MEU INFINITO PARTICULAR - BY: VANESSA RIBEIRO
MEU INFINITO PARTICULAR - BY: VANESSA RIBEIRO

sábado, 23 janeiro, 2010
ESPINHOS

Um dia, alguém colocou um galho cheio de espinhos no meu caminho...
Sofri... Machuquei-me... Perdi a auto-estima...Impossível evitar as feridas...
Plantei esse galho no meu jardim interior.
O galho murchou e à sua volta, muito capim, muita erva daninha...
Mas os espinhos, vivos permaneceram...
Continuaram ferindo-me a alma...
Muitos anos depois, o galho brotou mostrando que não morrera...
E vieram folhas...
E quantas rosas vieram alegrar o meu jardim!
Fiz questão de escolher o mais belo dos botões para retribuir o presente do galho cheio de espinhos...
Enviei junto o melhor dos meus sorrisos...
Meu jardim interior não deixará de florir...
O sofrimento maltrata, mas, hoje, cultivo flores...
Tento esquecer as cicatrizes que os espinhos deixaram...
Quando olhá-las, lembrarei...
Mas já não doem mais...
Encaro a dor como trampolim para a felicidade...
Ser feliz exige luta.
Se ganhamos um limão, façamos a limonada...
Se só temos um ovo, um omelete gostoso...
Façamos do sorriso um compromisso com o próximo..
Tenhamos em Deus o nosso melhor amigo, contemos com ELE, sem desespero...
Na certeza plena de que nunca nos falta...
Após a tempestade, o sol surge, deslumbrante...
O inverno não é eterno.
Um dia, chega a primavera enchendo nossa vida de cores e flores...
Nunca é tarde para ser feliz...


postado por Vanessa Ribeiro as 06:02:59 class="rodape">0 comentários
sexta, 22 janeiro, 2010
É ele, o Homem da Minha Vida!

Encontre um homem que te chame de linda, em vez de gostosa. Que ligue de volta quando desligar na cara dele. Que sinta ciúmes, mas não muito exagerado. Que ligue quando você menos esperar. Que deite embaixo das estrelas e escute as batidas do seu coração ou que permaneça acordado só para te observar dormindo.

 

Espere pelo homem que te beije na testa, te abrace forte, que se lembre do dia que deram o 1º beijo, que não tenha vergonha de te mostrar para todo mundo, mesmo quando você estiver com um jeans básico e camiseta; que te ache a mulher mais linda do mundo, mesmo quando estiver sem maquiagem ou tiver acabado de acordar e estiver naqueles dias.

 

Um homem que segure em suas mãos na frente dos amigos dele, e que insista em te segurar pela cintura. Aquele que te lembra sempre o quanto se preocupa com você e quão sortudo ele é por estar ao seu lado.

 

Espere por aquele que te dê valor e que lhe proporcione as coisas mais simples, mas inesquecíveis. Aquele que te faça rir da piada sem graça...

 

Espere por aquele que esperará por você...

 

Aquele que vira para os amigos e diz: “É Ela a Mulher da Minha Vida!”



postado por Vanessa Ribeiro as 10:36:27 class="rodape">0 comentários
ATÉ QUANDO VALE APENA LUTAR POR UM AMOR????

Muitas vezes, vivemos relacionamentos difíceis, que nos causam muito mais tristezas, decepções e dores do que alegrias e satisfação. Mas, por algum motivo que nem nós mesmos sabemos qual é, insistimos em manter essa relação. Teimamos em tentar de novo, nos agarramos em palavras que não correspondem com a realidade nem com as atitudes tomadas pela outra pessoa. E assim, confusos e perdidos nesta sensação entre o amor que gostaríamos de viver e o que realmente estamos vivendo, não sabemos o que fazer!

Convencidos de que amamos a outra pessoa, nos enchemos de forças e coragem para lutar por ela. Mas, logo depois, percebemos que não há reciprocidade, que a pessoa não está disposta a lutar, a tentar de verdade, a cumprir o que promete e, então, vemos nossas esperanças se diluírem e a nossa dor aumentar ainda mais. Algumas pessoas adoecem, entram em depressão, sentem-se desmotivadas, afastam-se dos amigos, perdem até o emprego por causa de uma relação que mais parece uma tortura, esmagando sentimentos e desejos.

Neste momento, por mais que não queiramos ouvi-la, a pergunta se repete em nossa alma e exige uma resposta: vale a pena continuar? Vale a pena insistir? Será que existe a possibilidade de conquistar essa pessoa definitivamente?

Enfim, creio que a resposta não seja tão objetiva, especialmente porque não podemos prever o futuro com tamanha clareza. No entanto, esta é, sem dúvida, a hora de olhar para nós mesmos e nos respeitarmos, nos valorizarmos e, acima de tudo, nos amarmos. Não tenho dúvidas de que se não fizermos isso, a outra pessoa também não fará. Mas se, ao contrário, decidirmos nos reconquistar, lutar por nós mesmos, enxergarmos o que temos de bom e nos reerguermos, haverá uma saída. Ou seja, ganharemos força e discernimento para descobrirmos a resposta certa: se vale a pena ou não!

Se valer, estaremos prontos para “exigirmos” o que queremos desta relação, mostrando à pessoa que merecemos ser amados, respeitados e valorizados. E ela, se realmente nos amar, estará disposta a nos dar o que merecemos.

Mas se não valer, estaremos prontos para abrir mão deste relacionamento que não nos tem trazido nada de bom, que tem servido apenas para nos deixar angustiados e desesperados com tamanha indecisão, incerteza e incoerência.

Então, se você estiver vivendo um relacionamento que tem lhe causado mais dor do que alegria, eu sugiro que você se faça algumas perguntas e seja sincero consigo mesmo. A primeira é: você realmente ama esta pessoa? Se a resposta for não, então nem precisa responder as próximas questões. Mas se for sim, então pergunte-se: tem dado o melhor de você para tentar salvar a relação? Depois, avalie: a pessoa amada está disposta a salvá-la também? As atitudes dela demonstram um verdadeiro amor ou expressam indiferença, incompreensão e desrespeito?

Caso ambas estejam dispostas a se reconquistarem, é bem provável que consigam. Mas se só você estiver disposto a isto, o melhor a fazer é colocar um ponto final nesta história, pois um relacionamento se compõe de dois corações e nunca de apenas um!

Talvez, um dia, esta pessoa esteja pronta para viver esta relação e volte a lhe procurar, mas por enquanto, os fatos estão mostrando que não dá mais! Lembre-se que uma pessoa se apaixona por outra por causa de suas qualidades e depois, com a convivência, aprende a aceitar os seus defeitos. Então, cuide de você, expresse mais as suas qualidades, melhore seus pontos fracos, supere suas limitações e torne-se uma pessoa apaixonante.

Não desperdice a sua vida insistindo numa relação que não lhe faz crescer, que não torna você uma pessoa mais consciente e mais inteira. E nunca se esqueça que o Universo lhe dá exatamente aquilo que você acredita que merece! Portanto, trate de se valorizar e, assim, terá certeza absoluta de que você merece muito mais...

(Rosana Braga é Escritora, Jornalista e Consultora em Relacionamentos Palestrante



postado por Vanessa Ribeiro as 10:33:54 class="rodape">0 comentários
sexta, 31 julho, 2009
O QUE EU QUERO NÃO ÉO QUE VC QUER

Muitos relacionamentos começam com paixão e idealização. Idealizar é enxergar no outro o que você deseja e não as reais qualidades que a pessoa apresenta naquele momento. É querer que o outro responda as expectativas criadas pela sua própria fantasia. De certa maneira, é querer que a outra pessoa realize suas vontades e desejos pré-estabelecidos. Mas, quando saber se isso está dentro do que é considerado normal?

