Causa e Efeito
Causa e Efeito
sábado, 25 agosto, 2007
A Sociedade Alternativa.


A Sociedade Alternativa foi algo muito comentado no Brasil quando Raul Seixas estava no auge da carreira e até mesmo nos dias de hoje, várias pessoas ainda procuram chegar nessa tal sociedade. Mas o que ela tem de fama, tem de escassez teórica.

Na realidade, nem Raul Seixas sabia explicar direito o que era essa Sociedade Alternativa ou talvez fosse como ele dizia na música: "Eu que já vivi pelos quatro cantos do mundo, foi justamente num sonho que ele me falou!"

Como sonhar nunca custou nada, e essa é uma das maiores virtudes do homem, Raulzito não se importou em sonhar. Sonhou com a Sociedade Alternativa, mesmo sabendo que essa seria inatingível. Mas aliás, o que é a Sociedade Alternativa?

Kika Seixas, ex-mulher de Raul que mantém ligação direta com a obra do artista, define a Sociedade Alternativa como sendo apenas um sonho, mais um ponto de vista do público do que dele mesmo.

Kika lembra que certa vez magoou muito Raul, dizendo: "Isso aí é um papo completamente impossível, que Sociedade Alternativa é essa cara?, como é que você quer criar algo, em que base, o que é isso, que palhaçada é essa? Sociedade Alternativa porra nenhuma, você não é capaz de gerir a sua própria vida, a sua família". Ela lembra que Raulzito ficou arrasado naquele dia.

Tudo começou em 1971, quando Raul Seixas conheceu Paulo Coelho, hoje famoso autor de best-sellers no Brasil. Raul tomou a iniciativa de procura-lo, ao ler um artigo sobre discos voadores numa revista alternativa que Paulo Coelho dirigia, chamada "A Pomba".

Tornaram-se amigos, a partir daí Paulo Coelho se tornaria o maior parceiro musical de Raul, ajudando a compor clássicos como "Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás" e "Gita."

Ainda em 1971, no mês de setembro fundaram a Sociedade Alternativa, que se originou a partir de divagações místico-filosóficas da dupla, que procurava, cada um à sua maneira, um caminho que não fosse o oferecido pelo establishment. Como base desses pensamentos, ganhou força entre os dois a obra de um dos maiores estudiosos do ocultismo do século XX, Aleister Crowley.

Crowley nasceu na Inglaterra em 1875, considerado uma das maiores autoridades esotéricas de nosso tempo era um menino prodígio, aos 4 anos de idade lia a Bíblia em voz alta. Passou a vida estudando as denominadas ciências ocultas e deixou uma vasta obra teórica, onde tenta mostrar como desenvolver e entrar em contato com a energia interior e usá-la produtivamente para modificar por completo a vida.

Ele procurou desenvolver essa energia através de ritos sexuais, mas que só seriam totalmente liberadas com a chegada da Nova Era, período em que as leis sociais seriam definitivamente rompidas para que todos pudessem finalmente viver em plenitude. Para desvincular-se de preconceitos religiosos, Crowley se auto-intitulava a Grande Besta 666, e durante toda a sua vida lutou para popularizar o esoterismo revelando, por diversas vezes, segredos de seitas fechadas, afirmando que o conhecimento é livre, e assim deve permanecer.

O LIVRO DA LEI

A obra de Aleister Crowley que mais de destaca é "The Book Of The Law" (O Livro da Lei). Esse foi o texto fundador da Sociedade Alternativa, que é a expressão da vontade de ver as idéias de Crowley sendo postas em prática.

O Livro da Lei foi publicado apenas uma vez no Brasil , em 1976 , mas foi misteriosamente retirado de circulação. Hoje só encontramos publicações em inglês e espanhol, em livrarias especializadas em esoterismo. Normalmente os círculos de pessoas interessadas em misticismo têm um certo receio da obra e Crowley. Isso se justifica: essa profunda identificação de Crowley com a Verdadeira Tradição não deixa margem a que as correntes ligadas ao obscurantismo absorvessem e neutralizassem sua força. Como no caso da figura do diabo , Crowley foi identificado ao longo deste século com o Maligno, destruidor , perigoso, etc.., mas a verdade é que ele próprio induziu a que tudo isso acontecesse para que o escândalo divulgasse sua obra.

