
Os Estados Unidos começaram a perder a guerra do Vietnã no exato momento em que a sala de estar das famílias norte-americanas foram invadidas pelas cenas da barbárie, transmitidas todas as noites pela TV. Os massacres de civis, o banho de sangue permanente das expedições punitivas, o inferno do napalm, tudo isso foi corroendo, pouco a pouco, a ideologia que sustentava a invasão militar como obra de um esforço “libertador” e “civilizatório”. Mas, o que foi decisivo para que a maior potência militar do planeta fosse subjugada pelo pequeno – e heróico – povo vietnamita foi a entrada em cena de um forte, radical e profundamente humanista movimento popular anti-guerra. Esta aliança inusitada - resistência encarniçada do povo do Vietnã e luta de massas da juventude nos Estados Unidos – foi a chave que conduziu, após mais de 10 anos de massacre ininterrupto, a um desfecho favorável à paz. No momento em que surgem mais denúncias de chacinas de civis no Iraque, executadas pelas forças de ocupação, como foi o caso do massacre de 11 civis, incluindo mulheres e crianças, na cidade de Ishaqi, cerca des 100km ao norte da capital, Bagdá, torna-se ainda mais urgente e necesaria a retomada e ampliação de um forte movimento social pela paz. Somente assim será possível derrotar a política genocida do governo de George W. Bush.
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