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segunda, 31 maio, 2010
Avaliação diagnóstica na alfabetização
Avaliação diagnóstica na alfabetização

Avaliação diagnóstica deve estar sempre norteada pela proposta pedagógica, tanto no que se refere a concepção e eixos centrais das áreas de conhecimento quanto aos pontos de chegada , uma vez que faz parte do trabalho como um todo. Sabendo aonde quer chegar e como, o professor pode fazer uma avaliação diagnóstica que não o leve a classificar os alunos, mas sim indique caminhos para o trabalho. Deve ser um instrumento do reconhecimento dos caminhos percorridos e a identificação dos caminhos a serem perseguidos.
O diagnóstico inicial possibilita o mapeamento da classe e dá pistas para o planejamento. Ao registrar e organizar os dados referentes a cada aluno, o professor terá o mapeamento da classe e poderá planejar o desenvolvimento das atividades. O objetivo, portanto não é classificar ou rotular os alunos, mas sim a forma de intervir, de ajudar cada aluno ou grupo que será diferente.
Uma proposta de avaliação diagnóstica na alfabetização foi elaborada por Emilia Ferreiro, para saber qual nível da escrita a criança se encontra. Tal proposta consiste em escolher um campo semântico e posteriormente elaborar uma lista composta por no mínino quatro palavras e uma frase. Essas palavras devem ser polissílabas, trissílabas, dissílabas e monossílabas, respectivamente, por exemplo, campo semântico: meios de transportes; caminhonete, ônibus, metro, trem. As palavras devem ser ditadas a criança e em seguida ser pedido a elas que escrevam do jeito que sabem; depois de escrita é importante solicitar para que o aluno leia o que escreveu. Dessa forma o educador saberá em que nível da escrita a criança se encontra e a partir disso poderá elaborar atividades específicas para tal nível.
Esse tipo de atividade, entretanto é importante para entender o que a criança já sabe e o que ela ainda tem que aprender, usada dessa forma como um diagnóstico inicial e para posterior mapeamento da sala. Deve ser feita frequentemente, no mínimo uma vez cada 2 meses. Deve-se destacar que muitas vezes ao analisar essas produções, alguns educadores consideram mera garatuja, escritas sem sentido. Aprender a interpretá-las demanda um aprendizado específico que requer alguns conhecimentos e uma teoria prévia.
Diante disso a avaliação da aprendizagem escolar deve ser vista como meio e não fim em si mesma, não sendo dessa forma apenas uma ação mecânica, mas com um objetivo a ser seguido.

Referências:
FERREIRO, E. Reflexões sobre alfabetização. Tradução Horácio Gonzales(et al.), 24. Ed.Atualizada " São Paulo: Cortez, 2001. " (Coleção Questões da Nossa Época; v.14).

LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar, Cortez Editora, São Paulo, 2005, 17ª edição.


postado por 140465 as 07:34:45




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