
Uma criança de 12 anos foi morta, na noite de segunda-feira (05), por dois irmãos. Após simular um seqüestro e pedir resgate de R$ 45 mil do próprio pai, autor foi preso e disse que matou o irmão porque o pai gostava mais do filho caçula. Adolescente ainda revelou que queria fugir com a irmã, com quem mantinha relações sexuais Amor, ódio e ciúme, unidos pelo mesmo laço sanguíneo. Este é o enredo de um crime marcado pela crueldade, covardia e pela brutalidade. Movidos por um ciúme doentio, um adolescente de 17 anos, e a irmã, de 13 anos, mataram o irmão caçula, Lucas C.P, 12 anos, no final da tarde de segunda-feira (05). O crime, ocorrido na Área Alfa Visconde de Inhaúma, reserva ambiental da Caesb, localizada próxima à Polícia Rodoviária Federal, na BR-040, só foi descoberto pela polícia horas depois. Encenando um seqüestro, um rapaz ligou para o pai de Lucas, que é sargento da Marinha, por volta das 22 horas de segunda-feira, informando que o filho havia sido seqüestrado, exigindo um resgate de R$ 45 mil para liberá-lo. O militar ligou imediatamente à Delegacia de Repressão a Seqüestros (DRS), onde agentes da especializada começaram a desvendar o crime. Em conversa com os familiares, os agentes foram informados pela mãe da vítima, que o enteado tinha um comportamento estranho e relacionava-se sexualmente com a própria irmã. Levado pela polícia para prestar algumas informações, Flávio (nome fictício) confessou que matou o irmão pelo fato do pai gostar mais do caçula. Durante depoimento, o autor ainda revelou que levou Lucas ao local do crime, juntamente com a irmã, para pegarem alguns pássaros e pouco depois o matou estrangulado. O corpo de Lucas só foi encontrado na manhã de terça-feira (06), e, poucas horas depois, a polícia prendeu, em Santo Antônio do Descoberto -GO, Deivid dos Santos Silva, 20 anos, Pedro Gabriel Felipe dos Santos, 19 anos, e a irmã da vítima, Cláudia (nome fictício), acusada de participação no assassinato. Outra versão – Durante o depoimento, outra versão foi apresentada pelos adolescentes. Segundo Flávio, o pai seria transferido para o Rio de Janeiro e receberia uma grande quantia em dinheiro. Com a intenção de fugir com a irmã, resolveram simular o sequestro com o objetivo de conseguir o dinheiro. “A menina confirmou que tinha um romance com o irmão, mas, segundo ela, depois do crime, foi levada para um cativeiro, em Santo Antônio”, explicou a delegada chefe da DRS, Suzane Machado, revelando que Deivid fez o telefonema para os pais da vítima, de um orelhão em Taguatinga, Pedro Gabriel emprestou a casa e Márcio cedeu o carro. A delegada ainda contou que uma suposta dívida com o tráfico de drogas foi apontada como motivo para o homicídio. Segundo uma testemunha, Flávio era usuário de drogas e tinha uma dívida alta com traficantes, motivo que teria levado o adolescente a cometer o crime. Autuados por extorsão mediante sequestro, com resultado em morte, Deivid, Pedro e Márcio foram encaminhados ao Departamento de Polícia Especializada (DPE), e podem pegar pena de 24 a 30 anos de prisão, podendo aumentar em 50 % pelo fato da vítima ter menos de 12 anos. Os adolescentes foram levados à Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA), onde ficarão à disposição da Justiça e receberão medidas sócio-educativas.
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