O LIVRO DE RENESMEE ou LUA CHEIA
O LIVRO DE RENESMEE ou LUA CHEIA

quinta, 19 novembro, 2009
Continuação do Capítulo 4

Subi na moto e girei a chave, ia dar a partida quando algo me surpreendeu. Uma sombra passou por frente dos meus olhos, alguma coisa parecida com a silhueta humana, mais que desapareceu como uma cena de TV, quando alguém puxa o fio da tomada. Eu fiquei perplexa, pensei por um momento em gritar, mais seria muita covardia da minha parte. Então eu decidi que era minha imaginação e liguei a moto.

O som do motor ligado pareceu afastar a imagem borrada da minha cabeça. Quando eu passei a primeira marcha senti a adrenalina tomar meu corpo, então fui soltando a embreagem pouco a pouco até eu sai completamente da garagem e fui passando as outras marchas.

Não pude sentir a potência da moto até que cheguei à estrada que leva a cidade.

O vento batia em meu rosto fazendo meus cabelos voarem, foi então que eu percebi que teria que chegar a algum lugar. Decidi ir à casa de Charlie, afinal já fazia uma semana que eu não o visitava. Ele tinha deixado vários recados na nossa secretária eletrônica pedindo pra que fosse vê-lo. Eu pensei apenas por um instante se ele me visse em cima dessa moto se ia ter um infarto ou coisa do gênero. Meu avô não era chegado a motos.

Então, meio que a estacionei na esquina, e segui para a porta de meu avô e bati. Pelo volume da TV ele estava assistindo algum jogo de beisebol. Não demorou muito ele abriu a porta, e que surpresa ver a reação dele.

-Uau! Você parece que é minha filha e não minha neta! Meu Deus! Quando foi que você esticou desse jeito?-ele me abraçou e eu fiz uma careta quando estávamos dentro de casa. Não cresci tanto assim em uma semana. Meu crescimento estava parado ou lento, como dizia meu vô Carlisle. Charlie exagerado.

-O senhor não tem nada mais original pra dizer não, vô Charlie? Assim eu vou me sentir mais velha do que eu já sou!-eu disse, brincando com sua expressão de confusão.

-Velho que se sente sou eu, por ter uma criança deste tamanho como minha neta! Quantos fajutos anos?-ele disse quando nos sentamos.

-Hum... Acho que fiz quinze há alguns meses... Mas eu não tenho certeza. - Charlie deu um pequeno pulo do sofá. Esse sábado seria bem divertido.

-Sério? Bem, eu não deveria me surpreender mais com sua idade... Ok! E a Bella?! Onde está aquela ingrata? Esqueceu da família. Também, com tantos novos parentes...

Charlie fez uma cara de amargura, minha mãe tinha culpa naquele caso. Ela sempre me mandava vir visitar Charlie, mas ela esquecia-se que ela era a filha, e eu, apenas a neta. Apesar dela viver na loja, Charlie não passava muito por lá. Mas sempre que dava minha mãe vinha, não era assim também! Eu segurei seu ombro e balancei de leve.

-Ela não te esqueceu, vô, só esta ocupada demais para ficar com a família. Até de mim... -eu suspirei, tentando melhorar a situação dele me incluindo no que ele estava sentindo.

-Depois que ela montou aquela loja com Alice, hum, tem se dedicado bastante. Logo ela que nuca se importou muito com essas coisas. -meu avô disse num tom nostálgico, parecendo lembrar de algo de um passado distante -É, só sobramos nós!-Charlie me puxou e me abraçou, e eu fiquei lá, entre seus braços-Puxa, que tacada! E você veio com quem?

A expressão dele estava radiante e eu não queria enfartá-lo, então decidir não mentir, mas também não contar toda a verdade.

-Eh...Eu vim sozinha, vô, eu já sou bem grandinha! O senhor queria que eu viesse com alguma babá?-a cara dele ficou um pouco pensativa, mas depois relaxou, agora ele estava olhando para a TV na sua frente.

-Não é questão de tamanho, Nessie, só que seu pai e sua mãe sempre tão preocupados com você e tudo mais. Pensei que você ia ficar mimada, como a netinha dos Cullen. -a vos de Charlie pareceu um pouco irritada, ou revoltada.

-Eu? Mimada? Netinha dos Cullen? A corta essa vô Charlie! Eu ainda sou uma Swan, esqueceu? E além do mais eu não sou tão mimada, eles nem se preocupam tanto comigo como o senhor pensa. -me lembrei da moto estacionada na esquina, se eles se preocupassem de verdade não me deixariam andar nela! Mesmo eu sendo meio vampira. Nunquinha!

