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quarta, 16 abril, 2008
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| CADA UM COM SEU MIMO |
Escondida no fundo do guarda-roupa, sempre existe uma peça sem uso, velha, fora de moda, mas impossível de ser descartada. Aquela que tem uma história pitoresca, provoca uma lembrança ou é, simplesmente, o xodó. Para matar a curiosidade das simples mortais, beldades da televisão e do mundo da moda mostram o que não vai de jeito nenhum para doação - sim, todas elas adoram se livrar do excedente.
A modelo e apresentadora Luize Altenhofen, de 28 anos, diz que não é apegada a nada. Costuma até emprestar roupas para amigas. Mas, como é famosa, não repete muito as roupas, para evitar alfinetadas na mídia. Por isso, troca periodicamente o seu guarda-roupa. Costuma dar muitas peças, principalmente agasalhos e cobertores, que são destinados a moradores de rua. Mas tem um item que não vai embora de jeito nenhum: um gorro de lã, com o nome do time do seu coração, o gaúcho Internacional.
O acessório já se tornou uma espécie de amuleto, e foi presente do seu pai, quando ela tinha apenas 6 anos e morava na cidade Cruz Alta, no Rio Grande do Sul. “É de lã grossa porque, na minha terra, a temperatura chega a menos 4 graus. Até no verão, assisto ao jogo do Inter com o gorro na cabeça. Se viajo e vai haver alguma partida, levo-o na mala. Quando o Inter disputou o Campeonato Mundial Interclubes contra o Barcelona, em 2007, todo mundo falava que a vitória seria impossível, afinal, o elenco do time espanhol só tinha astros. Na final, estava em Curitiba com meu noivo e não tive dúvida: arrumei a mala, vim para São Paulo só para torcer com meu gorro. E o Inter foi campeão!”
PRIMEIRO LUXO
Nada de amuleto para a modelo da Elite, Ana Carolina Gequelin, de 24 anos. Os xodós dela resumem-se a duas peças: uma calça e uma bota. Cada uma com sua história. Aos 17 anos, ela foi trabalhar em Milão, onde morou por cinco meses. Acostumada a poupar o dinheiro que recebe - diz que modelo “nunca sabe o dia de amanhã” -, a morena ganhou um bom cachê naquela ocasião e, pela primeira vez, comprou uma peça cara: um jeans da marca Replay, que estava em alta naquela época. A cor original era preta. Já desbotada, a calça também tem alguns rasgões, conseqüência dos anos de uso.
“Mas é como vinho, quanto mais velha, melhor”, brinca Ana Carolina. “Apesar de acabada, fica cada vez mais linda. Até hoje tem gente que lhe pergunta onde comprou a peça. “Gosto de usá-la até em eventos chiques: coloco uma blusinha mais bonitinha, um super salto alto e pronto, fica uma produção sensual e descolada.” Já a bota é uma paixão antiga: não tem marca, foi comprada há seis anos na cidade natal da modelo, Campo Largo, Paraná, e por mais que tente descartá-la, o acessório sempre acaba voltando para o seu sapateiro.
Ana Carolina conta que a bota já passou por vários consertos, na sola do bico desgastada e na base do salto, e já recebeu tinta preta fosca, depois, brilho. “Na época em que comprei, era moda cano acima do joelho. Como essa onda passou, comecei a adaptar a altura, franzindo o couro ou dobrando as abas”, conta. “Mas vi nos desfiles de inverno de Nova York que as botas altas, estilo mulher gato, estão em alta novamente, para a minha sorte.”
VERSÁTIL
A ex-miss Brasil e apresentadora de TV Renata Fan, de 29 anos, tem um quebra-galho e tanto no guarda-roupa: um casaco Calvin Klein, comprado nos Estados Unidos, durante um evento do qual participou no Texas, com as finalistas do concurso de miss Universo, em 1999. Acabou virando um clássico, que até hoje ela carrega para cima e para baixo. “É um meio-termo, pois não é nem muito leve, nem pesadão. Por isso, me salva em diversas ocasiões, além de me trazer boas recordações”, fala ela, diante de seu closet repleto de acessórios e roupas - sem contar os que ficam no guarda-roupa do quarto de hóspede.