O contato com as idéias do Livro da Lei, marcariam a carreira de Raul Seixas para sempre. Não importa o trabalho de Raul que peguemos a partir daí, sempre encontraremos uma influência filosófica e mística no pensamento do compositor.

A mais clara e famosas dessas referencias foi a célebre canção "Sociedade Alternativa", onde várias frases do livro são citadas. A mais conhecida: "Faze o que tu queres, há de ser tudo da lei."

No final da música, composta por Raul e Paulo Coelho em 1974, eles avisam: "O número 666 chama-se Aleister Crowley."

Não só essa música, mas todo o álbum "Gita" continha uma série de referencias as idéias de Crowley. O nome do disco é uma homenagem ao livro sagrado dos indianos, e a música "O Trem das Sete" também está repleta de citações.

Na canção, Raul usa como alegoria um trem que passava em sua cidade durante a infância. Esse trem passará para buscar os iluminados já aptos a entrar na Era de Aquário. A letra diz: "Vê, é o sinal das trombetas dos anjos e dos guardiões, lá vem Deus deslizando no céu entre plumas de mil megatons, e o mal vem de braços e abraços com o bem num romance astral"

Esse seriam os sinais de que o trem estaria chegando e quem quisesse poderia embarcar, já que: "não precisa passagem nem mesmo bagagem no trem."

Em 1975, Raul anuncia a Nova Era lançando o disco "Novo Aeon", uma outra denominação da mesma Era de Aquário. Em 1976 um dos maiores sucessos de Raul "Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás" também com citações a Nova Era. Observe-se que, pela mística, há dez mil anos atrás nós estávamos na era de Leão-Aquário, que é diametralmente oposta à nova era de Aquário-Leão que agora está sendo buscada.

A música "Love Is Magick" é inspirada nas idéias de Crowley, que chamava seu conhecimento do ocultismo de magick, com "k", para diferenciá-lo de outras disciplinas.

No seu penúltimo álbum, "A Pedra do Gênesis", de 1988, Raul reafirma-se crowleyano na canção "Lei", que, apesar de constar nos créditos como sua, é, da primeira à última linha, uma transcrição fiel de uma das páginas mais conhecidas de Crowley.

LIBER OZ

Este texto é a introdução clássica ao famoso Livro da Lei de Aleister Crowley. Foi escrito em 1904.

No item 5 o verbo diz "Quereriam". Ou seja: Poderiam Querer. Na verdade , ninguém pode ou consegue contrariar o direito de quem exerce sua verdadeira vontade. Tudo se refere a um processo de crescimento interior. No entanto , o próprio Raul Seixas receitava o texto de forma errada, gravando-o inclusive na música A Lei ( do LP A Pedra do Gênesis) Dizendo: Todo homem tem o direito de matar todos aqueles que contrariarem esses direitos. Isso dá margem a perigosas interpretações para quem desconhece estes detalhes.

A CIDADE DAS ESTRELAS

O lastro teórico da Sociedade Alternativa era, basicamente, os textos de Crowley e as letras de Raul Seixas e Paulo Coelho. Existe uma ausência de material documental que explique como fazer para chegar a ser um cidadão dessa Sociedade Alternativa, por isso, diversas interpretações foram sendo feitas. Falta material coerente para definir o que seria a Sociedade Alternativa, mesmo assim, muitos raul-seixistas continuam sonhando com a chamada Cidade das Estrelas.

Na realidade, a intenção de Raul não era fundar uma comunidade, tinha que ser algo anárquico, mais espiritual do que material. Dessa forma estaríamos de acordo com Crowley, que defendia uma revolução interna do ser humano, que não tinha nada ver com construção de cidades concretas. A Sociedade Alternativa seria apenas a reunião de todos aqueles que estivessem preparados para entrar na Era de Aquário, ou seja, embarcar no Trem das Sete.

