
Em regime semi-aberto, condenado da Justiça mata a amásia a facadas, joga o corpo na cisterna, mata a enteada e esconde debaixo da cama, estupra uma adolescente de 16 anos durante toda a noite e foge A crueldade do presidiário Renato dos Santos Miranda, 21 anos, condenado por estupro, deixou chocado até mesmo os mais acostumados com a violência e a criminalidade que atormentam o Entorno do Distrito Federal. Após sair da penitenciária de Valparaíso, durante a manhã de domingo (25), Renato foi para a casa da amásia, Márcia Gomes de Souza, 37 anos, em uma chácara localizada no Setor de Chácaras Anhanguera C, antiga fábrica de biscoitos, com o objetivo de reatar o relacionamento de aproximadamente três anos. Atormentado de ódio, o presidiário matou Márcia a golpes de faca, por volta das 17h30, jogou o corpo em uma cisterna abandonada e tentou escondê-lo com cobertores e pedras. Não satisfeito, o monstro executou Gerchyca Katiucy Gomes Lemos, 16 anos, horas depois, também a facadas, enrolou o corpo da vítima em um cobertor e escondeu embaixo da cama. Testemunha ocular da atrocidade, uma adolescente de 16 anos foi mantida presa no quarto durante toda a noite, e estuprada seguidas vezes por Renato. O fato só foi descoberto por volta das 10 horas da manhã de segunda-feira (26), quando a adolescente conseguiu fugir e comunicar os crimes à polícia. Segundo uma testemunha, Fabíola (nome fictício) encontrou uma vizinha, logo após fugir, e, no momento que contava o que havia acontecido, foi flagrada por Renato, mas conseguiu fugir. Comunicados do fato, as Viaturas 4250, com o Sargento Rodrigues e o soldado Hedcy, 4239, composta pelo Sargento L. Pereira e soldado França, e 4241, com os soldados Fredson e Aluisio, dirigiram-se até o local, onde encontraram os corpos dentro da cisterna e debaixo da cama. Renato havia conseguido fugir e até o fechamento desta edição a polícia não havia encontrado seu paradeiro. Em estado de choque, Fabíola contou que chegava em casa, por volta das 18 horas, e, ao olhar pela janela, viu o ventilador ligado e a tia enrolada por um cobertor dos pés a cabeça. “Fui tomar banho na casa de uma amiga e voltei para casa. Quando cheguei, vi o Renato esfaqueando a Gerchyca e entrei falando para ele não fazer aquilo senão iria matá-la. Ele me mandou calar a boca senão me mataria também, e me prendeu no quarto”, desabafou Fabíola, comentando que aproveitou o momento que ele saiu para jogar o corpo da tia na cisterna. Crime anunciado – De acordo com informações fornecidas por conhecidos das vítimas, Márcia conheceu Renato na cadeia e, mesmo casada, passou a relacionar-se com ele. “Quando ele saiu da cadeia, mandou o marido dela (Márcia) embora e os dois passaram a viver juntos”, explicou uma mulher, que não quis se identificar, comentando que o fim do relacionamento pode ter sido a causa da tragédia. “Ela não queria mais ficar com ele e mandou o Renato procurar outro local para morar, porque ia voltar para ele hoje (segunda-feira). Quando ele saiu da cadeia (domingo), foi na casa da Márcia e matou ela, a enteada e estuprou a sobrinha”, lamentou a amiga. Em regime semi-aberto, depois de ter sido julgado e condenado pelo estupro de dois adolescentes, Renato saía todos os dias 6 horas da manhã, para trabalhar, e voltava às 22 horas. Informações de populares revelaram que, mesmo procurado pela polícia, foi visto várias vezes rondando as proximidades do local do crime. Agentes da delegacia do Valparaíso e várias viaturas da Policia Militar estão à procura de Renato, que continua foragido.
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