Durante uma outra viagem aos Estados Unidos, Renata comprou um par de óculos na loja Bloomingdale’s. O acessório não é de marca famosa, mas tem lugar cativo na sua coleção repleta de grifes. Foi comprado meio por impulso: ela bateu o olho na prateleira e logo de cara gostou dos óculos, que estavam totalmente fora de moda na época. “Em 2000, todo mundo usava modelos pequenos e eu ainda escolhi um bem grandão”, lembra. “Só que, agora, a moda está a meu favor, já que a tendência retrô, com lentes gigantes, voltou com tudo!”
As peças mais queridas da atriz e apresentadora Adriana Lessa são uma ode à feminilidade. A primeira é uma echarpe de seda com bordados delicados, assinada por Reinaldo Lourenço. “Fiquei muito feliz quando pude comprar, pela primeira vez, uma peça tão fina e cara, de um estilista que admiro, por gostar de ornamentar delicadamente a mulher.” Ela sabe fazer bom uso do acessório, que se transformou num curinga. Friorenta assumida, sempre carrega a peça, até mesmo para se proteger do sopro gelado do ar-condicionado. Às vezes, vira um turbante, numa produção exótica e, ao mesmo tempo, elegante.
Outro mimo de Adriana é uma lingerie: um body bem sensual, com fitinha. Ela conta que desembolsou uma boa quantia para agradar a ela própria. Tem dias que chega em casa, toma um banho com sais especiais, se perfuma, veste a peça e desfila pela casa como uma deusa. “Esta peça retrata meu momento muito íntimo, gosto de me sentir bem comigo mesma.”
LEMBRANÇA AMOROSA
A modelo da Ford, Camila Espinosa, de 32 anos, guarda com todo carinho o primeiro presente que ganhou do seu namorado (e atual marido), há seis anos. Era o comecinho do romance - mais precisamente, dois meses de relacionamento - e o vestido de alcinha foi um presente de Natal. O casal acabou se casando e, agora, ela aguarda o nascimento de seu primeiro bebê. Camila usou tanto a roupa que enjoou. Mesmo assim, promete não tirar mais do seu guarda-roupa. “Vai ficar aqui para sempre!”
Existe outra peça que ela não descarta: um maiô super-retrô, comprado há 10 anos, da marca Dolce & Gabbana Mare. Camila confessa que nunca desfilou com a peça na praia ou piscina. “Sempre usei como top e com jeans. Adoro oncinha e já fui em muita festa assim. Mas faz anos que não visto. Com certeza, vou ficar velhinha, o maiô não vai passar nem pelas pernas, porém, nunca vou descartá-lo”, promete
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Rodrigo Rocha as 10:11:33
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| TEM QUE TER ESTILO |
Peças que são para sempre   Existem peças que podem ser usadas em várias estações, mescladas com outras. Por isso, a importância de adquirir roupas de boa qualidade, que duram mais e não saem de moda.
Neste início de outono, ainda podemos aproveitar peças do verão, misturadas com outras para os dias mais frios.
O top em algodão colorido (1) dá uma esquentada nas cores mais neutras, como o preto e o marrom. Um toque bem verão, na estação mais fria.
O cinto (2) em couro pode ser usado o ano inteiro. O ideal é investir naqueles acessórios que podem ser usados em qualquer estação
Já as calças (3) são em lã acetinada, usáveis no outono e no inverno. Têm um corte elegante e vestem bem magras e gordinhas.
A bolsa (4) em tecido, de tamanho médio, num tom que combina com tudo. Uma boa aquisição, pois também pode ser usada o ano inteiro.
O blazer (5) em lã tem um corte masculino e é ideal para vestidos, saias e calças e bermudas. Uma peça que não pode faltar, principalmente os de corte clássico. São para a vida inteira.
Os botins (6) estão entre os complementos-chave da estação. Este é em verniz, uma das tendências do outono-inverno. Outra boa compra.
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Rodrigo Rocha as 10:05:13
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| INVERNO NA MODA |