EXÍLIO NOS ESTADOS UNIDOS

Roberto Menescal, músico e amigo de Raul conta uma história que ilustra a ingenuidade da dupla que pretendia trazer boas novas ao mundo com a sua Sociedade Alternativa. Em 1974, Raul e Paulo Coelho receberam um convite do porta-voz do general Erneto Geisel, que dizia querer maiores informações sobre a Sociedade Alternativa. Segundo Menescal, ficaram na maior alegria quando receberam o comunicado, porque realmente acreditavam que o governo militar queria discutir com eles suas idéias. Fizeram então diversos contatos com assessores do governo militar, o resultado dessa confiança traduziu-se em buscas ilegais em seus apartamentos, prisão e posterior exílio nos Estados Unidos. Os jornais da época falavam que Raul tinha ido para os Estados Unidos bater um papo com John Lennon. A história do exílio só estourou nos anos 80, quando se podia falar um pouco do que aconteceu na época.

Segundo Raul, ele foi torturado para poder dizer os nomes das pessoas que faziam parte da Sociedade Alternativa, que segundo Geisel, era um movimento revolucionário contra o governo. Então Raulzito resolveu mentir, dizendo que tinha pacto com o demônio ao invés de dizer que tinha parte com a revolução.

Em uma entrevista, Raul num lugar desconhecido. Aí vieram três pessoas: um  disse o seguinte: "Literalmente é choque no saco. Fui torturado mesmo no governo Geisel. Me pegaram no Aterro do Flamengo, me botaram uma carapuça e fiquei três diasbonzinho, outro mais inteligente - que fazia as perguntas – e um mais ‘agreste’, mais violento. Depois me colocaram num aeroporto e fui direto para o Greenwich Village (bairro nova-iorquino)"

O IMPRIMATUR

Apesar da falta de teoria, a Sociedade Alternativa tinha seu selo, uma espécie de logotipo. O Imprimatur, que em latim significa imprima-se. Na Igreja Católica Apostólica Romana, essa expressão significa a liberação para publicação, após a aprovação de uma autoridade eclesiástica, de um livro sobre assunto teológico ou moral previamente censurado.

Este selo pode ser identificado nas capas dos discos "Krig-Há, Bandolo!", "Gita", "Novo Aeon" e "Há Dez Mil Anos Atrás". A expressão Sociedade Alternativa – Imprimatur está escrita com letras góticas, à moda da cultura medieval. No centro do logo, vemos a representação de uma cruz que é uma variação da chamada cruz Ansata, um hieróglifo egípcio que significa vida e busca de conhecimento e evolução. Na parte inferior da cruz, vemos dois pequenos degraus que transformam a cruz numa chave, que no abrirá para o mundo.

Aleister Crowley

A cruz Ansata (ou ANKH) pode ser facilmente encontrada em toda a literatura que mostra a pictografia egípcia. Para eles , era a Cruz da Vida. Representava ainda o Laço da Sandália do peregrino, do buscador, daquele que quer evoluir , aprender , crescer. Em muitas pinturas egípcias, o deus RÁ ( o sol ) está com seus braços colocando esta cruz no nariz das pessoas. Corresponde ao Sopro da Vida ( um idéia semelhante a criação de Adão, na Cosmogonia Cristã). É também um símbolo da unidade entre o Ser Masculino e Feminino no Cosmos. No selo da Sociedade Alternativa , a cruz Ansata aparece com dois degrauzinhos em baixo, simbolizando tanto os degraus da iniciação , quanto dando forma de um Chave. Evidentemente a chave de todas as portas. A chave da Sociedade Alternativa. A chave da Vida.

UMA VIDA SEM REGRAS

Raul Seixas não se preocupou em elaborar informações concretas sobre a Sociedade Alternativa, isso só iria criar ainda mais regras, o que seria um contra-senso. O Maluco Beleza defendia a liberdade acima de tudo, onde cada um poderia fazer o que quiser. Uma sociedade contendo regras, seu próprio dinheiro, documentos não tem nada de alternativa e Raul Seixas não defendia a criação de uma sociedade nesses meios, e sim uma revolução interna do ser humano. Uma sociedade livre, porque quanto maior o número de regras, menor a chance de alguém se tornar uma metamorfose ambulante.

