Erica Neves
As praças destinadas ao Projeto Cura, que pretendia ser um local de lazer para crianças do Setor Sul, estão abandonadas e se transformaram em ponto de encontro para adolescentes usuários de drogas. No último dia 10 de junho, um adolescente foi abordado pela polícia fumando maconha em uma dessas praças. De acordo com a psicóloga Jane Morais Pinheiro, moradora do setor, a praça há anos serve de foco para a marginalização.
A psicóloga afirma que já escreveu para a Prefeitura de Goiânia pedindo a revitalização das praças. A prefeitura afirmou que faria a reforma em seis meses. "O prazo já passou e nada foi feito ainda", reclama Jane. Ela afirma que desde a infância dos dois filhos, que hoje estão com 18 e 19 anos, pede a revitalização das praças. "Quando meus filhos eram pequenos eu tinha receio de que brincassem lá, desde então já estava abandonado".
O arquiteto Luiz Fernando Cruvinel, crítico de projetos como a nova Avenida Goiás e construtor da cidade de Palmas, afirma não ver solução para o problema. "Não existem mais crianças que utilizam essas praças no Setor Sul". Para ele, o interessante seria a construção de prédios que trariam novos moradores e consequentemente novas crianças para as praças.
A Prefeitura de Goiânia afirma ter planos para a revitalização das praças, mas a prioridade no momento é concluir as obras do viaduto da Praça do Ratinho, que terá início dia 20 de junho.













