
Muitas tragédias vêm ocorrendo no Brasil e no mundo desde o final de 2009, em função de desastres climáticos,como enchentes,nevascas e incendios, mas nada se compara ao terremoto que dizimou milhares de vidas no haiti,deixando milhões de pessoas desabrigadas, sem água , alimentos, energia e comunicação entre outros.
Num país considerado um dos mais pobres do mundo, onde a grande maioria da população vive em estado de miséria absoluta; onde não existe sequer coleta de lixo; onde a maioria das casas são barracos que fazem as favelas do Brasil parecerem bairros de classe média, como imaginar a vida dessa população após esse desastre?
E nós ainda reclamamos da nossa vida! São com exemplos dessa natureza que para mos para repensar o quanto somos egoistas e materialistas! Imaginem o valor que um haitiano dá a um mísero prato de arroz com farinha!
Entre as vítimas fatais estão vários brasileiros integrantes da Força de Paz da ONU e também a médica pediatra e sanitarista Zilda Arns. A médica era a fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, trabalho esse reconhecido em vários paises, tendo inclusive sido indicada para o Nobel da Paz.
Costumamos dizer que em Balsas e região existe muita miséria, mas ao confrontarmos a realidade do Haiti, um país que devastou suas florestas para produzir carvão pois a produção de energia é quase nula; onde a produção de alimentos praticamente inexiste, podemos nos colocarmos numa situação extremamente oposta, pois aqui, basta circular pelas ruas de nossos bairros que deparamos com inúmeras arvores frutíferas tais como mangueira, mamoeiros, buritizais, abacateiros e muito mais! Quer dizer, mesmo que o cidadão não tenha dinheiro para comprar seu alimento, morrer de fome certamente ele não vai, o que não acontece com o cidadão Haitiano!
É hora de refletirmos e nos julgarmos pelos nossos atos! Você, que muitas vezes vai professar sua religião nos templos, igrejas ou casas de orações, será que quando sai de lá pratica todos os ensinamentos que lhe foi transmitido? Eu não costumo freqüentar igrejas ou templos, mas no meu dia a dia procuro ser um cristão que age de acordo com os princípios bíblicos (embora eu nem conheça a bíblia), que são a fraternidade, a caridade, o amor ao próximo e principalmente de acordo com minha consciência ética e moral.
Só vive realmente quem ama.
Só ama efetivamente quem age para o bem de todos.
Só age, sem dúvida, para o bem de todos, quem compreende que o amor é a base da própria vida.
