Com o passar do tempo essa paixão muitas vezes passa, pois na verdade não estava ligada a dados reais e concretos, mas a ilusão que é originária, possivelmente, de todos os filmes e histórias românticas vistas e escutadas durante muito tempo (normalmente, já introduzida na infância e reforçada ao longo dos anos).

Mas a vida não é um filme, um livro de romance ou algo em que o acaso é o único dono do destino, sem possibilidades de atuação. Nós podemos começar a fazer novas escolhas mais satisfatórias e adequadas para nossa felicidade e também da pessoa ao nosso lado.

Observe que para tudo na vida, de modo geral, as pessoas dedicam muito tempo para se aperfeiçoarem: estudando, treinando e vivenciando, por exemplo, o trabalho, os esportes, algum novo curso etc., mas no assunto relacionamento tudo parece diferente. Muitos se deixam levar e ficam a mercê do destino e do acaso. Frases como: o que tiver que ser será , quando a gente menos espera a pessoa certa aparece , etc... Todos já ouviram várias vezes. E se esquecem que devem preparar e cuidar dos pensamentos e da maneira com que escolhem quem estará ao seu lado.

Deixar de enxergar o outro como ele realmente é, faz com que as pessoas deixem de viver novas experiências para se entregar a padrões criados em sua mente. Portanto, fecha-se os olhos para uma realidade que mais dia ou menos dia aparecerá. Isso se torna um grande problema, pois a ilusão não perdura para sempre e, portanto, após a descoberta, vem a decepção. Sentimento de fracasso, desgosto e desilusão são muito negativos e poderiam, em muitos casos, serem evitados se houvesse uma preocupação com atos e escolhas.

Quem disse que o príncipe encantado existe? Alguém já o viu? E quem arrisca dizer que sim? Será essa pessoa um príncipe encantado de verdade ou uma pessoa normal que você enxerga através de lentes e distorções produzidas pela mente? O que é real e o que é imaginário? Sempre ouvimos histórias sobre os príncipes no começo dos relacionamentos, depois de alguns meses eles viram sapos, ou melhor, voltam a ser quem sempre foram, nem príncipes, nem sapos, pois essas percepções só estavam na mente de que os criou. Importante lembrar que homens, também buscam uma mulher perfeita (essa percepção vai variar de pessoa para pessoa, segundo seus critérios de aprendizagem prévia), mas não dão o nome de princesa encantada. Ou seja, todos querem um relacionamento feliz e harmonioso. Cada um dentro de sua realidade e contexto de vida.

Não podemos esperar a perfeição se não somos perfeitos.


Já contava uma história antiga de que um jovem, muito bonito, inteligente, saiu em busca de uma mulher perfeita, por não achar na sua cidade, saiu pelo mundo a procurá-la. Anos depois, voltou a sua cidade natal, sozinho e todos perguntaram se ele havia achado o que procurava em sua viagem. Ele respondeu que sim. E todos curiosos queriam saber onde estava essa mulher, e então ele respondeu: Não estamos juntos. Ela também estava buscando o homem perfeito e foi procurá-lo mundo a fora.

O romance além da atração física deve surgir das afinidades e dos objetivos em comum entre duas pessoas. Isso é muito importante, para que se possa compartilhar a vida em diversos momentos, como fazemos com nossas famílias e amigos. Para isso é preciso aproveitar a oportunidade de conhecer o que há de melhor em cada pessoa, independente do fato de que ela será seu namorado (a), esposo (a) ou não.

Compartilhar a vida é também aceitar o outro como ele é e poder abstrair seu melhor. Criar novas amizades, novos conhecimentos, que podem ser importantes em sua vida de outras maneiras e não somente como um romance. Não se pode ou deve depositar suas carências e dependência no outro. Ser livre e saber viver para si é fundamental.

Algumas pessoas vivem a vida como se existisse um concurso para eleger quem será o seu namorado (a) e com esse comportamento, deixam de aproveitar os momentos e viver o presente, deixam de viver a vida como ela é. O problema surge quando a pessoa escolhida não condiz com o modelo imaginário, então, já não há mais interesse. Será que se relacionar é apenas ter outra pessoa ao lado que supra as carências? Ideal seria aceitar o outro como ele é e tê-lo ao lado por admiração concreta e real. As carências deveriam ser supridas por cada um e não por outra pessoa.


Existem muitas maneiras de se viver a própria vida ao lado de outra pessoa. Viver uma ilusão sem dados reais leva a frustração. A vida é feita de momentos e de sonhos que podem ser concretizados se houver interesse e dedicação. Deve-se aproveitar a vida e vivê-la intensamente. Aceitar as experiências reais, vividas com verdade, assim fica mais fácil encontrar alguém muito especial.



postado por Vanessa Ribeiro as 09:28:33 class="rodape">2 comentários
A Vida não é Feita de Expectativas, é Feita de Escolhas!

Expectativas são esperas ansiosas e produzem um efeito danoso em nossas vidas quando excedem os padrões da realidade. É da natureza humana gerar expectativas com relação às coisas, o problema é que nossa imaginação é muito fértil e nossos desejos excedem nossa compreensão da realidade. Nestas condições criamos expectativas com pouca ou nenhuma chance de acontecerem e caminhamos rumo à decepção e a frustração.

Achamos que os outros nos decepcionam quando, na verdade, na maioria das vezes fomos nós quem criamos expectativas irreais sobre eles e suas atitudes. A solução para essas questões que sempre causam sofrimento e desilusões passa pelas seguintes reflexões:

1ª) Precisamos compreender que nossas expectativas são formadas a partir de nossos desejos e fantasias e, não possuem, muitas vezes, nenhuma relação com a realidade.

2ª) Nossas expectativas estão ligadas à nossa imaginação e por isso podem assumir proporções muito difíceis de serem atendidas.

3ª) As expectativas são nossas, mas podem depender de ação de outras pessoas e acontecimentos para se concretizarem, portanto estamos esperando por algo sobre o qual não temos controle efetivo.

4ª) Expectativas estão associadas à imaginação, sentimentos, emoções e experiências anteriores.

5ª) Expectativas sofrem a ação da nossa ansiedade e dos outros aspectos psicológicos que compõe a nossa personalidade.

Assim, como em tudo na vida, também precisamos aprender a lidar com nossas expectativas e introduzir a razão como mediadora entre elas e a realidade.

Às vezes, você espera que alguém ligue para você e a pessoa não liga... Quanto maiores forem as expectativas de receber a ligação, maior será o sofrimento e a decepção de não a ter recebido. Não percebemos nitidamente, mas nos sentimos feridos, afinal a pessoa “devia” ter ligado e não ligou. Pronto. Esse “ferimento emocional”, que se originou em função de nossas expectativas não atendidas, será suficiente para que nossa imaginação agigante as consequências ao criar as “razões“ pelas quais a pessoa não ligou, tais como: ela não me dá a atenção que eu mereço; ela só me procura quando convém; ela deve estar se divertindo com outras pessoas; ela está me enganando; ela não tem por mim a mesma consideração e sentimento que eu tenho por ela, etc.

