubro, 2007
NAZISMO NO BRASIL
O nazismo no Brasil 

Reportagem: Raul Dias Filho
Produção: Rafael Perantunes e Lenadro Santana
Edição de imagens: Pedro Piron e Odair Marquesolo
Edição: Sandro Moreira
Auxiliar técnico: Bruno Carioca
Apoio: TV Pampa/ RS

Vídeos mostram a ação dos grupos neonazistas. As cenas foram gravadas na Europa e circulam entre jovens neonazistas do Brasil. Os seguidores de Hitler treinam lutas antes dos ataques, fazem saudações nazistas, exibem armas e se escondem atrás de um capuz para atacar.

Os ataques são de surpresa em metrôs e vagões de trens. São muitos contra um e a vítima não tem chance de defesa. São cenas de covardia que também acontecem no Brasil. Mais de 60 anos depois da morte de Hitler, as idéias do nazismo sobrevivem.

Ataque covarde
Na penumbra e sem se identificar. Foi com esta condição que estes dois homens aceitaram gravar entrevista. 
- Qual a relação de vocês com o nazismo? É só de simpatia?, pergunta o repórter.
- Se eu não fosse brasileiro, eu diria que eu era alemão.

Eles são nazistas assumidos, adoram o tirano Adolf Hitler e acreditam na superioridade racial. "Não gosto de judeu. Não gosto mesmo. Se tiver que passar longe, eu passo longe", diz.

Quando saem das sombras é que os neonazistas mostram que a intolerância e a violência não se limitam às palavras. Praticamente no centro de Porto Alegre, há pouco mais de um ano, três jovens judeus foram atacados por um grupo de 14 pessoas. Todos foram identificados como integrantes ou simpatizantes de um movimento neonazista. Quatro deles vão ser julgados por tentativa de assassinato.

Fotos mostram uma das vítimas no hospital. O rapaz ficou quase um mês na UTI e com medo, o jovem decidiu se mudar de Porto Alegre.

Outro jovem atacado pelos neonazistas ainda mora na capital gaúcha, mas a família vive com medo. "Vieram de todos os lados, era muita gente. Uns 10, 15, estavam de faca. Testemunhas disseram que tinha gente com arma de fogo, alguém tentou ajudar, eles não deixaram, puxaram a arma . Fui agredido com duas facadas. Uma na barriga e outra no braço porque fui me defender dos golpes. Eu não sabia que existiam esses grupos aqui", conta a vítima.

O delegado Paulo César Jardim explica a ação. "Esse ataque foi feito de forma disciplinada, em três grupos. Um grupo agredia a pontapés, pisavam em cima daquele jovem. Um outro grupo desafiava as pessoas que apartavam e um outro grupo de três pessoas ordenava o que cada um tinha de fazer".

O contra-ataque
O delegado Paulo César Jardim é um caçador de neonazistas e atua no sul do Brasil. Ele tem um mapa, para identificar a localização dos simpatizantes do nazismo. "Nós estamos lidando com uma organização e uma ideologia histórica internacional. O ataque que fizeram aqui no Rio Grande do Sul foi exatamente no dia em que o mundo comemorava a vitória das forças aliadas sobre o nazismo. Isso é simbólico".

Para identificar os neonazistas, o delegado estudou os códigos e os símbolos que eles usam. O número 88, por exemplo, representa um duplo "h", iniciais da saudação "heil, Hitler!"

As tatuagens também têm um significado. A tatuagem do careca crucificado mostra que a pessoa já foi presa ou já matou alguém.

Os neonazistas agem no submundo. Usam a música para espalhar a propaganda do ódio racial. Um vídeo apreendido pela polícia gaúcha é assustador. A fita mostra o show de uma banda que defende as idéias de Hitler. A platéia é formada por jovens de cabeças raspadas. Eles dançam numa espécie de transe e fazem saudações aos símbolos nazistas como a suástica, a cruz com os braços voltados para o lado direito.

Nazistas no poder
Vamos voltar no tempo. Europa, década de 30, a Alemanha enfrenta a pior crise econômica da história. Inflação, desemprego, medo do comunismo. Foi nesse cenário que as idéias de Hitler ganharam força.

Hitler chegou ao poder prometendo transformar o país na maior nação do mundo. Dizia que o alemão era um povo superior. O passo seguinte foi começar a matar quem era considerado inferior: judeus, ciganos, negros, homossexuais e deficientes físicos. De 1933 a 1945, o nazismo eliminou na guerra e em campos de extermínio cerca de 20 milhões de pessoas.

Harry Alt foi soldado no exército de Hitler, hoje ele mora no interior de São Paulo. O nazista arrependido quer agora receber uma indenização do governo alemão.

