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sexta, 08 janeiro, 2010
A crônica da imperfeição

                             A crônica da imperfeição

                                                                                                                                                 by  Lecy Pereira Sousa


Segundo especialistas no assunto, uma crônica  é um retrato em palavras do tempo presente, mais precisamente, do cotidiano, do passar das horas e coisa e tal.Cronos, aquele deus grego, posto que todo mundo copia a Grécia, mas finge que é original, entende?

 

Lá vai uma moça com biquíni de bolinhas tomando um sorvete de morango. Eis um motivo para uma crônica ou para mais uma edição de Reality Show que no Brasil poderia se chamar “Bisbilhotando a artificial e erótica vida alheia em confinamento”. Daqui a pouco hão de ser criada s premiações com estatuetas para melhor desempenho em programas desse, digamos, gênero .

 

Se lá vai uma moça - se é moça é porque o autor conhece a personagem no seu íntimo - com biquíni de bolinhas -claro que deve ser um clube ou uma cidade praiana, vai uma beldade andar assim pelas ruas de Contagem para ver no que dá – nota de parágrafo: Contagem é uma cidade industrial que fica em Minas Gerais , estado que não tem mar mas já esteve submerso há milhões de anos - de duas uma: ou a pitéu é uma esculachada e mal informada sobre a situação da camada de ozônio, ou é uma gata politizada, à frente do seu tempo usando grossas camadas de protetor solar UVA e UVB. É uma pena que as lavadeiras de roupa do Rio Jequitinhonha em Almenara, também em Minas Gerais , nunca tenham tempo para pensar nessas coisas. Eis a prova de que há pequenos universos dentro de um universo só.

 

Essa mania europeizada de criar padrões de excelência para tudo , regras de ABNT Portable é que têm fabricado as saborosas divergências em todas as  áreas humanas ou exatas. A esdrúxula necessidade de MBA para você e x por sua habilidade literária num site é bastante sinal de que prezamos mais as grifes que a criatividade. Contraditoriamente nem todo talento  in natura   é autorizado pelo MEC. A arrogância etiquetada é bastante inimiga da prudência literária. Literatura formatada é tudo que interessa à geração de robôs humanóides que vem por aí. Daí se elimina o fator humano e se enfia os robôs na produção de poemas, crônicas, roteiros, romances, colunas sociais. A personalidade é a que habita o traço da imperfeição. O resto são paraísos artificiais. Emoção não rima com equação.

 

Eis uma crônica imperfeita, mas o namorado da moça de biquíni de bolinha acaba de aparecer no cenário de verão numa tarde de domingo. Ele está mau humorado. É melhor eu parar por aqui.


postado por 12542 as 05:08:53 # 0 comentários
domingo, 01 novembro, 2009
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postado por 12542 as 10:41:05 # 0 comentários
sexta, 18 setembro, 2009
Poesia na Rede

Poesia na Rede

                                                  Lecy Pereira

 Capa_poesia

 Capa_poesia

O livro “Poesia na Praça Sete 1ª e 2ª edição” passa, literalmente, a rede na cidade de Belo Horizonte em busca daquelas pessoas que vertem lirismo, encanto ou desencanto além da selva de pedra, através da poesia.

O projeto que tem como empreendedor o atuante poeta Rogério Salgado apoiado por Lei de Incentivo à Cultura, Fundação Municipal de Cultura e Prefeitura de Belo Horizonte coloca em plena Praça Sete poetas que já possuem um trabalho bem divulgado e reconhecido e outros que aspiram a uma trajetória poética.

 Desde o início do Projeto já passaram pela praça poetas , poetisas e artistas como Tânia Diniz, Lívia Tucci, Terezinha Romão, Luiz Edmundo Alves, Ricardo Evangelista, Wilmar Silva, Jackson Abacatu, Marco Llobus, Rogério Salgado, Virgilene Araújo, Rodrigo Starling entre outros tantos cujas perfomances podem ser conferidas no site www.poesianapracasete.com

Dentro do Projeto a poetisa Virgilene Araújo desenvolve a “Aula Pública de Poesia” onde qualquer pessoa, indistintamente, pode manifestar em público aquele talento poético recolhido pela timidez ou pela falta de oportunidade num mundo de correrias, responsabilidades múltiplas e compromissos inadiáveis.

Abaixo, dois poemas que dão bem o tom desse livro que pode ser lido até dentro do metrô ou do ônibus urbano de tão envolvente. Internautas interessados no livro devem enviar e-mail para pracasetepoesia@yahoo.com.br :

Poesia na Praça Sete

Palavras jorram nas calçadas

   Desviam-se dos ralos e

Escorrem para a história

Na boca do povo

A comunhão verbal

Servida numa ceia

Regada a vinho e democracia

Rogério Salgado & Virgilene Araújo

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Retrato

Pra mim

Fotografar um palhaço

É terrível

Ver o homem

Não ver a criança

Pra mim

Fotografar um palhaço

Foi terrível

Ver a maquilagem

Não me ver criança

Pra mim

É terrível

Fotografar um palhaço

Não ser criança

Ver que a fantasia... já se foi

Marco Llobus


postado por 12542 as 02:46:54 # 0 comentários
 
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