de verso e prosa
de verso e prosa
quarta, 01 setembro, 2010
Depoente, descontente, descendente, descrente!

Depoente, descontente, descendente, descrente!
Há tantos para desconstruir e tão poucos para decorar, decorar versos, decorar salas que se abrem sobre nossos olhos que se descortinam entre tantos sobe e desce de nossas poesias, de nossos pesos ou nossos corpos pesados e nossos pesares de tanto pensar em querer coisas que não se quer, em buscar pedaços que não nos falta, em chorar lagrimas que não condizem, em sucumbir gritos que não nos prendem. Aquela voz solta! Que balbucia palavras desconexas, aquela voz rouca que entontece ou aquele gemido da dor de ser ausente, aquela ferida que não sara, aquele sangue que jorra, aquele beijo que queima, aquela mordida que machuca, aquele passo que não alarga, aquela rua que não cresce, aquele abraço que não se dá, aquela vida que não merece.
Sobre aquele menino que não se envaidece, aquele sorriso que não se esquece, aquela árvore que não floresce, aquele velho sentando na beira do rio que não envelhece, sobre a coqueiro no mar que não apetece, os icebergs dos oceanos que não derretem.
Depoente, descontente, descendente e condizente!
Como o sol púrpura que nasce, como o verde das florestas que morre, como as borboletas que pairam, como as flores que enfeitam, como os jardins plácidos que olhos deleitam.
Depoente, descontente, descendente e comovente!
Como a dor que não cessa, como o adeus que macera, como o coração confrangido com a incerteza, como o amor comprimido com a verdade, como a saudade que não finda, como a noite que não passa, como o desespero dos aflitos, como a alma que arde.
Enquanto deponho, descontento-me, descendo, descreio e comovo-me sobre algum lugar estranho a que tudo vejo e permanece intacto, inalterado e eu inerte e viva na inépcia de acreditar que há muitos para construir e poucos para despertar!
Preta Cascalho

postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 05:24:46 # 1 comentários
quarta, 14 julho, 2010
Quanto é primário...


Quanto é primário em nossos sonhos almejar o que nos parece tão distantes, corpos quentes e mãos frias, olhos que tomam a alma e num piscar dos mesmos te remetem a frieza de uma noite, de um dia que nos parece tão comum, de uma noite sem muito a esperar.

Quanto é primário esperar que nossas utopias, que nossos seres tão terrenos alcancem o ápice de serem imortais como aqueles que realizaram essa proeza e sentiram-se completos e refeitos nas bocas que tanto desejaram.

Quanto é primário esperar, sofrear impulsos aguardando o que de maior seria se tudo transcorresse tão perfeito como o céu que o deflora o absurdo, como o infinito mar! Que belo mar! Corressem sopitados os rios que o aguarda com suas nascentes afoitas pela completude de cumprir sua natureza.

Quanto é primário, secundário, terciário e completamente intangível viver na esperança de corpos quentes e mãos frias façam parte de um pedaço de minha alma que clama a essência de usurpar o dom da vida!

 

Lilian (Preta) Cascalho

 


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 03:30:10 # 1 comentários
quarta, 07 julho, 2010
Rapidinhas!!!

Fazendo um balanço de meus dias, percebi que houve mais sorrisos que lagrimas, mais momentos pertinente que tristezas, que houve muito mais amigos que pessoas que não querem meu bem! Obrigada Deus, mas ainda sim, falta-me algo! Que não sei precisar do que se trata, não sei discriminar, pois não tem nome, não tem cor! Acho que o que de fato me falta é o amor que não vê apenas sente-se com a epiderme do coração!


Não sei se o contexto é cabível para uma noite tão sem qualquer interesse, mas descortinam-se tantas coisas que se esconde no véu da noite que cai, tantos mistérios tão palpáveis e tantas outras coisas que jamais se explicará!
De certo o sol nascerá amanhã e esse coração gélido estará mais quente, pulsante e vivo como esse animal que reside em mim!


Senta pra rir, pois a vida é mesmo uma piada!
Ou estamos chorando por alguém que não nos ama, ou estamos rindo da desgraça!
A vida vai seguindo nos rios turvos de águas claras e vou sorrindo mesmo sem motivo, apenas buscando abrigo em um abraço de um amigo...


Vou levar o melhor dos outros, o perfume de todas as flores e a certeza de que tudo isso vale muito a pena...


Volátil! O desconexo é sempre mais típico dos apáticos as imposições, se do nada se purifica, somente constato, que do nada viverei! Pois navego calmamente nesse mar sólido e frio que se tornou o nosso cotidiano!


Preta Cascalho





postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 05:30:08 # 0 comentários
Mistério de João...

Aguardando o que jamais seria entendido por outros, João sentava-se diariamente na sombra da mesma arvore frondosa, ali relia avidamente um pequeno pedaço de papel, jamais sabido por outros, pois João secretamente sucumbia qualquer informação sobre esse escrito, de certo era algo de amor, para um homem dito forte, admitir que anseia um amor perdido, partido, seria como admitir fraqueza, o que na verdade João ainda não sabe que de tão grande era seu gesto, até hoje é lembrado pelo seu amor platônico e incondicional.
Certo dia João fez seu ritual, sentou-se abaixo da mesma arvore de sempre, sacou de seu bolso um maço de cigarros de filtro branco sempre, sempre! Ali o acendeu e vários outros vieram depois, o que chamou atenção dos transeuntes e que naquele dia típico como qualquer outro, João conhecido por todos como o homem do papel misterioso, apenas contemplou a natureza posta aos seus olhos há anos, com olhos de descobrimento, mas não pegou de sua carteira de couro velho aquele pequeno pedaço de papel costumeiro de seu cotidiano, avidamente todos os comentários voltaram-se para ele, que calmamente recolheu suas guimbas e lentamente caminhou até o seu portão, fechou a cancela e subiu os degraus, olhou para trás e sorriu, com um sorriso de despedida, ninguém jamais soube do que tratava-se o motivo de tanto bem querer a um pedaço de papel amarelado, com letras apagadas pelo tempo, somente João que naquela noite, despediu-se de suas fraquezas e sepultou em seu leito de morte o amor que nenhum mortal pudera entender.
Coisas que não morrem, apenas silenciam em um sepulcro qualquer, em sua lapide de mármore como era de sua vontade, havia a seguinte descrição:
- Meu amor espera por ti, aqui e outro lugar, onde houver um segundo sobrando, o ar transcorrendo e o meu coração batendo eternamente por você.
Entretanto não se sabe se esse era o conteúdo do mistério que envolvia aquele franzino homem, mas de certo afirmo, inveja sinto de esperar por alguém que não se sabe se um dia chegará.

Lilian Cascalho


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 05:27:04 # 0 comentários
quarta, 30 junho, 2010
Diálogos de dois corações...(Parte II)

Esses trechos abaixo não fazem parte de nenhum contexto pensado são apenas palavras que amontoadas em uma típica conversa de MSN, fizeram com que duas almas distintas e distantes estivessem próximas por alguns momentos, fazendo parecer críveis coisas que não vemos, apenas entendemos como algo que jamais explicará somente quem partilhou desse momento entenderá toda intensidade e imensidade de nossos corações batendo no mesmo compasso.

Diálogos de dois corações...



Marcelo diz:

Esse seu fardo amargo que carregas em teu coração, transpira açúcar ao me avistar.


Lilian diz:

Quando você vê meus olhos apertados pelo meu sorriso largo, então pensa:
Valeu viver até hoje, somente para me contemplar!

Marcelo diz:

Será? Medo tenho eu de me enganar e me encantar por uma pérola negra que de tão valioso é seu preço posso falir ao tentar conquistá-la.

Lilian diz:

Garanto que essa pérola tem inestimável valor e espera por alguém que carregue predicados que tanto a apetece, mas falta ao seu redor! Seu coração está forte e leve aguardando quem poderá auferi-lo!

Marcelo diz:

Jamais teria condições materiais de tê-la, mas se por um momento agradastes de carinho, de moral, de respeito e fervor, acredito que não mais procurará ao seu redor nem aguardará mais a minha chegada

Lilian diz:

Garanto que seu valor está acima de qualquer tesouro, pois tudo que deseja da vida, do amor, de um homem é amor e não ouro!

Marcelo diz:

Pois então aliviastes da dor, oh! Perola negra que de tão pura sua mãe natureza te esculpiu em um único casulo onde só o amor de outro pode chegar, amor esse que corre em minhas veias banhadas de prata e zinco, para poder suportar o calor que carrego comigo.

Lilian diz:

Essa pérola que muitos cobiçaram, alguns caçaram e foi posta em muitos colares que enfeitaram e alimentaram o ego de apenas possuir, quando se libertou dessa casca, sentiu-se cansada e mais nada quis, apenas alguém de alma tão forte como sua, que desejasse seu brilho, sua grandeza como o ar que respira como deseja a natureza, essa pérola que nada tem de vazia, hoje enfeita sua própria vida com sua luz negra e com toda sua magia, mas se você quiser levá-la para compor sua vida, saiba que ela depois de muito sofrer ela não merece uma armadilha, aguarda a solidez do zinco, do cobre para aporta seu brilho

Marcelo diz:

Infelizes daqueles que a tiveram apenas por um capricho luxuoso, então não entenderam que apenas o toque material não os satisfaria enquanto agora longe de seu brilho, quanto envaidecido estou em saber que ao querer tocá-la me abre a mente, seria inútil afastar-me  pois ao senti-la com minha alma a conheço por dentro, onde o seu brilho brota para ofuscar os olhos daqueles que apenas a enxergaram com os olhos da carne
Então, perola negra agora me faço sua ostra para protegê-la dos predadores que teimam em apagar seu brilho.


Lilian diz:

Minha alma envaidece a quem não me enxerga pelo valor que exprimo em minha genética, pois meu corpo e cascudo e áspero, mais alma é tão sensível, tão tangível, completamente palpável, os que me puseram em seus colos como meros adornos não tinham em seus olhos a indulgencia tão meramente infantil, não continham em seus lábios a doçura do doce da vovó e em seu coração residia apenas um pedaço de rocha vulcânica que não bate apenas ocupa um lugar de um coração.

Marcelo diz:

Sabores que me remetem ao passado, onde o azedo hoje se torna doce, ao provar seus lábios.

Marcelo diz:

Mas nesses momentos estava aí falando para você, olhando em seus olhos e recitando dentro do seu coração, palavras que jamais ousaram sair de minha boca

Marcelo diz:

Já fugi de muitas coisas na minha vida
Não fugirei mais de nada
Estarei aqui sempre
Aguardando seu retorno, ansioso para te dizer, bem vinda minha amiga!! Saiba que nessas suas andanças, estavas contigo lhe carregando no colo

Lilian diz:

Fica mais um pouco comigo
Deixa-me beber um pouco mais de você!
Quem sabe assim você me rouba o medo do desconhecido e me faz entender que não adianta fugir de coisas que tanto nos agrega, então não me deixa ir!
Abraça-me de um jeito que não possa sair, de uma forma que só queira estar em seus braços, envolvida e seus abraços e que deseje somente permanecer inerte aos teus sentidos, ligada ao mesmo transe que te transporta ao desconhecido, ao mundo que nem eu, nem você e ninguém conhece

Marcelo diz:

Você não me quer mais, vou embora para longe, onde não possa mais ouvir sua voz, nem sentir o seu cheiro, mas sei que a maldição que carrego dentro de mim não tira sua alma do meu coração, coração esse que chora sangue ao te ver partir, mas que nesse momento se faz necessário aos olhos da carne.

Marcelo diz:

Pobre de você o alma incrédula que me pedes pra não ir embora, mal sabes que já esta envolta em meus braços ternos e afagos para não mais sentires vontade de fugir do destino que nos apresenta


Lilian Cascalho e Marcelo Genovez.








postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 04:59:24 # 1 comentários
Diálogos de dois corações... (Parte I)

Esses trechos abaixo não fazem parte de nenhum contexto pensado são apenas palavras que amontoadas em uma típica conversa de MSN, fizeram com que duas almas distintas e distantes estivem próximas por alguns momentos, fazendo parecer críveis coisas que não vemos, apenas entendemos como algo que jamais explicará somente quem partilhou desse momento entenderá toda intensidade e imensidade de nossos corações batendo no mesmo compasso.

Diálogos de dois corações....



Lilian diz:


   Sei que você quer me fazer apaixonar para me jogar na lama, depois de aquecer sua cama de te fazer sonhar, mas eu não vou permitir que você roube de mim, meu coração quente nem meu corpo febril que reclama cada gota do teu suor no momento em que fazemos amor enlouquecido, guiado pelo grave ou agudo gemido, eu preciso de teu corpo esculpido, meu homem, meu macho, meu anjo cupido.
Fluem de nós, nossas águas, nossos rios que dividem nossas almas
Não permitirei que roube de mim, minha essência, minha prudência, com toda essa urgência de me ter para ti! Não quero que tome como um trago de teu licor amargo, nem que fume como apenas mais um cigarro.


Marcelo diz:

Almas essas que se encontram na madrugada, para se amarem a distancia, mas sentem o fervor da paixão tão próximo do coração, mas roubará de mim minha essência.



Lilian diz:


   Quero ter seus olhos aportando em meu cais e seus sonhos brincando com meus    planos mais fugazes
Deixarei em ti o meu cheiro e meu sangue pulsante, minhas lagrimas efervescendo com sua partida e nessa madrugada fria em que nos encontramos no de repente de um contexto improvável, sucumbo essa paixão que nada, nada além de dor contempla meu coração.


Marcelo diz:

Dor essa que carrego comigo aprisionada em meu coração pelas andanças dessa vida, mas que como um cão vira lata sempre volta aos seios dos teus.


Lilian diz:

Meus seios estão dispostos a aporta suas meninices, suas andanças e trazer de ti tudo que de belo esse tempo ingrato roubou, teus melhores sorrisos, teus olhares profanos, teus arroubos insanos e a necessidade de me amar com fervor.


Marcelo diz:

Mas que agora retoma em teu ser, toda a gloria, e que transborda todo o mar que se acumulou entre esses anos de enganos e decepções, mas que hoje revive a beleza da grandiosidade da paixão... Do fervor a flor da pele.


Lilian diz:

Pele essa que por tantos e tantos outros invernos aguardou teu calor, teu clamor, pele essa, bronzeada e marcada nos verões aguardando seu regresso desse mar que jamais cessou entre nós, ressuscita em mim essa fêmea feroz que abrandou esperando teu orgulho fazer notar que aqui estou e só comigo és de verás feliz, que só comigo sentiu sabores que jamais provaria em outras bocas e que em meu peito encontro acalanto para tuas feridas, obtidas com tuas guerras interiores e com tuas batalhas perdidas!
Eu te refaço como a água que purifica, como o vento que transcorre o ar, como a chuva que lava alma, como as mãos que não se deixam e as bocas! E as nossas bocas que jamais se afastam.


Marcelo diz: 


   E que hoje se encontram com a certeza de que jamais me abandonastes e hoje ao abrir os olhos, janelas do mundo! Vejo que mesmo nos momentos de inseguranças, momentos esses que pareciam estarem pedidos nas batalhas que eu travei, sempre estive comigo, trilhando o caminho de volta pra casa, me guiando com o farol de seus olhos iluminando o caminho para que eu pudesse hoje suplicar aos céus que não mais me tire de você, não mais arranque de mim esse desejo de ter você comigo e assim me despeço abrindo os olhos e vendo que a luz que avistei ao longe hoje faz parte da minha vida


Lilian diz:

Estou aqui, pronta! Desnuda, despida, pronta para o deleite de nosso amor que aguardou os reveze do mundo até nos unir, tão sem qualquer interesse e esse mar que tanto longe buscou está aqui em mim, com minhas embarcações prontas para seguir levando você comigo e a certeza que nunca estaremos longe, pois permaneço enganando o tempo, fazendo com que ele passe bem devagar até que os relógios parem para que minha vida na sua possa encostar.
Eu mudarei o curso do vento, pois juntos sempre estaremos certos!


Marcelo diz:

E nesse momento que as palavras já não mais exprimem o sentimento, que trago em mim, deixo para ti meu amor, meu desejo de possuí-la por noites e anos a fios, nos transformando em apenas um, poder e energia, assim voltando ao princípio de tudo.


Lilian diz:


Ao inicio de um mundo tão particular de nós dois, somos um! Apenas um coração que bate na certeza que é eterno e que seja eterno enquanto não nos provoque dor! Assim findo meu relato com as palavras mais ternas, mais tenras, mais eternas!
EU TE AMO!!!

 

Marcelo diz:

E agora deixarei no final desse singelo desabafo, apenas reticências, para que sua imaginação te leve ao infinito e com isso construa sua historia.



Lilian Cascalho e Marcelo Genovez







 

 



postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 04:06:09 # 0 comentários
domingo, 30 maio, 2010
Com certeza será...