Partido nazista no Brasil
As idéias nazistas chegaram ao Brasil na década de 30, com a chegada de Hitler ao poder. Nessa época, o partido nazista no Brasil só perdia para o da Alemanha. Eram quase 3 mil filiados espalhados por 17 Estados brasileiros. A historiadora Ana Maria Dietrich há dez anos pesquisa o nazismo no país. "Era um partido nazista no Brasil, não um partido nazista brasileiro. Uma vez que os brasileiros não tinham representatividade nesse partido. Eles também estavam impedidos de entrar, porque os únicos que poderiam eram cidadãos alemães", explica.

Apesar de não ter representatividade política, o partido nazista promoveu diversas atividades no Brasil . Os documentos reunidos pela historiadora comprovam. São fotos de partidários, convites para reuniões, cartões postais com imagens de Hitler, revistas e jornais. Uma das publicações revela o plano nazista para conquistar o Brasil e toda a América do Sul nas décadas de 30 e começo da década de 40. "As próprias crianças eram chamadas para participar dessa propaganda Hitlerista", conta a historiadora.

A propaganda nazista
Foi a propaganda em massa a alma da expansão nazista. O controle dos meios de comunicação deu a Hitler o poder sobre corações e mentes. Hoje as idéias de Hitler ganharam um aliado poderoso: a internet. "Fico estarrecido. Uma pesquisa há algum tempo mostrava que havia 40 mil brasileiros em comunidades nazistas no Orkut. Esse número hoje pode chegar a 50 mil. Não sou alarmista, mas não posso descartar o perigo. Você nunca sabe onde isso pode levar. O estopim do que pode acontecer", diz o jornalista Daniel Benjamin Barembein

Pela internet também é possível comprar livros que divulgam as idéias nazistas. A venda desses livros foi proibida pela justiça do Rio Grande do Sul, mas nós conseguimos comprá-los sem nenhuma dificuldade. Fomos até o endereço em Porto Alegre. Lá funciona a editora que publica os livros proibidos.

Entregamos os livros ao Ministério Público do Rio Grande do Sul. Eles vão ser anexados ao inquérito policial que investiga as atividades da editora revisão.

O dono da editora é Siegfried Wellwanger Castan. No endereço onde os livros são vendidos, fomos informados de que é impossível falar com ele.

A lei brasileira diz que promover o nazismo é crime inafiançável, punido com pena de dois a cinco anos de prisão.

Os livros alimentam a formação de novos nazistas em todo o Brasil. O Domingo Espetacular localizou em São Paulo integrantes desses grupos. Eles tentam negar a história. "Dizer que existiu campo de concentração. Até hoje não foi provado que existiu uma câmara de gás".

Este homem sabe que existiram as câmaras de gás. Não por ter ouvido falar. Mas por ter sobrevivido a elas. Ben Abrahan passou cinco anos e meio em campos de concentração. "Eu vi pessoas despidas na frente das câmaras de gás e vi chaminé em crematório de Auschwitz funcionando dia e noite e senti nas minhas narinas o cheiro da carne queimada. Presenciei fuzilamentos em massa, enforcamentos coletivos, sofri torturas e sobrevivi só Deus sabe como. Quando fui libertado pesava 28 quilos, tuberculose dupla, escorbuto, desinteria com sangue, mas sobrevivi. Foi minha determinação de sobreviver para contar o que aconteceu para não permitir que aconteça o mesmo para qualquer povo na face da terra".

Brasil em alerta
E os novos nazistas brasileiros? Que perigo eles oferecem à sociedade? "Eu diria que é um perigo em potencial. Porque por enquanto você não encontra uma força política real. Não é igual a década de 30 e 40 que eles usavam estádios de futebol de São Paulo, do Canindé, por exemplo, para fazer uma grande manifestação em prol do nazismo. Mas você encontra ações isoladas. Pessoas que por ignorância que não conhecem até que ponto esse regime chegou", explica Ana Maria.

O que você vai ler agora é assustador. Nós conversamos com quatro representantes de um grupo que se apresenta como neonazista de extrema direita. Eles contam como atacam e dizem que costumam armar emboscadas.

Os neonazistas de São Paulo mostram as armas que usam para atacar as vítimas: punhal e soco inglês. Dizem que batem para machucar. Eles tem entre 20 e 25 anos, fazem parte de uma gangue de 18 pessoas e pregam o ódio. São uma ameaça, mas este sobrevivente de um campo de extermínio, aos 81 anos, não vai descansar. "Devemos aprender no passado, como enfrentar o presente e preparar um futuro melhor sem guerras, sem matanças para o mundo entender que guerra e violência não conduzem a nada", finaliza Ben Abrahan.