Ora, todas estas “razões” são meras suposições da nossa imaginação ampliadas pela ansiedade e por frustrações e comparações com situações anteriores.

A pessoa pode não ter ligado por razões concretas e justificáveis as quais poderíamos facilmente compreender em uma conversa franca com ela. Julgamos baseados em suposições, e suposições são apenas probabilidades manipuladas pela nossa imaginação.

Quanto maiores forem as suas expectativas diante de qualquer situação na vida, maiores serão suas chances de se decepcionar. Quando não estamos esperando nada, achamos tudo o que acontece maravilhoso. Quando esperamos pouco, o que acontece facilmente atende ou supera as nossas expectativas, mas quando esperamos muito...

Esperar muito é depositar nas mãos de outras pessoas e acontecimentos a responsabilidade de fazer seus desejos acontecerem. É uma perigosa ilusão.

Procure dividir os aspectos de sua vida em dois grandes grupos: as coisas que você espera que aconteçam e depende determinantemente de você e as coisas que você espera que aconteça, mas dependem muito mais de outras pessoas e acontecimentos que da sua ação. Observe que você só pode agir sobre as coisas que dependem determinantemente de você. Somente sobre elas você possui controle. As coisas que dependem de outras pessoas e acontecimentos estão fora do seu controle, você pode até influenciá-las de alguma maneira, mas não pode controlá-las.

Utilize a sabedoria para não gerar expectativas muito elevadas para as coisas que não dependem diretamente de você e de suas atitudes. Elas dependem de outras pessoas que não pensam como você pensa, não agirão como você agiria e não sentem as coisas exatamente como você sente.

Concentre-se em alterar as coisas que você pode e em buscar compreender as que estão nas mãos dos outros. Deixar a vida ser dirigida por nossas expectativas é como dirigir em alta velocidade de olhos vendados. Abra os olhos da razão, use o coração para amar a vida e as pessoas e a razão para conhecê-las, compreendê-las e aceitá-las.

Uma vida baseada em expectativas é irreal e muito perigosa. Faça as pazes com a realidade e aprenda a ajustar suas expectativas dentro de um padrão lúcido e flexível. Nem a vida nem as pessoas são como nós gostaríamos que fossem, são como são. Nem mesmo nós somos como gostaríamos de ser...

Um alerta importante: Antes de tentar se tornar quem você gostaria de ser, observe se suas expectativas com relação a si mesmo não estão equivocadas, talvez você esteja melhor assim...A vida é feita de escolhas, mas é impactada por nossas expectativas.

Carlos Hilsdorf



postado por Vanessa Ribeiro as 09:17:43 class="rodape">0 comentários
ELOGIO AO AMOR A PAIXÃO UM PELO OUTRO

Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser 
desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? 

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e 
descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. 

O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A 
"vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um 
fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem 
tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não 
dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa 
alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, 
não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que 
a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e 
minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade 
pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num 
momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por 
muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda 
o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não 
esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor 
que se lhe tem. 

Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se 
ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver 
sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. 
Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. 

Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."


postado por Vanessa Ribeiro as 08:56:16 class="rodape">1 comentários
AMOR

Não é segredo para ninguém que ser amado é uma necessidade humana que buscamos com muito afinco. Por amor, subimos montanhas, atravessamos mares, cruzamos desertos e enfrentamos todo tipo de adversidade. Sem amor, montanhas tornam-se insuperáveis, mares intransponíveis, desertos insuportáveis e dificuldades avoluma-se pela vida afora.
Antes de falarmos das linguagens, convém compreendermos que necessitamos de um tempo de relacionamento para podermos conhecer a pessoa que está ao nosso lado. Sabemos que um relacionamento geralmente se inicia pela paixão, entende-se aqui paixão como um sentimento de euforia pelo outro. A psicóloga Dorothy Tennov desenvolveu longos estudos sobre o fenômeno paixão. Após estudar os comportamentos entre os casais, ela concluiu que
o tempo médio de extensão da obsessão romântica é de dois anos. Se a paixão foi um fruto proibido, talvez dure um pouco mais.
A principal falha na informação é o falso conceito de que a paixão dura para sempre.

O psiquiatra M. Scott Peck concluiu que apaixonar-se não é amor verdadeiro, por três razões:
I. Apaixonar-se não é um ato da vontade nem uma escolha consciente. Não importa o quanto desejemos, não conseguimos apaixonar-nos voluntariamente.
II. Apaixonar-se não é amor verdadeiro porque não implica em nenhuma participação de nossa parte. Qualquer coisa que façamos apaixonados requererá pouca disciplina e esforço. Os longos e dispendiosos telefonemas realizados, o dinheiro gasto em viagem para ficar juntos, os presentes, todo trabalho envolvido, nada representam.
III. A pessoa apaixonada não está genuinamente interessada em incentivar o crescimento pessoal daquela por quem nutre sua paixão. Se temos algum propósito em mente ao nos apaixonarmos, é o de terminar nossa própria solidão e, talvez, assegurar essa solução através do casamento. A paixão não se focaliza em nosso crescimento pessoal e nem tampouco no da outra pessoa amada. Pelo contrário, a sensação é a de que já se chegou onde se deveria alcançar e não é necessário crescer mais.

Quer concordemos ou não, os que se apaixonaram e saíram desse estado de paixão, concluirão que essa experiência arremessa-nos a uma órbita emocional diferente de qualquer outra que porventura experimentemos. A tendência é o rompimento com a nossa razão, o que nos leva a fazer e dizer coisas que nunca faríamos ou diríamos em momentos de maior sobriedade.
Quando a paixão murcha, apenas uma coisa é certa sobre nosso comportamento: não será o mesmo da época em que estávamos apaixonados. O que fazemos um para o outro antes da paixão não é garantia de que continuaremos a fazer depois que esta paixão passa.
Então podemos nos separar e tentar novamente? Ou reconhecer que a paixão é o que é – um pico emocional temporário – e então desenvolver o amor verdadeiro.
Esse tipo de amor requer esforço e disciplina. É a escolha que fazemos de gastar nossa energia em benefício da outra pessoa, sabendo que, se sua vida é enriquecida por nosso esforço, também nos sentimos satisfeitos – a satisfação de termos realmente amado alguém. Não exige a euforia na experiência da paixão. Na verdade, o amor verdadeiro não começa enquanto a experiência da paixão não tiver seguido seu curso.
Enquanto a paixão é avassaladora, ela mascara e supera as necessidades eventualmente não supridas pelo parceiro, mas quando a paixão se estabiliza, precisamos aprender como suprir as profundas necessidades de amor do parceiro.
Quando o casal começa a falar os dialetos certos, os “tanques de amor” de ambos começam a encher.
Mas, como fazer isso?  Raramente encontramos algum casal onde ambos possuam a mesma linguagem do amor. Normalmente as pessoas utilizam diferentes linguagens para se comunicarem, gerando muita confusão e pouco entendimento.
O mesmo acontece no âmbito do amor. Sua linguagem emocional e a de seu cônjuge podem ser tão diferentes quanto é o idioma chinês do inglês. Não importa o tanto que você se esforce para manifestar seu amor em inglês, se seu cônjuge só entende chinês; jamais conseguirão entender o quanto se amam.
Vejamos quais as espécies de linguagem do amor podemos distinguir, são eles: Palavra de afirmação, tempo de qualidade, presentes, atos de serviços e toque físico. Cada linguagem será explicada em outros textos.

