
Inconformado com a dívida, traficante conhecido como ‘ Deca’ matou um lavrador com aproximadamente quatro tiros e perseguiu outro até a casa da ex-mulher do desafeto. Após ter a dívida paga, traficante ainda ficou de tocaia
Uma dívida de droga, de aproximadamente R$ 45, foi motivo suficiente para que um traficante conhecido como ‘Deca’, matasse um lavrador identificado como Gledson, o Maranhão, a tiros na madrugada de domingo (18), em uma área rural de Campos Lindos de Goiás, e jurasse de morte outro trabalhador rural, Edilson Galdino de Lima, o ‘Pernambuco’, 30 anos. Segundo uma moradora da Quadra 10, local onde aconteceu o crime, o barraco de Gledson foi alvejado por tiros de escopeta por volta das 5 horas da manhã. Minutos depois, Pernambuco foi visto fugindo para a casa da ex-mulher, distante 300 metros do barraco de Maranhão. Coberto de sangue e aos gritos de socorro, Pernambuco pediu para que a ex-mulher o deixasseele entrar, pois tinha alguém atrás dele querendo matá-lo. No momento que Edilson explicava o que havia acontecido, Deca bateu na porta e disse para abrir “porque senão mataria todos que estivessem na casa, inclusive as cinco crianças”. Apavorada, a mulher, que preferiu não se identificar, escondeu o ex-marido na cozinha antes de permitir a entrada do traficante. “Eu perguntei o que estava acontecendo e ele (Deca) disse que o Pernambuco estava devendo um dinheiro de droga, não pagava e ainda levava a dívida na barriga”, explicou Conceição (nome fictício), comentando que disse que pagaria a dívida, mas que não era para matar Edilson na frente dos cinco filhos do casal. “Eu dei R$ 50 reais para ele e foi embora dizendo que no dia seguinte me devolveria o troco”, comentou Conceição, dizendo que, ao sair para fora do barraco, foi surpreendida por quatro pessoas aguardando Pernambuco sair. Flagrante – Temendo pela vida dos filhos, Conceição mandaria os mais velhos para Brasília, quando foi surpreendida por Maranhão quase morto no barraco. “Tinha pedido para um dos meus filhos pega arroz e dar às galinhas. Quando ele chegou no barraco, encontrou o Maranhão caído no chão quase morto. Ainda liguei para a polícia, mas eles disseram que não tinha viatura porque a única estava em outra ocorrência”. Gravemente ferido, Gledson não suportou os tiros recebidos na cabeça e no peito, e morreu em decorrência dos ferimentos. Somente cinco horas depois uma viatura da polícia chegou ao local do crime. Sem pistas do paradeiro do traficante, a delegacia de Campos Lindos de Goiás investiga o caso e procura informações que possam levar ao principal suspeito do assassinato de Maranhão.
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