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quinta, 14 fevereiro, 2008
TODO MUNDO PODE VOCÊ NÃO

DUAS COISINHAS

por José Amaral Neto, www.farolcomunitario.com.br

(34) 9197.2150

 

Cursinhos Pré-Vestibulares. Seus comandantes são empresários da educação. O lucro é o que interessa e, isso é importante, é o que move a economia e a sobrevivência de muitas pessoas que desse serviço dependem direta ou indiretamente. E quem tem grana para pagar, na opinião desses mercadores, é que merece ter acesso ao universo público federal de ensino.

A casta que ingressa na Universidade Federal hoje, em qualquer parte do Brasil, é de pessoas insonsas e preparadas para fazer provas. É uma turma que acredita que pensar e opinar é coisa de gente chata.

Médicos, advogados, odontologos, entre outros, são formados em centena de milhares oportunidades. Jogam o diploma em qualquer lugar e quando retornam como funcionários públicos se esquecem de onde vieram - daí não haver a menor chance de melhora para a educação.

Na cabeça dessas pessoas é o lema é o seguinte: "se eu não tive e nem vou ter, você também não vai".

Os mesmos professores, coordenadores pedagógicos e donos de cursinhos que gritam sobre a deficiência do ensino não contribuem com as suas competências para que a coisa melhore.

Observe - esse mesmo pessoal é ocupante de algum cargo na area privada ou pública da educação formal - além da função explicita e que os apresentam quando fazem uso da palavra em defesa própria.

A educação precisa melhorar todos concordam. Mas quem se habilita a começar? Quantos professores abraçam a sua profissão por amor e prazer? 

Sobre o PAIES: quando este foi lançado recebeu láureas de todos os lados, principalmente de seus tutores, os cursinhos e escolas privadas. E novamente os ricos com mais alternativas e os pobres relegados ao suor ingrato do vamos tentando que uma hora dessas dá certo.

É bem verdade que ninguém é culpado por ser rico e poder manter uma vida estudantil que beira entre R$ 700 e R$1.500 mensais por filho bem nascido. O que não se pode querer é negligenciar a possibilidade da turma do chão de fábrica de querer cursar uma escola ou universidade melhor para se qualificar de maneira adequada ao mercado de trabalho.

Antes o PAIES era uma solução “top” – agora com a decisão do CONSUN da UFU de direcioná-lo em sua totalidade aos egressos das escolas públicas – esses mesmos bem nascidos questionam a sua idoneidade, classificando-o apartir dessa sua nova identidade como um criatório de estudantes de segunda classe. Se for para o filho do outro não pode.

O PAIES é um sistema de cota – privilegia num nível acima do plausível a turma que pode ter professores com equipamentos educacionais e bem treinados – que inspiram seus educandos.

É fácil ver gente defendendo que é preciso melhorar a base do ensino brasileiro – e mais lindo ainda é ver que ninguém faz nada, a não ser apontar o dedo para as feridas – é preciso curá-las. Quem se habilita a deixar de lado quirelas e a manter seus filhos em escolas públicas para que sejam exigidas políticas para educação que vinguem? – e quem se disporia a pegar a grana gasta atualmente em escolas privadas para começar uma luta para que a lei de doações aconteça, e assim as escolas públicas pudessem receber esse dinheiro para melhor se equipar e qualificar seus professores sem que isso onerasse seu benfeitor?

Sobre a Febre Amarela: toda pessoa gosta de ser cuidada, ouvida e respeitada. Uma notícia que poderia compor a mídia nacional – Brasil – A cidade de Uberlândia no estado de Minas Gerais, mostrou que pode haver alternativa propositiva para solucionar o problema da Febre Amarela. O estado fica no meio da rota que pode ser desenhada em caso de epidemia. Nas suas duas entradas principais (de acesso ao Distrito Federal/Goiás e Noroeste de São Paulo/Capital) foram disponibilizados agentes e equipamentos. Todos os ônibus e alguns carros estão sendo parados. Recebem orientação, impressos explicativos, uma borrifada de veneno a base de água no veículo e todos são vacinados. Agindo assim a cidade dá uma resposta a seus cidadãos “brecando” a entrada de mosquito no município. Em Uberlândia por certo casos de Febre Amarela não irão acontecer.

Pois bem, o argumento acima é para refletir sobre o porquê de a população estar desesperada para ser vacinada congestionando as UAI´s. Quem cuida de quem? As pessoas buscam respostas e só. O lance é como essas respostas estão sendo repassadas.

O povo quer respostas; e não só respostas.



postado por JOSÉ AMARAL NETO as 05:45:59




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