Vagner de Lara (Sam)
kerubavag@hotmail.com

OBS: Este texto tem como base o livro AS CINCO LINGUAGENS DO AMOR, de Gary Chapman, Ed. Mundo Cristão, livro de leitura obrigatória.



postado por Vanessa Ribeiro as 08:50:08 class="rodape">0 comentários
domingo, 12 julho, 2009
VOCE É ESPECIAL P MIM.

Sem querer vc apareceu,
não te esperava,
não esperava reencontrar o que há muito havia
perdido ou que talvez nunca tive ...

Você me trouxe de volta o brilho no olhar...
O sorriso nos lábios...
Mas também o medo de me machucar.

Não te culpo por trazer de volta
um sentimento que eu havia prometido apagar de mim,
mas te culpo por fazer desse sentimento
o melhor que eu já senti...

De um jeito muito especial
Você me fez acreditar que o amor pode ser verdade...
Talvez nunca tenha amado,
por isso não sei bem o que essa palavra significa
pra mim,
mas o importante agora é que sinto por vc algo
diferente, que talvez nunca senti...

Não te prometo a perfeição,
pois isso eu não tenho...
Mas te prometo uma coisa:
Dar o melhor de mim...

Você é alguém mais do que especial pra mim,
é alguém diferente, assim como eu sou...
Já te disse muitas vezes, que sou diferente (lembra),
Por isso, vc está sendo um desafio pra mim,

Você foi uma das melhores coisas que aconteceram na
minha vida
Você é especial   ...



postado por Vanessa Ribeiro as 01:43:58 class="rodape">0 comentários
VOCE ESTA EM TUDO

Você está em tudo, nas músicas que ouço, no sol que todos os dias insiste em me tirar da cama…
No vento que toca meu rosto e desalinha meu cabelo,
No espelho quando me deparo comigo e lembro você com aquele olhar cativante e cheio de malícia…
Sinto a saudade da tua voz… que ouvi poucas vezes, amo ler você falando , da sua vida e das tuas vontades…
Te esquecer não consigo…
Meus dias se enchem de luz, de cor, de música, o vento me traz teu cheiro, durmo e acordo com você no pensamento… no coração, quando me toco a tua mão passa ser a minha…
e minha vida hoje tem outro sentido, porque você simplesmente existe.
Você é mais importante que os papéis que representa…
Tudo na vida é simples, sem muitas teorias ou explicações…
A verdade é só uma e você sabe qual.
Portanto menino… hoje dorme bem e com o coração sorrindo,
Porque nesse desafio da vida você venceu e eu te reverencio…
Estou te amando!
O que sinto é verdadeiro, intenso e delicioso que vale por uma vida inteira…
Quer você esteja ou não ao meu lado.
Eis o verdadeiro sentimento… incondicional, repleto de vida e pleno de felicidade… Onde poder compartilhar é maravilhoso.
Loucura?
Não… porque te conheço nu de tuas máscaras, dos teus papéis ou do que representa ser… conheço tuas qualidades tanto quanto os teus defeitos…
Essa tua personalidade nervosa e irritada.
Sei que és tempestade ou uma doce brisa de verão, depende do que eu despertar em você!
Te provocar é delicioso!

Guarde bem essas palavras… não é sempre que admito minhas fraquezas…rssss

Amo você.



postado por Vanessa Ribeiro as 01:20:49 class="rodape">0 comentários
domingo, 19 abril, 2009
Conflitos

Eu te amei, mas me iludi.
De sonhos alimentei minha paixão,
mas você nem quis me ouvir.
Depois de um certo tempo cansei de te amar.
Saí à procura de alguém que gostasse de mim.
Enfim, o encontrei...
Conheci a fundo esta pessoa,
e nela encontrei o prazer de viver.
Pensei que havia esquecido você.
Que pretensão!
Esta pessoa se esforçou para me agradar.
Me deu asas para voar.
Me amou sem se importar com o que os outros iam pensar.
Foi bom enquanto durou.
Pena que tudo acabou!
Atravessamos obstáculos e vencemos preconceitos.
Aprendi a ser amada e aprendi a amar.
Mas de um tempo pra cá esse amor começou a esfriar.
O ciúme apoderou-se do corpo e da mente.
Brigas desenfreadas de um casal de adolescentes.
Tudo acabou, infelizmente!
Então você chegou.
Voltou a me procurar.
Me pedindo um beijo e uma chance pra me amar.
Fiquei encantada e ao mesmo tempo desconfiada,
com medo que a ilusão se apoderasse do meu coração.
Mas quando te vejo, me encanto com tanta beleza.
Querendo te chamar e dizer com toda clareza,
que eu te quero com toda certeza.
E eu espero com toda força e vigor,
que essa nossa amizade um dia se transforme em amor.
Me responda claramente:
Por que isso aconteceu tão de repente?
Uma força estranha envolveu a gente.
Um dia terei a oportunidade de beijar a sua boca,
olhar dentro dos seus olhos,
sussurrar no seu ouvido,
nossos corações unidos.
Em torno de nós o mundo girando.
Todas as câmeras nos filmando.
Os invejosos reclamando.
Porque estamos nos amando.


postado por Vanessa Ribeiro as 03:32:46 class="rodape">0 comentários
Estados Físicos da Matéria

Minha solidez está relacionada à ira, ao fracasso, ao desacerto, ao desencontro, e a tudo aquilo que me tira do sério, que me vira do avesso. Enrijeço a face e o peito, viro aço, corro, caço, firo, mato e como fácil.

No meu estado sólido fico impenetrável, irredutível, irreconciliável, irreconhecível. Não poupo autodefesas nem palavras persuasivas, me faço de fortaleza e me exponho ao perigo. Sou guerreira combatente, não fujo de desafios, não me derreto fácil submetida aos riscos. Aliás, me submeter é um pouco difícil, está pra nascer aquele que conseguir domar a fera que mora aqui.

Minha solidez tem muito de solidão, a falta de cumplicidade e a alta da rivalidade petrificam o meu semblante e o meu tratamento, não é com facilidade que permito me queimar e esvair toda leveza e encantamento.

A pressão e a temperatura ajudam na mudança do meu comportamento, se o clima esquenta e a temperatura aumenta fica mais fácil me fundir, me associar, mas tem que saber me levar, sem coação, nem violência, sem influenciar.

Minha liquidez é atingida através de favores, de calores, de afetos, através de amores concretos. Para que eu atinja esse estado de fácil controle é preciso que eu me acostume com o ardor dos acontecimentos, dos relacionamentos. Minha confiança deve ser posta à prova pelo teste do fogo e do tempo.

O tempo é outro fator preponderante para as transformações, não há nada mais coerente do que esperar pelas respostas do próprio, que se encarrega de ser o emitente.

Minha liquidez tem muito de liquidação, de entrega, de economia, de distribuição, mas é preciso chegar cedo, estar atento e ser perceptivo, é preciso também um pouco de sorte, me achar na hora e lugar certos pra conseguir baratear meu lado paciente e emotivo.

Depois das dúvidas sanadas, das perguntas respondidas e dos problemas concluídos alcanço o estado gasoso, me torno aeriforme, essencial para a sobrevivência, mas não palpável, inatingível, mas perceptível.

Ser gás é se mover livremente no espaço, é ser seu, sem dono, sem nome, sem rumo, sem gravidade, sem cor, sem forma, sem começo, sem meio, sem fim. O abstrato passa a ser parte de mim. Não existe mais vazio, eu preencho. Não existe mais fundo, eu mergulho. Não existe mais altura, eu me elevo. Nada mais me mantém contida, nada mais me cativa, nada mais me aprisiona, nada mais me paralisa.