Segundo Raul, valia pena continuar sonhando com a Nova Era, já que estamos vivendo num mundo caótico e as coisas sempre acabam mudando.

Em uma entrevista em 1986, o grão-vizir do rock brasileiro declara: "A Sociedade Alternativa continua vigorando o tempo todo não importa de que maneira. São alternativas concretas mesmo, que têm de solidificar. Mas não mais com palavras, nem com porta-estandarte...até fui preso por causa disso."

Numa outra entrevista, desta vez em março de 1987, Raul fala o seguinte sobre a Sociedade Alternativa:

"Ela sempre existiu, desde o tempo do Egito antigo. Inclusive o filósofo e estudioso Aleister Crowley, que é o papa maior dessa entidade, se baseou nos papiros egípcios (não aquele em que eu fumei maconha. Esses, cá entre nós, deviam ser muito mais gostosos), uma coisa de Osiris, Iris e Horus – pai, mãe e filho. Ele descobriu um segredo terrível por lá."

"Eu não sei que segredo era esse, porque eu era neófito. Só na quarta iniciação eles contavam o segredo (risos). Por isso eu disse que nunca começou, nem nunca terminou a Sociedade Alternativa. Vi que meu ponto de vista não estava muito longe da AA. E sempre será. Não adianta mentir, mistificar"

MANIFESTO

O texto que segue abaixo está no manifesto/gibi A Fundação Krig-Ha, , distribuído no primeiro show de Raul em SP em 1973. Escrito por Raul e Paulo Coelho, entre outras pessoas, esse manifesto lança a idéia de Sociedade Alternativa. No ano seguinte, todas as cópias desse manifesto seriam recolhidos pela Polícia Federal e queimados como "material subversivo". Raul foi preso e torturado pelo "Dops" e é "convidado" a se retirar do país, retornando ao Brasil pouco mais tarde devido ao sucesso de seu disco "Gita"

Prefácio

Nós vos saudamos, Maria. Nós Vos Saudamos José. E nós saudamos os artistas brasileiros que tiveram o silêncio do resto do mundo quando seus trabalhos e seus corpos foram censurados, mutilados desaparecidos.

Manifesto

1 - O espaço é livre. Todos tem direito de ocupar seu espaço.

2 - O tempo é livre. Todos tem que viver em seu tempo, e fazer jus as promessas, esperanças e armadilhas.

3 - A colheita é livre. Todos tem direito de colher e se alimentar do trigo da criação.

4 - A semente é livre. Todos tem o direito de semear suas idéias sem qualquer coerção da INTELEGENZIA ou da BURRICIA.

5 - Não existe mais a classe dos artistas. Todos nós somos capazes de plantar e de colher. Todos nós vamos mostrar ao mundo e ao Mundo a nossa capacidade de criação.

6 - "Todos nós" somos escritores, donas-de-casa, patrões e empregados, clandestinos e careta, sábios e loucos.

7 - E o grande milagre não será mais ser capaz de andar nas nuvens ou caminhar sobre as águas. O grande milagre será o fato de que todo dia, de manhã até a noite, seremos capazes de caminhar sobre a Terra.

Saudação final do 11o manifesto.

Sucesso a quem ler e guardar este manifesto. Porque nós somos capazes. Todos nós, todos nós somos capazes.

Escrito por: Raul Seixas, Paulo Coelho, Sylvio Passos, Christina Oiticica, Toninho Buda, Ed Cavalcanti

A HUMANIDADE

Quando indagado sobre a evolução da humanidade, Raul Seixas responde:

"Essa é uma pergunta que exige muita reflexão. Tem um livro meu de metafísica em que questiono a tese aristotélica das cinco perguntas básicas: porque, quem, onde, como, qual... Não existem perguntas porque não existem respostas. Não existem respostas porque não existem perguntas. Eu não pergunto absolutamente mais nada. As coisas são, e pronto. Nós seres humanos, somos verbos. Somos e estamos, é única coisa que a gente sabe. Conjecturar, quem há de? E é bonito assumir essa coisa de somente ser... Está todo mundo perguntando até hoje e ninguém tem resposta. Mas ser por ser é bom, torna a vida mais leve e menos violenta. Se todo mundo pensasse assim, as coisas certamente seriam mais fáceis...."