-É, esqueci que você é minha neta! E um Swan que se preze nunca se deixa mimar!-eu ri com o soquinho que ele me deu no braço. Eu parecia não à neta, mais o neto que ele pediu a Deus. Acho que ele nem se importava de eu ser menina ou de que eu era supostamente adotada.

-Hei, fiquei sabendo de você e o Jake... Achei interessante, mas ele está um pouco ultrapassado pra você... -pensei ter sido uma pergunta, então neguei com a cabeça, mas parece que foi uma conclusão própria.

-A tá! Melhor um ultrapassado e com juízo, do que um novo coma a cabeça de vento!-eu fiz uma careta e ele olhou para mim e suspirou.

-Quem te contou?-claro que tinha sido a Sue, já que agora os dois estavam juntos, quer dizer, namorando.

Essa história é um pouco engraçada. Uns dois anos atrás Charlie ficava todo envergonhado quando qualquer um tocava no assunto, mas agora não, ele parecia bem à vontade. Eu até já chamava Leah de tia, embora ela detestasse esse tipo de apelido, mas começou a se acostumar com a idéia.

Seth era o que mais se agradava, quando eu o chamava de tio, ele pirava! Ficava todo besta, começou até a chamar Bella de maninha, o que minha mãe tolerava. O importante para ela era que meu avô estava feliz e, assim como Renée, ele teve uma nova chance de ser feliz com o amor.

Envergonhado ele mudou a conversa.

-Sabe, Nessie, eu notei que você está meio preocupada. Se você tiver algo pra fazer eu não te empato não, meu bem. –Charlie mudou de posição e ficou sentado ereto com o controle nas mãos olhando para o chão.

-Se eu tivesse não estaria aqui. Eu sempre venho te ver aos sábados, esqueceu? Os sábados são seus, vô, então acho melhor me tolerar!-ele me olhou, sorriu meio torto e relaxou novamente, colocando a cabeça no outro braço do sofá e os pés em cima de mim, maior moral!

-Então por que essa cara de preocupada?-ele estava mesmo a fim de estragar o dia. Mas eu também contribuí, claro, eu deveria ter disfarçado melhor minha cara de decepcionada.

-É, eu tô só um pouco mal com uma coisa aí que me desapontou... -eu baixei meus olhos, ficando um pouco envergonhada.

-Um... Entendo, coisa de adolescentes. Mas deixe isso de lado e veja que tacada que vai sair agora!- é, Charlie era bem legal! Realmente a tacada foi espetacular, a bola voou por cima da torcida. Eu acabei gostando de beisebol, afinal toda a minha família era fanática pelo esporte.

-Nessie, vá a geladeira pegar uma cerveja pra mim...

-Hum... Mamãe não vai gostar nem um pouco de saber que o senhor esta bebendo... O que o médico falou, vô? Nada de bebidas, por um pouquinho que fosse... -eu estava encarando ele seriamente, e sua expressão ficou de piedade.

-Vocês e esses médicos. Como um homem pode viver sem beber uma cervejinha no final de semana? O que querem que eu beba? Coca? Pepsi? Não mesmo!-ele disse erguendo as mãos.

-Tá, a saúde é sua! Eu só não quero perder o meu avô querido!

Meu tom estava quase de dar dó, essa era uma das vantagens da minha parte vampira, eu sempre sabia fazer com que meus pedidos e ordens fossem mais apelativos do que de costume.

-Ok! Hoje eu não bebo! Por você! Mas não dá pra agüentar por muito tempo... Ah, isso é pedir demais! Uma vez ou outra não vai me matar de repente...

Charlie me olhou, pidão, eu simplesmente suspirei, pois sabia que quando eu fosse embora ele certamente beberia.

As horas se passaram um pouco lentas, então quando o meio dia chegou, Sue apareceu para fazer o almoço de Charlie, o que me deixou um pouco desconfortável, afinal ela sabia notícias de Jacob que eu não queria escutar, a não ser que fosse dele mesmo.

Ela me cumprimentou e foi para a cozinha, eu a segui, para ajudar em algo, e ela aceitou minha ajuda, me deixando fazer a salada da dieta que Charlie estava seguindo agora. Depois que seus amigos mais íntimos se foram, mamãe obrigou Charlie a afazer alguns exames de rotina, que meu, já gastado avô, não passou muito bem.

Então caiu na dieta.