Existem momentos primordiais onde ouvir é essencial, há momentos que só queremos falar, existem tantos outros momentos onde podemos sentir a presença, o toque, o cheiro ou simplesmente sabemos que existe alguém ao nosso lado, crescemos! Buscamos caminhos distintos, aprimoramos e aguçamos nossos sentidos e sentimentos, mas conservamos em nossas almas e olhos a candura que ficou há anos e anos atrás. Perdemos? Nada, ganhamos, ganhamos o direito de relembrar o que foi doce, de aprender com o sabor amargo da desilusão e a reconhecer aquilo que realmente nos importa, nos conforta, nos confrontam e nos aporta!
Somos pequenos e crescemos à medida que temos grandes pessoas ao nosso lado!
Acredite que o amanhã é mais prazeroso, de certo será! Com certeza será!

Lilian (Preta) Cascalho

postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 06:14:35 # 0 comentários
segunda, 24 maio, 2010
Foram tantos...


Foram Josés, Franciscos, Raimundos, e tantos outros que no pensar me causam pesar, mas não me lembro os nomes. Eles foram chegando, se apresentando, sentando em minha mesa em nos embaraços de meus copos cheios deixando um pouco de si e levando de mim um tanto.

Assim eu sou atipicamente desnuda de meias verdades, composta de minhas muitas metades e desprovida de muita sanidade, sensualidade? Ah de certo não é meu forte! Meu pequeno porte, nada, absolutamente nada padrão, não arranca grandes suspiros, apenas admirados com meu timbre possante levam todos ao entusiasmo de acalentar minhas palavras por mais alguns instantes.

Foram Josés, lembro-me, sim é claro que me lembro, foi divertido, os momentos invertidos, não diria pervertidos, mas com um certo grau de intimidade, com Francisco, hum! Francisco era um homem inciso, de poucas palavras, mas belo sorriso, também foi bom, apesar de um grande conflito, curiosamente saudades ainda sinto! Penso muito antes de falar de Raimundo, esse sim, me deu problemas era um pouco tanto oriundo, sem muitos afazeres no mundo, conquistou-me pelo seu jeito faceiro e olhar vagabundo.

Desculpe-me todos aqueles que não posso falar, nem todos são como eles, livres para voar, mas a todos tenho muito apreço, foram leais, legais e pitorescamente imorais!

Amei a todos, uns pela candura e outros pelo desgosto! Mas ainda sim amei todos, até aqueles que não me recordo o rosto, lembro-me da voz e do timbre rouco!

Que venham então os outros! Que sejam Joãos, Epfanios ou Antonios, que se acheguem, desponta-me, aprontam-me e desmonta-me, apenas quando disser adeus não me abraça e esqueçam-me...

 

Lilian (Preta)Cascalho.

postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 04:03:26 # 1 comentários
terça, 11 maio, 2010
Mãos..

Mãos atadas, mãos sutis, mãos macias, mãos febris! Não importa qual delas a suas encaixa-se, apenas afirmo que de certo suas mãos têm assimetria perfeita para envolver meu coração, que te dou, que te entrego mesmo não sabendo se em suas mãos ternas ele será em cuidado, mas de certo te digo que muito cansado ele estava antes do afago de tuas mãos em meus cabelos, do carinho de teus abraços...


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 04:42:17 # 0 comentários
Pode atender seu telefone...

Pode atender seu telefone agora, saiba que não sou eu, não te perturbarei mais com minha urgência de te ter aos pedaços desfeitos pelas tuas vontades, acredite encontrei outros ouvidos que apreciem mais minha rouca e ofegante voz, encontrei completude para as noites frias e vazias, encontrei alguém como eu, que deseja mais um corpo cálido e sim uma alma totalmente entregue a paixão e toda sua tenacidade.

Acreditei em ilusões e uma utopia que me fez perecer e me perder em meio a tantas datas que mereciam meu apreço, escondi de mim uma realidade tão tangível, embaixo do meu mais fiel conselheiro, meu companheiro travesseiro, encontrei uma foto sua, sorrindo, com toda paz que confere a alguém que aguça e fere pelo simples prazer de se auto-afirmar, percebi que ali estava todas as respostas para minha tamanha demência, você sorria mesmo distante de mim, enquanto eu, ah eu não! Sofreava minha dor escondendo atrás de uma esperança cega de te ver chegando pela porta que ficou entreaberta ansiando sua chegada, tinha lapsos e espasmos de muitos que me auxiliavam e empenhavam-se em me dar um norte, mas minha bússola havia quebrado em direção ao teu olhar e ali eu permaneci por alguns verões, outras primaveras e chorando nos invernos que você aquecia-se nos braços de outrem.

Revigorada de uma esperança que tardou falecer, retomei os textos de minhas encenações e assumi o meu papel de direito, protagonizando minha vida, colocando minha juventude no pódio de minhas prioridades e minha busca por você na minha lista de coisas para torna-se antagônicas e plenamente esquecidas pelo tempo que corrige nossos erros e nos coloca no caminho que sempre deveríamos seguir, mas as curvas do destino têm desvios dolorosos, estou devolta ao meu, pois não podemos viver esperando milagres, pois na verdade quando menos esperamos é que eles de fato acontecem.

Por isso hoje durma tranqüilo, pode atender seu telefone, nem eu, nem meu jeito que tanto de provoca repulsa se fará presente em todos os dias de sua longa vida, meu coração por sua vez continua pulsante e batendo em meu peito esperando ansiosa pelas mãos daquele que irar auferir-lo e tratá-lo como um verdadeiro merecedor de todos os meus préstimos e pertencimentos.

 

Lilian (Preta) Cascalho.

 

 


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 04:35:38 # 1 comentários
Sala nova...

Ainda com cheiro do novo, com o sabor de algo antes desconhecido e hoje pouco provado inauguro uma nova sala de minha vida, dessa vez mais ampla, menos complexa, ainda com poucos moveis somente o aroma de inovação

Com muito orgulho pela construção de cada tijolo, de cada alicerce dela colocado por minhas mãos que permaneceram hábeis buscando um ângulo perfeito para posicioná-la no local exato da minha abstrata casa.

Contudo muitos dos convidados delas ainda são os mesmo da anterior, porem o anfitrião dessa vez é diferente, é real, palpável e empenhando em manter a ordem, a beleza e os meus sorrisos por cada centímetro de minha nova empreitada.

Ainda emocionada e um pouco descrente de minha tamanha façanha, estou ainda limpando minha antiga bagagem, livrando-me de coisas e souvenires que poucas lembranças doces me trazem, ainda há coisas que perduram memórias que surgem como flashs, facilmente entoadas de algumas canções que ficaram  com seus discos, por favor, busque-os, não os quero mais. Minha sala ou meu coração como preferem chamá-lo, não tem mais espaço para tuas quinquilharias, para tuas melindrosas manias, para tua falha harmonia, para tua paz fingida e para desamor comprado em revista.

Hoje somente o cheiro do novo, de algo ainda não provado e o sabor que meu paladar diariamente aprende inebriar-se fazem parte da nova sala de minha vida.

 

Lilian (Preta) Cascalho


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 03:49:06 # 0 comentários
Curtas e frisantes...

“Não sei se fui ou um dia serei clara, pois no escuro do meu leito clareio as idéias e memórias de uma noite com luzes incandescentes do arco-íris que nasceu pós chuva de nosso encontro”

 

“Mantenho viva minha respiração na boca de quem nunca beijei ardentemente, mas me salvou da eterna busca”

 

“Não é fácil segregar as pessoas que um dia me foram importantes, mas percebo que está na alma do ser humano responder perguntas difíceis com o silêncio mórbido”

 

“A minha urgência me faz infame, me faz perder a hora, me tira a paz e também a fome. A pressa me faz humana e errante.”

 

“Deságuo em águas límpidas do devaneio e mergulho fundo nos mares da insanidade. Enquanto a humanidade navega em um oceano ressequido de emoções e se banha nas águas da realidade.”

 

“E o meu faro felino, aguça-se pelo teu cheiro de medo, isso me faz viva, fera e voraz.”

 

“Enquanto o carnaval não passa e a festa ansiada leva milhões ao devaneio profano, eu pobre pierrô mal amado te olho pelas frestas da alegoria de teus vastos sorrisos.”

 

“Do meu futuro não espero nada, pois me deixo nessa noite todo o meu presente.”

 

“Se saio não sei se volto para minhas antigas agonias, retorno para minha vida simples trazendo o aprendizado de cada dia”

 

“Te olho como eu quero, de frente sem medo, sem dissabores e desamores.
Eu não sei parar de te olhar”

 

“Porque insistes em negar que não enxerga-se nos meus olhares admirados com sua beleza tão fugaz?”

 

“Desconfie de meus sorrisos mundanos, eles carregam também o pesar de dias difíceis”

 

“Se não há nada para fazer pelo que passou ou pelo que ainda iremos viver, dei-me suas mãos agora e vamos caminhar rumo ao final desse dia.”

 

“Não tenho medo de ser eu mesma, tampouco de ser natural, as coisas mais belas não foram pintadas nem esculpidas a mãos humanas e sim simplesmente criadas por Deus”

 

“Menina de coração, inteligente por vaidade e mulher quando necessário”

 

“E dentro de mim reside varias mulheres intrigantes e como eu sinceras, leais e apaixonantes.”

 

“Se te olho com tanto desejo é porque você se fez presente em meus sonhos banhados de luxuria e arroubos profanos.”

 

“Ter alma livre não significa não ter porto seguro ou cais, mas sim ter alguém que te dê flores com os olhos para que todos os dias essa borboleta tenha seu jardim secreto e desfrute dessa paz”

 

“Perdoe-me o furdunço e o auê, não sei ser discreta quando falo de amor, mas por que seria? Se eu falo e você não me escuta, se eu escrevo você não lê.
Quem sabe então assim você repara em mim.”

 

“Na noite audaz aos olhos falhos, viajo entre janelas entreabertas buscando aquele que um dia já foi meu e o vento sacana levou.”

 

“Com minhas asas cansadas, repouso-me em um casulo distante, buscando a chance de viver novamente para te encontrar somente mais uma vez.”

 

“A lua apesar de suas mãos frias
É quando me deparo com seu brilho, sua grandiosidade
E acalento minha alma
No silêncio da cidade que dorme
E nos papeis e folhas desse velho caderno
Escrevo de sentimentos tão vagos
Por entre anotações antigas
Meus olhos contemplam memórias velhas
E no passado divago.”

 

“E na impaciência do dia que não nasce, mas já anseia a alvorada nos céus calmos”

 

“Dona de minha alma, que me faz rainha da cabeça aos pés, e eu faço minha tempestade, faço chover e relampejar.”

 

“Em alguma janela de algum lugar que desconheço alguém como eu espera ansioso o retorno de alguém que assim como você jamais vai chegar.”

 

“Nem tudo que nos parece igual na verdade é. Mas nossos olhos erroneamente treinados a mentir e dissimular, nos mostra somente o que queremos ver”

 

“Certo olhar em certa direção me leva onde meus olhos sozinhos não podem enxergar! Contradição? Jamais! Apenas o desejo cego de ter seus olhos voltados somente para mim!”

 

Manda chover que eu gosto, sou os raios das tempestades, o vento dos furacões e a calmaria da bonança!”


“Pergunto-mediariamente o porquê de não
conseguir te esquecer? Respondo, será que quero,será que devo! Curiosamente não sei, apesar de tudo apontar para o desamor, ainda acredito que milagres acontecem, que o sol não deixará de brilhar e que
seu desprezo muito me intriga, aguardarei o amanhã ele sabe como
esclarecer o que ninguém jamais entenderá.”
 

“Toda pluralidade de sentimentos que se mistura a toda essa farofa que de fato é o amor... a tristeza é apenas um dos temperos e a espera por alguém que entrará por essa porta uma incessante busca.”


“Écomo se não houvesse o amanhã, pois somente esse momento de verás importa-me, nada como o acaso, o sol que mesmo sem ser convidado invadi as janelas e refletem o que meus olhos simpatizantes com o abstrato fielmente escondem de ti, não que eu queira mentir, apenas reservo-me o direito de omitir, comprimir elementos i
ntangíveis e fazer um amanhecer de um amanhã que pouco me importa um pouco mais agradável.” 


Agora sim! Virei as paginas amarelas e ganhei varias em branco para escrever mais uma vez minha estória.”


 
“Refaça meu sorriso, secando minhas lagrimas ansiando tua volta.”


“Desistir não denota minha fraqueza, apenas meu cansaço!”


“Otempo transforma, transmuta ou destrói! Quer saber, o amor tem prazo e perece o meu chora pelo fim.”


“Amo muito, amo sim, não posso conter apenas te digo com clamor... Eu te amo”



 
“Senti uma vontade tamanha de poetizar os meus
demônios e crucificar minha candura, meus préstimos mais doces foram despedaçados e meus impetuosos desmandos obedecidos! Sanidade,capricho ou meramente meias verdades? Apenas uma louca analogia, de como fui, como estou ou como ficarei pós perceber que quando o tempo é bobo, não há tempo para minhas tamanhas babaquices, sobrevivo dizendo que estou bem! Mentira? Do que importa? Viver de fantasias e ter todos os carnavais para comemorar meus infortúnios!”


Lilian (Preta) Cascalho

postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 12:41:16 # 0 comentários
sexta, 02 abril, 2010
Sambas e glorias...

Sambas e glorias momentos sobre o edredom juras ou injurias sobre calunias infame do amor, tão puramente paixão, pele a pele despida, descascadas de tudo aquilo que não somos, de tudo aquilo que escondemos de nossas mentes errantes, pecado ou o simples desejo de te possuir? Desapropriado para alguns, sublimes ao gosto excêntricos de outros, perguntas e resposta completamente retóricas, o vazio, do vazio de algo ainda mais vazio, como os dias sem teu cheiro invadindo meu olfato, como um buraco negro que aflorou no dia, do dia em que ansiei o teu pedido de unir nossas almas em seu único corpo, como a ausência jamais cessada por nenhuma, repito nenhuma outra companhia senão o meu súbito e desesperado anseio de ter você unicamente para mim.

Simples como o vento tão simplesmente te amo, sem qualquer outro interesse somente que você saiba que muito perdeu em não me querer, porque sempre fui sua e eu muito lamento, pois nada perdi até mesmo porque você nunca fez qualquer questão de me dar o seu apreço, apenas os resquícios de seu bem querer por outrem que não satisfaz seu ego, que te renega assim como me renegou por todos esses mais de 365 dias que esse frenesi que alguns chamam de amor, nasceu e pereceu dento de mim

Sambas e glorias momentos sobre o edredom, frívola apenas recordo esses momentos de veras inesquecíveis, irei mais longe memoráveis, que perturbação, de nada me adianta recordar, quanto esmero infantil faça da seguinte forma deixe-me ir, eu partirei silenciosa, apenas acompanhada do som de minhas lagrimas sedentas para molhar minha face, chega dessa utopia de acreditar que esse caso seria um dia meu único e verdadeiro amor, uma crônica doença de acreditar no teu fingido sorriso e no teu olhar amplamente dissimulado e desprovido de qualquer ou de toda verdade. Antes de te dar o meu adeus, darei a ti esse ultimo e emocionado escrito não para lamentar, tampouco para sucumbi a minha dor, apenas para imaginar seus olhos molhados e incompreensíveis relendo incansáveis e buscando resposta para minha partida, saiba que eu não irei, mas você vai lembrar e senti falta de mim e todos os sambas e glorias e nossos inúmeros momentos sobre o edredom.

 

Lilian Cascalho


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 03:53:37 # 2 comentários
quarta, 31 março, 2010
Um brinde...

Nada é mais impossível que conserta o possível ontem na outrora ou na aurora boreal que se passou por defronte aos nossos olhos pecaminosos, como se não houvesse alternativa mais tórrida além de aceitar que somente podemos amar os amores que nos são impostos não há quem verdadeiramente amamos que devemos respirar o ar que nos sobra não o que necessitamos.

Que brindemos o amor eterno e que se terno enquanto não nos provoque dor, que os beijos sejam infinitos enquanto houver mel que os adoce ardentemente, que possa haver brio para que eu o deixe quando o costume for maior que a candura de amanhecer todos os dias ao seu lado.

Ponderar meus erros não me trará a tão sonhada paz, nem me conhecer acima de todas as outras coisas que me ronda faria com que os dias que passaram tornem-se mais assertivos, apenas me trariam a angustia férrea de perceber que foram dias infames perdidos, pois não sou e jamais serei capaz de consertar o possível ontem.

Macerar meus ímpetos tornando-os apenas meramente elemento de meu sombrio descontrole não te farão compreende meu jeito torpe de amar, apenas te trará certeza de minha impossível e falha missão te fazer me enxergar com seus olhos pecaminosos como uma aurora boreal como o sol púrpura que nasce e poucos apenas alguns escusos podem apreciar, tentar te mostrar o quanto posso tão simplesmente te tocar com meus lábios quentes e te provocar profanos arrepios não te provarão meu clamor, não mesmo, apenas encherão teu peito orgulhoso e arredio de tuas verdades corriqueiras de te seu ser impetuoso e tirano coberto de certezas.

Que brindemos o amor eterno e que ele possa um dia te ensinar a ver beleza no obscuro, a beber água da nascente profunda de meus olhos lagrimados pela tua renitente ausência e que dure o tempo suficiente para que eu possa ouvir de ti o meu tão sonhado e esperançado eu te amo.