Para o pessoal do Rio de Janeiro uma comunidade do orkut foi criada com a missão de reunir o povo nessa sociedade aos interessados é só clicar no link e ajudar na divulgação.

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=38253351

Fontes:

Revista Caros Amigos – Especial: O Fenômeno Raul Seixas – Agosto/1999

Raul Seixas e o Sonho da Sociedade Alternativa, de Luciane Alves – Editora Martin Claret/SP

Revista Bizz – 1986 / 1987

www.raulseixas.com.br


postado por Fabricio cs2 as 05:18:35 # 0 comentários
Perguntas ao espiritismo


Pergunta:
1. Sou paraplégico desde a infância. Gostaria de saber porque Deus permite esse sofrimento, se nunca fiz mal a ninguém?

Resposta:

As pessoas escolhem na Erraticidade (estágio entre uma vida e outra) o gênero de provas por que há de passar na sua nova encarnação, para resgate de erros de vidas passadas, nisso consistindo o seu livre-arbítrio. O sofrimento nos conscientiza da desarmonia que causamos e a bondade divina nos dá a oportunidade de reparação, aprendendo e evoluindo sempre.

 

Pergunta:
2. O que é médium? Todas as pessoas são médiuns?

Resposta:

Médium é toda pessoa que sente, em qualquer grau, a influência de espíritos. Usualmente, só é considerado médium aquele em que a mediunidade se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes. A mediunidade não se revela em todos do mesmo modo, havendo grande variedade de aptidões e de manifestações. As mais comuns são as denominadas de psicofonia (fala) e psicografia (escrita).

 

 

Pergunta:
3. O que é passe?

Resposta:

Segundo DIVALDO FRANCO, o passe é uma transmissão de energia viva. Todos os seres vivos são portadores dessa energia pulsante, que podem aplicar nas demais criaturas, para revitalizar os chakras, quando debilitados.

 

Pergunta:
4. Devo tomar passe toda vez que fora ao Centro Espírita?

Resposta:

Não. O passe não é ritual nem obrigação, e só é necessário quando sentir que está em desarmonia física, psíquica e/ou espiritual.

 

Pergunta:
5. O que é Reencarnação?

Resposta:

A Reencarnação é uma lei admirável da Providência Divina, pela qual os espíritos passam por sucessivas vidas, habitando corpos físicos diferentes. O objetivo da Reencarnação é levar os espíritos, através de expiações e provas, a um melhoramento progressivo, até atingir a perfeição. Após alcançar determinado grau de evolução o espírito não precisa mais reencarnar. Sem a Doutrina da Reencarnação onde estaria a Justiça de Deus?

 

Pergunta:
6. É necessário sofrer para pagar débitos do passado?

Resposta:

Segundo JOSÉ LACERDA DE AZEVEDO (in "Espírito/Matéria - Novos Horizontes para a Medicina"), o sofrimento jamais serve como moeda para pagamento de dívidas kármicas. Ele apenas nos dá a medida dos erros cometidos. A dor é mero indicador apontando o quantum de desarmonia praticada. Por meio dela o ser humano aprende que não deve lesar seu semelhante. O sofrimento, portanto, é educativo. Só existe uma moeda, no Universo, para pagamento de qualquer dívida: o AMOR.

 

Pergunta:
7. Onde vivem os Espíritos?

Resposta:

Os Espíritos habitam diversos níveis vibracionais do Universo, dependendo do seu grau evolutivo, ou seja, existem Espíritos que vivem junto à Crosta Terrestre, outros que vivem em Colônias Espirituais, outros nos Umbrais e outros em paragens Celestiais.

 

 

 

Pergunta:
8. Os Espíritos nos visitam?

Resposta:


Sim. Os Espíritos não só nos visitam mas existem alguns que, presos à matéria, vivem ao nosso lado a todo instante e em todos os lugares. Por esse motivo devemos ter uma conduta moral elevada e pensamentos voltados para o Bem, para que estes Espíritos não nos influenciem para o mal e possamos ajudá-los com nossas boas vibrações.

