Edmar UFC
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quinta, 12 outubro, 2006
Comentarios sobre um modelo para acompanhamento do aprendizado em EaD

COMENTÁRIOS SOBRE UM MODELO PARA ACOMPANHAMENTO DO APRENDIZADO EM EAD

Edmar Ribeiro

            O tema de avaliação, em aprendizagem, sempre foi muito complexo. Evidentemente, já existia antes do surgimento do mundo virtual e seu caminho novo para o ensino.

            A aferição  é mister estar vinculado e comprometido com seu resultado final, o aprendizado:   “Avaliar é refletir, planejar, estabelecer objetivos e metas, devendo estar a serviço da aprendizagem”.  (Prof. Gilberto, aula 2, tópico 1). Nesta segunda parte da observação, no meu entender deve focar-se prioritariamente o trabalho do trabalho avaliativo. É que todos os dados a que ela se refere, têm o alvo final nesse sentido.

Diferentemente do caso presencial , quando em provas tarefas e exames formais, que têm agregada a observação do interesse, participação, freqüência e outros dados relativos à atenção e apreensão do estudante, em EAD, há perda de parte dessa busca informativa, pela falta do contato presencial entre o instrutor e o aluno.

            Passa-se então para um modelo em que seu cerne buscar e codificar os dados referentes às interações do aluno com o ambiente do aprendizado. Essa interatividade, que é, a meu ver, o centro nevrálgico do trabalho em EAD, é o ponto fulcral que substitui, com algumas vantagens, o contato real e físico entre os agentes do aprendizado.

            Evidentemente, na atualidade, está disponível uma soma variegada de ambientes para a educação á distância, cada um deles tendo diversos suportes avaliativos e de acompanhamento.

            O artigo (Modelo para Acompanhamento do Aprendizado em Educação à Distância (SILVA et VIEIRA, UFSCar)  apresenta uma tabela em que os mecanismos são identificados, relacionando vários ambientes de aprendizagem, contando com área de acompanhamento e avaliação.

            Nas ações expostas, são expostas várias atividades, todas levando a uma (inter)atividade com maior ou menor intensidade.

            Notei com interesse particular, a descrição de um programa (Agente Monitorador de Aprendizagem à Distância, apud SILVA & FERNANDES, 2000), que tem ações de acompanhar e auxiliar o aluno na aprendizagem, com disposição de dados de avaliações, e, sobretudo, auxiliar na motivação. São três os agentes: aprendiz, facilitador e sistema.

            Instigante também a idéia de implantação de log  para coleta de informações. Desta forma, dados são fornecidos relativamente à duração, ordem e freqüência dos acessos às páginas do curso.

            Evidentemente, torna-se impossível eleger-se, como num passe de mágica, ou por um critério personalista dos agentes,  escolher e determinar a forma de retenção das informações em educação à distância. Creio que tal escolha dependerá, variadamente, tanto dos ambientes, como da própria estrutura do Curso, seu projeto e objetivos que queira alcançar al final.

As articulistas propõem três níveis para orientar a implementação do acompanhamento do aprendizado.

No primeiro, a coleta do log e rastreamento de comunicação, referem-se ao seguimento do aluno em suas ações e comunicações. Tais ações não se restringem somente às atividades referentes à disciplina, e, sim, ao todo do agir global dele no ambiente, inclusive, evidentemente, sabendo do quanto contribuirá na interatividade.  Porque não dizer, vê-se aí, uma observação holística, onde se apreenderá os níveis de atuação do aluno no ambiente em que estará inserido.

O segundo nível refere-se à soma dos resultados das atividades. É que, sendo baseado em regra estabelecida pelo instrutor, para cotejar o valor avaliativo das atividades propostas para a disciplina. Evidentemente, há completa interdependência para com as propostas gerais do curso e suas regras de validação pré-determinadas para a mesma avaliação.

O último nível refere-se à análise dos dados e a tomada de decisão.  Neste nível são analisados os dados auferidos nos níveis 1 e 2, quando são geradas as ações para os resultados encontrados.

O artigo apresenta, por fim, a forma de como podem ser implementados os mecanismos tratados. A proposta (cf. SENO & VIEIRA, 20001), está sendo desenvolvida no Departamento de Computação da Universidade Federal de São Carlos.

            Num primeiro momento, a modelagem do Banco de Dados para Diagnóstico das Interações do Aluno, objetiva o armazenamento das informações do nível 1. Nele, cada aprendiz pode realizar qualquer número de ações, que estão disponíveis ordenadamente. Todas as mensagens dos agentes estão armazenadas. As informações aí contidas são diretamente vinculadas à intensa interatividade, auscultando tanto o interesse do aluno, a freqüência de utilização de mecanismos, indo até ao saber com qual freqüência o mesmo se detém em cada mecanismo.

            Quando da implementação do nível 2, são expostos critérios para avaliação a cada atividade. Serão, então, fornecidos subsídios para aquilatar o nível de aproveitamento do aluno em certa atividade, e até mesmo conhecer seus pontos mais vulneráveis na apreensão de determinado conhecimento fornecido.

            Acredito que sejam quais forem as formas e instrumentos de que se possam dispor e utilizar para a avaliação em EAD, a mesma não pode desvincular-se de, não tanto uma “idéia fixa” de suprir a presença física do professor e do aluno no aprendizado, mas tem como direção focal e vital, aquilatar a interatividade real levando e tendo como resultado final o efetivo conhecimento   apre(e)ndido. Evidentemente, esse interrelacionamento pode sofrer algumas alterações, devido à acessibilidade, imperícia no manutenção e manuseio dos equipamentos e, sobretudo, também se considerando a visão holística do aprendiz.



postado por 39136 as 10:03:14
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