NASCIMENTO POLÍTICO

Todo saber político começa nas atividades dentro de casa. No jogo com a esposa. Nas delegações de tarefas e responsabilidades domésticas. Na administração dos interesses dos filhos ou dependentes. Na estratégia montada para a sobrevivência. Quando uma pessoa se dispõe a dedicar um tempo voluntariamente aos interesses da comunidade busca em si devolver sua experiência para quem dela precisa. Exercer a direção de uma entidade, de uma creche, de uma ong ou empresa, reflete o carater de comando e liderança do individuo. Muitos dirigentes de associaçoes de moradores vivem seu dever 24 horas por dia, sete dias por semana. A democracia é feita de pessoas que fazem política. É triste quando numa oportunidade alguns dizem: "Eu não gosto de politica. Eu não sei fazer política". Quando assim dizem já estão fazendo política, pois todo político nato busca atenção, e não perde a oportunidade em se mostrar ou alardear seu cabedal intelectual. Todo político é vestuto por natureza. Uns mais outros menos. A democracia se sustenta nas mãos daqueles que vindos do meio do povo possa representá-lo e a caixa de experiência passa pela eleição no grêmio da escola; pela eleição no diretório acadêmico da faculdade; pela eleição na associação de moradores e depois .... Pois é, é inegável que alguém que milita nas hostes populares queira emprestar seu nome para algum partido e assim ampliar a ação do seu trabalho. Conseguindo com isso a possibilidade mesmo que remota de ver suas idéias transformadas em realidade em favor da comunidade que se pretenda representar. Boa parte dos políticos hoje no poder estão aí a mais de 01 década. Isso é justo? Trabalho bom tem tempo de serviço prestado. Tem gente boa querendo entrar e merece ter espaço. Sem desmerecer quem exerce dignamente o seu mandato, é necessaário observar que uma cidade de quase 700.000 habitantes precisa respirar nova perspectiva politica. Uberlândia é uma cidade nacional que se dá ao luxo de esnobar um Wall-Mart; ou mesmo buscar uma base da Zona Franca sem os devidos ajustes fiscais e de acesso aduaneiro (a duplicação da BR050 ainda não chega aos extremos e internamente é uma lástima em termos de escoamento). É uma cidade onde o foco (graças ao governo estadual) educacional não é aprender, mas sair da escola com um diploma. Uberlândia é uma cidade onde as empresas gritam que não existe mão-de-obra qualificada – e essas mesmas reclamantes não buscam parcerias para qualificar essa dita mão-de-obra inexistente, fazendo com que os bons salários sejam pagos aos de fora. Aqui fica a turma dos R$ 380,00 por mês fora o desconto. Uma legião que engorda a periferia e faz a roda travar. O discurso precisa ser ampliado. Temos uma administração municipal preocupada com a cidade e trabalhando por ela. Temos inúmeras inciativas do poder público municipal vitoriosas no que diz respeito aos anseios do povo uberlandense. Entretanto, a cidade clama por inciativas privadas que realmente consolidem o que vem sendo feito. Parcerias. Quem se habilita?
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