
MP atuante. O Ministério Público (MP) está atento à situação das contratações realizadas pela Prefeitura de Manga para suprir seu quadro de pessoal. O MP local acompanha tomou iniciativa semelhante daquela tomada pelos os promotores Felipe Araújo e Hugo Barros, de Januária, que acionaram prefeitos dos municípios daquela Comarca para firmar o chamado TAC (Termos de Ajuste de Conduta) para por fim às irregularidades nos quadros de pessoal. A promotora Josiane Malaquias firmou compromisso igual com o prefeito de Manga, Humberto Salles (PTB).
A promotora Josiane observa que agiu motivada por denúncias de servidores que se consideram prejudicados com os constantes atrasos no pagamento dos seus salários. No TAC, Humberto Salles se compromete a contratar somente os servidores essenciais à prestação básica dos serviços públicos até o início das chamadas dos novos servidores aprovados no concurso realizado em meados do mês de janeiro.
O TAC acertado com o MP veio em boa hora para o prefeito Salles, que não será mais obrigado a manter os funcionários contratados após ter tomado posse em janeiro de 2005. O atual número de contratados supera o de efetivos, o que comprova o nítido descontrole da situação por parte da administração. Na condição de candidato, Humberto abusou da prerrogativa de criar falsas expectativas na cabeça do eleitor: por onde passou durante a campanha, ele prometeu empregos para pessoas de várias famílias – explorando bem a maior preocupação do eleitorado manguense. Deu no que deu.
Bandeira.com. O ex-prefeito de Manga Haroldo Bandeira (PMDB) é o mais novo adepto da inclusão digital. Só que em causa própria. Bandeira planeja passar uma pequena temporada em Montes Claros para aprender os segredos básicos do mundo da informática e, de quebra, fazer um curso rápido de navegação na internet. Mais adiante, quando estiver seguro do manuseio das novas tecnologias, ele pretende abrir uma página com o seu nome na internet.
Decifra-me... Essa é para quem é iniciado nas especificadades da política de Manga. O pároco desta cidade, Wellington Jorge Xavier, recusou polidamente convite recente do prefeito Humberto Salles para assumir a Secretaria de Ação Social do município. Wellington Jorge alegou falta de permissão de superiores na hierarquia da Igreja para recusar a oferta do prefeito. Mas o verdadeiro motivo teria sido os indícios de que Salles queria apenas testar a sua disposição para entrar na política local, uma dúvida que o padre alimenta com reconhecida maestria até aqui. Como não foi convidado no início do governo, ele concluiu que não tinha nada a ganhar agora que a administração está envolvida numa série de denúncias. Humberto queria tê-lo por perto e sob controle, porque é candidato à reeleição. Como não tinha nada a ganhar e um pouco a perder, ele declinou do convite.
... ou te devoro. A liderança demonstrada pelo padre Wellington na empreitada da reforma da Matriz Nossa Senhora Aparecida é o cartão de visita para se apresentar como opção à cadeira de prefeito. Wellington Xavier leva meio na galhofa sua suposta pretensão de disputar a Prefeitura em 2008. Enigmático, o padre até já criou um slogan de campanha: "Manga tem jeito, padre Wellingon para prefeito", mas sempre desconversa quando alguém quer a falar a sério sobre o assunto. Na calada, ele pediu informações sobre como proceder para registrar um partido político e já está com toda a documentação para o registro provisório da sigla. Os políticos manguenses acompanham à distância a movimentação do religioso. Não é nada, não é nada a Casa Paroquial pode oferecer um bom vice.
EXTRAÍDO DA COLUNA "FIQUE DE OLHO", ASSINADA POR JUSSARA RIBEIRO EM O MÉDIO SÃO FRANCISCO
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