 

Pergunta:
9. O que aconteceu com tanta gente que já viveu na Terra?

Resposta:

Muitas delas estão reencarnadas ao seu lado. Outras aguardam, na Erraticidade, a sua vez de poderem novamente habitar um corpo carnal, outras estudam e nos auxiliam direta ou indiretamente. Outras há muito tempo estão em zonas de sofrimento, pois ainda não se arrependeram dos seus erros. Finalmente, existem muitos Espíritos que, por evolução moral, já não necessitam reencarnar, habitando paragens elevadíssimas.

 

 

Pergunta:
10. Existe vida extraterrestre? Como o espírita encara essa questão?

Resposta:

A vida habita todos os cantos do Universo. Os cientistas, no entanto, só procuram seres inteligentes materializados, e não acreditam sequer que há um mundo espiritual habitado por muitos seres, coexistindo no seu mesmo planeta. O Espírita encara esta questão com naturalidade, pois tem consciência da pluralidade dos mundos e sabe perfeitamente que existem seres em diversas faixas vibracionais, desde as mais densas às mais tênues. Jesus Cristo já dizia: "Na casa do Pai há muitas moradas..."

 

 

Pergunta:
11. Meu casamento vai mal e penso em divorciar-me, mas tenho uma dúvida cruel: o Espiritismo é contra o divórcio?

 

 

 

Fonte: centro espírita Francisco de Assis.

postado por Fabricio cs2 as 03:46:06 # 1 comentários
domingo, 19 agosto, 2007
Confúcio


Confúcio

 

Filósofo chinês. O pensamento de Confúcio pregava o aperfeiçoamento do indivíduo, a fim de que, uma vez tornado sábio, espalhasse em volta de si o princípio contagioso de ordem. Desprovida de qualquer sentido metafísico, originalmente, a doutrina confucionista visava introduzir princípios morais para o exercício da política, incentivando o respeito à família e à sociedade. Presume-se que sua obra tenha sido publicada postumamente, embora haja uma lenda de que ele mesmo teria organizado os textos já clássicos ainda em vida. O confucionismo está presente em toda filosofia oriental. A partir do século I a. C., essa doutrina foi adotada oficialmente pelo imperador chinês, como religião do Estado. Autor de Lun Yu (Analetos ou Discursos e Conversações) .

Nascimento e juventude

Confúcio, também conhecido com K'ung ch'iu (mestre kong), nasceu em meados do século VI (551 a.c.), em Tsou, uma pequena cidade no estado de Lu, hoje Shantung. Esse estado é denominado de "terra santa" pelos chineses. Confúcio estava longe de se originar de uma família abastada, embora seja dito que ele tinha ascendência aristocrática. Seu pai, Shu-liang He, antes magistrado e guerreiro de certa fama, tinha setenta anos quando se casou com a mãe de Confúcio, uma jovem de quinze anos chamada Yen Cheng Tsai, que diziam ser descendente de Po Chi'in o filho mais velho do Duque de Chou, cujo sobrenome era Chi.

Dos onze filhos, Confúcio era o mais novo. Seu pai morreu quando ele tinha três anos de idade, o que o obrigou a trabalhar desde muito jovem para ajudar no sustento da família. Aos quinze anos, resolveu dedicar suas energias em busca do aprendizado. Em vários estágios de sua vida empregou suas habilidades como pastor, vaqueiro, funcionário e guarda-livros. Aos dezenove anos se casou com uma jovem chamada Chi-Kuan. Apesar de se divorciar alguns anos depois, Confúcio teve um filho, K'ung li, que nasceu um ano após seu casamento, e uma filha.