A nova estação chega na Le Lis Blanc com sua eterna elegância e requinte, característicos da marca. O trenchcoat, revisitado, oferece versatilidade ao guarda-roupa e pode ser usado de várias maneiras. Ele vem em linha "A", volumoso como nos anos 50s, ou o mais reto dos anos 60s, lembrando o visual cool de Audrey Hepburn e Cary Grant.
As calças têm a cintura mais alta, justas nas pernas e com a boca suavemente larga, lembrando as modelos dos anos 70s. Confortáveis, alongam a silhueta. O jumper, peça básica, vem tanto em malha circular como nos tecidos planos. Curingas, podem ser usados com camisas, com camisetas e malhas de gola roulê, em quaisquer ocasiões. Já os casaquetos em linha "A" permanecem oferecendo todo o seu charme, complementando o figurino composto por vestidos, saias ou calças e as parkas surgem como versões mais curtas dos trenchcoats.

Os tecidos tecnológicos dão o tom e conferem fluidez aos modelos. Em contraposição, os tecidos naturais também aparecem, especialmente o algodão, a lã e a sarja. Tricôs, importantes para a estação, agora usados como vestidos estilo tubo e em substituição aos pulls, oferecem o aconchego e a praticidade que o dia a dia exige. A cintura é marcada, dando mais feminilidade ao figurino, com cintos largos, alguns, quase um corselet, modelando o corpo. As cores neutras predominam, especialmente o preto, o off White e os mesclados de cinza e beges, além do cru, grape e cardeal. Beleza clássica

Um mix de modernidade, sofisticação e elegância. É assim que pode ser descrita a nova campanha de Maria Fernanda Candido para a linha de armações oftálmicas e óculos solares da marca Pierre Cardin. Dona de uma beleza clássica e reconhecida nacionalmente por seu talento, a atriz paranaense mostra toda a sua versatilidade na campanha, que leva a assinatura do fotógrafo Amaury Simões, com make do beauty artist Wilson Eliodorio. Brilho da cidade

O Boticário buscou inspiração no luxo urbano, nas luzes e no agito das grandes cidades para criar sua nova coleção de maquiagem. City Shine chega ao mercado com cores marcantes, texturas e aplicaçõespara contemplar todos os momentos da mulher urbana, desde o look mais clean e diurno ao provocante e noturno. A coleção é composta por batons (no formato tradicional e liquid lip), sombras, versão refil do Soft Blush e pelo produto inédito: Duplex para lábios e olhos. O nome e a embalagem dos produtos fazem referência à nomenclatura dos grandes centros: Rosa Avenida, Vermelho Urbano, Vermelho Dia, Marrom Express, Trio de Sombras Metal Chic e Duplex para Lábios e Olhos. Inverno em Paris

Você já passou um inverno em Paris? Então vai compreender por que os franceses fogem da cidade nos finais de semana. 'Le week-end', como eles chamam, é o momento de relaxar, mas não deixa de ser um evento social. Este hábito sazonal inspirou o diretor criativo da Lacoste, Christophe Lemaire, que faz um contraponto entre urbano e bucólico. na coleção outono/inverno 2008. Para os homens, Lemaire propõe silhuetas secas com calças slim-fit em jeans e veludo cotelê. O cardigã contemporâneo com detalhes em camurça, botões em couro e acabamento de pele sintética na gola é peça-chave para o armário masculino nesta estação. As jaquetas bomber em couro e os casacos em veludo cotelê parecem ter sido feitos sob-medida. Para completar o visual a bolsa perfeita para o final de semana: a prática mala em couro ou as opções menores, mas não menos charmosas, das tradicionais suitcases americanas dos anos 70s em versões atuais e tons vivos como vermelho, azul e verde. E Lemaire leva o estilo esporte-chique da grife a um novo nível com a coleção feminina. Jaquetas acolchoadas com aspecto vinilizado, blusas com golas tipo xale, capas de chuva emborrachadas em cores vivas com chapéus combinando, tricôs estilo quimono, casaquetos de lã e até mesmo twin-sets repaginados em versão vestido prometem roubar a atenção nesta temporada. As botas aparecem em duas opções: em lona com detalhes em verniz e em camurça com salto.
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Rodrigo Rocha as 09:56:18
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