Meu gás tem muito da constância dos fatos e da permanência dos agrados, me deixo envolver até onde exerço poder, mas não confunda meu modo arredio, quando me entrego, acaricio.

Não nasci pra ser compreendida muito menos domesticada, tenho muito de selvageria incubada, gosto de ser assim, de só depender de mim, e isso não é auto-suficiência, é desapego, é sossego, foi a escolha que fiz e ainda assim sou feliz.

Quando sólida pareço um diamante, a olho nu frágil, reluzente, mas impenetrável e transparente. Quando líquida me assemelho à água, limpa, leve, solta e calma. Quando gasosa prefiro ser neon, nobre, fluorescente, rara e ausente. Sólida, sou dura, líquida, sou mole, gasosa, sou pura.



postado por Vanessa Ribeiro as 03:25:46 class="rodape">0 comentários
VIVENDO PRA DENTRO

Fico vivendo uma vida toda pra dentro, lendo, escrevendo, ouvindo música o tempo todo. Tenho tentado aprender a ser humilde. A engolir os nãos que a vida me enfia goela abaixo. A lamber o chão dos palácios. A me sentir desprezada como um cão, e tudo bem, acordar, escovar os dentes, tomar café e continuar...

Fico ali parada, procurando alguma coisa que não estava nem esteve ou estaria jamais ali.
Preciso de um colo que ninguém dá, mas tudo bem...
Ah, então foi pra ele que eu dei meu coração e tanto sofri... Amor é falta de QI, tenho cada vez mais certeza
. Joguei sobre ele tantos medos, tanta coisa travada, tanto medo de rejeição, tanta dor.

Difícil explicar. Muitas coisas duras por dentro...

Uma pressa, uma urgência. E uma compulsão horrível de quebrar imediatamente qualquer relação bonita que mal comece a acontecer. Destruir antes que cresça, para que não me firam, minto (...)

E tomo a providência cuidadosa de eu mesma me ferir, sem prestar atenção se estou ferindo o outro também. No meu demente exercício para pisar no real, finjo que não fantasio. E fantasio, fantasio...

Até o último momento esperei que você me chamasse pelo telefone...

Dá um certo trabalho decodificar todas as emoções contraditórias, confusas, somá-las, diminuí-las e tirar essa síntese numa palavra só. Não sei se em algum momento cheguei a ver você completamente como Outra Pessoa, ou, o tempo todo, como Uma Possibilidade de Resolver Minha Carência.

Estou tentando ser honesta e limpa. Uma Possibilidade que eu precisava devorar ou destruir.

Escrevo-te, enfim, me ocorre agora, porque nem você nem eu somos descartáveis.

Às vezes a gente vai-se fechando dentro da própria cabeça, e tudo começa a parecer muito mais difícil do que realmente é. Eu acho que a gente não deve perder a curiosidade pelas coisas: há muitos lugares para serem vistos, muitas pessoas para serem conhecidas...

Tão estranho carregar uma vida inteira no corpo, e ninguém suspeitar dos traumas, das quedas, dos medos, dos choros...

Olha, eu sei que o barco está furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar de remar também...

Quem diria que viver ia dar nisso?
Mas sempre me pergunto por que, raios, a gente tem que partir? Voltar, depois, quase impossível.
Loucura, eu penso, é sempre um extremo de lucidez. Um limite insuportável.

Fiquei tão só, aos poucos. Fui afastando essas gentes assim menores, e não ficaram muitas outras. Às vezes, nos fins de semana principalmente, tiro o fone do gancho e escuto, para ver se não foi cortado. Não foi...

Algumas vezes eu fiz muito mal para pessoas que me amaram. Não é paranóia não. É verdade. Sou tão talvez neuroticamente individualista que, quando acontece de alguém parecer aos meus olhos uma ameaça a essa individualidade, fico imediatamente cheia de espinhos - e corto relacionamentos com a maior frieza, às vezes firo, sou agressiva e tal. É preciso acabar com esse medo de ser tocada lá no fundo.

Ou é preciso que alguém me toque profundamente para acabar com isso...

Ando meio fatigada de procuras inúteis e sedes afetivas insaciáveis...
Meu coração está ferido de amar errado...


Acho espantoso viver, acumular memórias, afetos...
É preciso estar distraído e não esperando absolutamente nada.

Não há nada a ser esperado. Nem desesperado...
Estou exausta de construir e demolir fantasias.


Não quero me encantar com ninguém...

Tudo isso me perturbava porque eu pensara até então que, de certa forma, toda minha evolução conduzira lentamente a uma espécie de não precisar de ninguém. Até então aceitara todas as ausências e dizia muitas vezes para os outros que me sentia um pouco como um álbum de retratos. Carregava centenas de fotografias amarelecidas em páginas que folheava detidamente durante a insônia e dentro dos ônibus olhando pelas janelas e nos elevadores de edifícios altos e em todos os lugares onde de repente ficava sozinho comigo mesma. Eu virava as páginas lentamente, há muito tempo antes, e não me surpreendia nem me atemorizava pensar que muito tempo depois estaria da mesma forma de mãos dadas com um outro eu amortecido — da mesma forma — revendo antigas fotografias. Mas o que me doía, agora, era um passado próximo...

Claro que você não tem culpa, caímos exatamente na mesma ratoeira, a única diferença é que você pensa que pode escapar, e eu quero chafurdar na dor deste ferro enfiado fundo na minha garganta seca que não umedece.

Não, não estou desesperada, não mais do que sempre estive... Mas não se preocupe, não vou tomar nenhuma medida drástica, a não ser continuar.

Tem coisa mais autodestrutiva do que insistir sem fé nenhuma? Ah, passa devagar a tua mão na minha cabeça, toca meu coração com teus dedos frios, eu tive tanto amor um dia! Preciso tanto, tanto, tanto, eles não me permitiram ser a coisa boa que eu era...

Mas eu não podia, ou podia mas não devia, ou podia mas não queria ou não sabia mais como se parava ou voltava atrás, eu tinha que continuar...
Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro.


Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu...

Preciso entrar com certa ordem no que digo, e dizer de novo, vê se me entendes: ele não se afasta, mas é dentro dele que eu me afasto. Dentro dele, eu espio o de fora de nós. E não me atrevo...

Fico quieto. Primeiro, que paixão deve ser coisa discreta, calada, centrada. Se você começa a espalhar aos sete ventos, dá errado. Isso porque ao contar, a gente tem a tendência a embelezar a coisa, e portanto distanciar-se dela, apaixonando-se mais pelo supor-se apaixonado do que pelo objeto da paixão propriamente dito. Sei que é complicado, mas contar falsifica, é isso que quero dizer, e pensando mais longe, por isso mesmo literatura é sempre fraude. Quanto mais não-dita, melhor a paixão.

