Petrobras descarta queda nos preços de combustíveis no primeiro semestre
O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, mandou avisar, em entrevista à TV Brasil, que a empresa não pretende reduzir os preços do diesel e da gasolina nos próximos quatro meses. Gabrielli afirmou que os preços dos combustíveis comercializados no mercado internos dependem do preço do barril do petróleo e da taxa de câmbio, que precisam ficar estáveis nos patamares atuais por um prazo de três a quatro meses para que a redução aconteça.
O leitor aqui do blog viu em post anterior que estudo da Câmara dos Deputados concluiu que o preço médio da gasolina no país deveria estar em torno dos R$ 2,10. Aqui no Plano Piloto sai por R$ 2,68 em todos os postos, o que, no mínimo, exclui a possibilidade de concorrência entre as distribuidoras. O preço do barril, por sinal, está novamente em alta. Bateu hoje na casa dos US$ 49,16 e puxou a alta de mais de 2% na Bovespa com as ações da Petrobras.
Os preços dos combustíveis no Brasil não acompanharam a queda no preço do barril do petróleo, que chegou a 147 dólares há cerca de um ano e agora flutua no do patamar de US$ 40, em média. Depois de quase três anos sem reajuste, os preços da gasolina e do diesel subiram, respectivamente, 10% e 15%, em 2 de maio de 2008. O governo segura o repasse da baixa para o consumidor porque não houve aumento quando a escalada de preços ameaçava levar o barril do produto para os 200 dólares. Com o estouro da crise, as previsões de alta não se confirmaram e os preços despencaram. Agora, o governo mantém o preço inflado para recuperar as margens de lucro da Petrobras.

