 

 

Lilian Cascalho.


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 01:41:34 # 0 comentários
segunda, 22 março, 2010
Lapso do tempo, espaço e o vento...

Lapsos sobre o tempo, o espaço e o vento, como se houvesse uma lacuna que fortemente desloca-se entre as montanhas e todo o oceano.

Inicialmente proponho-me a rabiscar verdades e insanidades em meus breves relatos de como enxergo os reveze dos acontecimentos. Tudo amanhã não estará lá como esteve, e onde estaremos?

Buscando percepções, aguçando os sentidos ou nos enganandoem qualquer sarjeta fria, deixando que outros deflagrem nossos sonhos, decomponham nossos planos e subtraiam a quem realmente somos.

Guarda-chuva,  beija-flor e porta-aviões e tantas outras palavras compostas de tantas, tantas coisas que perdemos ao longo do lapso entre o tempo, o espaço e o vento, com a sintética busca por o que nos completaria para todo o sempre, como se fossemos apenas meras palavras que necessitam de complemento para ganhar sentido e a completude  da existência.

Lagrimas desesperadas, sorrisos forçados e despedidas manipuladas por lapsos do tempo, o espaço e o vento, mesmo que houvesse escolha não poderíamos simplesmente modificar o que se construiu em meio a tantos edifícios e arranha-céus e toda a selva de concreto  que solidificou meu coração, mesmo que eu pudesse mudar o que passou não privaria minha alma de ter partilhado minúsculos momentos motivados por total emoção. Desconheço a a razão e suas artimanhas denos esconder o toque da seda, o sol púrpura e o desejo de desejar o abstrato, o desconhecido e o inexplicável.

Suponho que haverá perguntas a cerca sobre o que tentei expressar, na verdade estou apenas rabiscando sentimentalidades que me toma em excesso meus poros , pois na verdade não almejo a compreensão, não há necessidade de saibam sobre o que ou quem estoufalando, muito me interessa que todos saibam onde estão seus lapsos entre o tempo, o espaço e o vento.

 

 

Lilian Cascalho


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 11:53:26 # 0 comentários
segunda, 18 janeiro, 2010
Sugiro o silêncio...

Sugiro o silêncio do que tuas meias palavras, tuas inverdades ou tuas mentiras tão mal elaboradas que certo nem a compreensão e indulgência tão meramente infantil seria de completo entendimento, sugiro o silêncio que macerar meus ouvidos com sua voz irritante insistindo em me dizer que sente minha falta, que precisa de mim, é fato, você não precisa! Não dessa forma tão sem querer, tão descomprometido, tão absorto e sem qualquer pertencimento.

Sugiro sim o silêncio, pois ele fala muito mais a mim, quando permanece intuitivo, quando o meu querer está acima de qualquer outra verdade, ou quando, meus sonhos não se esvaem em torno de suas aperreações de querer suprimir minha complexidade e me enche com seus complexos tolos que não me convêm com sua fraqueza e medo incomensuráveis.

Sugiro apenas o silêncio do que acreditar que a paixão que sinto é apenas um capricho egocêntrico do meu ser que necessita de ti para manter-se vivo e aquecido em algum lugar em algum sertão, em algum deserto sem Oasis, apenas a terra seca e sol comumente árido que doura as peles de quem insistentemente encontram-se como eu, desprotegidos de uma couraça de uma carapaça, estão como eu sem êxito, sem arestas para aparar, sem caminhos para seguir sem um cais para aporta, sem asas para voar e sem amor para acalentar seu desalento, sem cura para as doenças, sem paliativo para a dor de amar e nunca, absurdamente, nunca ser amado.

Sugiro ao meu silêncio que se cale que não balbucie sequer qualquer palavra que suponha a ambigüidade de meus dissabores ou que desconstrua meu relato tão rebelde as tuas palavras dúbias e confusas, não quero e dessa vez não vou fazer-me transparente com um cristal para enxergue tão facilmente o que tento ocultar com essa lente cinza sobre meus olhos, sobre esse sorriso corriqueiro, sobre esse sugerido silêncio que te oferto com tanta presteza apenas para ninguém além de meu travesseiro molhado com minhas lagrimas sofríveis saibam o quanto é cálido e voraz o amor que carrego por ti.

Por isso hoje quero e sugiro apenas o silêncio.

 

Lilian Cascalho

 

 


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 09:25:02 # 1 comentários
sexta, 15 janeiro, 2010
E você foi me deixando...

E você foi me deixando solta leve e avoada de meus pensamentos tão absortos, deixou com quem eu pudesse voar sem seu braço forte para apoiar meu pouso muitas vezes forçado, longe de toda felicidade e das belas noites que desfrutei ao montes com seu corpo nitidamente esculpido que brilhavam na escuridão do meu louco anseio de te tomar por cada gole seco de teus desejos, você foi me deixando pouco a pouco, dose por dose do meu uísque amargo e quente como nossos beijos ao cair da tarde daquele mesmo dia da semana peculiarmente escolhido por ti, fui levemente escorrendo por entre teus dedos, saindo das tuas mãos e me desprendendo dos teus abraços ainda febris e eu fui me prendendo, me perdendo até não saber mais onde começa teus olhos e terminam os meus sonhos, pois, estamos sim, estamos presos pelo frio que entra na janela e por toda pobreza de sentimentos que se alastra com a nossa separação.

Eu uniria o universo aos meus lábios para te dar todos os elementos, meu fogo, minha água, minha terra e o ar que transcorre do meu pulmão ao meu olfato que se acostumou que viciou a sentir somente e unicamente o teu cheiro e eu esperaria de ti somente teu sorriso e tua existência para sentir-me única, fracionaria meus medos em uma equação que tivesse como resultado dessa matemática lógica o teu amor absoluto, mas você foi me deixando para trás, sempre um passo atrás da tua pressa e eu sem perceber fui me amarrando ao teu calcanhar e fui seguindo invisível te seguindo nessa perigosa estrada e fui me arranhado, me machucando, me sabotando para não perceber que aos poucos eu ficava na estação do esquecimento, porque seus olhos já não me enxergavam mais.

E você foi me deixando solta, leve e avoada de sanidade, alimentada de obsoletas mentiras e reticente por um final feliz que não haverá de certo afirmo, não haverá, entretanto pressuponho que mesmo me enganando com minhas fabulas incautas e póstumas, seguirei presa as minhas fracas e francas meia verdades esperando você prender-me novamente em sua vida.

 

 Lilian Cascalho

 


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 10:56:42 # 0 comentários
quarta, 13 janeiro, 2010
Sentimentalidades insanas...

Percebi nesse dia que nasceu as luzes, nuances e pára-brisas indicando um lado de mim que até pouco desconhecia, facilmente me vi buscando caminhos para amargar minha solidão, dessa vez realmente sozinha, mas com o coração ainda preenchido de teu toque sedoso, não que eu queria me abster de uma possível felicidade, apenas tenho o hoje em minhas mãos delicadamente surradas por um passado doloroso e um futuro que nem ao certo sei se terei ao teu lado ou completamente afastada de ti, sinto a amargura e saboreio lembranças e promessas de sonhos daquilo que eu jamais pude ter, não é que eu não mereça apenas preferi acreditar que sozinha estarei impermeável as chuvas que trazem e levam sensações muitas vezes não tão doces, grande parte destas sensações são as de perder ou ganhar, perder tempo com você e ganhar muitos motivos para chorar e eu não posso mais.

Não agüento mais esses quebra-cabeças imperfeitos, não suporto mais essas peças que superficialmente encaixam-se e com o passar do jogo percebemos que ela estava todo tempo no lugar errado e tudo volta de novo, do inicio, do contexto do recôncavo de nossos âmagos estritamente ferido, apenas não quero mais jogar, muito dei e quase nada recebi, acometi meu coração de doentias paixões e me alimentei da demência da falta de recíproca, eu não vou partir aquilo que a muito tenta cicatrizar, logo prefiro ocultar que ainda tenho coração para não expor esse órgão que sofreia meus impulsos tentando conter loucamente essa rebelião de sentimentos contidos em meus olhos que ainda vêem as luzes, as nuances e os pára-brisas levando-me a caminhos onde não há, não há revolta, não há canto de pássaros e vôo de beija-flor,  há apenas esperanças de continuar viva e vivendo da subtração de dores e da somatória de minhas estórias pecaminosas onde claramente podem ser vistas pelas cores, pelas nuances e pelos pára-brisas da sentimentalidades insanas de minha mente sem qualquer razão.

 

 

Lilian Cascalho


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 12:08:22 # 0 comentários
segunda, 11 janeiro, 2010
Um gole de nós...

Hoje não, hoje não pretendo falar da dor da tua rejeição, ou então, do sabor do abandono, não quero e me omito dizer que sei que findou todo o clamor e o calor que eu tinha de ti, contarei a quem quiser ouvir, interessar ou ler, apenas de todo apreço que senti de ti durante esse tempo mágico, sem lamurias, sem lamentações, sem qualquer duvida de que valeu, valeu sim, valeu muito a pena ter você como eu tive, por inteiro, por completo, pedaço por pedaço de você, centímetro por centímetro de tua assimetria perfeita.

Quando perguntares a mim o porquê de minha louca e assumida paixão.

Responderei que foi somente por que me olhou com ternura por entre aquele espelho, vou contar que conversamos sem qualquer compromisso e que me encantei com teu timbre de voz, deixarei bem claro que nosso primeiro beijo não foi um dos melhores, estávamos tão nervosos que parecíamos crianças que acabavam de fazer uma descoberta misteriosa de um caminho cheio de sensações que não se explica apenas sente-se. Vou ocultar nossos momentos mais íntimos, alguns não entenderiam a química, o entrosamento e toda afinidade que tínhamos quando nossos corpos desnudos e suados encontravam-se tão perfeitamente, seriamos julgados imorais, quando na verdade éramos apenas duas almas sedentas de um gole de nós!

Deixarei que sejam essas as memórias que guardam de nós, mesmo sabendo que aqui dentro ainda sinto uma determinada dor de não poder usufruir e deleitar-me de todos os prazeres que ofertamos um ao outro, ainda sim quero que saiba que um amor assim não morre, apenas silencia por um tempo esperando que um dia possamos nos encontrar e então viver um final feliz.

 

Lilian Cascalho.


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 10:01:06 # 0 comentários
sexta, 08 janeiro, 2010
Nunca mais nós...

Nunca mais eu, nunca mais você, nunca mais nós dois, não há o que lamentar apenas sorrir com os olhos marejados de lagrimas e deixar com elas declamem meu relato desse amor que valeu, que valeu pelas lembranças e por toda a pluralidade de sentimentos que desfrutei, dos mais impuros e profanos aos nobres e diplomáticos.

Não se preocupe comigo, estarei bem mesmo que você não escute mais minha voz, estarei por ai dividindo com algum estranho nossa estória rescrita com pontos e acentuações ortograficamente corretas provocadas pelas voltas e atrasos do destino.

Uma mentira dita amiúde torna-se uma efêmera verdade.

 - Eu estou bem!

Hoje apenas choro, pois não há mais nada, absolutamente nada além do fato que nunca mais eu, nunca mais você e nunca mais nós dois!

 

 Lilian Cascalho


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 05:25:45 # 0 comentários
quarta, 06 janeiro, 2010
Final de muitos fins

Ainda que soe como uma terrível inconstância, mais uma vez decreto minha partida infeliz da sua vida, carregando como sempre as veias latentes prestes a romper pelas feridas que ainda estão marcadas em minha pele e em meu coração, feridas essas causadas pela tua insensibilidade em me negar o balsamo da liberdade eximindo o meu direito de sair por completo e em definitivo dessa estória com tantas paginas transcritas com diversas cores distintas e nuances não tão púrpura.

Liberta-me

Retire de meus ouvidos tua voz protuberante e perturbadora e nunca mais cante nenhuma canção com suas promessas e juras jamais cumpridas, lave meus lençóis com seu cheiro naturalmente doce e entorpecente que penetrou entre as fibras, rasgue nossas fotografias e queime para que o vento não as traga em minha janela aos pedaços retalhados de nós dois após esse temporal que cai lá fora nesse momento.

Se o amor é perecível ele não carece de frio para manter-se consumível e sim do calor, do aconchego para que essa semente germine e essa arvore floresça por muitas e muitas outras primaveras, se ele for eterno sucumbirei mais essa verdade, se o amor for infame morrerei pecando, pois mesmo que tente, sucumba aos olhos alheios aqui ele sempre viverá sepultado com nosso epitáfio descrito na singela lapide

- Nosso amor queimará como o fogo febril de nossos corpos desde o instante que nos olhamos pela primeira vez.

Tua vaidade me faz pequena, não tolero mais tuas pernas fortes seguindo por esse caminho que eu não tenho forças para seguir, sem você não posso e não consigo caminhar, mais preciso aprender sozinha, apesar de hoje não ser mais eu, por que ainda tenho tudo de você, meus olhos precisam enxergar além dos teus, mesmo que por instantes eu ainda flagre-me te olhando fixamente em minhas lembranças ternas, que não seja eterna essa dor de te esperar ressequida de palavras, carente de teu abraço, abstinente de teu corpo e sedenta de teu beijo.

Lilian Cascalho


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 05:23:45 # 0 comentários
quarta, 23 dezembro, 2009
Chega!

Chega! Não de você e sim de mim!

Não suporto mais minhas andanças por entre meu ego lastimavelmente deteriorado buscando com todo afinco sucumbir à dor da rejeição, não posso mais com minhas lagrimas teimosas, não suporto mais meu urros de desespero todas as vezes que você se esvai em outros braços, que aporta seu corpo em outros abraços, não dá mais, cheguei ao limite que minha pouca sanidade me permitiu.

Então...

Você com certeza foi e será sempre meu melhor amante, com toda certeza nunca esquecerei de você, na verdade não quero mesmo, quero apenas deixar com que as lembranças sejam doces, que os nossos beijos memoráveis, nossos abraços eternamente aconchegantes.

Por isso prefiro nosso adeus que seja assim suave como o vento, antes que magoas sejam plantadas, antes que nossos olhos não se admirem mais e que nosso encontro não passe apenas de mais um erro do destino.

Acredito que seremos mais úteis na vida um do outro distantes, ausentes, errantes por outros caminhos que nos levarão ao mar, ao ar ou a qualquer outro lugar em que não exista você nem eu, um lugar onde exista apenas a promessa de sermos livres e felizes com total completude e plenitude.

Leve meu sorriso em teu pensamento e meu cheiro ainda marcado na tua pele, o seu com certeza estará aqui em mim vivo, denso e palpável, um dia, um dia talvez? Encontremo-nos somente para dizer que apesar de tantos acasos nosso caso valeu, valeu muito à pena!

 

Lilian Cascalho

 


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 10:15:17 # 1 comentários
terça, 15 dezembro, 2009
Não há mais...

Olha para fora da tua janela!

Repara?

Não há mais meu sorriso estampado nas sacadas, não há mais meus beijos soltos ao céu voando buscando tua boca sedenta, não há mais as gotas do meu suor caindo como chuva anunciando minhas batalhas para te alcançar.

Aparta tua pele da minha, pois hoje já não somos mais um, nem meio tampouco um dia teremos fim, meus dilacerados préstimos esvaíram-se por onde o rio encontra o mar e eu escorreguei avidamente por entre teus dedos, já não te pertenço mais, já enxergo com meus olhos que não são mais tão falhos como antes, já dedilho em meu velho violão minhas próprias canções e sua voz não inebria mais meus ouvidos vorazes.

Hoje restam apenas pequenas e condensadas lembranças explicitas das noites em que nossos gemidos eram ensurdecedores ao silêncio do mundo que atentamente acompanhavam o enlace de nosso amor. Ficou para trás toda magia, todo inexorável mistério de nosso destinado encontro, eu tinha que está naquele momento, naquele lugar, mas deixei naquele mesmo dia a paz que eu sigo incessante buscando.

Desejo-te muita saúde e novos amores, que abrandem teu coração tão frio, que roube de ti calafrios e que queime teu corpo de tanto prazer, mais saiba, ninguém fará isso com tanto, com tanto apreço, tanto afinco como eu fiz, mas você será feliz por que aprenderá com a minha partida que todos precisamos de mais que palavras ditas sem nexo, sem pertencimento como as murmuradas por você a mim.

Lilian Cascalho


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 06:20:58 # 0 comentários
segunda, 07 dezembro, 2009
Perda de tempo...

 

Perda de tempo

É assim que me faz pensar

Quando ignora meus gritos ao teu nome

Perda de tempo

É a dor que sinto quando vejo seus olhos seguindo outro olhar

Perda de tempo

É a saudade que acomete meu coração, quando você não está

Perda de tempo

É o frio que me consome nas noites que seu corpo aquece o de outrem

Perda de tempo

É quando desejo somente a ti e você somente a ela e mais ninguém

Perda de tempo

É escrever para ti enquanto minhas sentimentalidades são vista pelos teus olhos como infâmia ou mero capricho

Perda de tempo

É agora que choro minhas magoas em meu quarto escuro trancado para o mundo

Perda de tempo

É acredita que um dia você ainda me amará

Perda te tempo

É sonhar com você todas as noites e saber que você nunca vai chegar.