E se realmente gostarem? Se o toque do outro de repente for bom? Bom, a palavra é essa. Se o outro for bom para você. Se te der vontade de viver. Se o cheiro do suor do outro também for bom. Se todos os cheiros do corpo do outro forem bons. O pé, no fim do dia. A boca, de manhã cedo. Bons, normais, comuns. Coisa de gente. Cheiros íntimos, secretos. Ninguém mais saberia deles se não enfiasse o nariz lá dentro, a língua lá dentro, bem dentro, no fundo das carnes, no meio dos cheiros. E se tudo isso que você acha nojento for exatamente o que chamam de amor? Quando você chega no mais íntimo, No tão íntimo, mas tão íntimo que de repente a palavra nojo não tem mais sentido. Você também tem cheiros. As pessoas têm cheiros, é natural. Os animais cheiram uns aos outros. No rabo. O que é que você queria? Rendas brancas imaculadas? Será que amor não começa quando nojo, higiene ou qualquer outra dessas palavrinhas, desculpe, você vai rir, qualquer uma dessas palavrinhas burguesas e cristãs não tiver mais nenhum sentido? Se tudo isso, se tocar no outro, se não só tolerar e aceitar a merda do outro, mas não dar importância a ela ou até gostar, porque de repente você até pode gostar, sem que isso seja necessariamente uma perversão, se tudo isso for o que chamam de amor. Amor no sentido de intimidade, de conhecimento muito, muito fundo. Da pobreza e também da nobreza do corpo do outro. Do teu próprio corpo que é igual, talvez tragicamente igual. O amor só acontece quando uma pessoa aceita que também é bicho. Se amor for a coragem de ser bicho. Se amor for a coragem da própria merda. E depois, um instante mais tarde, isso nem sequer será coragem nenhuma, porque deixou de ter importância. O que vale é ter conhecido o corpo de outra pessoa tão intimamente como você só conhece o seu próprio corpo. Porque então você se ama também.

Os homens precisam da ilusão do amor para não afundarem no poço horrível da solidão absoluta.
Só quero ir indo junto com as coisas, ir sendo junto com elas, ao mesmo tempo, até um lugar que não sei onde fica, e que você até pode chamar de morte, mas eu chamo apenas de porto.

As pessoas falam coisas, e por trás do que falam há o que sentem, e por trás do que sentem, há o que são e nem sempre se mostram...

Por favor, não me empurre de volta ao sem volta de mim, há muito tempo estava acostumada a apenas consumir pessoas como se consomem cigarros, a gente fuma, esmaga a ponta no cinzeiro, depois vira na privada, puxa a descarga, pronto, acabou.

Desculpe mas foi só mais um engano? E quantos ainda restam na palma da minha mão? Ah, me socorre que hoje não quero fechar a porta com essa fome na boca...

Chegue bem perto de mim. Me olhe , me toque, me diga qualquer coisa, ou não diga nada, mas chegue mais perto. Não seja idiota, não deixe isso se perder, virar poeira, virar nada...

Porque há o momento do irremediável como existem os momentos anteriores de passar adiante em silêncio tentando tirar o espinho da carne há o momento em que o irremediável se torna tangível...

Essa aceitação ingênua de quem não sabe que viver é, constantemente, construir, e não derrubar. De quem não sabe que esse prolongado construir implica erros - e saber viver implica em não ver esses erros, em suavizá-los e distorcê-los ou mesmo eliminá-los para que o restante da construção não seja ameaçado.

E recomeçar é doloroso. Faz-se necessário investigar novas verdades, adequar novos valores e conceitos. Não cabe reconstruir duas vezes a mesma vida numa só existência.

É por isso que me esquivo e deslizo por entre as chamas do pequeno fogo, porque elas queimam - e queimar também destrói...

De qualquer forma, poderia tê-lo amado muito. E amar muito, quando é permitido, deveria modificar uma vida. Como uma ideologia, como uma geografia: palmilhar cada vez mais fundo todos os milímetros de outro corpo, e no território conquistado hastear uma bandeira. Mesmo que depois venha o tempo do sal, não do mel...

Não vou perguntar porque você voltou, acho que nem mesmo você sabe. Eu também não queria perguntar, pensei que só no silêncio fosse possível construir uma compreensão, mas não é, sei que não é, você também sabe, pelo menos por enquanto, talvez não se tenha ainda atingido o ponto em que um silêncio basta. É preciso encher o vazio de palavras, ainda que seja tudo incompreensão. Só vou perguntar porque você se foi, se sabia que haveria uma distância, e que na distância a gente perde ou esquece tudo aquilo que construiu junto. E esquece sabendo que está esquecendo...

Não sei como me defender dessa ternura que cresce escondido e, de repente, salta para fora de mim, querendo atingir todo mundo. Tão inesperada quanto a vontade de ferir, e com o mesmo ímpeto, a mesma densidade. Mas é mais frustrante. Sempre encontro a quem magoar com uma palavra ou um gesto. Mas nunca alguém que eu possa acariciar os cabelos, apertar a mão ou deitar a cabeça no ombro.

Sempre o mesmo círculo vicioso: da solidão nasce a ternura, da ternura frustrada a agressão, e da agressividade torna a surgir a solidão. Todos os dias o ciclo se repete, às vezes com mais rapidez, outras mais lentamente. E eu me pergunto se viver não será essa espécie de ciranda de sentimentos que se sucedem e se sucedem e deixam sempre sede no fim...

Somos todos imortais. Teoricamente imortais, claro. Hipocritamente imortais.

Porque nunca consideramos a morte como uma possibilidade cotidiana, feito perder a hora no trabalho ou cortar-se fazendo a barba, por exemplo. Na nossa cabeça, a morte não acontece como pode acontecer de eu discar um número telefônico e, ao invés de alguém atender, dar sinal de ocupado. A morte, fantasticamente, deveria ser precedida de certo 'clima', certa 'preparação', certa 'grandeza'...

Deve ser por isso que fico (ficamos todos, acho) tão abalada quando, sem nenhuma preparação, ela acontece de repente. E então o espanto e o desamparo, a incompreensão também, invadem a suposta ordem inabalável do arrumado (e por isso mesmo 'eterno') cotidiano. A morte de alguém conhecido e / ou amado estupra essa precária arrumação, essa falsa eternidade. A morte e o amor. Porque o amor, como a morte, também existe e da mesma forma, dissimulada. Por trás, inaparente. Mas tão poderoso que, da mesma forma que a morte - pois o amor também é uma espécie de morte (a morte da solidão, a morte do ego trancado, indivisível, furiosa e egoisticamente incomunicável) nos desarma. O acontecer do amor e da morte desmascaram nossa patética fragilidade.

Andei pensando coisas sobre amor, essa palavra sagrada. O que mais me deteve, do que pensei, era assim: a perda do amor é igual à perda da morte. Só que dói mais.

Quando morre alguém que você ama, você se dói inteira mas a morte é inevitável, portanto normal. Quando você perde alguém que você ama, e esse amor, essa pessoa continua viva, há então uma morte anormal.

De todos aqueles dias seguintes, só guardei um gosto na boca: de lágrimas. O gosto de lágrimas chegava nas madrugadas, quando conseguia me arrastar da sala para o quarto e me jogava na cama grande, cujos lençóis não troquei durante muito tempo porque ainda guardavam o seu cheiro, e então me batia e gemia arranhando as paredes com as unhas, abraçava os travesseiros como se fossem o seu corpo e chorava e chorava e chorava até dormir sonos de pedra sem sonhos...

Não sei se deixo rolar. Vou olhar os caminhos, o que tiver mais no coração, eu sigo...



postado por Vanessa Ribeiro as 03:18:29 class="rodape">2 comentários
Mute Button

Decidi começar a escrever para não te obrigar a me ouvir, porque se eu começar a falar, vou te atropelar sem pena, sem dó, sem chance de defesa. É que não há lombadas no caminho entre o meu cérebro e minha boca, eu chego à alta velocidade em segundos, minha marcha é automática assim como minha mente.

