ECONOMIA CRIATIVA

por José Amaral Neto, www.cql.com.br/jancom - (34) 9197.2150 Nada pode ser mais relevante e interessante socialmente em comunidade do que promover permanentemente o desenvolvimento humano. Oenvolvimento de universidades (públicas e privadas), governo federal,estadual e municipal, e empresários é fator importante para consolidarbases que coloquem a economia criativa como agente transformador damelhora da qualidade de vida em uma cidade. Como é do conhecimento público, na Inglaterra existe um Ministério para a Economia Criativa. Numano eleitoral é preciso visualizar na "persona candidato", se esteveste e pratica o empreendedorismo educacional na acepção ampla depensar a escola a partir da criança. Odesenfrear na sublocação de diplomas universitários tem aumentado aorda de pessoas cujo pensamento se limita ao "ctrl C e ao ctrl V",abastecido pelo senhor Google. Oex-ministro Rubens Ricupero colocou o tema economia criativa na agendado comércio mundial quando era secretário da UNCTAD (Conferência dasNações Unidas sobre Comércio Mundial). A FAAP em São Paulo encampouessa iniciativa e um curso sob sua coordenação começa a ser planejado. Aeducação exige professores antenados com o mercado de trabalho. E assimpoder oferecer aos seus educandos perspectivas realistas sobre quaissão as opções de atuação profissional de colocação imediata com boaremuneração. Quantosdos empresários uberlandenses poderiam adotar uma escola pública einvestir nela retornando o que de bom esta cidade tem lhe ofertado como sucesso de seu empreendimento? Adotar uma escola não é dar computador e livros. Não adianta doar uma biblioteca sem funcionários adequados e professores que queiram utilizá-la. Nãoadianta oferecer a leitura diária ou semanal de exemplares de jornal seos alunos não podem transformar esse esforço numa referência curricular. Nãoadianta doar computadores sem o devido aproveitamento de suasferramentas em favor da própria escola e principalmente da comunidadeda qual ela faz parte. Uberlândia sempre ignorou a vanguarda de seus intelectuais, mas um pólo de cinema aqui não seria difícil montar. Osgrupos teatrais da cidade tem competência profissional para irem alémdas apresentações festivas e sim, treinar e qualificar cenógrafos,produtores, iluminadores, atores, coreógrafos, roteiristas e muito maisagregado ao ensino – isso é dotar o cérebro de possibilidades e sair dolugar comum. Numpaís onde o ensino público pede cotas para poder usar uma universidadepública e a classe mais abastada se sente ultrajada por isso – é horade tornar lúdica a vida. Numpaís onde uma grande rede de supermercados troca o queijo de pizzasartesanais passada a data para consumi-las, e lava salsichas com prazode validade vencidos para reapresentar ao consumidor - é hora de tornarlúdica a vida. Numpaís onde se glamourisa um segundo ou terceiro lugar numa competição ese esquece que a luta é pra ficar em primeiro – é hora de tornar lúdicaa vida. É preciso aproveitar oportunidades e fazer uma leitura da realidade municipal – assim se constrói um país. Épreciso melhorar a articulação de mecanismos de participação quecontemplem estratégias e fujam das obviedades, banalidades e pegadinhasde marketing.

|