Confúcio viajou por diversos destes reinos, esteve em íntimo contato com o povo e pregou a necessidade de uma mudança total do sistema de governo por outro que se destinasse a assegurar o bem-estar dos súditos, pondo em prática processos tão simples como a diminuição de contribuições e o abrandamento das penalidades. Embora tentasse ocupar um alto cargo administrativo que lhe permitisse desenvolver as suas idéias na prática, nunca o conseguiu, pois tais idéias eram consideradas muito perigosas pelos que mandavam. Aquilo que ele não pôde fazer pessoalmente acabaram por fazer alguns dos seus discípulos, que, graças à boa preparação por ele ministrada, se guindaram, dia após dia, aos cargos mais elevados. Já idoso, retirou-se para a sua terra natal, onde morreu com 72 anos.

Confúcio viajou por diversos destes reinos, esteve em íntimo contato com o povo e pregou a necessidade de uma mudança total do sistema de governo por outro que se destinasse a assegurar o bem-estar dos súditos, pondo em prática processos tão simples como a diminuição de contribuições e o abrandamento das penalidades. Embora tentasse ocupar um alto cargo administrativo que lhe permitisse desenvolver as suas idéias na prática, nunca o conseguiu, pois tais idéias eram consideradas muito perigosas pelos que mandavam. Aquilo que ele não pôde fazer pessoalmente acabaram por fazer alguns dos seus discípulos, que, graças à boa preparação por ele ministrada, se guindaram, dia após dia, aos cargos mais elevados. Já idoso, retirou-se para a sua terra natal, onde morreu com 72 anos.

Kong zi é biograficamente, segundo o historiador chinês Sima Qian (século II a.C.), uma representação típica do herói chinês. Ele era alto, forte, enxergava longe, tinha uma barriga cheia de Chi, usava longa barba, símbolo de sabedoria, mas se vestia bem e era simples. Era também de um comportamento exemplar, demonstrando sua doutrina nos seus atos. Pescava com anzol, dando opção aos peixes, e caçava com um arco pequeno, para que os animais pudessem fugir. Comia sem falar, era direto, franco, acreditava ser um representante do céu.

Kong zi é biograficamente, segundo o historiador chinês Sima Qian (século II a.C.), uma representação típica do herói chinês. Ele era alto, forte, enxergava longe, tinha uma barriga cheia de Chi, usava longa barba, símbolo de sabedoria, mas se vestia bem e era simples. Era também de um comportamento exemplar, demonstrando sua doutrina nos seus atos. Pescava com anzol, dando opção aos peixes, e caçava com um arco pequeno, para que os animais pudessem fugir. Comia sem falar, era direto, franco, acreditava ser um representante do céu.

Sua idéia de organização da sociedade buscava também recuperar os valores antigos, perdidos pelos homens atuais. No entanto, em sua busca pelo Tao, ele usava de uma abordagem diferente da noção de desprendimento proposta pelos Taoístas. Sua idéia estava embasada num critério mais realístico, onde a prática do comportamento ritual daria uma possibilidade real aos praticantes de sua doutrina de viverem em harmonia.

Apesar das idéias de conformismo que possam ser atribuídas à esse pensamento, elas são errôneas. Kong zi não pregava a aceitação plena de um papel definido para os elementos da sociedade, mas sim que cada um cumprisse com seu dever de forma correta. Já o condicionamento dos hábitos serviria para temperar os espíritos e evitar os excessos. Logo, sua doutrina pregava a criação sim, de uma sociedade capaz, culturalmente instruída e disposta ao bem estar comum. Sua escola foi sistematizada nos seguintes princípios:

 

 

Um homem sem humanidade não poderia viver por muito tempo na adversidade nem poderia conhecer a alegria por muito tempo. Um homem bom apóia–se em sua humanidade, um homem sábio beneficia–se de sua humanidade.

“(...) Quem conseguisse espalhar as cinco práticas no mundo inteiro implementaria a humanidade (...) Cortesia, tolerância, boa–fé, diligência, generosidade. A cortesia repele os insultos; a tolerância conquista todos os corações; a boa–fé inspira a confiança dos outros, a diligência garante o sucesso; a generosidade confere autoridade sobre os outros” (CONFÚCIO. Analetos, cap. 4, § 4.2 e cap. 17, § 17.6).

 

Fontes:Wikipédia & Pesquisas Próprias.

postado por Fabricio cs2 as 11:00:24 # 0 comentários
 
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