Sempre fui meio malcriada e respondona, impulsiva ao extremo, nunca medi a intensidade do dizer antes que dissesse, nunca me preocupei com balanças, nunca temi reações. Mas eu estou tentando aprender a calar, é sério, estou me esforçando o máximo pra me controlar.

Eu falo porque vejo coisa errada acontecendo, não calo diante da injustiça e da falta de inteligência. Eu falo quando não me escutam. Eu falo mesmo que não me apóiem. Eu falo mesmo que chamem de absurdo. Eu falo porque não agüento ver decisões serem tomadas sem um consenso. Eu falo porque não acredito que exista tanta falsidade e hipocrisia em nosso meio. Eu falo por precaução, por zelo, mais priorizando isso, não me preservo, falo contra a minha própria defesa, ponho minha conta em risco, dou a minha cara à tapa, e apanho mesmo, é sempre assim que acontece.

Decidi seguir um conselho de uma amiga, que me disse: “Vanessa, zele por você, se não agüentar mais ouvir tantas besteiras, vá embora, saia de perto, mas não se exponha tanto assim.” Eu queria que fosse fácil, eu queria sim, ficar quieta e não me envolver, não sentir a dor dos outros, esperar o circo pegar fogo e ser a primeira a correr, mas não consigo.

Bem que podiam inventar um controle remoto que funcionasse em sintonia comigo (meu Namorado ia amar). Eu falo muito, exponho sempre minha opinião sobre qualquer assunto em pauta, até sobre futebol eu me atrevo, me intrometo, mas às vezes exagero, e nessas horas de hipérboles bem que poderiam me dar uma ajudinha e apertar o MUTE para eu parar de tagarelar.

Tem vezes também que falo rápido demais, e outras vezes codifico demais, ironizo, oculto o sentido. Detesto repetir o que acabei de falar, detesto quando me respondem com um: “Hã?” “O quê?” Se não prestar atenção no que estou falando é melhor esquecer, porque com certeza não tornarei a dizer. Nessas horas eu usaria a tecla SAP, num passe de mágica tudo o que falei se explicaria, e tudo o que eu quis dizer e não disse se traduziria.

Mas eu estou aprendendo, a vida tem me ensinado a ser mais prudente nesse aspecto, e pra falar a verdade, eu cansei de me expor e não ver nada de novo acontecendo, nada mudando, nada crescendo, eu só me ferro quando deixo minha voz aparecer, agora eu só quero saber de escrever.



postado por Vanessa Ribeiro as 03:10:39 class="rodape">0 comentários
TODO AMOR QUE HOUVER NESSA VIDA!!!!

"Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia

E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno antimonotonia

E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida
E o corpo inteiro como um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente não

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria"



postado por Vanessa Ribeiro as 03:06:31 class="rodape">0 comentários
VOCÊ QUER MER CORAÇÃO?????

Um amante a moda antiga,
Que saiba se mostrar apaixonado
E esteja todos os momentos ao meu lado,
Ainda que não possa estar presente...
Compreende ???

Para eu te dar meu coração,
Você terá que tocar a minha alma
Mas terá também que me deixar tocar a sua...
Deve entender meus momentos mais menina
E me oferecer seu colo,
Quando alguém me machucar,
Coisa que você deve evitar...

É necessário que enxugue alguma lágrima
Ainda que não entenda porque cai...
É importante ainda
Que queira amar e ser amado a qualquer hora,
E em qualquer lugar,
Que satisfaça minhas fantasias
E compartilhe as suas para que eu possa te ajudar...

Que depois do amor, fique em meus braços,
Não importa quanto tempo vai passar...
Que me queira fêmea, amante
E nunca esqueça de me olhar como mulher...

Se você quer meu coração, vem eu te entrego,
Só te peço um último favor ...
Não esqueça quanto eu te quero
E não deixe nunca de dizer,

Belas palavras de amor."



postado por Vanessa Ribeiro as 03:03:32 class="rodape">0 comentários
O CAVALINHO E A BORBOLETA

Passeando pela net encontrei esse texto que gostei muito!
Espero que gostem!

Esta é a história de duas criaturas de Deus que viviam numa floresta distante há muitos anos atrás.
Eram elas um cavalinho e uma borboleta.
Na verdade, não tinham praticamente nada em comum, mas em certo momento de suas vidas se aproximaram e criaram um elo.

A borboleta era livre, voava por todos os cantos da floresta enfeitando a paisagem. Já o cavalinho tinha grandes limitações, não era bicho solto que pudesse viver entregue à natureza. Nele, certa vez, foi colocado um cabresto por alguém que visitou a floresta e a partir daí sua liberdade foi cerceada.
A borboleta, no entanto, embora tivesse a amizade de muitos outros animais e a liberdade de voar por toda a floresta, gostava de fazer companhia ao cavalinho, agradava-lhe ficar ao seu lado e não era por pena, era por companheirismo, afeição, dedicação e carinho.

Assim, todos os dias, ia visitá-lo e, lá chegando, levava sempre um coice, depois então um sorriso. Entre um e outro ela optava por esquecer o coice e guardar dentro do seu coração o sorriso.
Sempre o cavalinho insistia com a borboleta que lhe ajudasse a carregar o seu cabresto por causa do seu enorme peso.


Ela, muito carinhosamente, tentava de todas as formas ajudá-lo, mas isso nem sempre era possível por ser ela uma criaturinha tão frágil.
Os anos se passaram e numa manhã de verão a borboleta não apareceu para visitar o seu companheiro. Ele nem percebeu, preocupado que ainda estava em se livrar do cabresto.


E vieram outras manhãs e mais outras e milhares de outras, até que chegou o inverno e o cavalinho sentiu-se só, e finalmente percebeu a ausência da borboleta.
Resolveu então sair do seu canto e procurar por ela.
Caminhou por toda a floresta a observar cada cantinho onde ela poderia ter se escondido e não a encontrou. Cansado se deitou embaixo de uma árvore.


Logo em seguida um elefante se aproximou e lhe perguntou quem era ele e o que fazia por ali.
- Eu sou o cavalinho do cabresto e estou à procura de uma borboleta que sumiu.- Ah, é você então o famoso cavalinho?
- Famoso, eu?


- É que eu tive uma grande amiga que me disse que também era sua amiga e falava muito bem de você. Mas, afinal, qual borboleta que você está procurando?
- É uma borboleta colorida, alegre, que sobrevoa a floresta todos os dias visitando todos os animais amigos.
- Nossa, mas era justamente dela que eu estava falando. Não ficou sabendo? Ela morreu e já faz muito tempo.


- Morreu? Como foi isso?


- Dizem que ela conhecia aqui na floresta um cavalinho, assim como você, e todos os dias quando ela ia visitá-lo ele dava-lhe um coice. Ela sempre voltava com marcas horríveis e todos perguntavam a ela quem havia feito aquilo, mas ela jamais contou a alguém.


Insistíamos muito para saber quem era o autor daquela malvadeza e ela respondia que só ia falar das visitas boas que tinha feito naquela manhã e era aí que ela falava com a maior alegria de você.
Nesse momento o cavalinho já estava derramando muitas lágrimas de tristeza e de arrependimento.


- Não chore meu amigo, sei o quanto você deve estar sofrendo. Ela sempre me disse que você era um grande amigo, mas entenda, foram tantos os coices que ela recebeu desse outro cavalinho que acabou perdendo as asinhas, depois ficou muito doente, triste, sucumbiu e morreu.
- E ela não mandou me chamar nos seus últimos dias?


