Faculdade, que legal!
Lá estava eu, na sala de Teoria da Comunicação, M- 314, observando os desenhos que ele fazia.
Não consegui me concentrar na matéria que o professor explanava, que por sinal, estava sem ritmo. Pra mim pouco importava, não iria me formar mesmo.
Só conseguia rir cada vez mais alto ao observar as lésbicas que se beijavam encontrando métodos alternativos para distribuir papéis, a travesti que bulinava a senhora adiposa, que, ao mesmo tempo, era praticante de atos zoofilicos. Ria com a garota virgem querendo ingressar na vida sexual, com a garotinha de 4 anos, de salto alto e beirando seus 120 quilos de biquini altamente cavado. E por fim, ri demais da Dona Bucety que costumava se lavar com Dermacid intimo e acabara de ser espancada.
A aula terminou, para meu alivio, e lá fomos nós: ele, eu e ela.
Andamos pela avenida, a fim de pegarmos o ônibus. Meu celular tocou e entrei num mercado pra atender, tamanho meu medo de ser assaltado. No caminho, desenvolvemos uma canção, um tanto quanto, peculiar, com palavras engraçadas e rimas desnexas.
Encontrei um amigo, o cumprimentei. Parece que estava fazendo arquitetura numa outra faculdade próxima.
Por fim, eu e ela acendemos um cigarro e continuamos a nossa música super revolucionária.
Ela gostou de me ouvir cantar, dizia que tinha jeito. Achei aquilo engraçado.
O ônibus finalmente chegara. Ele quase atirou-se na frente dele afim que o fizesse frear. E sem saber que era impossível, foi lá e fez. E o parou.
Subimos, nos sentamos nos penúltimos bancos daquele coletivo, para que ali ficasse registrado os momentos finais de uma canção que se iniciava.
E rimos, e choramos de rir, e rimos mais um pouco. E ouvi histórias sexuais, e ri um pouco mais. Como ela é engraçada!
Tantas estrofes profundas, tantos bis que se encaixam. Somos perfeitos!
E finalmente, meu ponto é o próximo. Despeço-me deles, meus grandes amigos, entre risos e palavras que bendizem, prometemos nos encontrar amanhã, após a aula, pra quiçá, outra bela canção fosse composta.














