Em 2005, foram assassinados, pelo menos, 63 jornalistas no exercício de sua profissão, ou por manifestar suas opiniões. Uma cifra que não era tão elevada desde 1995 (naquele ano encontraram a morte 64 jornalistas, 22 deles na Argélia). Também mataram cinco colaboradores de meios de comunicação (produtores, motoristas, tradutores, técnicos, agentes de segurança, etc.). Pelo terceiro ano consecutivo, o Iraque continua sendo o terreno mais assassino : ali, 24 jornalistas e 5 colaboradores dos meios encontraram a morte durante o ano. No total, 76 jornalistas e colaboradores morreram no Iraque desde o início do conflito armado, em março de 2003. Vale dizer, mais que durante a guerra do Vietnã, entre 1955 e1975. Os atentados terroristas e os ataques da guerrilha iraquiana são a primeira causa de mortalidade entre os profissionais da informação. Mas o exército norte-americano é responsável pela morte de três jornalistas e colaboradores de meios de comunicação. Em 28 de junho, disparos norte-americanos mataram o diretor iraquiano Wael Al Bacri, de 30 anos. No dia seguinte, um porta-voz da 3ª divisão de infantaria, que tem base em Bagdá, reconheceu que uma unidade norte-americana estava implicada na morte do jornalista, e que havia sido aberto uma investigação. Desde então, o exército não apresentou nenhum resultado deste caso. O mesmo que ocorreu em todos os outros casos anteriores. Fonte: Repórteres Sem Fronteiras (www.rsf.com.fr)
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