 

Tudo isso é apenas perda de tempo...

 

 

 

Lilian Cascalho

 

 

 

 

 


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 03:50:14 # 1 comentários
Manhãs gelidas...

Hoje nessa manhã tão gélida como tantas outras que já tive, percebo em meus olhares ainda turvos que o dia nasceu com um semblante mais cálido que os outros, nada fora do esperado, já que a cura para as dores são constantes e homeopáticas, minha apatia pelo teu desdenho se tornou avidamente uma questão de honra.

Cada segundo que não penso em você é uma vitoria inestimável ao meu ego devidamente ferido pelas falidas tentativas do teu regresso. Não me importo e pouco suporto teu sorriso estridente que nada diz, apenas expressa toda imensidão do tão absoluto vazio, pelos teus desamores, pelo teu egocentrismo mortal e por tantos e tantos defeitos que teu sorriso disfarçadamente infantil traduz aos meus olhos acostumados com tão fingidas exatidão.

Partir agora não representa mais nada, por tantas vezes você partiu meu coração e eu sempre o reconstruí com forças tiradas do mais profundo âmago, da minha tão subestimada essência, da minha tão grandiosa necessidade de possuir-te, mas agora chega, chega de fingir que somos perfeitos um para o outro, meu tudo não se completa ao teu nada, meu muito não pode e não vai somar teu pouco, meu amor não vai suprir tua carência, eu não sirvo para você e você se faz incompatível a mim.

Hoje nessa manhã tão gélida aqueço minha alma com meus planos, com meus anseios tão particularmente ministrados para o que desconheço, permaneço como deveria estar pensativa e pensante, redundante aos meus pleonasmos mais mergulhada ao fundo de meus meios buscando incessantemente o meu fim, não o fim da linha e sim o fim de meu amor por você.

 

Lilian Cascalho.

 


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 01:34:17 # 0 comentários
quinta, 03 dezembro, 2009
Paginas amareladas...

Retornando a estrada da destreza, hoje me deparei com meu velho caderno de folhas amareladas e linhas finas e sensíveis, como esta meu coração nesse momento, extremamente amarelado cansado do tempo, estremecido pelas voltas e revoltas de tuas idas e vindas, estou como fragmentos dissipados espalhados minusculamente pelo céu, mar e ar, como fagulhas soltas ao leu.

Condenso meus sonhos primários, para inescrupulosamente viver todas as nuances desse amor, com você não tenho escolha não tenho refugio, tem que ser assim, assim como seu desejo fumegante deseja que seja. Sei que não sou limpa, não sou pura para merecer seu amor, meu desejo primitivo de fêmea feroz deseja teu beijo, teu sexo de macho no cio, satisfaço seu ego com meu rugido intermitente de prazer voraz.

Abandono a realidade, para inspirar-me no mais abstrato silêncio, pois os gritos desse mundo tão particularmente excêntrico calaram minha essência e deixaram minhas paginas amareladas pelo abandono de meus escritos e pelo abandono de seus carinhos.

Teria poucas palavras para consolar-me nesse momento, como um lenitivo, um paliativo para essa dor tão persistente, assim como a esperança de possuir-te que não finda com tua ausência, tão pouco com a chuva que se esvai por entre as ruas, os carros, os pára-brisas e sobre meus olhos que ainda brilham com as lembranças de nossos encontros.

Ainda com meu velho caderno de paginas coloridamente amareladas, deixarei um pouco dessa tarde, um pouco de minha boca e de meus olhos, apenas para que saiba que não há, não existe nada nem ninguém que me seja tão real quanto aos fantasmas desse amor que incansavelmente persegue meus sonhos nas noites em que nossos corpos estão demograficamente separados, mais sei que na tua pele meu suor ainda escorre e na minha teu cheiro está impregnado manchando meus lençóis com a dor do teu desprezo e as minhas lagrimas de saudades.

 

Lilian Cascalho


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 06:51:42 # 1 comentários
sexta, 18 setembro, 2009
Não faço mais parte

Acordei com olhos diferentes daquilo que sempre vi, na verdade acordei com olhos mais sinceros, concordo que um pouco drástico revelo:

- Não faço parte disso.

Estou longe de adaptar ao todo, ao mundo, aos iguais, não me sinto melhor por pensar assim, em verdade sinto-me tão distinta que percebo não merecer compartilhar esse espaço, essa lacuna, essa cratera que me pusera dizendo ser meu cantinho, dizendo ser meu lugar ao sol, lugar ao sol? Vivo em trevas constantes dentro da claridade que me assombra e deixa meus olhos ainda mais cegos, não quero fazer parte disso.

Minha escrita hoje é despreocupada com acentuações, com parágrafos, totalmente apática a eloqüência esperada daqueles que tentam fazer-se entender por meio das palavras escritas, chega não me interesso mais pelo teu certo ou errado ou por essa visão ambígua que impusera sem ao menos solicitar-me, não opinei, não escolhi, por isso nessa hora qualquer desse mero dia sem qualquer bafafá corriqueiro não faço mais parte disso.

Fugindo de minha essência sentimental, não vou te levar na minha viagem concentrada em minhas idas e vindas do mesmo lugar de partida, você se encontrou nesse mundo contemporâneo, você, é você, encontrou-se nesse copo, nesse trago, nessa matilha, seu uivo é mais voraz e meu sussurro apimentado de minha rouquidão não tem mais relevância aos teus ouvidos alienados aos mesmos e tortuosos lamentos das ruínas da selva de pedras que nos rodeia, chega não faço mais parte disso.

Hoje eu não quero sair, eu quero ficar, eu quero molhar mais não quero secar, não quero acertar apenas cometer erros permitidos pela condição de ser tão humana quanto às mães que choram os filhos que não voltaram das guerras e que guerrilhando nas mesmas guerras de que não voltaram cortaram o fio vital de outros e suas mães também choraram, e eu, eu que nunca tirei um sopro de vida que me cerca, seja de pessoas, seja das paixões que carrego dentro de mim sem ter coragem de atirá-las nos morros lendários do esquecimento carrego em meus olhos, em meu rosto, em minhas marcas quilos e quilos de magoas imensuráveis.

Sigo fazendo meus temporais em terras áridas onde minhas chamas serão leves brasas, que atearão fogo mais não queimará, somente aquecerá os corações endurecidos pelas constantes amarguras que o nada causará. Tenho medo de ir embora, mas não tenho forças o suficiente para assumir que me assombro com a solidão que acomete minha alma aflita por que não me vejo velha, não me enxergo nova só lembro-me de quando era criança, onde sonhava,sonhar? Algo esquecido dentro de um sepulcro, na minha vala fria e rasa, com pés e bocas esmigalhando minha sensibilidade ainda meramente infantil.

Confuso e passional meu escrito de hoje carrega essas qualidades, esses adjetivos tão subliminares quanto eu, tão subjetivo como o mundo, tão irônicos com nós, o mundo e eu! Mas assim que desejo ser vista, com incompreensão, com duvidas, com criticas, com o julgamento daqueles que se acham superiores, quero ser levada a julgamento e queimar nas fogueiras da inquisição, pois se não posso praticar a leviandade que me foi doada desde o nascimento não me interessa viver sobre esses olhos atipicamente escusos, eu os ignoro e se eu não posso optar pela dignidade de partir de tudo isso que não quero fazer parte, suplico que me deixe, não perturbe meus segundo de sanidade, meus suspiros de realidade, deixe-me nessa linear de não saber onde eu começo e se um dia terminarei. Eu quero, eu vou e eu posso experimentar tudo que eu achar conveniente, despida de preconceitos, despida de mim, de que vale a vida, se não nos deliciarmos da profanação insana dos sexos, dos sabores, dos cheiros e dos sentimentos?

Eu respondo:

- Não vale nada!

Em 25 anos se eu não puder ser aquilo que Deus me deu.

Prefiro, opto, escolho, suplico.

Não quero mais ficar aqui!

 

 

Lilian Cascalho (em crise)

 

 

 

 


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 02:22:55 # 2 comentários
Inconstância

Véu de concretos e muros divide nossas almas de algo que não sabemos por completo explicar, sensações distintas e um pouco tanto insensatas tomam meus poros e minha boca ressequida de teu beijo tão atípico, mais com tanta candura e doçura ao menos tempo cálido e fugaz. Provei de sentimentos silenciados pela selva de pedra que nos rodeiam em uma sacada do 29º andar. Ao ponto de jogar-me, lançando-me no incerto e saboroso acaso, das entrelinhas alvas de teu corpo. Foi bom ter você, sentir seus nervos e músculos contrair-se ao meu toque, ao meu beijo e aos meus sussurros e gemidos afoitos, seus olhos ávidos sedentos dos meus buscando minhas pupilas dilatadas ao êxtase do prazer, tão carnal, tão intenso, mas com toque de minha tamanha inconstância imprudente que me tranca dentro de meus próprios personagens, dentro de outra mulher que me habita nesse e em muitos outros dias.

Foge de mim, afasta-te de meus ímpetos impuros, se não quer tua alma maculada com meus desejos profanos, pois essa sou eu, aquela que não tem medo do escuro, que não se arrepende quando erra, que chora quando magoa, que sorri quando não consegue responder, que ouve mais que fala que fala muito por que já ouviu o que interessa e já sabe o que dizer no momento oportuno, foges pela janela, pois as portas se trancarão e te prenderão aqui, em mim, em nós.

Eu não serei culpada de nada apenas mais uma vitima de algo que como disse no inicio não sei explicar, apenas mais uma que deixa a vida tomar o rumo de seus desejos e não deixa que um segundo precioso seja desperdiçado, que vive intensamente por que não saberei onde estaremos daqui a um ano.

Lilian Cascalho


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 02:21:28 # 0 comentários
terça, 25 agosto, 2009
Somente por hoje...

Somente por mais esse momento, nesse poucas linhas que escreverei, falarei de você dessa forma tão lúdica e coloridamente infinita, por que só hoje percebi que não há mais nada que prenda a esse sentimento tão unilateral, chega de dualidades para pensar em você, não estamos mais unidos e pronto!. Chegaram ao fim nossas inúmeras e imensuráveis noites de amor, amor? Sim prefiro chamar assim, algo tão formidável que duvido só eu ter sentido ou percebido.

Talvez em mim não haja mais amor, talvez não haja mais clamor, tão pouco haja a certeza de um novo encontro ou reencontro até mesmo a certeza do eterno desencontro, mas não suporto a ausência, não mais a sua e sim a minha, confesso que me ausentei milhões de vezes e hoje me percebo longe de mim para eu mesma, ao ponto de não perceber que tudo está passando, você, o tempo e minha vida que se esvai a cada dia que permito sua presença em minhas visões, em meus sonhos e meus anseios.

É tão ilógico, incauto e sem qualquer chance de percepção a força voraz que me consumo em minhas guerras, em minhas insensatas e egocêntricas batalhas perdidas por ocultar que não há mais por que, não há mais nada nem em mim nem em você, tempo perdido, desprendido e ameaçado pela tênue e frágil sensação do erro, erros ambíguos e sentimentais, falhas tão meramente infames e inexoráveis me levam hoje para o ultimo pensamento de você, me levam hoje a o ultimo momento que te escrevo dessa forma tão desatenta de meus medos, tão absorta aos meus princípios e tão destemida de minhas lagrimas que molham o meu ultimo e definitivo adeus.

Sem mais mais ou lamurias sem fim, vá,vá mesmo! E leve contigo a certeza que outras te amarão, mas não, nunca com a mesma intensidade insana que me fez perder o centro, a sanidade e a vontade de não continuar respirando sem o ar que abundantemente te rodeia e somente te peço que deixe aqui o que me resta, só por hoje! Tua lembrança, teu cheiro e teu beijo ainda em meus lábios sedentos da tua saliva quente.

Por que só hoje falarei de você, para você, sobre você com você ainda vivo no meu coração.

 

 

Lilian Cascalho.


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 03:54:41 # 2 comentários
quinta, 13 agosto, 2009
Para que morrer?

Não há o que mudar em mim, eu me sinto fria e apática a qualquer situação, mas ainda sim percebo que tudo que senti foi tão forte, tão intenso não quero deixar morrer, para que morrer? Esse amor tão fugaz tão belo e tão calejado pelas idas e vindas de nós. Hoje não doe mais e não doerá tenho certeza.

Aos poucos vejo o sol se abrindo para mim...

Eu consigo ver outros horizontes, outras vertentes, outro dia, um novo alvorecer sem qualquer pretensão de te possuir novamente, apenas certa que terei paz, sozinha ou acompanhada? Tanto faz, quero apenas viver em paz com meu coração inteiro, refeito e cálido.

Retorno de minhas buscas e de minhas andanças por entre braços e abraços estranhos um pouco cansada, imune aos costumeiros sorrisos, descrentes das lagrimas de outrem, acreditando apenas que nunca, nunca mais irei encontrar em ninguém tudo que tive em teu beijo e eu me sinto fria e apática a qualquer situação.

Certa de minha urgência  não canso de bater na curva continuo correndo nas paralelas, nos centros aos meios de minhas estradas, carregando uma alma rica de estórias não tão belas como aos dos contos, mas tão minhas, tão particularmente minhas, ao contrario dos outros não falo era uma vez... Sim mais uma vez... Somente para ilustrar, para inocular todo veneno depositado em minhas veias pelos reveze de meus momentos insanos, quero somente tão somente depositar em minhas memórias crônicas ou cômicas, tanto, tanto faz! A veracidade de meus amores amigos amargos morenos bandidos por que sei que nada é por acaso.

 

 

 

Lilian Cascalho


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 06:04:11 # 0 comentários
quinta, 25 junho, 2009
Imagem distorcida...

Há sobre as ruas os carros. Sobre a janela os pássaros. Nos pontos mais ou menos frequentados os seus pedestres. Contudo em um passado presente, ainda há você.
Eu me rasgo tentando repetir, embora não sem dor, todas as palavras que dissemos. Mas não me arrependo dos insanos momentos nos quais me declarei a você. Saiba apenas que eu quero de volta toda a ternura, toda a luxúria que eu dediquei ao seu mudo jeito de dizer ambiguas, roucas e sussurradas palavras. E então temo me ver. Olho no espelho uma imagem enfraquecida, retorcida de mim mesma. Acontece, que estou tão misturada e  absorta vejo aos dois, minha pele misturada em você, os olhos já nem são os meus, e a boca reluz um brilho de um beijo que você já esqueceu. Não, eu não mereço estar aqui. Tento refletir.  Nesta frequência que só sintoniza você. E por mais lúdico que possa parecer, saiba que de certo modo, sim, eu me deliciei saboreei aos poucos a sua desviada conduta. Absurda. Sempre dando um jeito de me convencer. E ainda que pareça impossível eu tentarei, conseguirei me livrar pedacinho a pedacinho de você. E os espelhos voltaram a ficar claros sem refletir a imagem distorcida que ainda tenho de você. Eu só queria deixar claro. Que os meus cinzeiros não mais perteceram ao seu estúpido jeito de me entender. Sim, eles não existirão, mesmo que eu ainda sinta falta. Falta de você.
E mesmo com tudo isso, continuarão à existir os carros, as ruas os pedestres e muitas explicações sozinhas, sobre eu e você.
Presente de um grande amigo Marcos Vieira

postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 12:08:32 # 0 comentários
terça, 23 junho, 2009
Por quê?

Queria ter o privilegio de fugir desse lugar para não saborear esse banquete frio posto sobre minha mesa, talvez distante de tudo que vejo não teria que degustar sozinha de todo o sentimento que eu guardei para lhe oferecer.

Quanto demérito, por quê?

Sim, me responda por quê?

Eu gostaria de entender!

De ao menos ouvir algo que viesse de você.

Os silencio além de ferir, perpetua palavras que jamais deveriam ser sucumbida, seu silencio sepulcral me leva aos prantos contínuos, me entontece de tanto desprezo, que confesso acredito nunca merecer.

 Leva isso de mim, toma o que te pertence e não precisa olhar para trás, eu não estarei mais aqui sofreando minhas emoções, estarei onde a chuva termina e o paraíso começa, então vem buscar meus préstimos e diga-me olhando nos olhos, por quê?

Se não tem coragem de olhar-me pela ultima vez, responda-me da forma que melhor lhe convir já que você passa tempo demais apenas olhando somente para si, olha à sua volta e enxergue a mim, mendigando um único murmúrio, um adeus!

Não quero mais nada, só estar longe, de você, desse alguém que me tornei, quero partir deixando contigo esse ser serviu e incauto, pois estou fugindo levando minha pouca bagagem e a certeza que longe de você eu estarei muito mais feliz.

Então apenas responda, por quê?

 

 

Por Lilian Cascalho.

 


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 05:41:02 # 0 comentários
Para você...

Desculpe-me se não ficar ao seu contento, mas já faz algumas semanas que não me inspiro e não escrevo sobre minhas primarias e abstratas emoções, mas hoje encorajada pela circunstância resolvi escreve a ti!