- Não, todos os animais da floresta quiseram lhe avisar, mas ela disse o seguinte: "Não perturbem meu amigo com coisas pequenas; ele tem um grande problema que eu nunca pude ajudá-lo a resolver. Carrega no seu dorso um cabresto, então será cansativo demais pra ele vir até aqui".


Você pode até aceitar os coices que lhe derem quando eles vierem acompanhados de beijos, mas em algum momento da sua vida, as feridas que eles vão lhe causar não serão mais possíveis de serem cicatrizadas.


Quanto ao cabresto que você tiver que carregar durante a sua existência, não culpe ninguém por isso, afinal, muitas vezes foi você mesmo que o colocou no seu dorso.



postado por Vanessa Ribeiro as 02:31:16 class="rodape">0 comentários
domingo, 22 março, 2009
AMAR COM A MÃO ABERTA

 "Esta semana enquanto conversava com um amigo recordei uma história que ouvi neste verão: " Uma pessoa generosa, vendo uma borboleta que lutava para  sair de seu casulo, e querendo ajudar, soltou os filamentos, com muita suavidade, para fazer uma abertura. A borboleta foi liberada, emergiu do casulo, suas asas se agitaram, mas não pode voar.  O que essa pessoa generosa não sabia era que somente através da luta pela vida é que as asas poderiam crescer fortalecidas para voar. A vida da borboleta foi desperdiçada no solo; nunca conheceu a liberdade, nunca realmente viveu ". 

Eu chamo isto aprender a amar com a mão aberta.  É uma aprendizagem que veio lentamente a mim e foi forjada na combustão da dor e nas águas da paciência. Estou aprendendo que tenho que deixar livre quem amo, pois se aperto ou aprisiono, tentando controlar, perco o que tento segurar. Se tento mudar alguém que amo porque acho que sei como aquela pessoa deveria ser, eu a impeço de um direito precioso, o direito de ser responsável pela própria vida e pelas escolhas e pelo jeito de ser/estar. 

Sempre que imponho meu desejo ou minha vontade ou tento exercer poder sobre o outro, eu o impeço da realização completa de crescimento e maturação; limito e frustro, por meu ato de possessão, não importa quão amável seja minha intenção. 

Posso limitar e posso ferir pelos atos mais amáveis de proteger e de proteção. Nossa excessiva preocupação pode dizer mais eloqüentemente as palavras à uma outra pessoa: " Você está impossibilitado de se cuidar; tenho que cuidar de você porque você é meu.  Eu sou responsável por você ". 

À medida que aprendo e pratico cada vez mais, posso dizer a quem amo, "eu o amo, o estimo, o respeito e confio que você tem ou pode desenvolver poder para se tornar tudo aquilo que é possível você se tornar - se eu não atrapalhar seu caminho.  Eu o amo tanto que posso deixar você livre para andar ao meu lado na alegria e na tristeza. Compartilharei suas lágrimas mas não lhe pedirei que não chore. Responderei à sua necessidade, me preocuparei e o confortarei, mas  não o sustentarei quando você puder caminhar só.  Estarei pronto para estar com você em seu pesar e solidão, mas não tirarei isto de você. Me esforçarei para escutar seu significado, como também suas palavras, mas nem sempre concordarei.  Às vezes ficarei irritada, e quando isto acontecer, tentarei lhe falar abertamente de forma que eu não precise ficar ressentida devido às nossas diferenças ou me sentir estranha. Nem sempre poderei estar com você ou ouvir o que você diz, pois preciso de momentos para ouvir a mim mesma e , quando isso acontecer, serei tão honesta com você quanto puder ".
  
Estou aprendendo a dizer isto, seja por palavras ou pelo meu modo de ser com outros e comigo, a esses que amo e com quem eu me importo.  E chamo isto de amar com a mão aberta. Nem sempre posso manter minhas mãos fora do casulo, mas estou  melhorando!"



postado por Vanessa Ribeiro as 02:51:58 class="rodape">0 comentários
quinta, 08 janeiro, 2009
URGENCIA DE TI.

O tempo urge...
os dias, as horas, os meses.
Eu te quero comigo:
Olhos nos olhos,
pele,
cheiro
voz!
Eu te quero corpo,
Te quero alma,
Te quero!
Vem, o tempo urge...
E a vida não espera.


postado por Vanessa Ribeiro as 10:11:10 class="rodape">0 comentários
sábado, 25 outubro, 2008
"Uma fonte segura de frustração consiste em esperar resposta a favores concedidos."

Nunca espere nada de ninguém.

Não pense que as pessoas lhe devem alguma coisa simplesmente porque você está relacionado com elas mediante laços familiares,

Amizade ou qualquer outra coisa, ou pelo fato de numa determinada ocasião lhes haver prestado uma ajuda ou favor.

Todas as vezes que você espera algum favor, agradecimento ou elogio como recompensa ou resultado daquilo que você fez,

Você passa a armar um palco para muitas frustrações, ao converter seu ato de altruísmo numa simples troca ou barganha.

Se alguém não age com reciprocidade, ou não lhe paga com a mesma moeda, não permita que em seu coração cresça uma raiz de amargura.

Isso apenas fará de você o maior prejudicado.

A vida é curta demais para que você se permita abrigar tais sentimentos no coração.

Se alguém reage ao que você faz com gratidão e reconhecimento – ótimo!

Acima de tudo, entretanto, é bom lembrar que nenhuma boa obra é realizada em vão.




postado por Vanessa Ribeiro as 10:48:03 class="rodape">0 comentários
AMOR DE GENTE GRANDE

Amor de corpo inteiro.
Um amor que transcende, transpira, transborda.
Amor com mãos e pés.
Com dedos, braços, pernas, barriga, pele e abraços.
Um amor que surpreende, sem nada inventar, sem precisar exagerar, sem ter que sempre entender.
Simplesmente ser... preencher, existir!
Amor que não investiga, que não desconfia, que não acusa.
Amor de palavras, mas também de silêncio.
Um silêncio que aquieta o coração, que acaricia a alma e alivia as dores!

Amor que esvazia, que abre espaço, que permite.
Amor sem regras, sem pressões, sem chantagens.
Amor que faz crescer.
Amor de gente grande, de coração gigante, de alma transparente.
Amor que permanece.
De mim para mim, de mim para você, de você para mim.
Amor que invade respeitando, que adentra acariciando, que ocupa com leveza.
Amor sem ego.
Que acolhe, perdoa, reconhece.
Amor que desconhece para conhecer, que nunca lembra porque não esquece!
Amor que é... assim, sem mais nem menos, sem eira nem beira, sem quê nem porquê.
Simplesmente simples, despretensioso, descontraído, desmedido.
De uma simplicidade tão óbvia que arrasta, que envolve, que derrete.
De uma fluidez tão líquida que escorre, desliza, que não endurece.
Amor que não se pede, que não se dá, porque já é!
Para nunca precisar procurar, para nunca correr o risco de encontrar, porque já está!!!
E o que quer que ainda possa surgir... bobagem!
Apenas crescimento e aprendizagem...
Volta para casa, não se vá!
Fique, permita-se, entregue-se, comprometa-se!
Simplesmente amor...
Você consegue?!?


postado por Vanessa Ribeiro as 10:41:06 class="rodape">0 comentários
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