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18 de outubro de 2007

18 de outubro de 2007

 

Berlim - Um de cada quatro alemães acredita que o regime <http://www.jornaldamidia.com.br/> nazista teve alguns aspectos positivos, segundo uma pesquisa divulgada hoje na Alemanha.

A sondagem foi realizada após uma polêmica que envolveu Eva Herman, uma apresentadora de televisão que no mês passado perdeu seu trabalho por ter defendido algumas posições do Terceiro Reich.

Agora, ao menos indiretamente, uma boa parte da população parece dar razão a Eva.

A revista Stern encomendou uma pesquisa ao Forsa-Instituts e dedicou a edição que sairá amanhã ao nazismo e, sobretudo a Eva, cujo rosto aparece na capa com o título "O engano nazista".

A revista destacou em uma edição divulgada hoje, antecipadamente, as opiniões desses 25% dos alemães que vêem na era hitlerista alguns elementos positivos.

A ex-apresentadora da emissora NDR foi despedida no começo de setembro depois que a imprensa nacional ressaltou algumas observações contidas em um de seus livros, segundo as quais a "Alemanha não reconhece mais o mesmo valor aos filhos, a figura da mãe e da vida familiar que atribuía durante o regime de Adolf Hitler".

A notícia da demissão correu o mundo, mas seu eco e as polêmicas que surgiram na Alemanha não servirão para fazer Eva retornar de trás das câmeras, ainda mais porque a apresentadora não está disposta a mudar de opinião.

Segundo a pesquisa, 70% dos alemães, na realidade, consideram que Hitler não tinha nada de positivo, enquanto 5% disseram não saber responder à pergunta.
Segundo a pesquisa, quanto mais aumenta a idade dos entrevistados, mais o nacionalismo é colocado sob uma luz positiva.

Entre milhares de pessoas consultadas entre 11 e 12 de outubro (apenas dois dias depois de Eva deixar seu programa), 37% dos sexagenários expressaram um parecer positivo, enquanto o menor nível de apoio -15%- compreende as idades entre 45 e 59 anos.

Os mais jovens estão na metade do caminho, com 20%.




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27 de setembro de 2007

 

27 de setembro de 2007

 

A crueldade do regime nazista em imagens inéditas: fotografias do cotidiano dos militares no campo de concentração revelam a indiferença dos oficiais alemães à matança de judeus em Auschwitz.

 

 

Fotos de militares em clima de descontração poderiam ser apenas lembranças do passado, mas são imagens revoltantes. Os homens são oficiais nazistas; as mulheres, empregadas do serviço de informação de Hitler. Eles se divertiam na casa de repouso dos militares no campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, no fim de 1944.

Nos dias em que a maioria das fotos foi tirada, milhares de judeus da Hungria eram executados; quem sobrevivia bebia água suja e disputava pedaços de pão..Já entre os oficiais nazistas, não faltavam bons charutos, vinhos e música.

As fotos, inéditas, acabam de ser doadas ao Museu do Holocausto, em Washington. Elas foram encontradas 60 anos atrás por um oficial americano num apartamento em Frankfurt. Meses atrás, ele ligou para o museu, conversou com a pesquisadora Rebecca Erbelding e enviou para ela todo o material.

Rebecca diz que as fotos mostram mais do que oficiais em momentos de lazer: elas documentam a obstinação do regime nazista em assassinar seres humanos.

O álbum pertencia a Karl Hocker, que era o ajudante de ordens de Richard Baer, o comandante do campo.

O homem mais famoso a aparecer nas fotos é Joseph Mengele, que depois da guerra se refugiou no Brasil e morreu em 1979. Quando a foto foi tirada, ele era conhecido como o "anjo da morte", por causa das monstruosas experiências médicas que fazia com os prisioneiros do campo; Mengele torturava, mutilava e enlouquecia prisioneiros para saber os limites da resistência humana. Nas fotos, ele aparece sempre tranqüilo, sorridente.

Joseph Robert White, historiador dos campos de concentração do regime nazista, diz que as fotos mostram como é fácil cometer genocídio e, ao mesmo tempo, “manter uma atitude absolutamente normal”.

As 119 fotos dos oficiais alemães estão sendo comparadas com fotos tiradas nos mesmos dias, só que no lado dos prisioneiros. Quase 200 dessas fotos de vítiimas sobreviveram à guerra; elas nem mostram todos os horrores de Auschwitz, mas revelam como o extermínio dos judeus continuou sem trégua, mesmo nos últimos meses da Segunda Guerra Mundial, quando o regime nazista estava derrotado pelas tropas aliadas e pelos russos.

SITE COM AS FOTOS

http://www.ushmm.org/research/collections/highlights/auschwitz/auschwitz_album/



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