Como são divinos os acontecimentos do acaso, como são dignos e sutis os reveze da vida, estou falando de nosso encontro.

Curioso não?

Talvez você não ache, não quero te convencer de minhas crenças, de meus sincretismos, quero apenas que saiba, não acredito que nada pode ser mudado uma vez que destinado.

 Não posso negar o prazer enorme que sinto quando falo contigo, quando nos aproximamos em palavras já que existe uma distancia fatídica entre nós.

Espero que nossos diálogos sejam infinitos, regados de muitos assuntos incomuns ou não, o que me importa se somos diferentes? Absolutamente nada somos perfeitos dentro de nossas inúmeras imperfeições, somos virtuosos sobre nossos defeitos e somos únicos, únicos de nossa espécie com pensamentos e atitudes tão particulares e peculiares e é isso que te torna no meu ponto de vista extremamente especial.

Aos poucos saberei o que mais te apetece o que te encanta, poderei ser mais coesa em minhas palavras e menos leviana em te dizer obrigada, por que nesse momento não explicaria de modo que me fizesse entender.

Lilian Cascalho


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 05:39:33 # 0 comentários
sexta, 22 maio, 2009
Ternura

Meu broche dourado, meu amuleto sagrado, meu amigo irmão, meu companheiro amado.

Perdoe-me se não disse nos olhos teus o quanto te tenho ternura, candura e apreço.

Não demande sobre meus ombros feridos a fúria de meus erros tão primários, ainda sou criança perante a tua sapiência desse mundo ainda tão minusculamente desfrutado pelos meus poucos e poucos anos.

Desculpe se eu te escrevo assim tão sem querer, tão sem dizer o que todos dizem quando carregam a culpa de não ter dito nada, então do meu jeito, meio sem jeito te digo apenas te amo, não por que é fácil pronunciar, mas sim por que anseio em minha alma e provenho todo esse sentimento em meu peito...

...Não sei se fui ou um dia serei clara, pois no escuro do meu leito clareio as idéias e memórias de uma noite com luzes incandescentes do arco-íris que nasceu  pós chuva de nosso encontro.

E lá somente lá na escuridão que clareia, no frio que te esquenta, na água que te seca, no vento que leva até os meus braços, eu poderei te explicar o meu infinito e sublime amor.

 

Para um grande amigo Marcos Vieira.

 

Por Lilian Cascalho


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 06:49:08 # 0 comentários
sexta, 08 maio, 2009
Não sei

Ainda há tantas coisas presas na minha garganta, coisas que eu queria que soubesse, por intermédio de minha voz, de meus escritos ou até mesmo do meu silencio.

Eu queria gritar com você dizer o quanto eu estou mal, queria te contar que esses dias eu chorei, chorei muito mesmo e por Deus eu não queria sofrer.

Mas não se preocupe.

Fechei essa porta, estou sentido uma coisa estranha como uma dor, mas na verdade não doe, apenas sinto a saudade que vai ficar por muito tempo e a angustia de saber que você estará por ai em outros braços, recebendo abraços que não serão os meus, que há algum tempo eu tenho guardado somente para lhe entregar no momento em que você me chamar, estou sentindo minhas mãos tremerem, meu corpo tremer, mas estou inerme, parada aqui na estação final desse trem da vida, onde o amor passou e eu nem vi.

Adeus meu ébano, meu Orfeu, não sou tua deusa, só uma mortal, que morre nesse anseio de te dizer tão simplesmente fica comigo, só comigo.

Mas não diga nada.

Você diz muito mais a mim quando permanece calado, desculpe-me as lamurias e os meus excessos, mas sou assim e gosto de ser livre, mas sonhei por tantas e tantas me prender em tuas pernas, teu corpo e em tua vida, como fui absorta e incauta, entretanto fui ao menos fidedigna e não menti quando disse que te queria, quando disse que partilhava meu coração com sentimentos sublimes doados aos montes à você. Estou partindo, mesmo sabendo que isso não fará a menor diferença para você, mas queria que soubesse somente que soubesse.

Mesmo com tantas diferenças entre nós, quis fazer parte de tuas manhãs ensolaradas e dividir com você meu calor nas noites frias, que eu tanto adoro, estarei distante, mas você ainda estará em mim, como lembrança, devaneios ou apenas como um vento que provocou alguns temporais, mais a chuva logo cessou, pois minhas lagrimas se esvaíram nos rios que dividem nossas vidas.

Invejo-te, muito, por suas raízes fortes e bem segmentadas e me envergonho de ser tão sonhadora, intensa e infame, queria que você me ensinasse a ser destra e eu te levaria ao infinito com minhas leves asas, um dia talvez, talvez? Não sei!

 

Lilian Cascalho


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 09:39:01 # 0 comentários
quinta, 30 abril, 2009
Noite difícil

Noite difícil longa e intensa como poucas que tive até hoje, por Deus não quero repetir, horas intermináveis, uma vida em alguns minutos, me senti triste e com muita vontade de chorar, mas estava sozinha, mais vez sozinha, já não tenho mais ouvidos disposto, nem ombros consoladores, muito menos pensamentos compreensíveis.

Voei longe em minhas alucinações, toquei muros que dividiam corações, opiniões e uma infinita multidão, vi ruínas de muralhas milenares que protegiam os mais abastados de si mesmo, mergulhei em mares mortos, vermelhos e azuis, banhado de sangue, lagrimas e pertencimentos, avistei mortos, vi vivos, vi o que jamais desejei ver, assisti a morte perto dos olhos dos meus olhos, provei da assimetria perfeita desse amor que já provoca furor, furacões e não tão sublime e sereno como dizem, mas me causando dor, magoa e fúria.

Dancei no sétimo céu o bailado das borboletas e mariposas buscando a luz, buscando a luz, juntei-me aos menestréis fiz trovadas e serestas silenciosas em meu coração, entreguei minha alma a um peregrino que encontrei e me disse que cuidaria de meus anseios melhor que eu.

Por Deus não quero ter outra, ouvi e silabei algumas vezes, mas tudo que me lembro e de caminhar, mesmo cansada lembro-me de parar algumas vezes não para lamentar mais para agradecer e dizer que uma só basta.

Eu já aprendi na madrugada à dentro sem um trago, um cigarro qualquer, sem beijos nem queijos, sem medos ou pesadelos, trazendo em minhas mãos caneta e papel e para me aquecer de minhas lamurias a esperança de um hoje melhor que ontem.

 

Lilian Cascalho

 

 

 


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 10:40:46 # 1 comentários
Para um grande amigo...

Intimamente olho nos teus olhos e vejo além daquilo que você se esforça piamente em demonstrar aos outros, não que você não seja verdadeiro, mas sim defensivo. Sei que a vida amargou alguns de seus dias porem te deu anos muitos felizes.

Não saberia expressar com palavras a intensidade do meu amor por você, da minha admiração e até mesmo da tolerância que muitas vezes me faltou, mas em pensar que no dia seguinte sua voz não estaria do outro lado para me aconselhar ou até mesmo rechaçar me causam imenso pavor, então voltou atrás e sou complacente com teus enganos, até mesmo por que fingi não vê os meus, nossos defeitos são tão perfeitos dentro da imperfeição de sermos iguais.

Como é engraçado os revezes, as voltas, os mandos e desmandos da vida, nos encontramos, nos odiamos e hoje nos amamos loucamente de uma forma incompreensível aos pensamentos da multidão que nunca ou talvez jamais compartilhem da mesma inércia de nos olharmos e sabermos o que o outro pensou mesmo que por um instante, de saber diferenciar um grave ou agudo, um lagrima derramada ou sucumbida, uma dor que ainda está por vir.

Um amor transcendental, uma alma gêmea que de tão distinta parecem tão peculiares, uma forma de desejar a presença da alma, do espírito e muitas vezes o conforto de saber que você existe já me faz acreditar em algo bom, quantas vezes fraquejei, me vi insegura e tive mais que um ombro, mais que mãos para erguer, tiveram braços que me carregaram e sei que carregarão quantas vezes sejam necessárias até que eu saiba seguir nessas estradas estranhas sozinhas e é recíproco, mesmo que meus braços não sejam tão fortes, ainda franzinos estão aqui disponíveis para te segurar, afagar e por que não te carregar quando necessário.

Tenho medo de te ver voar e o infinito te levar para sempre, mas sinto que esse dia está por chegar, espero estar no cais quando tua vida desancorar e seguir no imenso oceano, para te dizer o quanto meu amado amigo você foi, é e para sempre será especial e essencial em minha vida, esse amor que sinto por ti é imortal, como os deuses gregos que vivem mitologicamente séculos e séculos, mesmo dúbio para os outros é extremamente verdadeiro para nós, amor de amigos, amor de irmão, amor construído com muitas lagrimas, desentendimentos e recomeços, amor que muitos tentaram ferir, indagar mais que não morre apenas adormece e acorda como um vulcão cada vez que alguém feri o teu coração.

Sempre estarei aqui para você, assim como você mesmo distante sempre esteve em algum lugar com minhas lembranças em teu coração.

Não poderia cometer a infâmia de não finalizar com uma única frase simples, fácil de repetir e que poucos como você terá o prazer de ouvir de mim.

Eu te amo.

Lilian Cascalho.

Para meu querido amigo Jonas.


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 10:08:18 # 1 comentários
Pretíssima.

Preta, não dá cor do carvão, mais sim marrom da cor da canela e do cravo, noz-moscada e urucum temperam essa farofa, essa mulata, essa brasileira, menina-moça levada, leva ao desespero os corações que te desejam, refaz o acaso e traça seu próprio caminho.

Louco é quem te segue, pois você voa sobre os arranha-céus, some atrás dos montes e ressurgi num sinal de luz atrás das montanhas que rolam as pedras quando se enfurece, quando seu Orfeu, seu camafeu, seu servo se esvai em outras bocas, em outros corpos, em outros temporais que não os seus.

Dona de verdade, dona das vontades e de tudo mais que quiser que seja seu.

Fruto dos jardins do éden, fruta mordida, degustada e adora pelos escravos, por seus muitos escravos que bailam na inércia sobre os lagos dos cisnes e você faz sua existência única, faz tua ausência doer e sua presença audaz.

Mulher, menina, criança sua voz adoça, seu sorriso inebria e seus beijos envenenam entorpecem quem deles provarem, em teus seios aporta o amor, em tuas mãos a espada e no teu destino a luta, o desejo de vencer incondicionalmente e a vitória por merecimento de ser perfeita, de ser deusa e de ser imortal.

Lilian Cascalho.

Para uma querida amiga Crislaine.


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 09:58:45 # 0 comentários
quinta, 23 abril, 2009
Cama em chamas

Meu negro afortunado da pele macia como morsa do sorriso inocente que esconde a maldade fugaz de levar minha alma aos pedaços e eu aqui chorando toda vez que você se vai e não me leva em teus sonhos, que não me afaga em seus braços e não me aporta em seu cais, em seu peito.

Escuta meu coração, só por um momento, ele chama por ti, ele torce por ti e nos últimos meses desse ano espera por ti, ansiando tua voz em meu ouvido e tua boca percorrendo cada milímetro de minha silhueta ardendo e clamando cada gota do teu suor, da tua saliva e do teu néctar do prazer.

Não sou imoral ou profana, só sedenta de luxuria, da baixeza do ato de misturar nossos sexos molhados em um balé clássico, em uma dança suntuosa finalizada a um agudo ou grave gemido.

Deita ao meu lado ou em cima de mim, tanto faz desde que você esteja dentro de mim, por inteiro, por completo sem restrições, me sente e me faz sentir você.

Vem e enlouquece, me enlouquece, me toca me lambe e me mata de desejar você.

O que eu não quero e sonhar sozinha dorme comigo, amanhã eu deixo você partir, mas prometa que volta, pois minha cama em chamas te espera.

Lilian Cascalho.


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 01:45:54 # 2 comentários
Franqueza

Perdoe-me a fraqueza e a franqueza mais não posso mais lutar por você, não dessa maneira, tão desleal, o que eu tenho de você?

- Nada além de um talvez.

Por favor, abandona meus sonhos, liberta meu corpo desse desejo sujo e imoral de possuir o teu pela manhã, nas tarde e em todas as noites desde que te conheci, deixa meus lábios saciarem no daquele que me oferte ternamente o que os teus de tão selados deixou de me dar a tempos.

Permita que o mundo abra outras janelas em minha alma que fechou as portas após tua tão repentina e surpreendente partida, se não pode ser romântico seja humano, dei-me o alivio de dormir sem sua sombra em minha cama.

Eu ainda quero viver ainda preciso viver você faz de meus medos apenas momentos de sandice, faz de minhas angustias atos de imaturidade, faz de meus sentimentos meras ilusões, enquanto eu lamento no marasmo dessa interminável letargia, faço de suas esperas as minhas, de suas indecisões minhas esperanças de ser no final das contas sua escolha, deplorável, não sei como fiquei assim, como cheguei aqui, mas sozinha sem teu adeus não consigo sair, me ajuda, eu preciso de um fim.

Ou então me engana e me diz que vai voltar, pois o que meus olhos errantes não enxergam a chance, você me parece cada dia mais distante, mais impossível, eu já não tenho mais sanidade mental para seguir nessa busca constante por seu corpo negro, eu já não sei mais em qual rua nossas vidas vão se encostar e se encostarão de fato, vou me dar o beneficio da duvida e esperar que um outro espelho nos una em qualquer de repente, já não sei o que eu quero de fato se tua ausência eterna ou tua presença momentânea, então vem faz alguma coisa em minha vida.

Lilian Cascalho


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 01:40:16 # 1 comentários
Loucura

Queria de fato estar louca, pelo menos assim eu teria coragem de desafiar os medos que me prendem a essa atmosfera nostálgica de apenas me contentar com as lembranças de momentos marcantes sim eternamente marcante, ao menos enlouquecida, bateria na sua porta, na sua janela e também na sua alma silenciosa, quem sabe assim abalar as estruturas desse concreto maciço que te enreda e te protege de meus caprichos e de meus desejos incontroláveis de te possuir como o ultimo dos meus desejos mortais.

Como não te desejar?

Se tudo que desejo e ter você, ter alguém como você, mas sempre estou atrás e perdi o trem que me levava à você, hoje estou aqui parada na mesma estação, repetindo seu nome ao leu, ao quatro ventos surdo, será que você volta?

O inverno, que inferno chegou o frio, a chuva e tua ausência, são elementos chaves do meu desespero, exagero?

- Não, somente o amor, o amor que doe e macera meu coração em uma enorme parede de magoas infinitas, porque você me deixou sem ao menos dizer adeus?

- Não precisa dizer agora, pois não é seu adeus que vai me suprir do calor tão abundante em teu corpo suado, sedento e cálido.

Não pense que te quero por alimentar meu ego do impossível, te quero pelo fato de não conseguir mais conceber a idéia de deixar outro tocar minha pele, simplesmente porque  todos os outros se tornarem apenas detalhes que prefiro nem ao menos lembrar, te amo apenas pela certeza que não quero, não vou viver buscando em um escuso o que você me oferta aos montes, vontade de vencer me faz forte para criar planos e ações para me aproximar de teus olhos e te fazer me enxergar, mesmo que eu passe alguns dias no escuro procurando onde me perdi quando teu sorriso brilhar em meus dias tudo ficará claro e eu não terei mais duvidas nem anseios, terei você em meu colo, em meus braços para sempre em minha vida.

 

 

Lilian Cascalho.

 


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 01:40:12 # 0 comentários
quarta, 15 abril, 2009
Desassossego

Foges de mim como se não tivesse culpa de ter me despertado toda essa paixão.

Ignora meus apelos, meus gritos como se não ouvisse a minha voz estridente chamando inconsolavelmente seu nome, curioso esse fato minha voz foi algo que lhe arrancou uns primeiros dos poucos elogios que me fez.

Faz de conta que não sou nada, sou escusa ou não merecedora de sua companhia, isso me fere, corta a minha alma com uma navalha friamente afiada.

Reclama de meu jeito passional, da minha inconstância e das idas e vindas que faço em tua vida, como se eu tivesse escolha, como se eu pudesse recuar de meus ímpetos, já que você não me deixa um caminho as claras, eu busco janelas entreabertas para penetrar em alguns instantes em seu quarto, eu vou mais sempre volto para essa melancolia infernal, esse marasmo de aguardar suas chamadas ao telefone ou seus chamados, seus mandos e desmandos sempre prontamente atendidos.

Sou culpada sim, de estar a mercê desse amor ensandecido, de me render aos seus caprichos instintivos de suprir teu desejo de possuir um corpo, não propriamente o meu, declamo-me conivente por todas as vezes que te alimentei que nutri seu ego com minhas palavras doces e sentimentais, quando te dei todo o sentimento que eu tinha guardado aqui no meu coração.

Ainda sim você peca por não ser recíproco não do amor que te ofereço sem muito á cobrar, mas sim pela falta daquilo que mais estimo entre meus iguais, a lealdade que te falta em todos os teus poros, seja leal á você e me dispense da sua vida, se você não me quer por perto, me permita ficar longe, sem sua voz torturante, sem seu corpo que subliminarmente envolve o meu em uma atmosfera altamente carnal.