-Nessie, você já viu Jacob?-Sue quis parecer uma pergunta rotineira, mas não a entendi assim.

-Quando?-eu falei indiferente.

-Hoje! Ele estava querendo te ver. Acho que era pra ele ter ido ver você ontem, mas...

Eu levantei meus olhos e a encarei e esperei terminar sua longa pausa.

-Bem, é que surgiu uma emergência em La Push. -sempre La Push, eu pensei amarga - Eles encontraram uma garota lobo machucada na reserva. Ela tinha sido atacada por um vampiro... Então ele teve que ajudar...

Claro que teve, eu revirei meus olhos e voltei a encara-lá, ela agora estava com a cabeça baixa cortando algumas verduras.

-Vampiro?!-eu aspirei, esquecendo de mim e Jacob por um minuto e reavaliando as palavras dela.

-Isso. Foi Leah quem me falou. Até tiveram que fazer um antigo ritual para salva-lá.

-De onde é essa garota? Pensei que só existia Leah de garota lobo... -era o que eu imaginava, mas algo me fez estremecer com a palavra garota. Outra garota no bando? E se Jacob...

Eu afastei esse pensamento sombrio de ridículo ciúme bobo.

-É, parece que Leah não é a única. Segundo ela, a garota é do Alaska.

Alaska? Esse estado me lembrava à família de Tânia. Será que havia ocorrido algo por lá? Assim que eu chegasse em casa eu faria vô Esme ou Carlisle ligar par lá.

-E o que ela estava fazendo aqui? Quer dizer, vir de tão longe para que?

-Não sei muito bem, mas tem algo haver com um vampiro maluco que andou rondando um vilarejo por lá. Eles vieram em perseguição do monst...do vampiro, mas ele atacou o bando e conseguiu fugir, matando a maioria dos lobisomens do bando. Só restou a garota, que quase não escapa.

Meu Deus! Quem teria sido esse vampiro? Eu precisava ver Jacob! Eu teria que esquecer meu orgulho e ir falar com ele e com meu pai, quando ele voltasse. Mas agora Jacob era minha prioridade.

Fiz uma cara de súplica para Sue, que suspirou e me olhou perguntando se eu precisava mesmo ir agora, e eu olhei de volta com uma cara totalmente desesperada.

-Nessie, querida, você pode ir até La Push dar um recado pra mim? É coisa rápida...

-Ir onde, Sue?-Charlie perguntou da sala, por cima do ombro. Então Sue olhou pra mim e balançou a cabeça e eu saí pela porta, voando, nem olhei pra cara de Charlie. Mas eu ouvi ele perguntando se eu ia a pé e, quando eu montei na moto, vi Charlie colocar a cabeça na porta. Eu nem tive tempo de observar a expressão dele, acelerei, e sem querer fiz os pneus cantarem no asfalto, e corri, levantando água em algumas poças pelo caminho.



postado por 121594 as 05:10:27
7 comentários:

Alex:
Ei nao se esqueça do segredo q os cullen guardam e que sue teria um pouco mais de cuidado quando falar com renesmee pois sue tambeç tem segredos e charlie nao sabe de nada
mas tirando isto estou adorando a historia e espero q vc nao fique brava com a critica ,pois lembre sao das criticas que nascem os melhores atos!
Bjao
28/12/2011 23:00:20
Danih:
amei em um fim do semana ja conssigui ler uns cinco capitulos se eu conssiguir criar meu blog talves ue crie alguma coisa tipo o proximo livro da saga adorei bejos!!!!!!!!!!!
13/06/2011 01:17:58
luana :
PARABENS ,EU AMEI ESSA HISTORIA OBRIGADO POR TER CONTIMUADO A SAGA CREPUSCULO ,VC E MUITO INTELIGENTE ! !!! SUCESSO !
07/08/2010 22:17:21
Rafa:
Eu ameiiiiiiiiiiii essa história,a continuação da Saga esta PER-FEI-TA!!
PARABÉNS!!
13/02/2010 19:59:35
Lorena:
Caramba!Essa história me viciou,não que a saga não me viciasse antes,a-do-rei,menos o fato que Jacob ainda não lascou um beijo em Nessie,mas fora isso está de mais!!

*-*
24/01/2010 11:55:45
luana:
amo muito ele e adorei essa historia!!!!
26/12/2009 18:10:27
drica:
AAAAAAAAAHH

que lindo *--*

PS: tenho uma queda por ele HASUHAHSUAHUSAUUS
10/12/2009 16:16:08
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