Jorge Correa
Jorge Correa
domingo, 29 abril, 2007
Jornalista trabalhador


                            Dia dos trabalhadores, dia de jornalista trabalhando. No 1º de maio de cada ano, com raras exceções, esta é a rotina dos companheiros que atuam em jornais, televisões, rádios e Internet. Muitos profissionais da mídia são escalados para cobrir protestos, festas e folgas de colegas de outras profissões, que cruzam os braços neste dia consagrado a lembrar os oito líderes trabalhistas norte-americanos que morreram enforcados em Chicago, EUA, em 1886. Eles foram presos e julgados sumariamente por dirigirem manifestações que tiveram início justamente no dia 1º de maio daquele ano.
                           No Brasil, a data é comemorada desde 1895 e virou feriado nacional em 1925, com uma denominação - Dia do Trabalho - que, ao longo dos anos, acabou desvirtuada do seu propósito. Quem não lembra das festas e das confraternizações promovidas por governos ditatoriais e por empresas, com o claro objetivo de ganhar a simpatia de servidores e funcionários? Seguindo o caminho adotado pela maioria dos sindicatos ligados à CUT, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul adota a denominação 'Dia do Trabalhador', aproveitando para protestar contra os baixos salários, jornadas de trabalho extenuantes, perda de direitos e uma série de irregularidades que contrariam a Consolidação das Leis do Trabalho - CLT - e a própria Constituição brasileira. Portanto, não é dia para festa.
                          A direção do Sindicato também entende que os jornalistas são tão trabalhadores quanto os profissionais de outras categorias e, portanto, sujeitos aos mesmos atropelos praticados por alguns grupos empresariais ou pelos poderes públicos. Na hora da pauta - seja para manifestações ou festas - é recomendável aos companheiros jornalistas refletirem sobre o importante papel social que representam perante a sociedade. E olhem também para o cenário em que atuam.

                       Leia este artigo e mais informações no site do Sindicato dos Jornalistas Profissionais/RS:
www.jornalistas-rs.org.br

postado por Jorge Correa as 09:54:05 # 0 comentários
sexta, 19 janeiro, 2007
Luz: para o pobre, o corte; para a prefeitura, o perdão


Antes que alguém me acuse de atacar o futebol, lembro que este é meu esporte preferido. Mas é um absurdo ler no jornal que uma prefeitura tenha religada a energia elétrica de seu estádio, apesar da dívida de R$ 4,5 milhões com a companhia de abastecimento. Isso aconteceu em Cidreira, cidade praiana do Rio Grande do Sul, cujo estádio será sede de algumas partidas do Campeonato Gaúcho.

A prefeitura tinha o débito já citado com a Companhia Estadual de Energia Elétrica e recorreu à Justiça. Pois um desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul deferiu liminar mandando religar a energia do estádio para receber Inter, Grêmio e outros clubes gaúchos...

No entanto, centenas de gaúchos menos endinheirados não têm a mesma sorte. Se estiverem devendo R$ 7,00 para a CEEE, sua energia é cortada sem nó nem piedade. Só será religada se o valor for pago, acrescido de multa. Ou seja, para as letras (os filhos do devedor precisam estudar), nada. Para o circo (os veranistas precisam de diversão), tudo.


postado por Jorge Correa as 03:46:28 # 1 comentários
segunda, 15 janeiro, 2007
Jornalismo valorizado



Não dá para festejar porque a questão da regulamentação do Jornalismo foi transformada numa gangorra nos últimos anos, em todos os poderes da República. Mas é justo que olhemos com certa satisfação duas recentes decisões do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que fortalecem as lutas empreendidas por jornalistas e radialistas. Em uma ação, a Justiça condenou a RBS TV a enquadrar o repórter-cinematográfico Clóvis Santa Catarina como jornalista. Em outra, a União Brasileira de Educação e Assistência - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) foi condenada a enquadrar um trabalhador como radialista e a lhe pagar horas extras. E em Minas Gerais um juiz determinou a prisão de um falso jornalista que não tinha diploma. 

É um ano decisivo para os jornalistas brasileiros, que devem se engajar na luta empreendida pela Federação Nacional dos Jornalistas e pelos sindicatos. Quem está na luta pela nossa regulamentação profissional deve ficar de olho em "inimigos" que podem estar ao seu lado. Em sites, blogs e em comunidades do Orkut proliferam posições de jornalistas diplomados que entraram na luta contra a formação universitária. Como já conseguiram e ostentam posição de confiança em algum jornalão, revista ou televisão não titubearam em mudar de lado. Uma posição confortável que devemos combater.

Mais informações no site da Fenaj:
www.fenaj.org.br


postado por Jorge Correa as 09:55:43 # 4 comentários
 
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