Se ainda sim com esse pedido tão verdadeiro e puro, você não puder ou quiser pensar na possibilidade de me dar conforto e me tirar desse desassossego, te peço uma coisa abundante em tua essência, me mata a vontade de você.

 

 

Lilian Cascalho

 

 


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 02:01:15 # 0 comentários
Reticências...

Há muito tempo, muito tempo com todo ênfase te espero em minha vida, desde menina já sonhava com alguém que me faria ter sensações tão intensas e inesquecíveis como as que senti ao seu lado.

Causa-me profunda estranheza a forma tão sutil e fullgás que você surgiu em meus dias, lembro-me com exatidão quando vi teu sorriso a primeira vez, havia  o primeiro de muitos obstáculos que surgiriam em nossas vidas, mas isso não me impediu de seguir acreditado que aquele sorriso, aquele olhar me diziam mais que  apenas simples futilidades mundanas, de veras eu estava certa, ali surgiria algo que nem mesmo com rico vocabulário conseguiria explicar.

Amor?

Paixão?

Desejo ou capricho?

Não sei!!!

Não ria de mim, eu realmente não sei e com toda sinceridade que me confere, prefiro não saber, o acaso é tão mais interessante quando tudo que me resta são vagas esperanças.

Não me agrada de você a forma tão silenciosa que me diz não me querer em sua vida, perece intermináveis as horas que não passam, que atormentam minhas noites de sono, antes de sua breve passagem eram tão letárgicas, hoje, ah hoje são intermitentes  e inconsoláveis.

Espero pelo ponto final dessa estória que de bela só tem meus pensamentos e feliz fica por conta de minha tão fértil e criativa mente, mas ainda sim imploro de ti não mais uma chance já que nunca tive alguma, clamo pela quebra desse teu sigilo, peço o fim desse teu modo tão particular de não dizer.

Você tem tantas qualidades, tantas virtudes que passaria o resto desse dia enumerando e catalogando, mas nesse caso é um defeito teu que me põe em desespero, o teu desamor por mim, então vamos acabar com as entrelinhas de nossas longas prosas ou se você me disser que devo termino esse escrito da sua forma, do seu jeito, obtuso e reticente...

Lilian Cascalho


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 11:54:22 # 0 comentários
quinta, 09 abril, 2009
Desatinos

Estou sentada agora em meus desatinos, tentando encontrar respostas para perguntas que eu nem sei fazer, tentando imaginar em qual momento deixei me levar dessa forma tão insultante e fútil.

Sinto-me insana diante de minhas ultimas atitudes em relação á você.

Penso em gritar teu nome até que minha voz não tenha mais força.

Mais não vai adiantar não é?

Eu sei que não, no fundo acho que por isso deixei de viver a realidade para me alegrar de uma estória lúdica e poética, confesso bem mais proveitoso uma vez que meus pensamentos são correntes e frutíferos alguns preferem chamar de férteis, eu uso outra nomenclatura e mais uma vez faço apenas aquilo que me deixa mais confortável diante de uma verdade inexistente.

Entendeu?

Não, não é?

Mas não tem problema, essa era minha intenção, já que nunca entendo seus atos, por que seria clara dizendo que te desejo como nunca antes desejei alguém, você não precisa saber que sinto sua falta todos os dias, durante todo o dia e lamento à noite, mas sou incisiva você não precisa saber, não mesmo, não precisa ouvir de mim, pois de certa forma inexplicável você conhece minha alma, melhor que eu, pois hoje eu já não tenho mais a menor idéia do que estou fazendo, se estou certa ou errada, eu quero pagar o preço desse engano.

Quero dá um nó, na verdade quero te enlouquecer, não com tantas duvidas como eu tenho, mas de uma paixão avassaladora e duradoura, ao ponto de perder o chão em baixo dos pés de voar mais alto que o normal, de ir a lugares em teu subconsciente, e te levar aonde sozinho ou com outra pessoa você jamais chegaria ou chegará.

 

Lilian Cascalho


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 06:28:19 # 1 comentários
quarta, 08 abril, 2009
Noites Gélidas

Calo meus gritos pavorosos diante da solidão nessa noite gélida e abstinente ao seu corpo tão minuciosamente esculpido com tanta perfeição, eu diria divinamente feito à mão.

As lagrimas que antes eram constantes hoje congelaram diante da frieza do seu olhar que cruza os olhares de outra, recebo de seus lábios não mais os beijos ardentes e febris e sim o teu tão sepulcral silencio.

Eu ainda almejando o impossível, sonhando com um milagre que compreendo mesmo com toda minha ignorância nos assuntos do coração, não vai acontecer.

 Prossigo divagando meus pensamentos nas raras horas que estive e tive você ao meu lado, foram poucas porem repletas de tanta calmaria dentro do olho do furacão com todos os nossos atos profanos e indecentes, ainda sinto seu gosto na minha boca e seu cheiro impregnado em minha pele, isso é demais para mim é demais mesmo, ao ponto de ver-me louca perscrutando em outros corpos o que encontrei tão abundantemente no teu, prazer, luxuria e a pele mais macia, mais sedosa que já senti tocar a minha.

Mas agora como ensandeci nessa paixão tão voraz, necessito olhar para algum lugar que não tenha você e como prova de que te quero tão bem como nem mesmo desejo á mim, te presentearei com minha ausência permanente em sua vida, te darei a libertação de minha voz no telefone, de minhas mensagens e de meus apelos aflitos para que você não me deixe sozinha  em mais muitas outras gélidas.

 

 

Lilian Cascalho

 

 


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 04:33:02 # 0 comentários
quinta, 02 abril, 2009
Mentiras pitorescas

Sinto-me vagante, como os meus pensamentos infames que te buscam na constante de sentir as emoções vividas apenas ao teu lado.

Sinto-me  fluente como as águas do rio que deságuam no mar, correndo de um nascente a outra sem parada, em filetes, gota a gota.

Sinto a dor desse amor, que nasceu, mas não morreu em minha vida, mas encontrasse enfermo, debilitado a um passo do fim.

Tenho certeza que você vai se arrepender, por todas as vezes que seu telefone tocou e você ignorou meus apelos aflitos de ouvir sua voz, vai sentir a dor do desprezo, da segregação que alfinetam minha alma com tanta crueldade.

- O que eu te fiz?

- Desejei-te demais? Esse foi meu grande erro?

- Doei meus préstimos aos excessos a você, esse foi o meu pecado mortal para merecer todo seu desdenho?

Pense, são perguntas retóricas.

Não me interessa mais suas respostas prontas e subjetivas, não desejo mais ouvi-las e perceber que você nem ao menos se deu o trabalho de tentar me enganar.

Isso me engane, finja que se importa, comigo e com todos os meus singelos sentimentos.

Finja que um dia foi verdadeiro, não um mero devaneio de verão, eu prefiro um outono de esperanças e um inverno inteiro gélido e ressequido de sensações profanas, do que acreditar que você não sentiu nada.

Prefiro saborear-me de suas doces e apetitosas mentiras pitorescas, ao ter que ouvir seu silêncio ensurdecedor.

Existem alguns maus benignos, então hoje deixa com que eu te encontre, beije teus lábios e faça amor contigo, amanhã? Amanhã eu deixo você decidir se fica comigo ou se vai para onde sua sorte te levar.

 

 

Lilian Cascalho


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 01:28:09 # 0 comentários
quarta, 01 abril, 2009
Corda Bamba

Andando na corda bamba, equilibrando meus medos nas pontas dos pés da bailarina que de tão leve parece flutuar sobre o sétimo céu, sem pudores  salto para a vida da sacada do meu apartamento no 15º andar, e caio sobre você.

Dissimulo meu eu  insano, meu eu passional, mas quando me vejo só em nosso quarto sobre os lençóis ainda com teu cheiro embaralhando nas fibras de seda, rasgo tuas fotografias aos meios e depois colo com minhas lagrimas desesperadoras aguardando teu regresso, sua volta ao me peito, minha cama e minha alma.

Em meio à multidão que vai ao rumo daquilo que julga certo para seus cotidianos mórbidos, sigo caminhado para o nada, o tão puro e vazio nada. O cheiro de tinta fresca nas avenidas e seus arredores com suas propagandas propagando um amor perfeito visto apenas nos livros poéticos daqueles que não viveram, duvido que viveram, mas escreveram tão belissimamente versos tão bem elaborados e descritos com palavrórios eloqüentes.

Dizer que sofrer pode ser opcional é bastante dúbio, tendo a prova de que tudo que eu desejava hoje e a recíproca das minhas ações, como eu, logo eu poderia optar pela dor, pela omissão?

Sem premissas, sem medo da leviandade que muitas vezes me toma os poros, eu ao certo lhe respondo.

- Não, jamais escolheria sofrer por ti como sofro agora, mas também não posso simplesmente negar todo esse sentimento, somente por que é feio se assumir fraca e apaixonada por alguém que nunca vai chegar.

Acredito que um dia você voltará, eu estarei aqui tentando me equilibrar na corda bamba, saltando meus medos que estão espalhados pela sala de estar e pronta para te receber com meus braços abertos e lábios sedentos de tua saliva.

Pode ser que eu seja um ser utópico, degustando uma nostalgia de algo que passou, ou então, uma grande sonhadora que de tanto desejar você, um dia te terei em meus dias.

 

 

Lilian Cascalho

 


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 04:40:55 # 0 comentários
Egoísta?

Desculpe-me o egocentrismo, mas novamente falarei de mim e com toda redundância pertinente, falarei também da solidão e da tristeza que de tão leais que jamais me abandonam.

Portanto não teria como falar de mim sem falar dos dias tão artisticamente pintados de cinza fúnebre das fumaças dos carros que vem e vão à contramão, todavia desconheço as mãos e os rostos daqueles que me supriram de algumas ausências, mas tão presa em meus próprios anseios não vi ou ouviu um único murmuro com o tom tão particular da tua voz, que nessa melancolia seria a que tanto queria ouvir.

Desculpo-me mais uma vez pelo tamanho egocentrismo, mas ainda presa as palavras daquela cigana que tão brilhantemente leu nas entrelinhas de minha mão que eu te encontraria em qualquer de repente e te reconheceria como meu desde o primeiro instante que meus olhos te fitassem e de fato ou coincidência eu te encontrei como ela me disse, te vi, te olhei e me entreguei ardentemente à essa nova emoção, não vivida até o momento.Agora  não consigo me convencer que não é certo te desejar com todas as minhas energias, nem que para isso tenha que consumir todas e qualquer forças para alcançar o êxito de te possuir como alimento de meus desejos mais íntimos e secretos.

Alguns ousam me denominar egoísta por querer ter tudo, eu usaria a palavra obstinada, sou até bastante  altruísta, veja só estou sofrendo sozinha e calada tendo apenas como companhia em muitas noites o meu velho caderno com meu pedaço de lápis para rabiscar meus dolorosos sentimentos, como egoísta? Sei que você está em outros braços e ainda sim te desejo felicidades, não te quero ao meu lado obrigado ou trazendo a lembrança daquela que marcou tua vida com uma estória que eu só poderei competir quando você abrir as portas do seu coração.

Enquanto essa espera constante não cessa, fico aqui lamentando minhas tristezas e amargurando a solidão, não me importo de ser taxada redundante ou egoísta, somente me importa saber que você entende e aceita meu amor verdadeiramente.

 

 

Lilian Cascalho.


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 04:33:44 # 0 comentários
terça, 31 março, 2009
Clandestinos

Enquanto a humanidade barganha um lugar ao sol, eu só quero ver o cair da noite, para te sentir aqui ao meu lado ou sobre mim.

Enquanto todos batalham um amor para mostrar aos alheios, quero você no escuro, no obscuro aos olhos daqueles que jamais entenderiam a força desse amor fullgás .

E quando a cidade dorme, no silencio das bocas escusas, eu vou ao teu encontro, totalmente desprovida de preconceitos, vou nua, despida de meus valores que só me levaram ao caminho da solidão, quando te encontro o mundo para, as horas se tornam infindáveis e intermitentes, faço amor contigo como jamais fiz ou farei com outro que não pode me ofertar esse furor que só em teus braços eu conheci.

E quando o sol nasce eu vou junto com a neblina que cobre seus olhos e não te faz enxergar a realidade,  eu vou para meus guetos imaginários, para o meu mundo de segregação, me esconder de meus amores inacabados, de meus medos enlouquecidos e da solidão que acomete minha alma nas manhãs em que você não me acorda com seus sorrisos contentes.

Não me importa que outros me vejam como infeliz, o que faz com me sinta grande e vencedora,  é ter a certeza que hoje só faço o que tenho vontade, certo ou errado?

- Pouco me importa!

Eu tenho amor por mim e por você, tenho você nas madrugadas frias, tenho você para aquecer meu coração que gela longe de ti,  e se eles são infames demais para entender, eu não sou hipócrita para  fazer me entender por meio da força bruta, estou acima, estou á frente, esperando você olhar para mim e se enxergar na minha alma, ai sim poderemos ter um elo normal perante aos outros e usufruirmos da clandestinidade dessa paixão para sempre.

 

Lilian Cascalho

 

 


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 03:11:51 # 0 comentários
quinta, 05 fevereiro, 2009
Labaredas

Nem sempre o amanhã

É mais promissor do que já foi um dia

Foi um fim tão previsível

Para tantos acasos, tantos imprevistos

Labaredas

É tudo que lembro

E sobre suas faíscas incandescentes

Fecho os olhos para nos ver ainda juntos

Mas lá atrás

Em um passado que não passa

E por muitas primaveras ainda estarei sozinha

E por muitos verões datados amargarei a solidão

Pois essa rede de magoas não me prende mais

Tudo que ouço

São as trovoadas

Deflorando os céus calmos

E como em um passe de mágica

Vejo seu sorriso

Nos clarões dos raios

E eu faço chover

Eu faço minha tempestade

Do nosso futuro não espero mais nada

Absolutamente nada

Mais guarde em seus lábios meu sabor

Pois levo comigo a única certeza

Que você fez parte um dia

De minha estória, minha trajetória.

Que ficou aqui nessa madrugada fria em que te escrevo esse relato

E se posso te dizer algo hoje

E apenas no pretérito bem imperfeito

Um dia eu te amei.

Lilian Cascalho


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 07:04:11 # 1 comentários
Dizer adeus

Dizer adeus

Nos traz o desprezo

Do navio que parti do cais e parti

Um coração que fica sangrando, deixando

Em partes a saudade e a outra o abandono

Sem olhar para trás

Ele vai cortando o imenso oceano

E navalha afiada corta a alma infinita sofrendo

Na proa sobre o céu azul anil

E o sol incandescente duas estórias se findam em um instante

No vai e vem da calmaria flutuante

A moça bonita que sangrou seu amor latente

Esvai-se em lagrimas doces e foge aflita

Pela tangente

Dizer adeus

É tão inerte

Ao mesmo tempo inerente

Que a inércia do amor perdido é

Sempre mais abrangente

Se dizer adeus é tão vazio e negligente

Leve meu até logo

Despeço-me irreverente

Tchau!

 

Lilian Cascalho


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 06:52:50 # 0 comentários
Minhas armas

Entrego minhas armas

Pois cansei de atirar

De metralhar meus medos

De me privar de errar

Entrego minhas armas

E minha alma vazia

Meus sorrisos forjados

E o meu receio de olhar nos olhos

Daquele que tão ardentemente me despreza

Mas não tenha medo

A munição de minhas armas são festins

Te chamei aqui para meu ultimo duelo

Não desejo te matar

Receba o que te entrego

Minhas armas fictícias

Pois por você não

Hoje não

Vou mais lutar

 

 

Lilian Cascalho

postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 06:43:39 # 0 comentários
Liberta-me

Essa dor não quer passar

São como milhões de feridas latentes

Sinto sua falta todos os dias

Mesmo que você não tenha feito parte de deles

Tudo bem eu assumo

Perdi!

Não dá para continuar negando

Declaro-me fraca

Você sabe que é você

Você sabe que é por você

Então crave essa espada nesse amor

Que nem mesmo seu desprezo abominável

Conseguiu matar

Se você não pode mais sustentá-lo

Então assassínio

Mas não me deixe mais aqui

Não assim lamentando não ter você

Não poder ter você

Você venceu!

Não quero, não sei, não preciso

Mais jogar

Esses seus jogos letais são tortuosos

Muito mais que o meu coração sangrando pode suportar

Então o sufoque

Abstraia-o de mim

Por que se é para viver assim

Eu não quero viver mais

Brincando de ser feliz

 Fingir algo que nãosou

Dissimulando meus olhares

Forjando meus sorrisos

Tira essa mórbida esperança de mim

E siga seu caminho

Não me perturbe mais

Não freqüentes mais meus sonhos

Liberta-me

Liberta minha alma

Para que eu possa encontrar alguém como eu

Que possa se inebriar do mesmo calor

Da mesma paixão

Do mesmo amor.


