
Vítima estava embrulhada em um cobertor e, ao sair na rua, foi assassinado a tiros por soldado do exército. Irmão seria o verdadeiro alvo Horas depois do registro de um homicídio ocorrido no Conjunto 22 da Avenida Central, Sobradinho II, por volta das 4 horas da manhã de domingo (16), os agentes Lima e Juvenal, da Seção de Investigação de Crimes Violentos (SIC-VIO), da 35ª DP (Sobradinho II), elucidaram o crime e prenderam o soldado do exército, Wesmarley Vaz Ramos, 19 anos, autor do assassinato do desempregado Ubirajara Felipe de Macedo Silva, o Bira, 28 anos, morto com dois tiros. Levado à delegacia para prestar depoimento, Wesmarley contou que o alvo era Sidnei Felipe de Macedo Silva, o Neizinho, 20 anos, irmão da vítima. O delegado de plantão da DP, Rogério Henrique, contou que durante o depoimento, o autor revelou que havia se encontrado com Sidney momentos antes do crime, e que foi ameaçado caso passasse na rua onde Neizinho morava com a família. “A verdade é que o Sidney falou que não era para o Wesmarley passar pela rua onde morava e no momento da discussão, Neizinho, envolvido com o tráfico de drogas da região, ainda deu um tapa no rosto do autor, que foi para casa, pegou a arma e voltou para revidar o tapa”, explicou Rogério Henrique. Ao ver a vítima enrolada em um cobertor e pensando ser o desafeto, o soldado do exército efetuou vários tiros, fugindo em seguida. Viaturas do 13º Batalhão de Polícia Militar (BPM) dirigiram-se até o local, mas encontraram Ubirajara morto com dois tiros no peito. Segundo informações de familiares da vítima, Bira estava em frente a sua casa, juntamente com o irmão, Sidnei, e o vizinho, Almir Cordeiro da Cunha, quando ouviu um barulho pelas proximidades. “Nós ouvimos um barulho de tiro e quando chegamos no portão para ver o que estava acontecendo, um rapaz começou a atirar na nossa direção”, comentou o familiar, dizendo que em função dos disparos, entrou no lote e pouco depois percebeu que Bira estava baleado. O delegado ainda revelou que a família da vítima é envolvida com tráfico de drogas, e um dos irmãos de Bira, já havia morrido por causa da guerra de gangues. O crime acaba com 76 dias sem homicídios registrados na área de Sobradinho II.
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