Lilian Cascalho



postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 06:35:54 # 0 comentários
Deixe-me

Não há mais nada

Que eu queira nesse momento

Somente o direito de chorar

De lamentar minhas perdas, minhas frustações,

Sua ausência

Não posso conter as lagrimas

Que teimam impiedosamente em molhar nossas fotografias

Que marcaram em minha alma momentos tão especiais

Confesso acreditei e jurei seriam eternos

Por isso reservo-me o direito de sofrer sozinha

Pelos meus erros e enganos

Deixe-me só

Amargurando minha melancolia nociva

E quando não restar mais nada

Lembranças e lagrimas

Eu vou me recompor

Sou doutora de mim

Sei me curar

Meu zelo, meus préstimos e minha paz

Quando eu voltar mais forte, refeita

E o destino assim quiser

Eu te contarei

A ironia do tempo

Que nos coloca no lugar e na hora exata

De perceber que mesmo não existindo felicidade eterna

Jamais haverá tristeza sem fim

Eu te abraçarei sem magoas, sem medos, sem rancor

E com a mesma voz doce que te disse muitas vezes eu te amo

Apenas direi obrigada

Obrigada por me ensinar a aprender

Com meus erros

Por chorar quando tive vontade

E por me reconstruir toda vez que alguém

Partir meu coração.

 

Lilian Cascalho


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 06:12:52 # 0 comentários
Separação

Já que é tão difícil ficarmos juntos

Então vamos desatar nossas almas

Vamos mascarar o destino

E fazê-lo ver

Que juntos não estamos certos

Voltaremos ao inicio, do inicio

Do inicio de um novo começo

E não deixaremos mais a porta aberta

Não quero correr o risco de acidentalmente

Te encontrar

E nossos olhos em qualquer de repente

Cruzarem o infinito se tocarem com toda e tanta intensidade

Melhor deixar aqui todo amor

E levarmos em nossos corações

A  certeza que tudo vai passar

Eu sei que está doendo agora

Eu sei que sim

Pois também sinto a dor da despedida, da partida

Do desamor

E das milhões e milhões de fagulhas dos nossos corações

Se partindo, se separando para todo o sempre

Mais sei que essa é a melhor escolha

A única que nos resta

O caminho mais fácil, com menos obstáculos

Voa, voa agora

Meu anjo lindo

Meu amor, meu ar, minha vida

Que eu voarei também

Para o lugar mais distante de ti

E que não haja nada que me lembre você.

 

 

 Lilian Cascalho


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 06:01:08 # 0 comentários
Chega da sua certeza

Chega de toda essa certeza

Você não sabe o que eu quero

Nem mesmo eu dona de minhas emoções sei

Sei que peito ainda dói de saudade

E se findarmos aqui

Quero que saiba

Que te amo

 E mesmo quando eu disse o contrario

Nada mais eram que palavras

Palavras impensadas, mau ditas.

Me encontro hoje, como deveria estar

Sozinha!

Completamente sozinha e perdida

Mas não posso mais

Viver me ausentando somente para te esperar

Não posso mais

Deixe-me ir

E levarei o melhor de você

Esqueça-me

Chega de toda essa certeza

Você não sabe para onde eu vou

Talvez um dia eu volte para te contar

Ou que sabe você viva a incerteza

De meu paradeiro

Mais viverei em tua vida

Como uma doce memória

De um tempo que sua certeza constante

Para sempre amargou.

 

 

Lilian Cascalho


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 05:47:28 # 0 comentários
Não pude conter

Fala!

Grita, liberta tua alma dessa louca emoção

Xinga-me,

Abre o teu coração

Nunca quis te ferir

Mas se te magoei

Peço teu perdão

Foi por acaso, somente o acaso

E se existe culpado

Para tudo isso, ele é o tempo

Que voou e passou voraz

E me fez enxergar

O quanto perdi, enquanto parei de viver para te esperar

Esperei você decidir

Se queria ou não ser dono do meu coração

Não pude conter o destino

Fui acometida por uma nova paixão

Que me tirou o rumo, o centro

Roubou-me o chão

E se estou te dizendo tudo isso

E por que estou fazendo jus  pela única razão

De existir

Fazer-me feliz

Você vai reconstruir seu coração

E um dia me entenderá

Eu já não podia mais te fazer feliz

Pois tive minha vida tomada por outra

Estou a caminho da felicidade

Não dá, não posso

Não quero te levar

Então fique

Enxugue as lagrimas

Olhe para frente

Viva intensamente

E por favor,

Esqueça-me para todo sempre.

Lilian Cascalho


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 05:26:20 # 0 comentários
Vá logo

Não a mais nada para dizer

A porta está aberta, saia.

Pode partir, isso mesmo pode partir meu coração

Não tem problema

Eu não me importo mais

Mas por favor,

Vá logo

Vá de uma vez

Não prolongue mais essa dor

Eu quero respirar outra vez

Chega não vou mais

Desculpar-me por meus enganos

Se o amor acabou

Não poderei ressuscitá-lo

Então o melhor a fazer é ir

Então vá

Por que eu quero respirar outra vez

Mesmo que eu me afogue nos mares da solidão

Ainda sim estarei em melhor companhia

E prometo que vou viver

Sem seu sorriso

Com tua ausência

Pois quando cruzares aquela porta entreaberta

Eu vou aprender a respirar muitas outras vezes

Mas dessa vez só por mim.

Lilian Cascalho


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 05:14:19 # 0 comentários
Gole a gole

Em gole em gole

Você se vai

Levando mais um pedaço da nossa estória

E me deixando em pedaços

Por isso escrevo o amor que dói

Pois é o que sinto todas as vezes que recolho meus estilhaços

E me refaço para que outros como você façam o mesmo

Machuquem-me

E levam consigo na bagagem nula

Mais um pouquinho de mim

Até não restar mais nada que queiram usufruir

Meus préstimos, meus pertences.

Meu elo, meu ego.

E eu deixo, pois a solidão

De veras me apavora

Atormenta-me, tira-me  a destreza, a sanidade

Queria tanto,

Tanto que você por aqui ficasse

Para que eu nunca mais tivesse que rabiscar em meus velhos papeis pardos

A dor do amor perdido

Pudera eu ter você comigo para falar com propriedade eminente

Dos amores felizes, completos e sutis

Mas se você meu amor, meu doce amor

Se for gole a gole

Minha esperança se esvai

E tudo que me restará

Será apenas o cansaço das minhas palavras de desespero

Então fique

Deixe as malas sobre o chão

Abraça-me e toma-me

Não só hoje

Mais em todos os dias restantes da minha vida.

Lilian Cascalho


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 04:56:13 # 0 comentários
Reza forte

Oi menino levado

Sorriso vadio

Olhar de safado

Pele macia como morsa

De chocolate meio amargo

Beijo febril

Boca feita pro pecado

Voa menino

Salta alto

Alcança a imensidão

Você merece o maximo

Leva meu gosto

Em seus doces e voluptuosos lábios

Fico aqui torcendo

Com minhas esperanças nas mãos

De te ver por mais uma noite

De te ter por mais um verão

Rezo por ti

Uma forte oração

Para Deus te fazer vitorioso

E para que meu premio

Seja o teu coração.

 

Lilian Cascalho

 

 

 

 

 

 

 


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 04:41:00 # 0 comentários
Tempo, tempo, tempo

Eu vou roubando o tempo

Fazendo ele passar devagar

Tentando afastar a chuva

Tentando apagar a pressa

Não me perder para te encontrar

E sigo na estrada imensa

Caminhando sorrateira

Fingindo não ligar

Para tua ausência tórrida

Para teu silencio mórbido

Dissimulo meus sorrisos fúnebres

Dou lugar a olhares ávidos

Que procura te enxergar

Por entre a nevoa negra

Que de você o mau tempo tenta afastar

Prossigo roubando o tempo

Fazendo ele passar devagar

Até o momento que os relógios parem

Voltem para trás

Para que minha vida

Na sua possa encostar.

 

Lilian Cascalho


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 04:34:17 # 0 comentários
Simplesmente aquela

Eu sou aquela que desmenti o clichê das historias contadas por aqueles que jamais provaram a incerteza do amanhã, sufoco os contos de fadas vivendo a verdade de saber que viajo por entre estradas de barro e terra cravando meus pés na lama e saiu dos abismos por mãos de quem renegou a fantasia e sucumbi o direito de sonhar.
Na varanda simples da casa de pau-a-pique vejo na janela do casebre uma moça ressequida de desejos e se esvaindo de amores nocivos esperando um cavalheiro que enfim lhe trará esperanças.
Viajo por mares calmos e mergulho na inconstância feroz do vai e vem das ondas, mantenho viva a respiração na boca de quem nunca beijei ardentemente, mas me salvou da procura incessante.
O pescador descalço lança sua rede ao mar revolto e pesca peixes, oferendas, angustias e souvenires, com toda sapiência que lhe confere apenas recolhe seus pertences presentes e sorri.
Eu empunhando minha espada enferrujada pelas constantes batalhas que travei nas tempestades das tardes gris no emaranhado do embaraço dos meus cabelos soltos ao vento, ainda luto para não degustar o sabor amargo que a maturidade nos traz, travo mais uma de minhas batalhas épicas para continuar usurpando toda inocência e indulgência do sorriso doce de uma criança.
Eu sou aquela que não consegue seguir na destreza, sou aquela que perscruta outros caminhos alheios tentando em suma provar que ter alma livre não significa perpetuar a solidão, mas viver a eterna certeza que há alguém como eu benevolente, incansável e inconsolável, que nesse momento espera o acaso feliz do destino de fazer nossos olhares se guiarem para a mesma direção em rumo a suprema felicidade.



Lilian Cascalho

postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 04:22:37 # 0 comentários
domingo, 21 setembro, 2008
Bom dia, boa tarde e boa noite

Bom dia, boa tarde, e boa noite.

Como  foi bom te dizer tudo isso

Menino do rio, do mar, do ar

Ai menino vadio!!!

Você não me provoca só arrepio

Mais também furor, calor

Fervor, meu corpo entra em febre

Minha alma incendeia

Tua presença me envaidece

Tua beleza tão particular

Seu sorriso meio escondido

Seus olhos pequenos e sensuais

Tudo isso me envaidece e muito

Te ter por um momento, te ver por mais um dia

Beijar-te em uma manhã de primavera

Na chegada da primavera

Foi formidável

Nada hormonal, apenas pele , apenas química

Somente desejo contido á tempos, muito tempo

Não vou dizer obrigada

Por que não te obriguei nada

Vou dizer apenas até mais

Até outra noite, manhã e tarde

Estarei esperando você

Sempre, sempre

E sempre

 

 

Lílian Cascalho

 

 


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 10:03:28 # 1 comentários
quarta, 23 julho, 2008
Donos do nosso destino

È o destino tem mesmo o seu jeito de nos enredar,

 Envenenar e de certa forma enlouquecer

 È difícil resistir as armadilha do tempo e sair ileso de grandes emoções

Já que você sem mantém apático  ao fato

Já que você não precisa de uma nova luz na sua vida

Já que a escuridão desse amor

Apagou suas esperanças

E você vai seguindo sozinho

Ouvindo somente seus lamentos

E o som de suas lagrimas correndo sobre seu rosto

Molhando e escondendo seus lindos olhos

E com o coração caindo aos pedaços

Você não vê

Que estou aqui

Que ainda estou aqui

Por você e por mim

Em nome de tudo que já foi belo

Pois o destino

Tentou, argumentou

E nos levou para longe

Mas o meu amor

Transpôs todo essa distancia

Todo e qualquer obstáculo

Que durante todo esse tempo nos afastou

Então volte a sorrir

Vamos viver mais uma vez

A chance desse amor vingar

Não se renda a chantagem  do tempo

E vamos mudar o rumo das coisas

Ser donos dos nossos destinos

Pois ele não vai mais

Nunca mais

Por toda vida

Conseguir nos separar.

Lilian cascalho e Marcos Vieira

 

 

 

 


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 03:32:01 # 0 comentários
Porto seguro

Olhe nos meus olhos ávidos

E encontre á certeza que te faz tão fulgaz

Veja em meu rosto pálido

As marcas desse amor

As marcas severas do tempo

Que impetuosamente destruiu meu sorriso

Que deflagrou meu semblante calmo

Você levou minha paz

E hoje tudo que procura

E a certeza do meu amor

Do seu eterno e único

Porto seguro

Sim eu ainda o amo

Eu ainda o venero

Quando você partiu

Deixando me aqui com meus fantasmas vivos

Que me consolavam nas noites frias

Onde o vento sobrava incessantemente seu nome

E o remédio para tanta dor sucumbida

Foi a esperança de você voltar

Naquele mesmo navio que te levou de mim

Naquele turbilhão, no olho do furacão

E se você precisa dessa certeza

Para voltar

Então volte pois ainda estou aqui

No mesmo porto, no mesmo cais

Vendo os barcos e vida passar

Aguardando o momento do seu regresso

E o anseio de mais uma vez poder te abraçar.

Lilian Cascalho

 

 


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 02:55:00 # 0 comentários
Vamos ser livres

Hoje resolvi ser livre

E te deixar voar

Resolvi ser livre

Te deixando partir

Mesmo que seja uma longa viagem

Que me parece sem volta

Voe meu beija-flor

E leve meu beijo doce

Busque tudo aquilo que  você procura

E eu não pude te ofertar

Siga no caminho da luz

Deixe os ventos te guiarem

Eles saberão o melhor porto

Para você repousa suas asas cansadas

E nessa longa jornada

Você terá o meu pensando firme

Ligado, unido ao teu coração

Que será seu farol

Te mostrando os perigos de seguir sozinho

E te livrando de todo e qualquer mal

E eu serei também livre

Mesmo querendo ficar presa á você

Voa, enxuga tuas lagrimas

E leva contigo o ultimo

Meu ultimo sorriso.

 

Lilian Cascalho


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 01:54:11 # 0 comentários
segunda, 07 julho, 2008
Ainda te amo.

O que vou fazer de mim?

Agora que você foi embora

O que vou fazer aqui?

Com sua lembrança

Ainda tão viva, com tua presença

Com teu cheiro impregnado na minha pele

Com suas roupas em meu closet

Com tua marca na minha alma

E mesmo que você volte um dia

Um dia!!!, talvez eu já não esteja aqui

Por que sua falta  vai me matar suavemente

Dia pós dia

Momento por momento

E eu,  o que vou fazer de mim?

O que vou fazer aqui?

No nosso refugio

No nosso reduto

Sem seu sorriso inebriante

Sem seus olhos cativantes

Sem seus beijos ardentes

Eu não sou nada

Absolutamente nada, sem você

E não existe mais nada que eu queira nessa vida

Se você não estiver aqui

Prefiro morrer á mingua

Do que existir incompleta

Do que passar o resto da minha existência

Lamentando sua ausência

Ainda te amo.

Lilian Cascalho


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 02:54:43 # 1 comentários
terça, 24 junho, 2008
Por que dizer

Por que  você prefere

Que eu te diga te amo

À todo tempo, á  toda hora

Se o mais gostoso de uma verdadeiro amor

É ver

Ver a forma linda que eu te olho

Todos os dias quando você ainda dorme

As palavras seriam abstratas para descrever

Tudo o que eu sinto

Por isso não falo

Eu prefiro sentir

Prefiro mostrar

O quanto você é essencial

Mas do que o ar que respiro

Pois sem seu toque, seu beijo

Sem seu gosto, seu cheiro

À vida perde a cor, a magia

Sem você não há vida

Não á minha

Então não queira ouvir

O que jamais poderei dizer

Veja, sinta, toque-me

E você entenderá o quanto

Eu te amo.

Lilian Cascalho

 


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 11:31:39 # 0 comentários
terça, 17 junho, 2008
Pós verdade

Um dia depois da verdade

Ai vai meu  desabafo apaixonado

Palavras ditas e ouvidas de um coração destruído!

Picados em milhões de fagulhas

Eu precisava saber

Eu precisava ouvir de você

Embora tenha e ainda esteja doendo

Sinto-me aliviada

De alma lavada

Por ter certeza

De que nada foi em vão

Meus préstimos, meu amor

Tudo valeu e muito

Valeram para que eu pudesse entender

Os reveses da vida

Para que eu pudesse aceitar que o destino

Pode ser doce ou um veneno mortal

Sua imposições pode ser leves e brilhantes

Ou á sua destruição total

Eu preciso de você na minha vida

Como um amigo

Ou uma simples lembrança viva

Por que você é

E sempre será memorável

Especialmente especial

Espacial, fenomenal

E essa noite após a verdade

Será mais fria que todas as outras que passaram e que virão

Pois agora a esperança foi morta

Dentro do vazio imenso e absoluto

Da minha alma.

Lilian Cascalho


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 04:12:56 # 0 comentários
Vá ser feliz!

Então ta tudo certo

Nós estamos seguindo por outros caminhos

Como á vida determinou

Mesmo que com os corações sangrando

Vamos seguindo os nossos destinos

Sei que hoje uma outra é a sua menina dos olhos

Assim como já fui um dia

E não consegui enxergar

Foi culpa minha, eu sei

Confesso que fui inconstante

Indecisa e instável

Mas você se foi tão rápido

Nem me deu a chance de tentar mudar as coisas

Mudar o rumo que nossas almas estavam tomando

Agora eu sei , eu sei que é tarde

Então vá meu querido

Vá ser feliz!

Com outra ou outras

Não sei, mas prometa-me

Jura-me que jamais vai me esquecer

Pois você sempre, eternamente estará aqui em meu coração

Nesse espaço que ninguém mais poderá ocupar

Pois o tempo passou amargamente

Mas não conseguiu levar suas lembranças

Do seu rosto, do seu corpo

Tudo enfim

Se eu te amo e você me ama

Mas temos que nos separar para sempre

Vou aceitar

Vou entender

Vou chorar pela ultima vez

Somente para te dizer

Que apesar de tudo, tudo mesmo

Que passei

Só tenho que agradecer

Á Deus e a você

Por te feito parte

Da minha vida.

Lilian Cascalho (em desabafo)


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 03:27:17 # 0 comentários
quinta, 05 junho, 2008
Sem você não fará sentido

Estou um pouco cansada

De nadar contra essa correnteza

Se somente os fortes sobrevivem a travessia

Me declaro fraca

E dependente de você

Preciso dos seus braços para me segurar

Nesse imenso mar

Para me ajudar atravessar essa montanha

E quando chegarmos ao final

Deixarei que você escolha por qual caminho seguir

Mesmo que eu não esteja nele

Ficarei feliz por você

Estarei lá por você

Estou um pouco cansada de ver minha vida passar

De esconder dos outros e de mim

O quanto você foi, é e sempre será crucial em minha vida

Não quero mais perder tempo

Quero viver cada segundo valoroso

Cada centésimo de segundo

Quero vivenciar todos os meus defeitos

E transformá-los todos em virtudes

E se você não estiver aqui para ver

Não fará sentido

Não terei mais motivos para continuar

Então vamos viver agora

Vamos viver o hoje

Vamos juntos nos emocionar

Nos amar, e aproveitar

Tudo e todos os momentos que pudermos

Pois nada me importa

Não tenho mais medo

Quero seguir

Com você na minha vida

Ou então apenas no meu pensamento

Mais saiba que você estará sempre aqui

Dentro de mim.

Vivo e intenso

Somos o nada dentro de um tudo

Não me interessa o que pensam

Somente o que sinto

Só posso dizer que o que sinto

E mais forte do que possam imaginar

Meu amor por você

Pode e vai

Transpor á eternidade

E estaremos vivos em uma outra vida

Mais maduros e centrados

Para vivermos nosso verdadeiro amor.

Lilian Cascalho e Tiago Ruiz.


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 11:54:14 # 2 comentários
segunda, 02 junho, 2008
Como preciso de você

Eu preciso de você

Nessa noite e em todas as outras que virão

Não quero chorar mais um momento sozinha

E se eu chorar que seja de felicidade

Pois você sempre estará comigo

Eu preciso do teu abraço aconchegante

Do sua voz reconfortante

E da tua boca ardente

Dos teus beijos longos e curtos

Mais com todo calor, clamor

E principalmente amor

Tudo que vivemos lá atrás

Poderá retornar a qualquer momento

Deixa eu te encontrar,  te olhar nos olhos

E dizer que te amo

Deixa esse turbilhão de emoções tomar conta de você

Pois em mim um furação está preste acontecer

Um vulcão cospe suas lavras incandescente

Que  desce as montanhas rochosas somente para te abraçar

Deixa eu entrar novamente na sua vida

Me deixa acender essas noites escuras

E te aquecer para sempre do frio da solidão

Vamos deixar os demônios e os fantasmas lá fora

Agora é só você e eu

E a saudade desse tempo que estamos longe

Um do outro.

Lilian Cascalho

 


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 06:57:56 # 0 comentários
Rumo dos ventos

Vou navegar por outros mares

Mas só depois que eu fazer esse vento soprar

Para outra direção

Somente quando eu consegui seguir nessa imensidão

E não lamentar você não estar aqui comigo

Então,  vou te contar um segredo

Eu te amo

Sempre te amei

Mas nunca tive coragem de te dizer

Por medo, vergonha

E  principalmente por não saber o que você sente por mim

Por isso vou para longe

Para deixar você seguir em paz

Navegar no seu mar

E se sentir livre para voar

Eu vou fazer o vento mudar de rumo

E se o destino assim quiser

Você virá para mim

E seu barco, seu coração

Nunca mais saíra de perto

Pois juntos estamos sempre certos

E se o universo não conspirar  ao nosso favor

Mudarei o curso da minha alma

Me lançando ao infinito maravilhoso

e mesmo com o coração caindo aos pedaços

ficarei feliz se tiver a certeza

de pelo menos  um dia da sua vida

você pensou em mim

e lembrou o quanto foi maravilhoso

os dias em nos amávamos loucamente

mudarei o rumo dos ventos

e seguirei eternamente aguardando

o tempo de te esquecer.

 

Lilian Cascalho


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 03:16:40 # 3 comentários
Mais um detalhe

Foi muito bom

Ter você por mais uma noite

Ver o teu olhar reluzente

Seu sorriso inocente

Senti seu corpo como um todo

Só meu, todo meu

Senti o calor e o amor

Ardendo em você

Obrigada por me amar

E por me esperar

Mas não posso exigir que aceite

Que me aceite

Assim tão superficial

Você merece mais

Muito mais

É algo sobrenatural

O fogo que me percorre

Que me queima

Quando você me toca

Quando você me toma

Me domina

Me possui

Não sei

Não sei de nada

Só sei que quero viver

Todos esses doces momentos com você

E amanhã

Será apenas mais um detalhe

Da nossa estória

Mais um detalhe

Apenas isso.

Só isso

Então vem e me ganha

Mais um gemido, mais um suspiro

Me abraça forte

E me esquenta nessa noite fria

Eu vou me rendendo á você

Do meu jeito

Meio sem jeito

Do jeito que eu posso me dar

Não sofra mais

Eu estarei sempre aqui

Em um sonho,  uma canção

Meu menino lindo

Deixa o destino falar

cale-se agora

E venha me amar.

Lilian Cascalho


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 01:10:01 # 1 comentários
quinta, 29 maio, 2008
Fica comigo

Por favor

Me escute, me ouça

Nem que seja pela ultima vez

Ouça meus apelos aflitos

De uma nova chance

Feche seus olhos, toque meu olhar

Sinta meu coração vivo, pulsando

Acredite é por você

Que eu acordo todas as manhãs

Tendo a certeza que será melhor que ontem

Pois eu tenho um novo dia para tentar

Tentar de provar, te mostrar o quanto te amo

Me dê suas mãos, una elas as minhas

E vamos seguir nessa estrada

Eu tenho muito para te ensinar

E você muito para aprender

Somos a união perfeita

Somos almas gêmeas perfeitas

Eu me sinto vazia sem você

Perdida, completamente perdida

Você é,  as pilastras da minha ponte

O alicerce da minha vida

Sem você

Não sei sonhar, sorrir

Então venha para mim

E escute-me

Nem que seja pela ultima vez

Ouça meu grito desesperado

Pedindo

Fica comigo.

Lilian Cascalho


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 01:24:45 # 0 comentários
Em meu coração

De que valeu

Minhas lagrimas, meus sorrisos

Meu pertencimentos

A emoção acabou

Cessou, chegou ao fim

E com toda força do que vivi

Eu grito

Quero voar

Quero fugir

Quero tentar

Em um outro alguém

Reviver antigas sensações

Eu acredito que em breve

Você não estará em mim

E essa ferida aberta e sangrando

Os anos vão cicatrizar

Não tenho mais tempo

Paciência de te esperar

Cansei de jogo perigoso

De te ter em pensamentos

De te ver em meus sonhos

E acordar chorando

Pois você nunca esteve e jamais estará comigo

Siga em frente

E você jamais saberá

Não por mim

O quanto eu te amei

E por longas décadas ainda te levarei

Em meu coração.

Lilian Cascalho


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 11:54:54 # 0 comentários
Inútil

É muito difícil

Se olhar e não me enxergar sem você

Eu passo horas do meu dia

Me perguntando, me questionando

Onde eu errei?

Por que deixei você ir sem ao menos dizer eu te amo?

Passo dias, meses e anos

Amargando por cada centésimo de segundo que você não está aqui

Eu não sei por onde começar

Uma nova vida

 Não consigo me libertar dessas correntes presas em nossos punhos

E por mais que eu lute contra você

Contra o que sinto

É inútil

Me sinto inútil

Sem forças, sem esperanças

Sem chance

Enquanto você menino lindo

Segue feliz sua jornada

Com a vida do jeito que sempre quis

Será que você é mesmo feliz?

É terrível

Pensar que você não pensa em mim

Que não faço parte dos seus planos

Que não será comigo que você

Dividirá a sua alma

Por isso preciso me encarar

E perceber que você assim como eu fez suas escolhas

E você escolheu ser feliz longe de mim

E eu escolhi morrer esperando que em uma outra vida

Possamos nos encontrar e tentar

Mais uma vez.

Lilian Cascalho.

 

 


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 11:50:11 # 0 comentários
quarta, 28 maio, 2008
O que você quer de mim?

O que você quer de mim

Me deixe partir

Não há mais nada

Nada que você possa fazer

Nem eu

Todas as minhas armas já foram usadas

E você fez das minhas batalhas

Simples momento de descontrole

Quando na verdade meu coração gritava incontrolavelmente

Para você tentar, só mais uma vez

E você nem fez questão de olhar

Quando muitas noites eu chorei esperando você adormecer

Enquanto você dormia eu velava seu sono

E o destino que muitas vezes é doce

Amarga á vida quando esperamos por alguém

Em uma janela qualquer, de um lugar qualquer

Mas alguém que como você

Nunca vai chegar, nunca mais vai voltar

Então não me prenda mais

Se você não sabe o que quer

Se me quer

Por que quer

Eu sei o quanto te quero

Se quero, como jamais poderei desejar um outro alguém

E mesmo que eu não queira seguir sozinha

Eu vou

Preciso ir

E mesmo que você não deixe

Estou rompendo as correntes, as amarras

Os laços lapsos que nos unem

E deixando-me completamente livre

Até que eu descubra

O que você ainda quer de mim.

Lilian Cascalho.

 


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 04:01:22 # 2 comentários
Seja meu

E as portas foram fechadas

Nos fechamos junto com elas

Cada um na sua

Em momentos diferentes

E circunstâncias parciais

Você dentro da sua individualidade nata

Não me deixa transpor essas imensas muralhas que foram construídas

Ao seu redor

Esse concreto fálico

Não deixa minhas emoções te tocarem

E eu dentro da minha infame

Timidez, nesse medo intermitente que insisti em ir e voltar

Que me faz deixar você entrar e causar um rebuliço no meu coração

Eu que só queria ser tua

Seja meu

Deixa eu passar, deixa eu te tocar

Quero destroçar esse castelo de pedra

Que se tornou seu coração

Seja um pouco meu

Não precisa ser todo

Mais seja mais do que é hoje

Abra essa porta

Pois a minha sempre esteve entreaberta

Por isso, você sempre estará aqui

Nos meus sonhos, nos meus sorrisos

E nos meus pensamentos

Eu sou o que sou

Você é o que você é

E só existe uma pequena distancia

Entre nós

Então venha ao meu encontro

Pois eu estou te esperando

Lilian Cascalho


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 11:57:51 # 0 comentários
segunda, 26 maio, 2008
Ainda não sei

Por entre as matas virgens e fechadas

Sigo a eterna e incansável busca de ser

Ouço os rugidos dos leões ferozes

E assim que eu sigo

Com meu rugido reprimido

Me banho nas cachoeiras verdejantes

E sobre as pedras que rolam das montanhas

Repouso meu dorso ainda ferido das inúmeras batalhas que travei

Contra meus inimigos, meus extintos

Vejo  refletir nas águas límpidas

Minha imagem distorcida, destroçada

Com minha alma, minha aura

Em carne viva

E milhões de navalhas cortando, dilacerando

Meu rosto suave

Meu sorriso inocente

Minha mãos buscam entre as algas

Algo para me agarrar

 eu não sei o que quero

não sei por que te quero

mas não consigo viver sem você

aporta seu corpo sobre o meu

sinta os tremores e arrepios que você me provoca

o sangue que escorre sobre cada músculo

cada nervo que me compõe

são lagrimas vermelhas que sua ausência causou

na minha essência

e sobre os mares calmos

deixo as lembranças me levarem para as profundezas

para o fundo

para o abismo

de passar minha vida buscando o que só você

pode me dar.

Lilian Cascalho

 


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 02:07:13 # 1 comentários
Então vai

Então vai

Vai se buscar em outro alguém

Não vou me humilhar

Não vou implorar

Tão pouco pedir para você ficar

Não quero somente essas migalhas

Desse resto de amor que você senti por mim

Não quero mais

Viver á sombra de alguém que não reluz

Vou deixar que as ruas me levem

E que ganhe  asas para que eu possa livremente voar

Cansei de viver esperando seu sorriso todas as manhãs

E seu corpo moreno todas as noites

Quero viver do passado, do que passamos

Isso sim me faz melhor

Me lembrar do quanto era doce

Era mágico

Era fantástico

Pode ter o seu amor

E poder te amar

Hoje eu não quero

Amanhã, amanhã tudo poderá mudar

Mais eu quero que saia

Saia da minha vida

E deixe as portas abertas, arreganhadas

Para que muitos outros depois de você

Também possam entrar

Não espere por mim

Pois não vou esperar por você

Segue sua estrada sozinho

E eu fico na minha

Na minha sala, na minha solidão

Então vai

Vai e não volte mais

Eu vou virar esse jogo

E virar as paginas

De uma estória que juntos escrevemos

Não deixarei  essa lacuna

Esse espaço lembrarei eternamente quando você

Se foi sem dor, nem medo

Eu fiquei

Somente dizendo

Vai.

Lilian Cascalho.

 


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 02:04:30 # 0 comentários
O que desejas

O que desejas

Se não, o meu amor resistente e cálido

Eu, renitente batedora de asas

Incansável lutadora por você

Buscando incessantemente

Um motivo para repousar minhas asas

Cansadas

De tanto te buscar te procurar

Quando repouso sobre uma rocha, uma fortaleza

Ou um cais

Sinto me perdida, pois cheguei ao ponto final de mim

Então continuo à voar voraz

Em busca de alguém que possa voar comigo

Sem ter medo

Procurando paz

Assim como você

Semi-deus

Quase perfeito,

Meio demônio, completamente mortal

Sua liberdade me tortura

Eu canto para o tempo

O grito para o vento

E te aguardo no temporal

Nos raios que rasgam e defloram o infinito

Virgem e puro

Mesmo empunhando a espada de aço e flutuando sobre mar revolto

Jamais ganharei a guerra

Você se incrustou em minha pele, minha alma e minha vida

Como um recife coral que segura as pedras que rolam nos oceanos em fúria

E sobre mar desenham figuras , desfiguradas

Com os cavalos marinhos que galopam livremente nas águas salgadas

Vou voando

Gritando

Cantando

Tentando afastar a solidão

Para te encontrar em qualquer de repente

Eu te salvarei

Das lavras incandescente

Que surgem do olho do vulcão

Com minhas incansáveis asas

Te levarei para o universo em meus braços.

Lilian Cascalho e Marcos Vieira


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 10:44:52 # 0 comentários
quarta, 21 maio, 2008
Sonhos ou pesadelos

Me deixe aqui

Sozinha em meu quarto

Escrevendo meus dilemas

Meus poemas

Tentando escrever o que minha boca não diz

O que a vida não quis

O que meu destino traçou

Deixe-me ir

Buscar no meu intimo

Justificar meus ímpetos

E me penitenciar pelos meus erros

Deixe-me

Nos meu sonhos ou pesadelos

Nos meus sorrisos forjados

Ou nas lagrimas de desespero

Não se preocupe

Eu vou ressuscita

Apagando para sempre do meu peito

Teu brasão

Me libertarei desse vicio

Desse licor que sorvo todos os dias

Estarei livre

Dessa duvida

Deixe-me

Que eu vou me curar

Dessas inúmeras feridas

E da eterna loucura

De te amar.

Lilian Cascalho


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 01:45:25 # 1 comentários
Vem agora

Eu quero você,

Eu quero ter você por hora

Por hoje, eu quero agora

Eu tenho pressa,

Tenho urgência

Derrama se corpo sobre o meu

Me toma, me bebe

Me beija , me morde

Me sacode mais não me deixa viver sem você

Engole meu sangue,

Se alimenta da minha alma,

Suga os meus sentimentos,

Se afogue em meus sentidos

Que eu te salvo

Te mato de tanto prazer

Toca minha pele que arde querendo você

Depois esfria com a tua ausência para que eu te queira cada vez mais

Me pega, me larga, me bate , me cheira

É assim que eu gosto de me dar para você

Sei que não sou sua

Nem você  é meu

Mais somos fogo

Da mesma chama

Que queima no momento de fazermos amor

Somos um forte e intensos

Loucos e subliminares

O que faço para viver esse sonho?

Esse momento que existe hoje

Somente em meus pensamentos.

Lilian Cascalho.


postado por Lilian Cristina Cascalho Dos Santos as 11:31:01 # 1 comentários